{"id":32401,"date":"2011-05-23T14:33:40","date_gmt":"2011-05-23T17:33:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=32401"},"modified":"2011-05-23T14:33:40","modified_gmt":"2011-05-23T17:33:40","slug":"meninas-que-morreram-afogadas-podem-ter-caido-em-buraco-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/05\/23\/meninas-que-morreram-afogadas-podem-ter-caido-em-buraco-no-rio\/","title":{"rendered":"Meninas que morreram afogadas podem ter ca\u00eddo em buraco no rio"},"content":{"rendered":"<p>Fant\u00e1stico faz investiga\u00e7\u00e3o completa sobre o mist\u00e9rio das meninas que morreram afogadas num rio em Itajub\u00e1, Minas Gerais.<\/p>\n<div id=\"materia-corpo-corpo\">\n<div><script src=\"http:\/\/video.globo.com\/Portal\/gmc4\/cda\/player\/js\/glb_gmc4_player_embed_javascript\"><\/script><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/div>\n<p>Bairro do Cantagalo, Itajub\u00e1, sul de Minas. No dia 1\u00ba de maio, um grupo de adolescente se diverte no Rio Sapuca\u00ed. Michele Bittencourt, de 16 anos, grava a farra com a c\u00e2mera do celular. Ela registra a amiga Vanessa Moreira, de 17 anos, entrando na \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cO que voc\u00ea quer, Vanessa, sai da\u00ed! Deixa eu ir l\u00e1 com a Vanessa, vai filmando\u201d, fala Michele.<\/p>\n<p>Michele vai para o rio e deixa o celular com outra pessoa, que continua a gravar. Um minuto depois acontece a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p><!--more-->O v\u00eddeo apareceu esta semana na internet. Olhando as imagens com cuidado, \u00e9 poss\u00edvel ver que algo passa pr\u00f3ximo das meninas, no momento em que elas gritam. Logo depois, se afogam.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Vanessa, Maria In\u00eas da Cruz, acredita que era uma cobra.<\/p>\n<p>\u201cPelo v\u00eddeo d\u00e1 pra ver que tem alguma coisa atr\u00e1s da Vanessa, que a Michele v\u00ea e grita apavorada. Para mim, \u00e9 uma cobra. Ningu\u00e9m tira isso da minha cabe\u00e7a\u201d, diz Maria In\u00eas.<\/p>\n<p>Mas os legistas n\u00e3o encontraram nenhuma evid\u00eancia de ataque de bicho.<\/p>\n<p>\u201cNa per\u00edcia m\u00e9dica n\u00f3s n\u00e3o constatamos nenhuma les\u00e3o al\u00e9m das encontradas nos casos de afogamento, que s\u00e3o sinais cl\u00e1ssicos de asfixia. Fora esses sinais, n\u00f3s n\u00e3o encontramos mais nada\u201d, afirma o m\u00e9dico legista Jos\u00e9 Henrique Schumann.<\/p>\n<p>\u201cVendo as imagens, apesar de elas n\u00e3o serem n\u00edtidas, uma das conclus\u00f5es que n\u00f3s podemos chegar \u00e9 que n\u00e3o foi um ataque de serpente. Por qu\u00ea? Um ataque de serpente deixaria marcas. Al\u00e9m de deixar marcas profundas, ela mata por constri\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, ela aperta a pessoa at\u00e9 matar sufocada. Ela atacaria uma crian\u00e7a apenas, n\u00e3o duas\u201d, analisa o bi\u00f3logo Fl\u00e1vio Vasconcelos.<\/p>\n<p>Mas, ent\u00e3o, o que seria o vulto que aparece na \u00e1gua? Poderia ser um outro animal?<\/p>\n<p>\u201cA ariranha tamb\u00e9m \u00e9 um animal muito agressivo, ela deixaria marcas. Jacar\u00e9 n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o temos registros ali. Lontra n\u00f3s temos registro, mas lontra \u00e9 um mam\u00edfero at\u00e9 mesmo d\u00f3cil, ele n\u00e3o ataca as pessoas. Mas isso tamb\u00e9m n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa ter esbarrado nas garotas, empurrado, talvez pudesse estar ali pescando e elas se assustaram e com o susto elas acabaram se afogando\u201d, avalia Vasconcelos.