{"id":3388,"date":"2010-03-20T11:24:29","date_gmt":"2010-03-20T14:24:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=3388"},"modified":"2010-03-20T11:24:29","modified_gmt":"2010-03-20T14:24:29","slug":"goiania-e-a-cidade-mais-desigual-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/20\/goiania-e-a-cidade-mais-desigual-do-brasil\/","title":{"rendered":"Goi\u00e2nia \u00e9 a cidade mais desigual do Brasil"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Cinco cidades brasileiras est\u00e3o entre as 20 mais desiguais do mundo. Relat\u00f3rio apresentado ontem na abertura do V Forum Urbano Mundial da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), no Rio, revela que Goi\u00e2nia (10\u00aa), Belo Horizonte (13\u00aa), Fortaleza (13\u00aa), Bras\u00edlia (16\u00aa) e Curitiba (17\u00aa) s\u00e3o as que apresentam as maiores diferen\u00e7as de renda entre ricos e pobres no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00a0O documento &#8220;O Estado das Cidades do Mundo 2010\/2011: Unindo o Urbano Dividido&#8221; tamb\u00e9m informa que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com a maior dist\u00e2ncia social na Am\u00e9rica Latina. O Rio, na 28\u00aa posi\u00e7\u00e3o, e S\u00e3o Paulo, na 39\u00aa, tamb\u00e9m s\u00e3o cidades com alto \u00edndice de desigualdade, de acordo com o relat\u00f3rio.<!--more--><\/p>\n<p>Nove munic\u00edpios na \u00c1frica do Sul lideram o ranking. As capitais da Nig\u00e9ria, Eti\u00f3pia, Col\u00f4mbia, Qu\u00eania e Lesoto tamb\u00e9m est\u00e3o entre as mais desiguais. No total, 138 cidades de 63 pa\u00edses em desenvolvimento foram analisadas. O relat\u00f3rio baseia suas conclus\u00f5es no coeficiente Gini &#8211; cujos indicadores medem a concentra\u00e7\u00e3o de renda de um pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do coordenador do relat\u00f3rio e diretor do Centro de Estudos e Monitoramentos das Cidades do Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o mexicano Eduardo Lopez Moreno, existe v\u00ednculo direto entre desigualdade e criminalidade. Mais do que custos sociais, o abismo entre ricos e pobres tamb\u00e9m provoca preju\u00edzos econ\u00f4micos. &#8220;Estatisticamente, existe sim um v\u00ednculo. \u00c9 muito poss\u00edvel que a cidade mais desigual gere muito mais facilmente dist\u00farbios e problemas sociais. As autoridades desses pa\u00edses v\u00e3o deslocar recursos que deveriam ir para investimentos para conter esses movimentos sociais. O custo social acaba se traduzindo em custo econ\u00f4mico&#8221;, afirmou Moreno.<\/p>\n<p>Em termos de faveliza\u00e7\u00e3o, o estudo da ONU apresenta resultados paradoxais para o Brasil. Apesar de ter sido o pa\u00eds que apresentou o maior n\u00famero absoluto de pessoas que deixaram de viver em condi\u00e7\u00f5es de faveliza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina &#8211; 10,4 milh\u00f5es -, a pesquisa mostrou que o desempenho relativo ficou abaixo dos vizinhos. Enquanto as condi\u00e7\u00f5es de moradia melhoraram para 16% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, esse \u00edndice ficou em 40,7% na Argentina, 39,7% na Col\u00f4mbia, 27,6% no M\u00e9xico e 21,9% no Peru.<\/p>\n<p>As estimativas apresentadas na pesquisa s\u00e3o de que mais de 227 milh\u00f5es de pessoas no mundo deixaram de viver em regi\u00f5es faveladas desde 2000. Isso representa uma evolu\u00e7\u00e3o 2,2 vezes maior do que o estimado nas Metas de Desenvolvimento do Mil\u00eanio, que haviam estabelecido o objetivo de melhorar as condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o de 100 milh\u00f5es de pessoas at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o melhorou em dez anos, mas, infelizmente, no mesmo per\u00edodo o aumento dos pobres urbanos \u00e9 de 55 milh\u00f5es&#8221;, disse Anna Tibaijuka, diretora-executiva do ONU-Habitat. De acordo com a metodologia da pesquisa, deixar de viver em condi\u00e7\u00e3o de faveliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa necessariamente mudan\u00e7a de resid\u00eancia ou remo\u00e7\u00e3o de comunidade. Acesso a saneamento b\u00e1sico e \u00e1gua pot\u00e1vel, o material utilizado nas moradias e a densidade das resid\u00eancias s\u00e3o os \u00edndices para avaliar se uma regi\u00e3o \u00e9 ou n\u00e3o favelada.<\/p>\n<p>Para Moreno, o Brasil deve apresentar melhora de seus \u00edndices nos pr\u00f3ximos anos por conta de programas governamentais de habita\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de renda. &#8220;Bolsa-Fam\u00edlia&#8221; e Minha Casa, Minha Vida s\u00e3o programas muito novos. \u00c9 imposs\u00edvel medir agora porque essas mudan\u00e7as t\u00eam uma evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Elas v\u00e3o mostrar em cinco anos os seus resultados&#8221;, avaliou.<\/p>\n<p><strong>Estad\u00e3o<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco cidades brasileiras est\u00e3o entre as 20 mais desiguais do mundo. 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