{"id":35363,"date":"2011-07-31T20:30:06","date_gmt":"2011-07-31T23:30:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=35363"},"modified":"2011-07-31T20:30:06","modified_gmt":"2011-07-31T23:30:06","slug":"fabricantes-de-automoveis-renovam-sua-confianca-no-brasil-e-anunciam-investimentos-de-r-30-bilhoes-em-novas-unidades-e-na-expansao-das-ja-existentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/07\/31\/fabricantes-de-automoveis-renovam-sua-confianca-no-brasil-e-anunciam-investimentos-de-r-30-bilhoes-em-novas-unidades-e-na-expansao-das-ja-existentes\/","title":{"rendered":"Fabricantes de autom\u00f3veis renovam sua confian\u00e7a no Brasil e anunciam investimentos de R$ 30 bilh\u00f5es em novas unidades e na expans\u00e3o das j\u00e1 existentes"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Terra\/Por Rafael Freire e Rosenildo Gomes ferreira<\/em><\/strong><\/p>\n<div>\n<p><a title=\"Cr\u00e9dito: \" href=\"javascript:playVideo('http:\/\/sdp.terra.com.br\/preplayer\/default.aspx?contentid=374264&amp;profile=PartnerG')\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/R\/videos\/mv_3649400596733193.jpg\" alt=\"Dinheiro_EE_SetorAutomotivo_255.jpg\" width=\"255\" height=\"160\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div><strong>Confira a entrevista com o editor-assistente da DINHEIRO, Rosenildo Gomes Ferreira<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0Poucas vezes, na hist\u00f3ria recente do Brasil, um setor da economia se mostrou \u00a0t\u00e3o ativo quanto a ind\u00fastria automotiva. O investimento em projetos de amplia\u00e7\u00f5es das f\u00e1bricas existentes e na constru\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos dever\u00e1 atingir a cifra de R$ 30 bilh\u00f5es, at\u00e9 2017. Isso possibilitar\u00e1 que a \u00a0capacidade de produ\u00e7\u00e3o brasileira salte, dos atuais 3,6 milh\u00f5es de unidades \u00a0por ano, para 6,2 milh\u00f5es, at\u00e9 2025, conforme estima o estudo ?Competitividade \u00a0e Futuro da Ind\u00fastria Automobil\u00edstica?, da Funda\u00e7\u00e3o Vanzolini, de S\u00e3o Paulo. Se a previs\u00e3o for confirmada, o Pa\u00eds poder\u00e1 ultrapassar o Jap\u00e3o, assumindo a terceira \u00a0posi\u00e7\u00e3o do ranking dos maiores produtores mundiais do setor automotivo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos e da China.<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_3633727701680829.jpg\" alt=\"117.jpg\" \/><\/p>\n<div>Hoje, somos a quarta \u00a0for\u00e7a. O que chama a aten\u00e7\u00e3o nessa hist\u00f3ria \u00e9 que boa parte desse avan\u00e7o ser\u00e1 propiciado pela entrada de novas montadoras (\u00e0 frente, as sul-coreanas e chinesas), em um volume s\u00f3 \u00a0visto na segunda metade da d\u00e9cada de 1950, quando teve in\u00edcio a arrancada desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek. Desde a inaugura\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica pioneira da <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/5590_A+EMPRESA+DO+ANO+VOLKSWAGEN\">Volkswagen<\/a>, \u00e0 margem da via Anchieta, em S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), em novembro de 1959, n\u00e3o se viam tantos recursos aplicados a um s\u00f3 tempo no setor. Apenas em f\u00e1bricas novas ser\u00e3o gastos R$ 8,1 bilh\u00f5es. O restante ser\u00e1 investido, majoritariamente, na amplia\u00e7\u00e3o das plantas existentes das veteranas Volkswagen,<a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/19116_UM+PLANO+UMA+SO+FORD+E+UM+SUCESSO\"> Ford<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/55084_ELA+VEM+PARA+SACUDIR+A+GM\">General Motors<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/51429_QUERO+CLONAR+A+FIAT+DO+BRASIL\">Fiat<\/a>.\u00a0<!