{"id":31281,"date":"2011-05-02T08:17:52","date_gmt":"2011-05-02T11:17:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=31281"},"modified":"2011-05-02T08:17:52","modified_gmt":"2011-05-02T11:17:52","slug":"jornais-mec-aprova-livros-com-criticas-a-fhc-e-elogios-a-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/05\/02\/jornais-mec-aprova-livros-com-criticas-a-fhc-e-elogios-a-lula\/","title":{"rendered":"Jornais: MEC aprova livros com cr\u00edticas a FHC e elogios a Lula"},"content":{"rendered":"<p><em>FOLHA DE S.PAULO<\/em><\/p>\n<p><strong>Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula<br \/>\n<\/strong>Livros did\u00e1ticos aprovados pelo MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o) para alunos do ensino fundamental trazem cr\u00edticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios \u00e0 gest\u00e3o de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT). Uma das exig\u00eancias do MEC para aprovar os livros \u00e9 que n\u00e3o haja doutrina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas obras utilizadas. O livro &#8220;Hist\u00f3ria e Vida Integrada&#8221;, por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apag\u00e3o, e traz cr\u00edticas \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es.<br \/>\nJ\u00e1 o item &#8220;Tudo pela reelei\u00e7\u00e3o&#8221; cita den\u00fancias de compra de votos no Congresso para a aprova\u00e7\u00e3o da emenda que permitiu a recondu\u00e7\u00e3o do tucano \u00e0 Presid\u00eancia. O fim da gest\u00e3o FHC aparece no t\u00f3pico &#8220;Um projeto n\u00e3o conclu\u00eddo&#8221;, que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que &#8220;um aspecto pode ser levantado como positivo&#8221;, citando melhorias na educa\u00e7\u00e3o e a Lei de Responsabilidade Fiscal.<br \/>\nJ\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a &#8220;festa popular&#8221; da posse e diz que o petista &#8220;inovou no estilo de governar&#8221; ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social.O esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o \u00e9 citado ao lado de uma s\u00e9rie de dados positivos.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nAo explicar a elei\u00e7\u00e3o de FHC, o livro &#8220;Hist\u00f3ria em Documentos&#8221; afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: &#8220;Mas decorreu tamb\u00e9m da alian\u00e7a do presidente com pol\u00edticos conservadores das elites&#8221;. Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustenta\u00e7\u00e3o da ditadura militar. Quando o assunto \u00e9 o governo Lula, a autora \u2013 que \u00e0 Folha disse ter sido imparcial \u2013 inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez &#8220;concess\u00f5es&#8221; ao fazer &#8220;alian\u00e7as com partidos advers\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o diz que adota crit\u00e9rios t\u00e9cnicos para aprovar obras<br \/>\n<\/strong>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros. Em nota, listou os crit\u00e9rios t\u00e9cnicos que usa para aprovar os livros, como o que veta obras que &#8220;fizerem doutrina\u00e7\u00e3o religiosa ou pol\u00edtica&#8221;. A autora Joelza Ester Rodrigues, do livro &#8220;Hist\u00f3ria em Documento&#8221;, da editora FTD, afirmou que seu livro \u00e9 imparcial.<\/p>\n<p>Ela disse que detalhou as alian\u00e7as com &#8220;conservadores&#8221; s\u00f3 no caso de FHC porque o contexto do livro deixa pressuposto que os &#8220;partidos advers\u00e1rios&#8221; aos quais o PT se aliou tamb\u00e9m eram conservadores. A Abril Educa\u00e7\u00e3o, que controla as editoras \u00c1tica e Scipione, afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que tem uma &#8220;pol\u00edtica voltada \u00e0 pluralidade de seus autores e \u00e0 independ\u00eancia e excel\u00eancia editoriais&#8221;.