{"id":3440,"date":"2010-03-21T15:34:11","date_gmt":"2010-03-21T18:34:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=3440"},"modified":"2010-03-21T15:34:11","modified_gmt":"2010-03-21T18:34:11","slug":"vitimas-de-um-crime-que-destroi-almas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/21\/vitimas-de-um-crime-que-destroi-almas\/","title":{"rendered":"V\u00edtimas de um crime que destr\u00f3i almas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"tr\u00e1fico de mulheres\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_dszjbJYQoRc\/S6ZMOAxxiDI\/AAAAAAAAEbE\/1NM2j8xJMzo\/s400\/VIOLAT~1.JPG\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"240\" \/>Quando n\u00e3o leva \u00e0 morte, o tr\u00e1fico de seres humanos faz estragos por dentro. Criada no interior de Pernambuco, L\u00facia Br\u00fcllhardt conta como sobreviveu ao crime na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Trag\u00e9dias reais que nem a fic\u00e7\u00e3o consegue reproduzir por inteiro. Personagens e cap\u00edtulos t\u00e3o impressionantes, que parecem inveross\u00edmeis, inventados. A hist\u00f3ria da morte da alem\u00e3 Jennifer Kloker trouxe \u00e0 tona o poss\u00edvel envolvimento de sua sogra, Delma Freire, com o tr\u00e1fico de seres humanos.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de sobreviv\u00eancia da paulista que se criou no interior de Pernambuco, L\u00facia Am\u00e9lia Br\u00fcllhardt. Casos de viol\u00eancia que beiram o absurdo. L\u00facia sentiu a crueldade do tr\u00e1fico de pessoas quando entrou na Su\u00ed\u00e7a. Sua hist\u00f3ria ela contou em livro.<br \/>\nL\u00facia Am\u00e9lia Br\u00fcllhardt: da lama no Nordeste \u00e0 fama na Europa. Essa \u00e9 a biografia de uma mulher de 43 anos, nascida em S\u00e3o Paulo, criada em S\u00e3o Bento do Una, interior de Pernambuco, e sobrevivente em Berna, capital da Su\u00ed\u00e7a. L\u00facia embarcou para a Europa h\u00e1 21 anos. Foi como dan\u00e7arina, disfarce usado por exploradores para esconder crimes sexuais e de tr\u00e1fico de pessoas. Viajou pelas m\u00e3os de outra brasileira, que seria sua &#8220;anfitri\u00e3&#8221; nos caber\u00e9s, saunas e clubes noturnos, redutos de prostitui\u00e7\u00e3o para os quais a polida cidade europeia ainda fecha os olhos. <!--more-->Como &#8220;dan\u00e7arina&#8221;, era tamb\u00e9m obrigada a beber com clientes, usar drogas e fazer sil\u00eancio sobre os abusos que sofria.<br \/>\nL\u00facia foi &#8220;dan\u00e7arina&#8221; durante dez anos. Foi at\u00e9 a tarde em que se jogou \u00e0 frente de um carro. Sentia &#8220;nojo&#8221; dela mesma. L\u00facia hoje \u00e9 pastora e cantora na Su\u00ed\u00e7a. Faz palestras no mundo com o tema tr\u00e1fico de seres humanos para explora\u00e7\u00e3o sexual e atua como tradutora quando alguma brasileira \u00e9 levada \u00e0 pol\u00edcia. Participa ainda do Ex\u00e9rcito da Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 fundadora da Ong Madalenas, que d\u00e1 suporte a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. H\u00e1 tr\u00eas anos, est\u00e1 casada com um su\u00ed\u00e7o. \u00c9 m\u00e3e de tr\u00eas jovens e prefere n\u00e3o se expor em fotos. Por telefone, L\u00facia contou ao Diario de Pernambuco como sobreviveu ao esquema do crime que transforma pessoas em coisas. S\u00e3o trechos que complementam a obra lan\u00e7ada na Bienal do Livro de Pernambuco, em 2009.