<\/p>\n<p>Momentos antes de se assustarem, Michele e Vanessa est\u00e3o com \u00e1gua na altura do pesco\u00e7o. Parece dar p\u00e9. S\u00f3 que o fundo do Rio Sapuca\u00ed \u00e9 irregular. A areia se move, formando calhas. E a \u00e1gua turva n\u00e3o permite que o banhista enxergue onde est\u00e1 pisando. Se pr\u00f3ximo \u00e0 margem, a profundidade n\u00e3o chega a meio metro, poucos passos adentro, j\u00e1 passa a mais de quatro.<\/p>\n<p>A equipe do Fant\u00e1stico foi at\u00e9 o ponto exato onde as duas adolescentes se afogaram. Com ajuda do sargento Alo\u00edsio, foi medida a profundidade do rio naquele trecho.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 dando 2,5 metros. E quando n\u00f3s viemos resgat\u00e1-las, viemos por esse mesmo local e vinha vindo pela praia e, de repente, afundou. Quer dizer, \u00e9 um buraco, onde provavelmente, elas devem ter se perdido. Num ponto eu tive que ir a nado\u201d, conta o sargento Alo\u00edsio.<\/p>\n<p>\u201cO rio hoje, 20 dias depois do afogamento, est\u00e1 mais baixo. At\u00e9 no dia mesmo n\u00e3o aparecia essa areia que n\u00f3s estamos vendo hoje a\u00ed\u201d, conta o sargento.<\/p>\n<p>Os bombeiros estimam que o rio estava 1,5m mais profundo.<\/p>\n<p>\u201cAquele susto foi o fato delas n\u00e3o terem atingido o p\u00e9. A pr\u00f3pria filmagem mostra que uma tenta se apoiar na outra e aquele afundamento brusco \u00e9 onde existe o buraco que a gente mediu. Com 2,5 metros, pra uma jovem de 1,60, no m\u00e1ximo, se n\u00e3o sabe nadar, ela vai afundar rapidamente\u201d, explica o sargento.<\/p>\n<p>\u201cA Vanessa sabia nadar, a Michele, n\u00e3o\u201d; conta a m\u00e3e de Vanessa.<\/p>\n<p>\u201cEla nunca nadou, tinha medo de entrar em \u00e1gua. Dessa vez ela confiou nos meninos e nas meninas\u201d, comenta Adriana Pereira, m\u00e3e de Michele.<\/p>\n<p>\u201cUma delas pode ter se afogado e acabou agarrando a outra. Isso \u00e9 normal. No desespero, uma tenta se apoiar na outra. A consequ\u00eancia \u00e9 o afogamento duplo\u201d, diz o salva-vidas.<\/p>\n<p>Edivania Maria Fernandes, tia de Michele, era a \u00fanica adulta na hora do acidente. Ela aparece na grava\u00e7\u00e3o na beira do rio tentando ajudar, mas tamb\u00e9m n\u00e3o sabe nadar.<\/p>\n<p>\u201cUma pessoa j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil tirar da \u00e1gua, imagine duas. Uma empurrava a outra para baixo\u201d, conta.<\/p>\n<p>Ca\u00edque, que tamb\u00e9m aparece no v\u00eddeo, conta que mais cedo Vanessa j\u00e1 tinha quase afogado. Foi a \u00faltima pessoa a chegar perto das meninas ainda com vida.<\/p>\n<p>\u201cEstava muito pesado para eu puxar. Elas me abra\u00e7aram, quase me afogaram. Quase que fui junto\u201d, relata.<\/p>\n<p>No mesmo ponto onde Michele e Vanessa se afogaram outras quatro pessoas j\u00e1 morreram este ano.\u00a0 <strong>Do G1<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fant\u00e1stico faz investiga\u00e7\u00e3o completa sobre o mist\u00e9rio das meninas que morreram afogadas num rio em Itajub\u00e1, Minas Gerais. Bairro do Cantagalo, Itajub\u00e1, sul de Minas. No dia 1\u00ba de maio, um grupo de adolescente se diverte no Rio Sapuca\u00ed. Michele Bittencourt, de 16 anos, grava a farra com a c\u00e2mera do celular. Ela registra a amiga Vanessa Moreira, de 17 anos, entrando na \u00e1gua. \u201cO que voc\u00ea quer, Vanessa, sai da\u00ed! Deixa eu ir l\u00e1 com a Vanessa, vai filmando\u201d, fala Michele. Michele vai para o rio e deixa o celular com outra pessoa, que continua a gravar. 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