{"id":37453,"date":"2011-09-24T15:55:07","date_gmt":"2011-09-24T18:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=37453"},"modified":"2011-09-24T15:55:07","modified_gmt":"2011-09-24T18:55:07","slug":"carga-de-tributos-fica-mais-pesada-para-brasileiro-com-crescimento-da-economia-e-atinge-335-do-pib-em-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/09\/24\/carga-de-tributos-fica-mais-pesada-para-brasileiro-com-crescimento-da-economia-e-atinge-335-do-pib-em-2010\/","title":{"rendered":"Carga de tributos fica mais pesada para brasileiro com crescimento da economia e atinge 33,5% do PIB em 2010"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Cerca de um ter\u00e7o de tudo o que o brasileiro ganhou em 2010 foi para os cofres p\u00fablicos. Segundo n\u00fameros divulgados h\u00e1 pouco pela Receita Federal, a carga tribut\u00e1ria no ano passado correspondeu a 33,56% do Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 0,42 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a 2009, quando a carga havia atingido 33,14%.<\/p>\n<p>O n\u00famero corresponde \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, de estados e munic\u00edpios, dividida pelo PIB, que \u00e9 a soma de tudo aquilo que o pa\u00eds produz. De acordo com a Receita Federal, o crescimento da carga tribut\u00e1ria resultou da combina\u00e7\u00e3o do crescimento de 7,5% do PIB no ano passado e da expans\u00e3o real (descontada a infla\u00e7\u00e3o) de 8,9% da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria nos tr\u00eas n\u00edveis de governo.<!--more--><\/p>\n<p>Apesar do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o, a Receita alega que o incremento da carga tribut\u00e1ria decorreu muito mais do crescimento da economia do que da eleva\u00e7\u00e3o de impostos e contribui\u00e7\u00f5es. De acordo com o Fisco, isso pode ser comprovado pelo fato de o aumento da receita tribut\u00e1ria ter se concentrado em tributos vinculados ao faturamento ou ao valor agregado, como a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A Cofins e o IPI foram os tributos cuja receita registrou as maiores varia\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, com crescimento de 0,14 ponto percentual cada um.<\/p>\n<p>No caso do IPI, al\u00e9m do crescimento da produ\u00e7\u00e3o, o fim das desonera\u00e7\u00f5es para autom\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos interferiu no aumento da arrecada\u00e7\u00e3o. O segundo maior crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao PIB ocorreu com o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF), cuja arrecada\u00e7\u00e3o subiu 0,12 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao PIB. Conforme a Receita, essa varia\u00e7\u00e3o foi provocada pela eleva\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas sobre opera\u00e7\u00f5es cambiais no ano passado, para conter a queda do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>O crescimento tamb\u00e9m decorreu da revis\u00e3o da carga tribut\u00e1ria de 2009, feita pela Receita. No ano passado, o Fisco havia divulgado que o indicador tinha atingido 33,58% do PIB, dois anos atr\u00e1s. Agora, esse n\u00famero passou para 33,14%. A maior carga tribut\u00e1ria havia sido registrada em 2008, quando o percentual alcan\u00e7ou 34,11% do PIB.<\/p>\n<p>Os tributos federais foram os que mais pesaram no bolso do brasileiro, correspondendo a 23,46% do PIB em 2010. Em 2009, esse percentual havia atingido 23,14%. Os tributos estaduais representaram 8,47% do PIB, \u00edndice praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2009, quando os tributos estaduais haviam alcan\u00e7ado 8,48% do PIB. A carga tribut\u00e1ria dos munic\u00edpios subiu de 4,58% do PIB, em 2009, para 4,87% no ano passado.<\/p>\n<p>De acordo com a Receita Federal, a carga tribut\u00e1ria brasileira \u00e9 mais baixa que a m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), grupo composto principalmente por pa\u00edses desenvolvidos. Como os dados dos outros pa\u00edses est\u00e3o desatualizados, a Receita Federal fez a compara\u00e7\u00e3o com 2009, quando a m\u00e9dia da carga tribut\u00e1ria nos pa\u00edses da OCDE somou 34,8% do PIB, 1,7 ponto percentual acima da brasileira naquele ano.<\/p>\n<p>Apesar disso, o peso dos impostos sobre a economia brasileira \u00e9 maior do que nos Estados Unidos, onde a carga tribut\u00e1ria somou 24% em 2009, e em pa\u00edses emergentes como o M\u00e9xico, cuja carga atingiu 17,5% do PIB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 Cerca de um ter\u00e7o de tudo o que o brasileiro ganhou em 2010 foi para os cofres p\u00fablicos. Segundo n\u00fameros divulgados h\u00e1 pouco pela Receita Federal, a carga tribut\u00e1ria no ano passado correspondeu a 33,56% do Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 0,42 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a 2009, quando a carga havia atingido 33,14%. O n\u00famero corresponde \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, de estados e munic\u00edpios, dividida pelo PIB, que \u00e9 a soma de tudo aquilo que o pa\u00eds produz. 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