{"id":3546,"date":"2010-03-22T10:52:46","date_gmt":"2010-03-22T13:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=3546"},"modified":"2010-03-22T10:52:46","modified_gmt":"2010-03-22T13:52:46","slug":"turismo-cresce-e-gasto-no-exterior-bate-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/22\/turismo-cresce-e-gasto-no-exterior-bate-recorde\/","title":{"rendered":"Turismo cresce e gasto no exterior bate recorde"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Ap\u00f3s a crise, os brasileiros voltaram a viajar como nunca para o exterior. Em janeiro, os gastos em viagens internacionais dos turistas do Pa\u00eds atingiram o recorde de US$ 1,21 bilh\u00e3o, o maior valor para o m\u00eas desde 1969.<\/p>\n<p>\u00a0Os n\u00fameros d\u00e3o \u00e0s viagens um papel cada vez mais importante na composi\u00e7\u00e3o das contas externas. Sozinhas, essas despesas equivaleram a 31,6% de todo o d\u00e9ficit de transa\u00e7\u00f5es correntes do m\u00eas. Nos anos 80, o porcentual girava em torno de 3%.<\/p>\n<p>Os gastos de viajantes brasileiros pelo mundo crescem rapidamente desde o segundo semestre de 2009. Depois dos meses turbulentos da crise mundial de 2008, a retomada da economia no ano passado deu confian\u00e7a para que os turistas voltassem a olhar para fora do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><!--more-->Em fevereiro do ano passado, o gasto atingiu o piso de US$ 553 milh\u00f5es. Desde ent\u00e3o, sobe gradativamente. Na compara\u00e7\u00e3o entre os meses de janeiro de 2010 e 2009, por exemplo, a despesa saltou 72,4%. \u00c9 como se brasileiros gastassem US$ 27 mil por minuto ou US$ 454 a cada segundo do m\u00eas de janeiro.<\/p>\n<p>Do pouco mais de US$ 1,2 bilh\u00e3o gastos no m\u00eas, 68% foram no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no pagamento de passagens a\u00e9reas, hot\u00e9is, aluguel de carros, lojas e restaurantes. As compras relacionadas diretamente ao turismo &#8211; como os pacotes de viagens- e pagas em dinheiro responderam por 28% das despesas.<\/p>\n<p>As viagens de neg\u00f3cios foram respons\u00e1veis por apenas 2,3% dos gastos. Educa\u00e7\u00e3o e esportes tiveram 0,2% do volume e, motivos de sa\u00fade, apenas 0,1%. H\u00e1 pouco tempo, em 2005, a fatia dos neg\u00f3cios representava 5,41% e os fins educacionais estavam com 2% .<\/p>\n<p>Mais longe. A mudan\u00e7a de composi\u00e7\u00e3o \u00e9 atribu\u00edda ao papel cada vez mais importante do turismo. O setor explica que a estabilidade da economia, a renda maior e o c\u00e2mbio favor\u00e1vel t\u00eam gerado dois movimentos entre os viajantes. No primeiro, quem j\u00e1 conhecia o exterior passa a ir cada vez mais longe e de forma mais sofisticada. Na outra ponta, brasileiros que nunca haviam sonhado em sair do Brasil t\u00eam conseguido carimbar o passaporte pela primeira vez gra\u00e7as ao cr\u00e9dito que permite pagar pacotes internacionais em at\u00e9 24 vezes.<\/p>\n<p>&#8220;Quem sempre viaja ao exterior passou a ir cada vez mais longe, como, por exemplo, para o Leste Europeu, Oriente M\u00e9dio e at\u00e9 mesmo a \u00c1sia. Nos Estados Unidos e Europa, esse turista est\u00e1 mais sofisticado, com melhores hot\u00e9is e restaurantes&#8221;, explica o diretor de assuntos internacionais da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Viagem (Abav), Leonel Rossi J\u00fanior.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outro movimento que tem animado o setor: a estreia de novos turistas. &#8220;H\u00e1 uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que nunca havia viajado ao exterior e agora, com esfor\u00e7o, consegue. A porta de entrada para esse cliente tem sido Buenos Aires, na vizinha Argentina, que passou a ser o primeiro destino no exterior de muita gente. \u00c9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo para esse consumidor encarar destinos cada vez mais distantes&#8221;, diz Rossi J\u00fanior.<\/p>\n<p>Assim como em outros ramos da economia, o cr\u00e9dito \u00e9 a principal alavanca desse viajante. J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel parcelar a compra de um pacote internacional em at\u00e9 24 vezes. &#8220;Com a confian\u00e7a na economia que existe atualmente, consumidores da classe C t\u00eam seguran\u00e7a para parcelar a viagem de f\u00e9rias. Isso tem permito a muita gente comprar pacotes tur\u00edsticos&#8221;, diz o diretor de planejamento do Banco Rendimento, Alexandre Fialho. A institui\u00e7\u00e3o oferece financiamento de at\u00e9 dois anos em ag\u00eancias de viagem. A m\u00e9dia das opera\u00e7\u00f5es, contudo, tem ficado em 12 meses.<\/p>\n<p>Outra via que tem levado muita gente a gastar em d\u00f3lares s\u00e3o os cruzeiros que, agora, t\u00eam lotado a costa brasileira com m\u00faltiplas alternativas. Segundo o diretor da Abav, cerca de 1 milh\u00e3o de brasileiros embarcaram no ver\u00e3o, esta\u00e7\u00e3o que terminou neste fim de semana. Essas viagens tamb\u00e9m t\u00eam sido amplamente facilitadas pelo cr\u00e9dito.<\/p>\n<p><strong>Estad\u00e3o<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a crise, os brasileiros voltaram a viajar como nunca para o exterior. Em janeiro, os gastos em viagens internacionais dos turistas do Pa\u00eds atingiram o recorde de US$ 1,21 bilh\u00e3o, o maior valor para o m\u00eas desde 1969. \u00a0Os n\u00fameros d\u00e3o \u00e0s viagens um papel cada vez mais importante na composi\u00e7\u00e3o das contas externas. 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