{"id":38035,"date":"2011-10-10T07:55:05","date_gmt":"2011-10-10T10:55:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=38035"},"modified":"2011-10-10T07:55:05","modified_gmt":"2011-10-10T10:55:05","slug":"pela-terceira-vez-brasil-lidera-ranking-de-combate-a-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/10\/10\/pela-terceira-vez-brasil-lidera-ranking-de-combate-a-fome\/","title":{"rendered":"Pela terceira vez, Brasil lidera ranking de combate \u00e0 fome"},"content":{"rendered":"<p><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os pa\u00edses que mais combatem a fome. Desta vez, o an\u00fancio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do <em>ranking<\/em>. Malau\u00ed, Ruanda, Eti\u00f3pia e Tanz\u00e2nia completam as cinco primeiras posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio lista resultados do Programa Fome Zero, que levou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da desnutri\u00e7\u00e3o infantil\u00a0 em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclus\u00e3o do direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o Federal em fevereiro de 2010.<\/p>\n<p>A iniciativa mais recente do pa\u00eds no combate \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar, segundo a ONG, foi o an\u00fancio de R$ 16 bilh\u00f5es para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011\/2012, para investimentos na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, gera\u00e7\u00e3o de renda no campo e organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de agricultores familiares, assentados da reforma agr\u00e1ria e povos e comunidades tradicionais.<\/p>\n<p><!--more-->Apesar dos bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avan\u00e7ar na distribui\u00e7\u00e3o de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o relat\u00f3rio, 56% da terra agricult\u00e1vel est\u00e3o nas m\u00e3os de 3,5% dos propriet\u00e1rios rurais. Os 40% mais pobres t\u00eam apenas 1% dessas terras.<\/p>\n<p>\u201cO pa\u00eds precisa resolver a profunda desigualdade no acesso \u00e0 terra e assegurar que os novos processos de crescimento n\u00e3o gerem novas exclus\u00f5es por meio do deslocamento das popula\u00e7\u00f5es. E ainda h\u00e1 16 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, altamente vulner\u00e1veis \u00e0 fome. Essas pessoas s\u00e3o profundamente exclu\u00eddas, s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas muito espec\u00edficas e desenhadas para esse grupo\u201d, avaliou o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.<\/p>\n<p>Segundo ele, pode ser compartilhada com outros pa\u00edses a experi\u00eancia brasileira em iniciativas de transfer\u00eancia de renda e pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o social e seguran\u00e7a alimentar, como os programas de merenda escolar e de constru\u00e7\u00e3o de cisternas em regi\u00f5es semi\u00e1ridas.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o global, o levantamento aponta que apesar de recentes avan\u00e7os no combate \u00e0 fome e \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar, o mundo est\u00e1 prestes a enfrentar uma agravamento da crise de oferta de alimentos. Entre as causas est\u00e3o os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a perspectiva de aumento de pre\u00e7o dos alimentos, que dever\u00e1 levar mais 44 milh\u00f5es de pessoas \u00e0 pobreza. De acordo com a ActionAid, a demanda de terras para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis deve continuar inflacionando o pre\u00e7o dos alimentos.<\/p>\n<p>De acordo com Campolina, a crise econ\u00f4mica tamb\u00e9m deve frear os esfor\u00e7os internacionais de combate \u00e0 fome. \u201cEm um ambiente de crise h\u00e1 menos recursos dispon\u00edveis tanto para a ajuda externa quanto para o investimento dom\u00e9stico em agricultura, o que pode levar a uma diminui\u00e7\u00e3o dos recursos que poderiam ser destinados \u00e0 agricultura familiar e sustent\u00e1vel. Apesar que boa parte do que se ouviu at\u00e9 hoje sobre promessa de ajuda dos pa\u00edses ricos n\u00e3o constitui novos recursos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A ONG sugere que o G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) inclua a crise alimentar na pauta de sua pr\u00f3xima reuni\u00e3o, em novembro, em Cannes, na Fran\u00e7a, e se comprometa, por exemplo, a garantir investimentos \u00e0s pequenas propriedades dos pa\u00edses pobres e a frear a especula\u00e7\u00e3o de terras para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cO G20 tem que tomar as medidas concretas para cumprir a prioridade de combater a fome. A prioridade n\u00e3o pode ser salvar grupos financeiros que especulam com <em>commodities<\/em> agr\u00edcolas ao custo da fome das popula\u00e7\u00f5es pobres. \u00c9 preciso investir em pequenos agricultores que produzem alimentos para consumo local e dinamizam mercados dom\u00e9sticos, apoiar a cria\u00e7\u00e3o de estoques de alimentos nacionais e regionais e controlar a especula\u00e7\u00e3o financeira com produtos agr\u00edcolas\u201d, defendeu o coordenador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia &#8211; O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os pa\u00edses que mais combatem a fome. Desta vez, o an\u00fancio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malau\u00ed, Ruanda, Eti\u00f3pia e Tanz\u00e2nia completam as cinco primeiras posi\u00e7\u00f5es. 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