{"id":38012,"date":"2011-10-08T17:45:47","date_gmt":"2011-10-08T20:45:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=38012"},"modified":"2011-10-08T17:45:47","modified_gmt":"2011-10-08T20:45:47","slug":"pesquisa-da-unb-ajuda-a-identificar-areas-com-potencial-petrolifero-na-camada-pre-sal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/10\/08\/pesquisa-da-unb-ajuda-a-identificar-areas-com-potencial-petrolifero-na-camada-pre-sal\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UnB ajuda a identificar \u00e1reas com potencial petrol\u00edfero na camada pr\u00e9-sal"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 A mais de mil quil\u00f4metros do litoral, a Universidade de Bras\u00edlia (UnB) desenvolve pesquisa cujos resultados orientam a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto-mar. Em parceria com a Petrobras, o Laborat\u00f3rio de Micropaleontologia do Instituto de Geoci\u00eancias estuda a idade das rochas perfuradas pela empresa na camada pr\u00e9-sal das bacias de Campos (Rio de Janeiro), Santos (S\u00e3o Paulo), Alagoas e Sergipe.<\/p>\n<p>A idade dos sedimentos encontrados no fundo do oceano, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, pode indicar a propens\u00e3o da exist\u00eancia de reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo. Saber a idade da pedra \u00e9 estrat\u00e9gico porque direciona o trabalho de prospec\u00e7\u00e3o e economiza o gasto com perfura\u00e7\u00e3o em alto-mar. O hidrocarbureto tem sido encontrado sob rochas formadas h\u00e1 cerca de 125 milh\u00f5es de anos, no per\u00edodo cret\u00e1ceo inferior da era mesozoica da Terra.<!--more--><\/p>\n<p>A medi\u00e7\u00e3o da idade das rochas \u00e9 feita pelo Laborat\u00f3rio de Micropaleontologia por meio de f\u00f3sseis calc\u00e1rios de ostracodes, crust\u00e1ceos primitivos de menos de 1 mil\u00edmetro ainda existentes na natureza (tanto em \u00e1gua doce quanto em \u00e1gua salgada). Os f\u00f3sseis dos ostracodes ficam nos sedimentos analisados pela UnB, cujas amostras s\u00e3o enviadas pela Petrobras.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais precisa a identifica\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o dos ostracodes, melhor ser\u00e1 o grau de detalhamento e fatiamento das rochas\u201d, explica o gerente de Bioestratigrafia e Paleoecologia do Centro de Pesquisas Leopoldo Am\u00e9rico Miguez de Mello (Cenpes) da Petrobras, Oscar Strohschoen Junior.<\/p>\n<p>Segundo ele, os ostracodes \u201cs\u00e3o praticamente os \u00fanicos microf\u00f3sseis\u201d que permitem a data\u00e7\u00e3o relativa das rochas. De acordo com o coordenador do Laborat\u00f3rio de Micropaleontologia da UnB, Dermeval do Carmo, \u201cos ostracodes parecem camar\u00f5ezinhos min\u00fasculos\u201d, revestidos por uma microconcha de cada lado (valva).<\/p>\n<p>Em tr\u00eas anos de pesquisa, a UnB j\u00e1 analisou sedimentos de 12 perfura\u00e7\u00f5es. Quinze pesquisadores trabalham atualmente no laborat\u00f3rio, desde estudantes de gradua\u00e7\u00e3o at\u00e9 alunos de p\u00f3s-doutorado, al\u00e9m de tr\u00eas professores do quadro da universidade. Desde 2008, a Petrobras destinou \u00e0 UnB cerca de R$ 2 milh\u00f5es para a a contrata\u00e7\u00e3o de pesquisadores, a compra de equipamentos de an\u00e1lise (como microsc\u00f3pios eletr\u00f4nicos e computadores) e a assinatura de peri\u00f3dicos cient\u00edficos internacionais especializados em paleontologia. Conforme previsto em lei, o patroc\u00ednio da Petrobras \u00e9 regulado pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP).<\/p>\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o entre empresas e universidades \u00e9 meta do governo em programas como o Ci\u00eancia sem Fronteira. A avalia\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o \u00e9 que a posi\u00e7\u00e3o do Brasil no <em>ranking <\/em>global de inova\u00e7\u00e3o empresarial (47\u00ba lugar, segundo o The Global Innovationindex 2011) est\u00e1 muito aqu\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (13\u00ba lugar, segundo o Institute for Scientific Information).<\/p>\n<p>O coordenador do Laborat\u00f3rio de Micropaleontologia da UnB defende a parceria entre academia e empresa. \u201cA universidade n\u00e3o trabalha para a ind\u00fastria, trabalha com a ind\u00fastria. N\u00e3o \u00e9 simplesmente uma rela\u00e7\u00e3o de mercado, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o promovida pelo governo em prol de ambas as partes. Promove condi\u00e7\u00f5es de pesquisa nas institui\u00e7\u00f5es e promove inova\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria\u201d.<\/p>\n<p>Para Oscar Strohschoen, a parceria com as universidades \u201ctem sido extremamente efetiva. Al\u00e9m dos excelentes resultados diretos produzidos pelos projetos, permite o desenvolvimento ou a forma\u00e7\u00e3o de equipes atuantes em \u00e1reas com extrema car\u00eancia de especialistas no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Dermeval do Carmo, que pesquisa ostracodes desde a d\u00e9cada de 1990, a aproxima\u00e7\u00e3o \u201cdeixa a ind\u00fastria feliz porque tem respostas especiais para os problemas espec\u00edficos, e deixa a universidade feliz porque ela tem recursos para desenvolver sua infraestrutura, para trazer professores com bons curr\u00edculos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 A mais de mil quil\u00f4metros do litoral, a Universidade de Bras\u00edlia (UnB) desenvolve pesquisa cujos resultados orientam a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto-mar. Em parceria com a Petrobras, o Laborat\u00f3rio de Micropaleontologia do Instituto de Geoci\u00eancias estuda a idade das rochas perfuradas pela empresa na camada pr\u00e9-sal das bacias de Campos (Rio de Janeiro), Santos (S\u00e3o Paulo), Alagoas e Sergipe. A idade dos sedimentos encontrados no fundo do oceano, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, pode indicar a propens\u00e3o da exist\u00eancia de reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo. 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