<\/p>\n<p>O professor Claudino Piletti, coautor do livro &#8220;Hist\u00f3ria e Vida Integrada&#8221;, da editora \u00c1tica, concorda que sua obra \u00e9 mais favor\u00e1vel ao governo Lula. &#8220;N\u00e3o tem o que contestar&#8221;, afirmou. Ele disse que \u00e9 respons\u00e1vel pela parte de hist\u00f3ria geral da obra e que a hist\u00f3ria do Brasil ficou a cargo de seu irm\u00e3o, Nelson Piletti, que est\u00e1 na It\u00e1lia e n\u00e3o foi encontrado pela reportagem.<\/p>\n<p><strong>SNI viu elo entre Dilma e grupo armado ap\u00f3s anistia<br \/>\n<\/strong>A principal ag\u00eancia de espionagem da ditadura militar (1964-1985) ligou a presidente Dilma Rousseff a uma organiza\u00e7\u00e3o de esquerda com atua\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina num relat\u00f3rio produzido pouco depois da promulga\u00e7\u00e3o da Lei da Anistia, em 1979. O informe foi distribu\u00eddo pelo antigo SNI (Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es) no fim de 1980 e inclui Dilma entre os participantes de uma reuni\u00e3o que teria sido realizada pela JCR (Junta de Coordena\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria) em novembro daquele ano, no munic\u00edpio de Registro (SP).<\/p>\n<p>Um resumo do relat\u00f3rio consta de uma certid\u00e3o emitida em 2000 pela Abin (Ag\u00eancia Brasileira de Intelig\u00eancia) a pedido de Dilma, que usou o documento num processo que lhe assegurou uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 22 mil do Estado de S\u00e3o Paulo pela tortura que sofreu como presa pol\u00edtica na ditadura. Nos anos 70, Dilma participou de dois grupos de esquerda que pegaram em armas para combater a ditadura, o Colina (Comando de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional) e a VAR-Palmares. Ela nega ter participado de a\u00e7\u00f5es armadas.<\/p>\n<p><strong>Presidente diz que desconhece organiza\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>A assessoria do Pal\u00e1cio do Planalto contestou o relat\u00f3rio do SNI que inclui a presidente Dilma Rousseff entre os participantes de uma reuni\u00e3o da Junta de Coordena\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria, em 1979. &#8220;Temos a informar que a presidenta n\u00e3o participou da referida reuni\u00e3o de Registro (1979) e desconhece a organiza\u00e7\u00e3o citada&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o ter\u00e1 pico durante disputa salarial<br \/>\n<\/strong>H\u00e1 apenas oito meses, os metal\u00fargicos do ABC paulista comemoravam o maior ganho de sua hist\u00f3ria de disputas salariais. O reajuste obtido, de 10,8%, significava um aumento do poder de compra de 6,3%. Caso queiram \u2013 e possam \u2013 repetir o feito neste ano, os representantes da categoria ter\u00e3o de pleitear em quatro meses, quando voltar\u00e3o \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es com seus empregadores, aumento muito maior, acima de 14%.<\/p>\n<p>Segundo as proje\u00e7\u00f5es mais consensuais do governo e do setor privado, a presente escalada da infla\u00e7\u00e3o atingir\u00e1 seu pico justamente quando corpora\u00e7\u00f5es mais numerosas e influentes no sindicalismo nacional estar\u00e3o em campanha. Se o 1\u00ba de maio \u00e9 simb\u00f3lico, o 1\u00ba de setembro \u00e9 concreto para os trabalhadores do pa\u00eds. Trata-se da data-base de metal\u00fargicos, banc\u00e1rios e petroleiros, para citar apenas os mais importantes e referenciais para as demais categorias profissionais.<\/p>\n<p>Neste ano, a continuidade da trajet\u00f3ria de ganhos salariais \u2013 iniciada em 2004 e com recorde em 2010 \u2013 entrar\u00e1 em choque com a pol\u00edtica anti-inflacion\u00e1ria da administra\u00e7\u00e3o petista. Em outras palavras, quanto maior for o sucesso das campanhas salariais, mais dif\u00edcil ser\u00e1 o esperado retorno dos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o aos patamares desejados a partir do fim deste ano. Pelas estimativas de investidores e analistas de mercado pesquisadas pelo Banco Central, o INPC, \u00edndice que normalmente baliza negocia\u00e7\u00f5es, e o IPCA, refer\u00eancia para metas oficiais, chegar\u00e3o a 7,4% no per\u00edodo de 12 meses encerrado em agosto. Se as previs\u00f5es se confirmarem, ser\u00e1 a maior taxa para o per\u00edodo desde 2003, no primeiro ano de mandato do ex-metal\u00fargico Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, quando a maior parte das negocia\u00e7\u00f5es salariais foi incapaz de repor as perdas acumuladas.