{"id":35416,"date":"2011-08-02T07:46:43","date_gmt":"2011-08-02T10:46:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=35416"},"modified":"2011-08-02T07:46:43","modified_gmt":"2011-08-02T10:46:43","slug":"estrangeiros-investem-pesado-em-mineracao-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/08\/02\/estrangeiros-investem-pesado-em-mineracao-na-bahia\/","title":{"rendered":"Estrangeiros investem pesado em minera\u00e7\u00e3o na Bahia"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Adriano Villela\/Tribuna<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"HOTWordsTxt\">\n<p>A L\u00edder nacional em licita\u00e7\u00f5es de \u00e1rea para explora\u00e7\u00e3o mineral, a Bahia abriga hoje oito megaprojetos na \u00e1rea, totalizando investimentos de R$ 11,6 bilh\u00f5es. Com isso, a perspectiva \u00e9 de que, at\u00e9 2014, o estado pule do 5\u00ba para o 3\u00ba\u00a0 polo nacional de produ\u00e7\u00e3o mineral bruta, de acordo com o diretor t\u00e9cnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena Neto. O avan\u00e7o da minera\u00e7\u00e3o baiana \u00e9 alimentado por dois fatores principais: a grande presen\u00e7a de<br \/>\nforma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas prop\u00edcias a ocorr\u00eancia de minerais valorizados no mercado internacional, e \u00e0 crescente presen\u00e7a de investimentos estrangeiros.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 15, por exemplo, a Yamana Gold lan\u00e7a a pedra fundamental da mina em Santa Luz. \u201cQuando chegar a fase de produ\u00e7\u00e3o, somente de impostos, a arrecada\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de Santaluz pode atingir R$ 2 milh\u00f5es\/m\u00eas, maior do que a receita bruta que o municipio tem hoje\u201d, afirmou \u00e0 Tribuna o gerente de projetos Marcos Moraes da Silva, durante visita aos 450 hectares onde ser\u00e1<br \/>\nimplantada a mina.\u00a0 <!--more--><\/p>\n<p>O grupo canadense j\u00e1 est\u00e1 presente na Bahia por meio<br \/>\nda Jacobina Minera\u00e7\u00e3o e da extra\u00e7\u00e3o em Ourol\u00e2ndia. A produ\u00e7\u00e3o de Santa Luz deve<br \/>\nser iniciada em dezembro. O ouro e respons\u00e1vel por 65% da pauta de exporta\u00e7\u00f5es<br \/>\ndo setor mineral baiano. O investimento da Yamana \u00e9 de R$ 323,3 milh\u00f5es, com<br \/>\nprevis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de 243,3 quilos mensais.<\/p>\n<p>\u201cA Produ\u00e7\u00e3o Mineral Baiana Comercializada (PMBC) apresentou um desempenho<br \/>\nrecorde de RS 1,7 bilh\u00e3o em 2010, evoluindo constantemente desde 2007, quando<br \/>\ncravou R$ 850 milh\u00f5es\u201d,afirmou Rafael Avena Neto.\u00a0 \u201cPara 2012\/2013 a previs\u00e3o \u00e9<br \/>\nbastante otimista, com a entrada em produ\u00e7\u00e3o do van\u00e1dio de Marac\u00e1s, do ouro de<br \/>\nSanta Luz e do ferro de Caetit\u00e9, al\u00e9m da previs\u00e3o da Mirabela\u00a0 dobrar a produ\u00e7\u00e3o<br \/>\ndo n\u00edquel de Itagiba\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A Bahia conta atualmente com mais de 350 empresas na \u00e1rea mineral, segundo<br \/>\nBalan\u00e7o da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do Estado. J\u00e1 \u00e9 hoje o maior produtor<br \/>\nnacional de ur\u00e2nio, cromo, salgema, magnesita, talco e barita e o segundo em<br \/>\ncobre, grafita e prata, \u00e9 terceiro em ouro, rochas ornamentais e g\u00e1s natural.<br \/>\nEntre 2007 e 2010, recebeu um grande investimento estrangeiro, da australiana<br \/>\nMirabela, inaugurada em janeiro de 2010. Foram aplicados R$ 765 milh\u00f5es em uma<br \/>\nunidade no munic\u00edpio de Itagiba, com o prop\u00f3sito de produzir 150 mil<br \/>\ntoneladas\/ano. \u00c9 a maior mina do pa\u00eds e a terceira do mundo a c\u00e9u aberto em<br \/>\nn\u00edquel.\u00a0 Gera 2 mil empregos.