{"id":32218,"date":"2011-05-18T14:02:14","date_gmt":"2011-05-18T17:02:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=32218"},"modified":"2011-05-18T14:02:14","modified_gmt":"2011-05-18T17:02:14","slug":"quatro-em-cada-dez-criancas-vitimas-de-abuso-sexual-foram-agredidas-pelo-proprio-pai-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/05\/18\/quatro-em-cada-dez-criancas-vitimas-de-abuso-sexual-foram-agredidas-pelo-proprio-pai-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Quatro em cada dez crian\u00e7as v\u00edtimas de abuso sexual foram agredidas pelo pr\u00f3prio pai, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Uma pesquisa realizada no Hospital das Cl\u00ednicas (HC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) revela que o combate e a preven\u00e7\u00e3o de abusos sexuais a crian\u00e7as precisam ser feitos, principalmente, dentro de casa. Segundo o estudo, quatro de cada dez crian\u00e7as v\u00edtimas de abuso sexual foram agredidas pelo pr\u00f3prio pai e\u00a0 tr\u00eas, pelo padrasto.<\/p>\n<p>Os resultados foram obtidos ap\u00f3s a an\u00e1lise de 205 casos de abusos a crian\u00e7as ocorridos de 2005 a 2009. As v\u00edtimas dessas agress\u00f5es receberam acompanhamento psicol\u00f3gico no HC e tiveram seu perfil analisado pelo Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do hospital.<\/p>\n<p>Segundo Antonio de P\u00e1dua Serafim, psic\u00f3logo e coordenador da pesquisa sobre as agress\u00f5es, em 88% dos casos de abuso infantil, o agressor faz parte do c\u00edrculo de conviv\u00eancia da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>O pai (38% dos casos) \u00e9 o agressor mais comum, seguido do padrasto (29%). O tio (15%) \u00e9 o terceiro agressor mais comum, antes de algum primo (6%). Os vizinhos s\u00e3o 9% dos agressores e os desconhecidos s\u00e3o a minoria, representando 3% dos casos.<\/p>\n<p><!--more-->\u201c\u00c9 gritante o fato de o pai ser o maior agressor. Ele \u00e9 justamente quem deveria proteger\u201d, afirmou Serafim, sobre os dados da pesquisa, que ainda ser\u00e3o publicados na Revista de Psiquiatria Cl\u00ednica da Faculdade de Medicina da USP. \u201cAs crian\u00e7as s\u00e3o v\u00edtimas dentro de casa.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa coordenada pelo psic\u00f3logo mostra tamb\u00e9m que 63,4% das v\u00edtimas de abuso s\u00e3o meninas. Na maioria dos casos, a crian\u00e7a abusada, independentemente do sexo, tem menos de 10 anos de idade.<\/p>\n<p>Para Serafim, at\u00e9 pela pouca idade das v\u00edtimas, o monitoramento das m\u00e3es \u00e9 fundamental para preven\u00e7\u00e3o dos abusos. Muitas crian\u00e7as agredidas n\u00e3o denunciam os agressores.<\/p>\n<p>Elas, por\u00e9m, d\u00e3o sinais de abusos em seu comportamento, segundo Serafim. Por isso, as m\u00e3es devem estar atentas \u00e0s mudan\u00e7as de humor das crian\u00e7as. \u201cUma mudan\u00e7a brusca \u00e9 a maior sinaliza\u00e7\u00e3o de abuso\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil S\u00e3o Paulo \u2013 Uma pesquisa realizada no Hospital das Cl\u00ednicas (HC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) revela que o combate e a preven\u00e7\u00e3o de abusos sexuais a crian\u00e7as precisam ser feitos, principalmente, dentro de casa. Segundo o estudo, quatro de cada dez crian\u00e7as v\u00edtimas de abuso sexual foram agredidas pelo pr\u00f3prio pai e\u00a0 tr\u00eas, pelo padrasto. Os resultados foram obtidos ap\u00f3s a an\u00e1lise de 205 casos de abusos a crian\u00e7as ocorridos de 2005 a 2009. 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