--more--><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Entre as novatas, quem lidera esse movimento \u00e9 a sul-coreana <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/43005_DE+CARONA+COM+A+HYUNDAI+KIA\">Hyundai<\/a>. A empresa, que at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990 era considerada uma montadora de segunda linha no cen\u00e1rio mundial, \u00e9 uma das que \u00a0mais crescem na atualidade. Em 2010, a Hyundai bateu recordes de sua trajet\u00f3ria. As vendas globais subiram 15,1%, em rela\u00e7\u00e3o a 2009, para 3,46 \u00a0milh\u00f5es de unidades, e as receitas somaram US$ 34,9 bilh\u00f5es. S\u00e3o n\u00fameros suficientes para fazer da Hyundai a quinta maior empresa do setor. Boa parte desse desempenho se deve aos neg\u00f3cios nos pa\u00edses em desenvolvimento. Regi\u00f5es que o chef\u00e3o Chung Mong-Koo, o CEO da Hyundai, pretende prestigiar cada vez mais. ?Estamos trabalhando para transformar 2011 em um ano hist\u00f3rico para a companhia?, disse Mong-Koo, \u00a0em entrevista recente \u00e0 ag\u00eancia Bloomberg. A demanda global de ve\u00edculos dever\u00e1 continuar crescente, puxada pelos pa\u00edses emergentes.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"Cr\u00e9dito: Gregg Segal\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_3633791519887929.jpg\" alt=\"118.jpg\" \/><\/p>\n<div><strong>Mong-Koo, CEO da Hyundai Motors: <\/strong>aposta no Brasil e na demanda dos pa\u00edses emergentes \u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Para o Brasil, Mong-Koo separou uma verba de cerca de R$ 1 bilh\u00e3o. O montante ser\u00e1 gasto na constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica em Piracicaba, que j\u00e1 come\u00e7ou a mexer com a rotina da cidade do interior de S\u00e3o Paulo (mais detalhes <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/62036_PIRACICABA+ENTRA+NO+MAPA+DA+COREIA+DO+SUL\">aqui<\/a>), polo tradicional da ind\u00fastria sucroalcooleira. De l\u00e1 sair\u00e3o, por ano, 150 mil unidades do HB, modelo inspirado no compacto i20, um campe\u00e3o de vendas. O apetite dos sul-coreanos n\u00e3o \u00e9 pequeno. <strong>?Queremos conquistar 10% do mercado j\u00e1 no primeiro ano de opera\u00e7\u00e3o da \u00a0f\u00e1brica?, disse \u00e0 DINHEIRO Seong Bae Kim, presidente da Hyundai do Brasil.<\/strong> Essa participa\u00e7\u00e3o leva em conta, tamb\u00e9m, a capacidade produtiva da unidade de An\u00e1polis (GO), onde o parceiro local, o <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/2287_CAOA+REALIZA+O+SONHO+DA+MONTADORA+NACIONAL\">Grupo Caoa<\/a>, do empres\u00e1rio Carlos Alberto de Oliveira, fabrica os modelos HR, um caminh\u00e3o leve, e o Tucson, um utilit\u00e1rio esportivo.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A unidade, ali\u00e1s, est\u00e1 recebendo um aporte de R$ 600 milh\u00f5es, bancados pela Caoa, para adicionar dois modelos ao seu portf\u00f3lio:\u00a0o caminh\u00e3o HD 78 e o SUV ix35. Com isso, a marca sul-coreana passar\u00e1 a contar com uma produ\u00e7\u00e3o total de \u00a0234 mil ve\u00edculos, por ano, no final de 2012, no Brasil. Para atingir a meta de 10% proposta por Kim, a companhia ter\u00e1 de recorrer tamb\u00e9m \u00e0 importa\u00e7\u00e3o. A Hyundai n\u00e3o est\u00e1 sozinha nessa estrada. O empres\u00e1rio <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/28688_O+DIA+D+DE+SERGIO+HABIB\">Sergio Habib<\/a>, que representa a chinesa <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/59761_CHINES+DEMOLIDOR\">JAC Motors<\/a> por aqui, anuncia, nesta semana, a instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica no Brasil. Segundo fontes do mercado, o objetivo \u00e9 produzir 100 mil unidades por ano do hatch J3, seu \u00a0maior sucesso no Brasil. O investimento \u00e9 estimado em R$ 500 milh\u00f5es e dever\u00e1 ser dividido com os parceiros chineses. Habib, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 o pioneiro na fabrica\u00e7\u00e3o de um ve\u00edculo chin\u00eas no Brasil.