{"id":36435,"date":"2011-08-30T20:59:08","date_gmt":"2011-08-30T23:59:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=36435"},"modified":"2011-08-30T20:59:08","modified_gmt":"2011-08-30T23:59:08","slug":"camara-absolve-jaqueline-roriz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/08\/30\/camara-absolve-jaqueline-roriz\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara absolve Jaqueline Roriz"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>do Congresso em Foco<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com 265 votos n\u00e3o, 166 sim e 20 absten\u00e7\u00f5es, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi absolvida pelos colegas de C\u00e2mara. A parlamentar brasiliense era acusada de quebra de decoro por conta da divulga\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo em que aparece recebendo dinheiro de propina. As imagens foram gravadas em 2006, quando ela n\u00e3o tinha mandato, e s\u00f3 vieram \u00e0 tona em mar\u00e7o passado. A vota\u00e7\u00e3o, secreta, durou uma hora por conta de acordo de l\u00edderes. A inten\u00e7\u00e3o era dar mais tempo para deputados chegarem e se posicionarem sobre o caso.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o feita por deputados do baixo clero e pela pr\u00f3pria Jaqueline surtiu efeito. O medo de os deputados enfrentarem processos antigos na C\u00e2mara foi maior do que a necessidade de dar uma resposta sobre o caso envolvendo a parlamentar brasiliense. A defesa argumentou que ela n\u00e3o poderia ser processada por conta de um v\u00eddeo gravado em 2006. O apelo foi maior do que o argumento do relator do caso, Carlos Sampaio (PSDB-SP). Para ele, ao virem \u00e0 tona em mar\u00e7o, as imagens mancharam a imagem do Congresso.<\/p>\n<p>No seu primeiro pronunciamento p\u00fablico desde que o v\u00eddeo foi divulgado, Jaqueline afirmou que era uma \u201ccidad\u00e3 comum\u201d \u00e0 \u00e9poca e que, portanto, n\u00e3o estava submetida \u00e0s regras do decoro parlamentar. A deputada brasiliense disse que devia um esclarecimento a todas as pessoas que acreditam na inoc\u00eancia dela. No entanto, em nenhum momento ela disse como ocorreu a grava\u00e7\u00e3o, se recebeu ou n\u00e3o dinheiro, se sabia que era dinheiro p\u00fablico, se era propina e o que fez com a quantia recebida. No discurso, ela tentou apelar para o emocional dos colegas, ao permear sua interven\u00e7\u00e3o com cr\u00edticas \u00e0 imprensa \u2013 no que ela qualificou como \u201cjornalismo predat\u00f3rio\u201d -, ao procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, e a colegas de C\u00e2mara.<!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/noticias\/outros-destaques\/em-2006-eu-era-uma-cidada-comum-diz-jaqueline\/\" target=\"_blank\">\u201cEm 2006, eu era uma cidad\u00e3 comum\u201d, diz Jaqueline<\/a><\/p>\n<p>Jaqueline foi embora antes da vota\u00e7\u00e3o terminar. \u00c0s 19h54, ela, acompanhada do assessor de imprensa Paulo Fona e de assessores, deixou a C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Antes de Jaqueline, tamb\u00e9m discursou o advogado de defesa da deputada, Jos\u00e9 Eduardo Alckmin. Para ele, apenas os deputados podem incorrer em quebra de decoro parlamentar, e Jaqueline, quando o v\u00eddeo foi gravado, n\u00e3o era deputada. \u201cSe ele n\u00e3o \u00e9 parlamentar, estar\u00e1 submetido apenas aos ditames judiciais. Se \u00e9 parlamentar, al\u00e9m de submetido aos processos judiciais, estar\u00e1 submetido a processo \u00e9tico disciplinar\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Primeiro a falar, Carlos Sampaio voltou a defender sua tese. Para ele, o fato de o v\u00eddeo ter sido divulgado somente em mar\u00e7o manchou a imagem do Legislativo. Por isso, Jaqueline deveria ser cassada por falta de decoro. \u201cFato pret\u00e9rito sabido n\u00e3o pode ser julgado\u201d, ressaltou o tucano, que \u00e9 promotor de Justi\u00e7a em S\u00e3o Paulo. \u201cN\u00e3o abre um precedente para outros casos [de fatos ocorridos antes do mandato], isso \u00e9 uma fal\u00e1cia\u201d, afirmou Sampaio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/noticias\/outros-destaques\/relator-defende-cassacao-de-jaqueline-roriz\/\" target=\"_blank\">Relator defende cassa\u00e7\u00e3o de Jaqueline Roriz<\/a><\/p>\n<p><strong>Argumentos<\/strong><\/p>\n<p>Deputados do Distrito Federal subiram \u00e0 tribuna para apoiar o relat\u00f3rio de Carlos Sampaio. \u00c9rika Kokay (PT-DF) lembrou que \u00e0 \u00e9poca do esc\u00e2ndalo da Caixa de Pandora, Jaqueline criticou colegas que participaram dos esquemas de Durval Barbosa. No entanto, a parlamentar foi pega recebendo dinheiro do delator do esquema. \u201cA resposta que a sociedade quer \u00e9 a vota\u00e7\u00e3o a favor do relat\u00f3rio, que cassa Jaqueline Roriz\u201d, afirmou Kokay.<\/p>\n<p>J\u00e1 Reguffe (PDT-DF) pediu o fim do voto secreto em plen\u00e1rio e afirmou que \u201cmuito pior que a corrup\u00e7\u00e3o nesse pa\u00eds, \u00e9 a impunidade\u201d, em alus\u00e3o ao fato de que j\u00e1 se previa que a deputada poderia ser absolvida pelos colegas. O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) tamb\u00e9m defendeu o voto aberto e disse que votar\u00e1 a favor da cassa\u00e7\u00e3o. Para ele, os eleitores t\u00eam o direito de saber seu voto. \u201cPor que o Conselho de \u00c9tica vota abertamente e n\u00f3s votamos de forma secreta? Temos o manto do voto secreto para absolver um deputado depois de todos os fatos analisados pelo conselho? Isso n\u00e3o pode ficar assim\u201d, disse.<\/p>\n<p>O deputado Vilson Covatti (PP-RS) foi o \u00fanico que subiu \u00e0 tribuna para defender a deputada Jaqueline Roriz. Covatti afirmou que o parlamento n\u00e3o pode julgar algo que aconteceu antes da legislatura da parlamentar como quebra de decoro. O pepista foi um dos tr\u00eas que votou a favor de Jaqueline no Conselho de \u00c9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>do Congresso em Foco Com 265 votos n\u00e3o, 166 sim e 20 absten\u00e7\u00f5es, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi absolvida pelos colegas de C\u00e2mara. A parlamentar brasiliense era acusada de quebra de decoro por conta da divulga\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo em que aparece recebendo dinheiro de propina. As imagens foram gravadas em 2006, quando ela n\u00e3o tinha mandato, e s\u00f3 vieram \u00e0 tona em mar\u00e7o passado. A vota\u00e7\u00e3o, secreta, durou uma hora por conta de acordo de l\u00edderes. 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