{"id":34178,"date":"2011-07-04T08:07:07","date_gmt":"2011-07-04T11:07:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=34178"},"modified":"2011-07-04T08:07:07","modified_gmt":"2011-07-04T11:07:07","slug":"bahia-comercio-tende-a-recusar-cheques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/07\/04\/bahia-comercio-tende-a-recusar-cheques\/","title":{"rendered":"Bahia: Com\u00e9rcio tende a recusar cheques"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Cristiane Felix\/Tribuna da Bahia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sem fundo e com preju\u00edzo. A combina\u00e7\u00e3o desses dois problemas aumenta o receio de comerciantes e profissionais informais de Salvador que, em maioria, tendem a recusar pagamentos em cheque, seja \u00e0 vista ou pr\u00e9-datado. Dos oito estabelecimentos visitados pela reportagem da Tribuna no bairro das Sete Portas, apenas a metade ainda trabalha com esse tipo de opera\u00e7\u00e3o. E essa tend\u00eancia observada nas ruas da capital baiana segue uma disposi\u00e7\u00e3o nacional de queda na prefer\u00eancia por cheques e aumento da utiliza\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e<br \/>\nd\u00e9bito.<\/p>\n<div id=\"HOTWordsTxt\">\n<p>Para o Sindicato dos Lojistas do Com\u00e9rcio da Bahia (Sindilojas), mesmo com o custo alto de opera\u00e7\u00e3o dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, a recusa de cheques como pagamento s\u00f3 tende a aumentar. \u201cO endividamento do consumidor est\u00e1 muito alto, principalmente em Salvador, aceitar cheques, mesmo \u00e0 vista, \u00e9 um risco muito grande. Correr atr\u00e1s desse preju\u00edzo depois \u00e9, al\u00e9m de trabalhoso e oneroso, muito demorado. Um transtorno\u201d, explicou o presidente do sindicato, Paulo Mota.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>Em n\u00fameros, o Serasa Experian confirma o risco. Em mar\u00e7o desse ano, os<br \/>\ncheques devolvidos por falta de fundos em todo o Brasil representaram 2,13% do<br \/>\ntotal emitido. Foi o terceiro m\u00eas seguido de eleva\u00e7\u00e3o, sendo que em fevereiro a<br \/>\ntaxa ficou em 1,83% e em janeiro, em 1,70%. De 2009 para 2010, os pagamentos via<br \/>\ncheque ca\u00edram 7,1% e o uso de cart\u00f5es subiu 23%, segundo dados do Banco Central.<br \/>\nUm outro dado da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), aponta que o volume<br \/>\nde cheques sem fundo, apesar de ser decrescente em rela\u00e7\u00e3o a anos anteriores,<br \/>\ncontinua alto, com m\u00e9dia de cerca de 5 milh\u00f5es por m\u00eas em 2010.<\/div>\n<div>Atentos \u00e0s taxas e calejados de problemas, os comerciantes, lojistas e<br \/>\nprofissionais informais n\u00e3o querem mais saber de cheque. A reportagem passou por<br \/>\nestabelecimentos de diversos ramos como lojas de pe\u00e7as de ve\u00edculos, oficinas<br \/>\nautomotivas, sal\u00e3o de beleza, lojas de materiais de constru\u00e7\u00e3o, roupas e<br \/>\nutens\u00edlios dom\u00e9stico e ouviu tamb\u00e9m representante do setor informal. A grande<br \/>\nmaioria dos comerciantes evita ao m\u00e1ximo o pagamento por cheques preferindo<br \/>\nfacilit\u00e1-lo por outras formas, por meio do parcelamento em muitas vezes no<br \/>\ncart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/div>\n<div>CLIENTELA FIEL \u2013 Na ronda da reportagem se percebeu que as lojas de<br \/>\nmateriais de constru\u00e7\u00e3o, pelo pr\u00f3prio volume de produtos e valor das compras, e<br \/>\ntamb\u00e9m as oficinas e sal\u00e3o de beleza s\u00e3o alguns dos estabelecimentos que ainda<br \/>\naceitam cheque. O restante opta pelo uso do cart\u00e3o de cr\u00e9dito e d\u00e9bito e<br \/>\npagamento em dinheiro. \u201cNo meu caso, \u00e9 porque muitas clientes s\u00f3 pagam em cheque<br \/>\ne se deixo de aceitar perco a cliente. Em sete anos de sal\u00e3o, j\u00e1 tive preju\u00edzo<br \/>\ngrande de n\u00e3o conseguir compensar cheque, mas n\u00e3o h\u00e1 o que fazer\u201d, contou Ana<br \/>\nLucia S\u00e1, de 35 anos, propriet\u00e1ria de um sal\u00e3o.