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/graficos\/gr_3634015821917100.jpg\" alt=\"119.jpg\" \/><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/graficos\/gr_3634022898570427.jpg\" alt=\"121.jpg\" \/><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Em 19 de julho, a compatriota <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/59761_CHINES+DEMOLIDOR\">Chery <\/a>lan\u00e7ou a pedra fundamental de sua filial em Jacare\u00ed (SP). O desembolso ser\u00e1 de R$ 700 milh\u00f5es, e a capacidade produtiva est\u00e1 estimada em 150 mil ve\u00edculos por ano. Nessa rela\u00e7\u00e3o consta, ainda, a Lifan, dona dos modelos 320, um hatch, e o sed\u00e3 620. As pretens\u00f5es dos chineses s\u00e3o vistas com desconfian\u00e7a pelos executivos das montadoras alem\u00e3s e americanas, estabelecidas h\u00e1 d\u00e9cadas no Pa\u00eds. <strong>?Quero ver se eles ser\u00e3o competitivos tendo de produzir com o custo Brasil?, provocou o colombiano Jaime Ardila, presidente da General Motors da Am\u00e9rica do Sul. <\/strong>Yin Tongyue, fundador e CEO mundial do grupo Chery, garante que sim: ?Vamos continuar oferecendo a melhor rela\u00e7\u00e3o custo benef\u00edcio para os consumidores brasileiros?, disse Tongyue \u00e0 DINHEIRO.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Sem d\u00favida, o custo-Brasil \u00e9 maior em rela\u00e7\u00e3o ao da China. A come\u00e7ar pelo sal\u00e1rio dos metal\u00fargicos. Contudo, a produ\u00e7\u00e3o local permite escapar da taxa de 35% cobrada na importa\u00e7\u00e3o e das despesas com log\u00edstica. ?Entre a encomenda e a \u00a0coloca\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo no Brasil, levamos cerca de quatro meses?, afirma <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/258_CHERY+DA+A+PARTIDA\">Luis \u00a0Curi<\/a>, CEO da Chery do Brasil. Na avalia\u00e7\u00e3o do analista Sarwant Singh, s\u00f3cio da consultoria brit\u00e2nica Frost&amp;Sullivan, esses componentes s\u00e3o importantes, \u00e9 certo. No entanto, ele cita que os chineses possuem outras cartas na manga para se impor nos mercados que elegem para fincar ra\u00edzes. ?Trata-se de empresas dispostas a sacrificar margens de lucro para ganhar mercado?, diz Singh. \u00a0Apesar da rea\u00e7\u00e3o blas\u00e9 de Ardila, a GM e as demais montadoras est\u00e3o receosas em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da concorr\u00eancia.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"Cr\u00e9dito: Epitacio Pessoa\/AE\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_3633841240847856.jpg\" alt=\"120.jpg\" \/><\/p>\n<div><strong>Tongyue, fundador e CEO da Chery: <\/strong>&#8220;A unidade de Jacare\u00ed (SP) permitir\u00e1 que continuemos a oferecer carros competitivos&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Uma boa amostra disso \u00e9 que <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/55084_ELA+VEM+PARA+SACUDIR+A+GM\">Grace \u00a0Lieblein<\/a>, a rec\u00e9m-empossada presidente da General Motors do Brasil, revelou na quarta-feira 27 que havia solicitado \u00e0 matriz americana, em Detroit, \u00a0autoriza\u00e7\u00e3o para uma nova rodada de investimentos da subsidi\u00e1ria, a partir de 2013. ?J\u00e1 \u00a0come\u00e7amos a trabalhar em um novo plano?, disse ela. Da verba de R$ 4,5 bilh\u00f5es, referente ao programa de investimentos 2008-2012 da GM, resta apenas R$ 1 bilh\u00e3o a ser desembolsado. Os recursos desse programa est\u00e3o sendo gastos na renova\u00e7\u00e3o da linha e em nove lan\u00e7amentos. Um deles \u00e9 o sed\u00e3 Cruze, o substituto do Vectra. O grande interesse das montadoras nos emergentes em geral, e no Brasil, em particular, n\u00e3o \u00e9 partilhado apenas pelas corpora\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticas.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A crise econ\u00f4mica, desencadeada em 2008, e a situa\u00e7\u00e3o delicada por que passam os pa\u00edses maduros (leia-se Estados Unidos, Europa e Jap\u00e3o) fizeram com que o eixo de crescimento do setor automotivo global se deslocasse para mercados cujas economias seguem em ritmo aquecido. O Brasil, por sua posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica na Am\u00e9rica do Sul e gra\u00e7as a acordos multilaterais, tornou-se a bola da vez. Quem instala uma f\u00e1brica por aqui tem tr\u00e2nsito livre para vender tamb\u00e9m na Argentina, na Col\u00f4mbia, no Chile, na Venezuela, no Paraguai e no Uruguai, \u00a0signat\u00e1rios do Mercosul. Sem contar o M\u00e9xico, com o qual foi assinado um acordo de isen\u00e7\u00e3o de tributos de importa\u00e7\u00e3o em 2002. ?A unidade de Jacare\u00ed ser\u00e1 nossa plataforma de exporta\u00e7\u00e3o para o continente?, afirma Curi, da Chery.