<\/p>\n<p><strong>Anatomia do crime<\/strong><br \/>\n&#8220;A minha chegada no aeroporto de Zurique foi de cal\u00e7a jeans e blusa. A pessoa que tinha marcado comigo estava em Genebra e marcou o encontro em uma terceira cidade. Sa\u00ed do Brasil falando oxente e pensando que o dinheiro era d\u00f3lar. No Recife, eu tinha na cabe\u00e7a que ia ser dan\u00e7arina de streap tease. Por noite, eu ia ganhar 150 euros (R$ 365). At\u00e9 voc\u00ea, rep\u00f3rter, jogaria fora a caneta e ia. Em 5 meses, tempo do visto, eu ia ter grana, voltar para o Brasil, ter minha casa, montar meu neg\u00f3cio e vencer.<br \/>\nO grupo que me emprestou o dinheiro da passagem ainda existe e a pessoa que me esperou j\u00e1 foi presa por tr\u00e1fico de pessoas. D\u00e1 mais dinheiro do que drogas. Al\u00e9m disso, existe o consumo de \u00e1lcool, que \u00e9 o lucro das casas noturnas. Se n\u00e3o fizer o cliente consumir, vai para fora. Vi muitas em coma no hospital. Bebem at\u00e9 de manh\u00e3 e s\u00f3 tomam sopa pronta. E as que est\u00e3o em cl\u00ednicas psiqui\u00e1tricas? Ou nas ruas?<br \/>\nAgora, me pergunte o que eu fiz com o dinheiro, que eu n\u00e3o sei. Passava final de semana em Paris, mas n\u00e3o era feliz. Enquanto estava com o pessoal granfino, dos perfumes, roupas de marca, tudo bem. Sozinha em casa, aquela alegria n\u00e3o existia. Era falsa&#8221;.<\/p>\n<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_dszjbJYQoRc\/S6ZMViiF4AI\/AAAAAAAAEbI\/K_qmZuY8_y0\/s1600-h\/rotas2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_dszjbJYQoRc\/S6ZMViiF4AI\/AAAAAAAAEbI\/K_qmZuY8_y0\/s320\/rotas2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"233\" \/><\/a><\/div>\n<p><strong><br \/>\nDo interior da revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nEu nasci em S\u00e3o Paulo, morei em Vit\u00f3ria (Esp\u00edrito Santo), S\u00e3o Bento do Una e Recife. Foram 17 mudan\u00e7as. Foram 17 vezes que meu pai tentou matar a mim, minha irm\u00e3 e minha m\u00e3e. Foram 17 vezes que meu pai ou botou fogo em casa, puxou rev\u00f3lver ou quebrou tudo. A minha inf\u00e2ncia foi t\u00e3o m\u00e1, que aos nove anos fiz minha primeira tentativa de suic\u00eddio. Fui parar no hospital infantil. Meu pai era motorista na pol\u00edcia, me algemava e dizia &#8216;se voc\u00ea virar marginal, \u00e9 isso que eu vou fazer com voc\u00ea&#8217;.<br \/>\nQuando jovem, passei a reproduzir meu pai. Ficava b\u00eabada, quebrava a casa. Ele nunca me quis. Ele sonhava em ter um filho homem. Mas eu j\u00e1 perdoei o meu pai. Aos 14 anos, em S\u00e3o Bento, eu j\u00e1 estava casada. Foi uma fuga. Amar eu amo o meu marido hoje. Quando pensei que teria liberdade# Fui embora para o Recife, deixando meu filho com minha av\u00f3 e minha m\u00e3e. Me tornei um esc\u00e2ndalo. Naquela \u00e9poca mulher tinha que ser sofredora e obediente&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Do cacto, os espinhos<\/strong><br \/>\n&#8220;Passei em 18\u00ba lugar no vestibular de hist\u00f3ria da Faculdade de Forma\u00e7\u00e3o de Belo Jardim. Queria uma bolsa para estudar fora do Brasil, mas aos 19 anos, parei os estudos. S\u00f3 que nunca fui de olhar para tr\u00e1s. Fugi de S\u00e3o Bento para o Recife \u00e0s 4h da madrugada, em um carro de galinha. Minha m\u00e3e disse &#8216;voc\u00ea v\u00e1 e n\u00e3o volte nunca mais&#8217;.