{"id":35795,"date":"2011-08-14T12:36:09","date_gmt":"2011-08-14T15:36:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=35795"},"modified":"2011-08-14T12:36:09","modified_gmt":"2011-08-14T15:36:09","slug":"policia-tem-lista-com-12-suspeitos-de-matar-juiza-diz-desembargador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/08\/14\/policia-tem-lista-com-12-suspeitos-de-matar-juiza-diz-desembargador\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia tem lista com 12 suspeitos de matar ju\u00edza, diz desembargador"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Do Terra<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s participar de uma reuni\u00e3o com a chefe de Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, e o secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a, Mariano Beltrame, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Nelson Calandra, adiantou neste s\u00e1bado que as autoridades fluminenses j\u00e1 trabalham com uma lista de 12 suspeitos iniciais para o assassinato da ju\u00edza Patr\u00edcia Acioli. Sem entrar em detalhes para n\u00e3o atrapalhar as apura\u00e7\u00f5es, ele ressaltou que o foco da investiga\u00e7\u00e3o recai principalmente sobre pessoas condenadas por Patr\u00edcia, que ainda n\u00e3o foram presas.<\/p>\n<p>\u201cEla combateu duramente o crime organizado com pris\u00f5es de mais de 60 pessoas\u201d, disse Calandra ao ser questionado pelo Terra sobre as suspeitas de envolvimentos de milicianos no crime. O magistrado recebeu das autoridades do Rio a garantia que a investiga\u00e7\u00e3o \u201cter\u00e1 um desfecho em breve\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Perguntado sobre as chances de policiais militares ou ex-PMs terem apoiado a a\u00e7\u00e3o criminosa, Calandra lembrou: \u201c\u00c9 not\u00e1vel que os executores tinham excelente treinamento de tiro. Tinham extrema precis\u00e3o para que os tiros atingissem regi\u00f5es vitais da v\u00edtima.\u201d<\/p>\n<p>O presidente da AMB ressaltou que informa\u00e7\u00f5es periciais e o hist\u00f3rico da regi\u00e3o onde o crime ocorreu auxiliam na identifica\u00e7\u00e3o de suspeitos. \u201cSe voc\u00ea olhar o local onde ela foi morta, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel se tirar alguma conclus\u00e3o.\u201d Ao obter dados sobre as primeiras apura\u00e7\u00f5es sobre os casos, Calandro criticou a legisla\u00e7\u00e3o penal. \u201cHoje em dia, pessoas s\u00e3o condenadas e saem pela porta da frente. \u00c9 uma lei penal que favorece a liberta\u00e7\u00e3o de pessoas perigos\u00edssimas. Muitas vezes, a pena leva 11 anos para ser cumprida.\u201d<\/p>\n<p>Em r\u00e1pida manifesta\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa durante a manh\u00e3, Martha Rocha voltou a ressaltar que a corpora\u00e7\u00e3o d\u00e1 prioridade m\u00e1xima para o caso da ju\u00edza Patr\u00edcia Acioli, mas salientou a necessidade de sigilo nas apura\u00e7\u00f5es. \u201cEste \u00e9 um momento de sil\u00eancio. O caso est\u00e1 sendo investigado e ser\u00e1 conclu\u00eddo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. \u00c9 um caso muito importante para o Estado do Rio\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, 18 pessoas foram ouvidas no inqu\u00e9rito sobre o primeiro caso de execu\u00e7\u00e3o de um ju\u00edz da hist\u00f3ria do Estado do Rio. Companheiro de Patr\u00edcia, o policial militar Marcelo Poubel, prestou depoimento durante mais de seis horas na DH na \u00faltima sexta-feira. Cerca de 20 policiais civis est\u00e3o nas ruas procurando pistas dos assassinos da magistrada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o disque-den\u00fancia da Pol\u00edcia Civil contabiliza nas \u00faltimas horas um total de 42 liga\u00e7\u00f5es de pessoas que querem repassar informa\u00e7\u00f5es sobre o assassinato da ju\u00edza Patr\u00edcia Acioli. Segundo Borges, antes do crime havia 37 den\u00fancias protocoladas no disque-den\u00fancia relacionadas ao trabalho da magistrada, conhecida por condenar PMs e milicianos.<\/p>\n<p>Ju\u00edza estava em \u201clista negra\u201d de criminosos A ju\u00edza Patr\u00edcia Lourival Acioli, da 4\u00aa Vara Criminal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua resid\u00eancia em Piratininga, Niter\u00f3i, na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia, 47 anos, foi a respons\u00e1vel pela pris\u00e3o de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de exterm\u00ednio de S\u00e3o Gon\u00e7alo. Ela estava em uma \u201clista negra\u201d com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patr\u00edcia j\u00e1 havia sofrido amea\u00e7as e teve seu carro metralhado quando era defensora p\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Terra Ap\u00f3s participar de uma reuni\u00e3o com a chefe de Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, e o secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a, Mariano Beltrame, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Nelson Calandra, adiantou neste s\u00e1bado que as autoridades fluminenses j\u00e1 trabalham com uma lista de 12 suspeitos iniciais para o assassinato da ju\u00edza Patr\u00edcia Acioli. 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