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"Cr\u00e9dito: Claudio Gatti\/AG. ISTO\u00c9\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_3633881511446087.jpg\" alt=\"122.jpg\" \/><\/p>\n<div><strong>Cledorvino Belini, presidente da Fiat:<\/strong> &#8220;O Nordeste \u00e9 nosso foco de crescimento para os ve\u00edculos compactos&#8221;\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><strong>Mas a principal vantagem competitiva do Brasil, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais na\u00e7\u00f5es do continente \u00e9, sem d\u00favida, seu imenso mercado potencial, composto por cerca de 150 milh\u00f5es de consumidores. <\/strong>Boa parte desse contingente, equivalente \u00e0s popula\u00e7\u00f5es da Fran\u00e7a e da Alemanha somadas, \u00e9 formada por integrantes da chamada nova classe m\u00e9dia, cujo apetite por bens que, at\u00e9 pouco tempo, lhes eram vedados, como o carro zero-quil\u00f4metro, se mant\u00e9m em alta. Eles at\u00e9 aceitam pagar um dos pre\u00e7os mais elevados do mundo cobrados por um autom\u00f3vel. ?Aqui, tanto o custo de produ\u00e7\u00e3o como o lucro das montadoras \u00e9 cerca de 60% maior em \u00a0rela\u00e7\u00e3o aos demais pa\u00edses?, diz Fernando Trujillo, consultor da CSM WorldWide.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>No final das contas, o que vale para esse consumidor \u00e9 se a presta\u00e7\u00e3o cabe em seu or\u00e7amento mensal. ?O mundo inteiro est\u00e1 de olho nos integrantes da classe C brasileira?, diz Wim Van Acker, s\u00f3cio da consultoria americana The Hunter Group. ?S\u00e3o pessoas que chegam ao mercado com apetite para adquirir bens de \u00a0maior valor, mas n\u00e3o t\u00eam fidelidade a marcas e s\u00f3 olham a rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio do produto.? <strong>A for\u00e7a desse contingente \u00e9 tamanha que o \u00a0chamado carro popular, que custa at\u00e9 absurdos R$ 30 mil, \u00e9 a grande aposta da maioria dos projetos anunciados pelo setor automotivo.<\/strong> N\u00e3o apenas do pessoal que est\u00e1 desembarcando agora. Isso vale tamb\u00e9m para uma empresa como a Fiat, que aportou por aqui em 1977 e fabrica o ve\u00edculo mais barato comercializado no Brasil, o Mille, vendido por R$ 23,5 mil.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"Cr\u00e9dito: Fernando Martinho\/Paralaxis\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_3633956345087956.jpg\" alt=\"123.jpg\" \/><\/p>\n<div><strong>Grace Lieblein, presidente da GM do Brasil: <\/strong>&#8220;J\u00e1 come\u00e7amos a trabalhar em um novo plano estrat\u00e9gico&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Para manter a \u00a0lideran\u00e7a de mercado, com uma fatia de 22,84%, os italianos v\u00e3o desembolsar R$ 3 \u00a0bilh\u00f5es, de um total de R$ 10 bilh\u00f5es, na instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica em Pernambuco. ?A regi\u00e3o Nordeste, onde os ganhos de renda foram mais expressivos nos \u00faltimos anos, dever\u00e1 continuar crescendo?, diz Cledorvino Belini, CEO da subsidi\u00e1ria brasileira da Fiat. De acordo com Belini, a arma da montadora de Betim \u00e9 um modelo subcompacto que sair\u00e1 mais em conta, ainda, que o Mille. Mas ser\u00e1 que existe consumidor para tanto carro? Afinal, no \u00faltimo ciclo de forte expans\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica no Pa\u00eds, no per\u00edodo 1996-2002, \u00a0muitas montadoras que acreditaram no crescimento do setor ficaram pelo caminho. A americana \u00a0<a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/502_O+PILOTO+AZARADO+DA+CHRYSLER\">Chrysler<\/a>, por exemplo, fechou a unidade que havia aberto em Campo Largo, na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba (PR), e saiu do Brasil.