<\/p>\n<p><strong>Para PT, n\u00e3o h\u00e1 risco real de escalada inflacion\u00e1ria<br \/>\n<\/strong>Num momento em que a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica divide o governo, o PT divulgou uma resolu\u00e7\u00e3o em que afirma que o controle da infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode impor sacrif\u00edcio ao desenvolvimento social do pa\u00eds. Aprovado ontem pelo Diret\u00f3rio Nacional do partido, o documento diz que os riscos de uma escalada inflacion\u00e1ria s\u00e3o &#8220;mais propagand\u00edsticos que reais&#8221;.<\/p>\n<p>O partido cita a f\u00f3rmula aplicada pelo governo para conten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o: o casamento de varia\u00e7\u00e3o da taxa de juros com as medidas de conten\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito. &#8220;O combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o implica sacrificar as pol\u00edticas de desenvolvimento social do governo, que requerem um crescimento do PIB entre 4% e 4,5% este ano&#8221;, diz a resolu\u00e7\u00e3o, cujo esqueleto foi elaborado pelo presidente do PT, Rui Falc\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Dobra cr\u00e9dito do BNDES \u00e0 micro e pequena empresa<br \/>\n<\/strong>O volume de cr\u00e9dito \u00e0s MPEs (micro e pequenas empresas) brasileiras est\u00e1 em ascens\u00e3o. O principal sinal \u00e9 o saldo dos desembolsos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social) a esse segmento, que dobrou de 2009 para 2010, pulando de R$ 11,6 bilh\u00f5es para R$ 23,7 bilh\u00f5es. Entre as grandes, o aumento chegou a 9,17% (de R$ 112,4 bilh\u00f5es para R$ 122,7 bilh\u00f5es). O BNDES \u00e9 o maior financiador das MPEs.<\/p>\n<p>No c\u00f4mputo geral do cr\u00e9dito do sistema financeiro, a expans\u00e3o foi de 11% na faixa dos aportes de at\u00e9 R$ 100 mil \u2013 que representa as MPEs \u2013 nos \u00faltimos 12 meses. O movimento indica fortalecimento dos neg\u00f3cios de pequeno porte, avalia Carlos Alberto dos Santos, diretor t\u00e9cnico do Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas). Para especialistas, o resultado se deve \u00e0 combina\u00e7\u00e3o da estabilidade monet\u00e1ria com algumas a\u00e7\u00f5es do governo federal, como o cart\u00e3o BNDES, que, em 2010, ampliou o limite m\u00e1ximo de R$ 500 mil para R$ 1 milh\u00e3o por cart\u00e3o (cada empresa pode ter um por banco emissor).<\/p>\n<p><strong>Procuradoria faz manual para baratear obra p\u00fablica<br \/>\n<\/strong>Para combater superfaturamentos em obras p\u00fablicas e reduzir pre\u00e7os de licita\u00e7\u00f5es, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal vai recomendar a seus procuradores e a outros \u00f3rg\u00e3os de controle a ado\u00e7\u00e3o de novos crit\u00e9rios para a fiscaliza\u00e7\u00e3o de editais e contratos. A estrat\u00e9gia inclui a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas e a elabora\u00e7\u00e3o de um manual com as diretrizes.<\/p>\n<p>Os novos crit\u00e9rios t\u00eam como base estudos do INC (Instituto Nacional de Criminal\u00edstica) da Pol\u00edcia Federal que apontam que as refer\u00eancias oficiais usadas nos or\u00e7amentos das obras p\u00fablicas permitem que construtoras cobrem valores at\u00e9 25% maiores que o custo real das obras. O movimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ocorre ao mesmo tempo em que empreiteiras atuam para jogar para cima os \u00edndices de pre\u00e7os oficiais, como revelou reportagem da Folha nesta semana.