{"id":34872,"date":"2011-07-19T07:39:20","date_gmt":"2011-07-19T10:39:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=34872"},"modified":"2011-07-19T07:39:20","modified_gmt":"2011-07-19T10:39:20","slug":"comentarios-em-redes-sociais-podem-gerar-demissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/07\/19\/comentarios-em-redes-sociais-podem-gerar-demissao\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rios em redes sociais podem gerar demiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>IG\/PS<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios por conta do que disseram em redes sociais \u00e9 um tema t\u00e3o recorrente que virou at\u00e9 uma comunidade no Facebook (\u201cFired by Facebook\u201d, demitido pelo Facebook, em ingl\u00eas).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i0.ig.com\/fw\/6b\/y1\/36\/6by136826t0biw5hv1j0lihio.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<div>\n<div><cite>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/cite><\/div>\n<div>\n<p>Marcelo Miyashita: o profissional precisa compreender que nas redes n\u00e3o h\u00e1 a<br \/>\nrela\u00e7\u00e3o vida particular versus vida profissional No Brasil, os casos de demiss\u00e3o ainda pipocam aqui e ali, mas nos Estados Unidos n\u00e3o s\u00e3o nada raros: cerca de 8% das empresas com mais de 1.000<br \/>\nfuncion\u00e1rios j\u00e1 dispensaram um funcion\u00e1rio por conta de atividades em redes sociais, segundo pesquisa da empresa de seguran\u00e7a de e-mail Proofpoint, publicada em 2009. Outros 20% das organiza\u00e7\u00f5es disseram que advertiram seus empregados por causa do uso inapropriado das novas m\u00eddias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>No ano passado, alguns casos emblem\u00e1ticos no Brasil foram exemplo da influ\u00eancia dessas m\u00eddias no trabalho: um jornalista da revista National Geographic foi demitido ap\u00f3s escrever em seu Twitter coment\u00e1rios ofensivos sobre outra revista publicada pela mesma editora; um diretor foi dispensado por ofender um time de futebol que a empresa havia patrocinado; e uma funcion\u00e1ria do<br \/>\nSupremo Tribunal Federal (STF) foi transferida depois de escrever que o presidente do Senado deveria fazer como Ronaldo Fen\u00f4meno e \u201cpendurar as chuteiras\u201d.<\/p>\n<p><!--more-->A demiss\u00e3o, nesses casos, pode ser feita por justa causa, segundo o advogado<br \/>\ntrabalhista Marcos Alencar, do Dejure Advogados, de Pernambuco. \u201cA empresa pode<br \/>\nalegar quebra de respeito, confian\u00e7a e at\u00e9 insubordina\u00e7\u00e3o e aplicar o artigo 482<br \/>\nda Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT).\u201d<\/p>\n<p><strong>Caiu na rede<\/strong><\/p>\n<p>Para Marcelo Miyashita, palestrante da Miyashita Consulting e professor de<br \/>\nmarketing em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e MBA, o profissional precisa compreender<br \/>\nque nas redes n\u00e3o h\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o vida particular versus vida profissional. \u201cQuem<br \/>\nmant\u00e9m perfil p\u00fablico nas redes sociais, implicitamente, decidiu tornar um lado<br \/>\nda sua vida p\u00fablico. E esse lado precisa estar em sintonia com a percep\u00e7\u00e3o que o<br \/>\nprofissional quer que outros tenham sobre ele, seu perfil e sua carreira\u201d,<br \/>\nexplica.<\/p>\n<p>Miyashita diz ainda que a vida p\u00fablica \u00e9 exposta em perfis pelas redes<br \/>\nsociais, em publica\u00e7\u00f5es em blogs, sites e tamb\u00e9m dentro das pr\u00f3prias redes, por<br \/>\ncoment\u00e1rios postados em qualquer local que possa ser indexado por uma ferramenta<br \/>\nde busca. \u201cO Google e as ferramentas internas de busca de cada rede social<br \/>\nformam o \u2018grande irm\u00e3o\u2019. Logo, \u00e9 preciso compreender que estamos, sim, formando<br \/>\nimagens a nosso respeito a partir do momento que tudo que publicamos pode ser<br \/>\nrastreado.\u201d<\/p>\n<p><strong>Bom senso <\/strong><\/p>\n<p>Cesar Palmieri, diretor de Talentos e Equil\u00edbrio do Grupo i9, empresa de TI,<br \/>\nafirma que as redes sociais t\u00eam um peso maior se comparado \u00e0s famosas conversas<br \/>\nde corredor, uma vez que as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o escritas e dispon\u00edveis para todos,<br \/>\ndentro e fora da empresa. Portanto, para evitar um mal-estar, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 ter<br \/>\nbom senso. \u201cTodos devem adotar uma postura \u00e9tica, respons\u00e1vel e prezar pelos<br \/>\nrelacionamentos, ou seja, s\u00e3o os mesmos cuidados que se deve ter ao enviar um<br \/>\ne-mail, criar um site pessoal ou escrever uma carta.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos cuidados com o que escrevem, os profissionais podem usar ferramentas<br \/>\nque reforcem a privacidade de seus perfis. Miyashita recomenda, por exemplo, que<br \/>\nse registre o nome no <a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/alerts\" target=\"_blank\">Google Alerts<\/a>. \u201cO sistema envia automaticamente e na<br \/>\nperiodicidade que definir relat\u00f3rios apresentando o que foi indexado pelo Google<br \/>\nem determinado per\u00edodo. D\u00e1 para programar envios em tempo real para ser avisado<br \/>\nassim que o seu nome foi indexado\u201d, explica.<\/p>\n<p>Aprender a utilizar a prote\u00e7\u00e3o que as pr\u00f3prias redes sociais oferecem tamb\u00e9m<br \/>\n\u00e9 uma alternativa. Mas \u00e9 preciso preocupar-se com o que os outros que t\u00eam acesso<br \/>\nao perfil podem replicar. \u201cDe qualquer forma, mesmo entre amigos tamb\u00e9m formamos<br \/>\nimagens e devemos nos preocupar com isso. E equalizar uma imagem do \u2018eu pessoal\u2019<br \/>\ncom o do \u2018eu profissional\u2019 \u00e9 um desafio, mas, de certa forma, \u00e9 o que todos<br \/>\nest\u00e3o buscando: a identidade e sua marca pessoal\u201d, conclui Miyashita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IG\/PS A demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios por conta do que disseram em redes sociais \u00e9 um tema t\u00e3o recorrente que virou at\u00e9 uma comunidade no Facebook (\u201cFired by Facebook\u201d, demitido pelo Facebook, em ingl\u00eas). Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Marcelo Miyashita: o profissional precisa compreender que nas redes n\u00e3o h\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o vida particular versus vida profissional No Brasil, os casos de demiss\u00e3o ainda pipocam aqui e ali, mas nos Estados Unidos n\u00e3o s\u00e3o nada raros: cerca de 8% das empresas com mais de 1.000 funcion\u00e1rios j\u00e1 dispensaram um funcion\u00e1rio por conta de atividades em redes sociais, segundo pesquisa da empresa de seguran\u00e7a de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-34872","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":465,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34872"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34873,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34872\/revisions\/34873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}