<br \/>\nFiquei em um apartamento de estudantes, no Centro do Recife. Nos classificados, li &#8216;escrit\u00f3rio de advocacia procura auxiliar&#8217;. \u00c0s 7h do dia seguinte, eu estava l\u00e1. Ganhei o emprego porque atendi o telefone com um bom dia. Com o o sal\u00e1rio, mudei de casa. Lembro de um cacto, presente que me dei de anivers\u00e1rio. Nesse tempo, minha m\u00e3e me visitava com meu filho. Mas naquela turma de estudantes, j\u00e1 tinha mo\u00e7as viajando para fora. Diziam que eram bab\u00e1s, modelos. Ficava curiosa. Da\u00ed come\u00e7ou o meu pesadelo. No Recife, eu era feliz e n\u00e3o sabia&#8221;.<br \/>\n<strong><br \/>\nO resgate de L\u00facia<\/strong><br \/>\n&#8220;A minha vida hoje \u00e9 nas palestras sobre tr\u00e1fico humano e explora\u00e7\u00e3o sexual. Viajo, mas vou tamb\u00e9m nas escolas e onde brasileiras est\u00e3o, como sauna e cabar\u00e9s. \u00c0s vezes desanimo, porque 90% das brasileiras se acabam na prostitui\u00e7\u00e3o. \u00c9 um mundo brutal. Depois que elas est\u00e3o aqui, \u00e9 dif\u00edcil fazer algo. Quem enriquece r\u00e1pido na Su\u00ed\u00e7a ou \u00e9 prostituta ou traficante de drogas. Mas n\u00e3o tem garantia de vida.<br \/>\nMinha vida na Su\u00ed\u00e7a come\u00e7ou a mudar depois que tentei me matar, em 2001, em Berna. Me joguei na frente de um carro. Ao mesmo tempo que eu via tudo que estava ao meu redor, me via ca\u00edda no ch\u00e3o, com sangue no rosto. Via a pol\u00edcia, a ambul\u00e2ncia e as pessoas ao meu redor. Fui socorrida no spital Bern (hospital de Berna). Quando voltei para casa, senti a ang\u00fastia de novo. Procurei comprimidos numa gaveta,mas encontrei uma B\u00edblia m\u00ednima. Abri nem sei por qu\u00ea. Estava escrito: &#8216;e n\u00e3o haver\u00e1 mais morte. N\u00e3o haver\u00e1 mais rancor. Porque todas as coisas j\u00e1 passaram e eu farei tudo novo&#8217;. Antes de ser representante do Ex\u00e9rcito da Salva\u00e7\u00e3o e do projeto Madalenas, trabalhei num grande instituto de beleza e na Rolex, na cidade de Bienne&#8221;.<br \/>\n<strong><br \/>\nGeografia do tr\u00e1fico de pessoas<\/strong><br \/>\n&#8211; O crime de tr\u00e1fico de seres humanos (TSF) para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 tipificado no artigos 231 e 231-A do C\u00f3digo Penal (CP) brasileiro. O crime envolve tamb\u00e9m tipos penais como favorecimento \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de casa de prostitui\u00e7\u00e3o, previsto nos artigos 228 e 229 do CP, e entrega de filho \u00e0 pessoa inid\u00f4nea, previsto no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente<br \/>\n&#8211; O Protocolo de Palermo (ONU), do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio desde 2000, define como tr\u00e1fico de pessoas: &#8220;o recrutamento, o transporte, a transfer\u00eancia, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo \u00e0 amea\u00e7a ou ao uso de for\u00e7a ou a outras formas de coa\u00e7\u00e3o, ao rapto, \u00e0 fraude, ao engano, ao abuso de autoridades ou \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade ou \u00e0 entrega ou aceita\u00e7\u00e3o de pagamento ou benef\u00edcio para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra. A explora\u00e7\u00e3o, inclui, no m\u00ednimo, a explora\u00e7\u00e3o da prostitui\u00e7\u00e3o, os trabalhos ou servi\u00e7os for\u00e7ados, escravatura ou pr\u00e1ticas similares \u00e0 escravatura ou a remo\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os&#8221;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_dszjbJYQoRc\/S6ZMuFIHmfI\/AAAAAAAAEbM\/hs9PVTx8D7k\/s1600-h\/exploracao1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_dszjbJYQoRc\/S6ZMuFIHmfI\/AAAAAAAAEbM\/hs9PVTx8D7k\/s400\/exploracao1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"400\" \/><\/a>&#8211; Pernambuco foi o 1\u00ba estado do Brasil a instituir um plano enfrentamento ao tr\u00e1fico de pessoas, em 2008. Pernambuco conta com o Comit\u00ea de Preven\u00e7\u00e3o e Enfrentamento e Combate ao Tr\u00e1fico de Seres Humanos, formado por representantes de \u00f3rg\u00e3os do governo e organiza\u00e7\u00f5es civis<br \/>\n&#8211; 98% das v\u00edtimas brasileiras do tr\u00e1fico para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual s\u00e3o mulheres e 2% s\u00e3o homens, adolescentes e crian\u00e7as.<br \/>\n&#8211; A maioria das v\u00edtimas pernambucanas tem idade de 18 a 36 anos e s\u00e3o de classes de baixa renda<br \/>\n&#8211; US$ 32 bilh\u00f5es \u00e9 que movimenta o tr\u00e1fico de seres humanos, por ano<br \/>\n&#8211; A regi\u00e3o Nordeste tem 14 rotas intermunicipais, 20 interestaduais e 35 internacionais<br \/>\n&#8211; O pa\u00edses que mais aparecem nas rotas internacionais do tr\u00e1fico a partir do Brasil s\u00e3o: Espanha, Holanda, Venezuela, It\u00e1lia, Portugal, Paraguai, Su\u00ed\u00e7a, Estados Unidos, Alemanha e Suriname<\/p>\n<p>Fontes: Pesquisa e diagn\u00f3stico do tr\u00e1fico de pessoas para fins de explora\u00e7\u00e3o seuxal e de trabalho no estado de Pernambuco e Pesquisa sobre Tr\u00e1fico de Mulheres, Crian\u00e7as e Adolescentes para. Fins de Explora\u00e7\u00e3o Sexual (Pestraf).<\/p>\n<p><strong>DP\/Not\u00edcias Crist\u00e3s<br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando n\u00e3o leva \u00e0 morte, o tr\u00e1fico de seres humanos faz estragos por dentro. Criada no interior de Pernambuco, L\u00facia Br\u00fcllhardt conta como sobreviveu ao crime na Su\u00ed\u00e7a. Trag\u00e9dias reais que nem a fic\u00e7\u00e3o consegue reproduzir por inteiro. Personagens e cap\u00edtulos t\u00e3o impressionantes, que parecem inveross\u00edmeis, inventados. A hist\u00f3ria da morte da alem\u00e3 Jennifer Kloker trouxe \u00e0 tona o poss\u00edvel envolvimento de sua sogra, Delma Freire, com o tr\u00e1fico de seres humanos. Assim \u00e9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de sobreviv\u00eancia da paulista que se criou no interior de Pernambuco, L\u00facia Am\u00e9lia Br\u00fcllhardt. Casos de viol\u00eancia que beiram o absurdo. 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