<\/p>\n<p><strong>Colunista Del\u00fabio prefere Lula, mas fala at\u00e9 sobre Dia do \u00cdndio (trecho de artigo de Eliane Cantanh\u00eade na coluna Foco)<br \/>\n<\/strong>Condenado por improbidade administrativa em Goi\u00e1s e r\u00e9u no processo do mensal\u00e3o no Supremo Tribunal Federal, o agora novamente petista Del\u00fabio Soares \u00e9 &#8220;colunista&#8221; do jornal &#8220;Al\u00f4 Bras\u00edlia&#8221; e do &#8220;Di\u00e1rio da Manh\u00e3&#8221; de Goi\u00e2nia, al\u00e9m de manter um blog. Ex-tesoureiro do PT, depois banido, Del\u00fabio escreve sobre um leque de temas: Dia do \u00cdndio, terremoto no Jap\u00e3o, viagem da presidente Dilma Rousseff \u00e0 China, e &#8220;heran\u00e7a maldita&#8221; dos tucanos.<\/p>\n<p>Sua verdadeira obsess\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 o &#8220;estadista Luiz In\u00e1cio Lula da Silva&#8221;, que vetou sua refilia\u00e7\u00e3o ao PT no ano passado para n\u00e3o atrapalhar a elei\u00e7\u00e3o de Dilma, mas que agora foi decisivo em sua volta. T\u00edtulos de colunas: &#8220;Uma bomba sobre o Jap\u00e3o fez nascer o Jap\u00e3o da paz&#8221;, &#8220;Dilma \u00e9 Lula, Lula \u00e9 Dilma&#8221; e &#8220;Campei&#8221;, que ele traduz por &#8220;brinde de irm\u00e3os chineses&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre &#8220;o povo&#8221;, \u00e9 \u00e9pico: &#8220;H\u00e1 uma luta permanente para se libertar nosso povo dos poucos grilh\u00f5es que ainda o prendem ao passado e ao atraso. \u00c9 uma luta de vida contra a morte, do amor contra o \u00f3dio, da solidariedade contra a mesquinhez, do progresso contra o atraso&#8221;. Petistas acham que ele s\u00f3 assina os textos. Professor de matem\u00e1tica da rede p\u00fablica de Goi\u00e1s, dizem que seu forte n\u00e3o \u00e9 o portugu\u00eas.<\/p>\n<p><em>O GLOBO<\/p>\n<p><\/em><strong>Governo quer evitar que nova classe m\u00e9dia volte \u00e0 pobreza<br \/>\n<\/strong>&#8220;Galinha dos ovos de ouro&#8221;, na avalia\u00e7\u00e3o do governo, a nova classe m\u00e9dia \u00e9 um dos cinco alvos priorit\u00e1rios da pol\u00edtica de longo prazo que est\u00e1 sendo elaborada sob a coordena\u00e7\u00e3o do ministro da Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE), Wellington Moreira Franco, e de seu bra\u00e7o direito, o economista Ricardo Paes de Barros. O \u00f3rg\u00e3o quer estudar detalhadamente o grupo, que j\u00e1 representa praticamente metade da popula\u00e7\u00e3o, para sugerir a\u00e7\u00f5es que funcionem como uma esp\u00e9cie de trava que garanta a sua nova posi\u00e7\u00e3o na sociedade. A ideia \u00e9 impedir a perda de poder aquisitivo dos que ascenderam \u00e0s classes C e D na \u00faltima d\u00e9cada e o retorno dessa fatia da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, esta pol\u00edtica seria a garantia de uma base s\u00f3lida para o crescimento econ\u00f4mico sustentado. Para atingir este objetivo, a SAE dever\u00e1 propor a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas a partir de ferramentas nas \u00e1reas de cr\u00e9dito, habita\u00e7\u00e3o, inclus\u00e3o banc\u00e1ria, qualifica\u00e7\u00e3o profissional e educa\u00e7\u00e3o. &#8211; \u00c9 preciso estudar mais detalhadamente este grupo de brasileiros, criar uma trava nas pol\u00edticas social e econ\u00f4mica para que n\u00e3o retornem \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Queremos definir a\u00e7\u00f5es para criar esta trava &#8211; disse ao GLOBO Moreira Franco, ao apresentar, pela primeira vez, o plano de trabalho da Subsecretaria de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas, que est\u00e1 a cargo do economista Paes de Barros.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s refiliar Del\u00fabio, PT quer financiamento p\u00fablico de campanha para barrar corrup\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Um dia depois de aceitar a refilia\u00e7\u00e3o do ex-tesoureiro Del\u00fabio Soares, piv\u00f4 do esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o, o Diret\u00f3rio Nacional do PT aprovou, neste s\u00e1bado, uma resolu\u00e7\u00e3o sobre reforma pol\u00edtica em que defende o financiamento p\u00fablico de campanha, como forma de diminuir a influ\u00eancia do grande capital na pol\u00edtica que favorece a corrup\u00e7\u00e3o. Del\u00fabio foi expulso do PT em 2005 por causa do epis\u00f3dio. Um dos r\u00e9us do mensal\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF), ele \u00e9 apontado por abastecer o caixa dois do partido.