<\/p>\n<h2>Tend\u00eancia de alta no pre\u00e7o atrai interesse<\/h2>\n<p>No plano nacional, a alta dos pre\u00e7os de min\u00e9rios em 200% num intervalo de<br \/>\ncinco anos atraiu os olhares estrangeiros. S\u00e3o cinco grandes projetos<br \/>\nfinanciados por empresas do exterior em implanta\u00e7\u00e3o at\u00e9 2016, totalizando<br \/>\ninvestimentos de US$ 7,3 bilh\u00f5es, igualmente focando ferro e ouro, mas tamb\u00e9m o<br \/>\npot\u00e1ssio, usado na fabrica\u00e7\u00e3o de fertilizantes. A produ\u00e7\u00e3o deste min\u00e9rio \u00e9<br \/>\nconcentrada em Sergipe e n\u00e3o atinge 10% do consumo nacional.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante registrar que nesse novo ciclo de demandas pelos metais<br \/>\ndestaca-se a performance do Brasil no com\u00e9rcio exterior de min\u00e9rio de ferro,<br \/>\ncujas exporta\u00e7\u00f5es totalizaram US$28 bilh\u00f5es, em 2010\u201d, acrescenta o dirigente<br \/>\nbaiano. A China ocupou o primeiro lugar na lista de compradores dessa commodity<br \/>\n(43%), sendo seguido pelo Jap\u00e3o (12%), Alemanha (7%) e Cor\u00e9ia do Sul (4%).<\/p>\n<p>O governo da presidente Dilma Rousseff busca elevar a produ\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio de<br \/>\nduas formas: fazendo gest\u00f5es junto a Vale e a Petrobras para elevar a produ\u00e7\u00e3o<br \/>\nsergipana e formatando uma parceria entre ambas numa mina em Nova Olinda do<br \/>\nNorte, no estado do Amazonas, considerada uma das tr\u00eas maiores do mundo.<\/p>\n<h2>Principais commodities<\/h2>\n<p>Nos projetos em andamento, destacam-se ainda os canadenses Largo Minera\u00e7\u00e3o,<br \/>\nrespons\u00e1vel pela Van\u00e1dio Marac\u00e1s, e a ENRC, empresa cazaque que no ano passado<br \/>\nadquiriu a Bamin, respons\u00e1vel por um projeto de explora\u00e7\u00e3o de ferro em Caetit\u00e9,<br \/>\ncom capacidade instalada de 19,5 milh\u00f5es de toneladas ano, com perspectiva de<br \/>\ncrescimento. O grupo Largo investiu US$ 110 milh\u00f5es na Bahia e dever\u00e1 criar 6<br \/>\nmil empregos, entre diretos e indiretos. Sul Americana Metais, Ferrous<br \/>\nResources, Rio Tinto Alcan e Paili Bahia Minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m investem em projetos<br \/>\nminerais sediados na Bahia. Somados, os investimentos novos garantem mais 5,4<br \/>\nmil empregos.<\/p>\n<p>As cinco principais commodities extra\u00eddas na Bahia &#8211; cobre, ouro, n\u00edquel,<br \/>\ncromo e magnesita &#8211; s\u00e3o respons\u00e1veis por mais de 75% da PMBC. Em 2010, os<br \/>\nprincipais destaques foram n\u00edquel, em raz\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o da Mirabela, e brita,<br \/>\nconseq\u00fc\u00eancia da fase de alta na constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>De 2007 para c\u00e1, a CBPM licitou 39 grupos de \u00e1rea para a produ\u00e7\u00e3o mineral.<br \/>\nSomente em 2011, j\u00e1 foram cinco licita\u00e7\u00f5es. \u201cAcreditamos que teremos um n\u00famero<br \/>\nbem perto de 2008, quando foram licitadas cerca de 15 oportunidades minerais\u201d,<br \/>\navalia o diretor. Em fevereiro, a empresa Itaoeste, do empres\u00e1rio Olacyr de<br \/>\nMorais, identificou uma mina de t\u00e1lio em Barreiras, no oeste. Este mineral \u00e9<br \/>\nraro,\u00a0 encontrado atualmente apenas em pa\u00edses asi\u00e1ticos (China e<br \/>\nCazaquist\u00e3o).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adriano Villela\/Tribuna A L\u00edder nacional em licita\u00e7\u00f5es de \u00e1rea para explora\u00e7\u00e3o mineral, a Bahia abriga hoje oito megaprojetos na \u00e1rea, totalizando investimentos de R$ 11,6 bilh\u00f5es. Com isso, a perspectiva \u00e9 de que, at\u00e9 2014, o estado pule do 5\u00ba para o 3\u00ba\u00a0 polo nacional de produ\u00e7\u00e3o mineral bruta, de acordo com o diretor t\u00e9cnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena Neto. O avan\u00e7o da minera\u00e7\u00e3o baiana \u00e9 alimentado por dois fatores principais: a grande presen\u00e7a de forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas prop\u00edcias a ocorr\u00eancia de minerais valorizados no mercado internacional, e \u00e0 crescente presen\u00e7a de investimentos estrangeiros. 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