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Por sua vez, a alem\u00e3 <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/46662_O+DILEMA+DA+MERCEDESBENZ\">Mercedes-Benz<\/a> suspendeu a fabrica\u00e7\u00e3o do Classe A e at\u00e9 hoje sua unidade, em Juiz de Fora (MG), segue operando muito abaixo da capacidade. ?Nem todas as montadoras que est\u00e3o fazendo planos para o Brasil ser\u00e3o bem-sucedidas?, afirma a consultora Tereza Fernandez, s\u00f3cia da MB Associados. ?Algumas ter\u00e3o o mesmo destino da Lada?, diz Tereza, numa refer\u00eancia \u00e0 fabricante russa, a primeira marca estrangeira a entrar no mercado brasileiro ap\u00f3s a abertura do mercado, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1990. Como era de esperar, entre os fabricantes, \u00e9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que compartilhe essa vis\u00e3o. ?No Brasil existe um autom\u00f3vel para cada sete habitantes, enquanto nos EUA essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de um para dois?, afirma Belini.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"\" src=\"http:\/\/content-portal.istoedinheiro.com.br\/istoeimagens\/graficos\/gr_3634032291758071.jpg\" alt=\"124.jpg\" \/><\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Ningu\u00e9m imagina, no entanto, que a rela\u00e7\u00e3o vigente nos Estados Unidos se reproduza no Brasil, no futuro pr\u00f3ximo. Mas a compara\u00e7\u00e3o serve para ilustrar o potencial de m\u00e9dio e longo prazo no Pa\u00eds nessa \u00e1rea. Principalmente, em rela\u00e7\u00e3o aos chamados ve\u00edculos de entrada, compostos por modelos de baixa cilindrada e baixo pre\u00e7o, que hoje representam 54,3% das vendas do setor automotivo, de acordo com a Fenabrave, a entidade que re\u00fane as revendedoras de ve\u00edculos. \u00c9 por isso que \u00a0boa parte dos projetos previstos para os pr\u00f3ximos dez anos t\u00eam essa fatia do mercado como alvo, tanto no caso das montadoras novatas quanto no das veteranas. Na trilha da Fiat v\u00eam, ainda, a japonesa <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/noticias\/38998_ELE+CONSEGUE+ACELERAR+A+NISSAN\">Nissan<\/a>, com o compacto March; a Hyundai, com o HB; e a japonesa Toyota, com o Etios. Este \u00faltimo est\u00e1 posicionado na faixa um pouco acima dos R$ 30 mil, de acordo com a previs\u00e3o \u00a0de especialistas, baseada nos valores atuais de venda.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Nenhuma delas, por\u00e9m, possui um apetite t\u00e3o voraz pelo Brasil quanto a Hyundai. Uma boa amostra disso \u00e9 que o grupo tamb\u00e9m vai atuar em outros segmentos. Na semana \u00a0passada, Jai Seong Lee, presidente da Hyundai Heavy Industries, que produz m\u00e1quinas e equipamentos, anunciou no Rio de Janeiro a constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica. A unidade ser\u00e1 localizada na cidade de Itatiaia e dever\u00e1 representar investimentos de US$ 150 milh\u00f5es. ?O Brasil est\u00e1 se destacando como um caminh\u00e3o que leva a reboque a economia mundial?, disse Seong Lee \u00e0 DINHEIRO.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><em>Colaborou Luciani Gomes<\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terra\/Por Rafael Freire e Rosenildo Gomes ferreira \u00a0 Confira a entrevista com o editor-assistente da DINHEIRO, Rosenildo Gomes Ferreira \u00a0 \u00a0Poucas vezes, na hist\u00f3ria recente do Brasil, um setor da economia se mostrou \u00a0t\u00e3o ativo quanto a ind\u00fastria automotiva. O investimento em projetos de amplia\u00e7\u00f5es das f\u00e1bricas existentes e na constru\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos dever\u00e1 atingir a cifra de R$ 30 bilh\u00f5es, at\u00e9 2017. Isso possibilitar\u00e1 que a \u00a0capacidade de produ\u00e7\u00e3o brasileira salte, dos atuais 3,6 milh\u00f5es de unidades \u00a0por ano, para 6,2 milh\u00f5es, at\u00e9 2025, conforme estima o estudo ?Competitividade \u00a0e Futuro da Ind\u00fastria Automobil\u00edstica?, da Funda\u00e7\u00e3o Vanzolini, de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-35363","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":652,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35363"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35363\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35365,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35363\/revisions\/35365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}