<\/div>\n<div>Para os profissionais que trabalham na informalidade o sentimento \u00e9 o<br \/>\nmesmo. \u201cComo trabalho em casa, informalmente, prefiro aceitar pagamentos s\u00f3 em<br \/>\ndinheiro, para evitar o risco e o inconveniente de pegar cheques sem fundo ou<br \/>\nter que ir at\u00e9 o banco descontar e ter surpresas ruins\u201d, comentou a costureira<br \/>\nEdileusa Barbosa Nascimento, 59, h\u00e1 mais de 40 anos na profiss\u00e3o,\u00a0 n\u00e3o aceita<br \/>\ncheques h\u00e1 muito tempo.<\/div>\n<h2>Aviso aos consumidores<\/h2>\n<div>\n<div>De acordo com o Proncon, n\u00e3o \u00e9 ilegal recusar cheques, desde que sejam<br \/>\ntomadas algumas precau\u00e7\u00f5es por parte dos estabelecimentos. \u201cO cheque \u00e9 uma ordem<br \/>\nde pagamento \u00e0 vista de uso comum, mas ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a aceit\u00e1-lo desde que<br \/>\nisso seja informado previamente ao consumidor, para que ele n\u00e3o seja<br \/>\nsurpreendido no ato do pagamento. Isso deve ser feito com placas e avisos<br \/>\nafixados em locais de f\u00e1cil visibilidade\u201d, explicou Isabella Barreto, diretora<br \/>\nde fiscaliza\u00e7\u00e3o do Procon na Bahia.<\/div>\n<div>O \u00f3rg\u00e3o alerta ainda que, para aqueles que aceitam esse tipo de pagamento,<br \/>\nn\u00e3o podem exigir qualquer comprova\u00e7\u00e3o de tempo de conta banc\u00e1ria, ou ainda que o<br \/>\ncheque seja da pra\u00e7a do neg\u00f3cio realizado ou at\u00e9 mesmo se recusarem a receber<br \/>\ncheque de pessoa jur\u00eddica. A exig\u00eancia de qualquer desses quesitos n\u00e3o tem<br \/>\nrespaldo legal, sendo considerada pr\u00e1tica abusiva. \u201cO estabelecimento ou empresa<br \/>\npode cobrar apenas documentos b\u00e1sicos de identifica\u00e7\u00e3o para certificarem-se que<br \/>\na pessoa \u00e9 mesmo propriet\u00e1ria do cheque, evitando fraudes e clonagens, por<br \/>\nexemplo\u201d, finalizou a diretora.<\/div>\n<div>CAMPANHA \u2013 O Sindiloja afirma que vem fazendo uma campanha preventiva junto<br \/>\naos lojistas soteropolitanos alertando sobre os riscos em receber cheques sem<br \/>\nfundo e sobre os cuidados nesse tipo de transa\u00e7\u00e3o. \u201cToda cautela hoje \u00e9 muito<br \/>\nrepresentativa. Todo cheque \u00e9 uma venda a prazo, mesmo que seja a vista, ele<br \/>\nprecisa ser compensado posteriormente e h\u00e1 risco. A nossa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 ter muita<br \/>\ncautela\u201d, disse o presidente Mota.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristiane Felix\/Tribuna da Bahia Sem fundo e com preju\u00edzo. A combina\u00e7\u00e3o desses dois problemas aumenta o receio de comerciantes e profissionais informais de Salvador que, em maioria, tendem a recusar pagamentos em cheque, seja \u00e0 vista ou pr\u00e9-datado. Dos oito estabelecimentos visitados pela reportagem da Tribuna no bairro das Sete Portas, apenas a metade ainda trabalha com esse tipo de opera\u00e7\u00e3o. E essa tend\u00eancia observada nas ruas da capital baiana segue uma disposi\u00e7\u00e3o nacional de queda na prefer\u00eancia por cheques e aumento da utiliza\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e d\u00e9bito. 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