<\/p>\n<p><strong>C\u00f3digo Florestal: relator Aldo Rebelo recua e concorda com mais prote\u00e7\u00e3o na margem dos rios<br \/>\n<\/strong>\u00c0s v\u00e9speras da data marcada para a vota\u00e7\u00e3o da reforma do C\u00f3digo Florestal, o relator da proposta, Aldo Rebelo (PCdoB- SP), decidiu abrir m\u00e3o do ponto mais pol\u00eamico de seu texto: a redu\u00e7\u00e3o de 30 para 15 metros do limite m\u00ednimo de mata ciliar que deve ser preservada na margem de rios com menos de 5 metros de largura.<\/p>\n<p>Ao GLOBO, o deputado diz que foi convencido de que n\u00e3o h\u00e1 fundamento cient\u00edfico e n\u00e3o haveria outra forma de acordo se n\u00e3o cedesse. Aldo, no entanto, n\u00e3o arredar\u00e1 p\u00e9 de liberar os donos de propriedades de at\u00e9 quatro m\u00f3dulos fiscais de manter uma reserva legal em suas terras.<\/p>\n<p><strong>Investir em seguran\u00e7a ficou s\u00f3 no discurso de Dilma; Pronasci ter\u00e1 R$ 1 bilh\u00e3o a menos em 2011<br \/>\n<\/strong>Contrariando o discurso de campanha, que alardeou mais participa\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica, o governo Dilma Rousseff ainda n\u00e3o tirou do papel suas promessas para a \u00e1rea. Com os cortes or\u00e7ament\u00e1rios, os investimentos para o combate ao crime minguaram e projetos amplamente explorados na corrida eleitoral n\u00e3o avan\u00e7aram ap\u00f3s quatro meses de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Principal meio de colabora\u00e7\u00e3o com estados e munic\u00edpios, o Programa Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica com Cidadania (Pronasci) ter\u00e1 menos R$ 1,028 bilh\u00e3o este ano, o que corresponde a 47% do previsto. N\u00e3o por acaso, as despesas foram 28,5% menores de janeiro a abril, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2010.<\/p>\n<p><strong>L\u00edbia: ataque da Otan mata filho e netos de Kadafi<br \/>\n<\/strong>O l\u00edder l\u00edbio Muamar Kadafi sobreviveu a um ataque que, segundo o governo do pa\u00eds, teria sido cometido pela Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan) na noite de [ontem] em Tr\u00edpoli, capital do pa\u00eds, com o objetivo de mat\u00e1-lo. Segundo o porta-voz Moussa Ibrahim, o filho mais novo, Saif al-Arab Kadafi, e tr\u00eas netos do governante, foram mortos na a\u00e7\u00e3o. A Otan diz que ataques n\u00e3o tinham Kadafi como alvo.<\/p>\n<p>De acordo com a emissora &#8220;CNN&#8221;, que tamb\u00e9m cita o porta-voz, Kadafi e sua esposa estavam na mesma casa de Saif al-Arab no momento do ataque, mas nada teriam sofrido. &#8211; O l\u00edder est\u00e1 bem, assim como sua esposa. Essa foi uma opera\u00e7\u00e3o direta para assassinar o l\u00edder deste pa\u00eds. Isso n\u00e3o \u00e9 permitido pelas leis internacionais, nem por qualquer c\u00f3digo moral ou princ\u00edpio &#8211; disse Ibrahim.<\/p>\n<p><strong>Mais de 200 mil pessoas em Roma por Jo\u00e3o Paulo II<br \/>\n<\/strong>Mais de 200 mil pessoas de todo o mundo fazem vig\u00edlia em Roma \u00e0 espera da beatifica\u00e7\u00e3o do Papa Jo\u00e3o Paulo II, que acontecer\u00e1 neste domingo. A expectativa \u00e9 de que o evento seja o maior j\u00e1 realizado pelo Vaticano desde a morte de Karol Wojtyla, h\u00e1 seis anos. &#8211; \u00c9 quase como se ele estivesse aqui &#8211; disse Enzo Arzellino, que viajou durante toda a noite de \u00f4nibus do sul da It\u00e1lia com seu grupo paroquial para ver a beatifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Grupos de peregrinos, muitos vindos da Pol\u00f4nia, terra natal do Papa, lotaram a Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro levando bandeiras nacionais e cantando. A pra\u00e7a, onde acontecer\u00e1 a beatifica\u00e7\u00e3o, foi enfeitada com retratos de Jo\u00e3o Paulo II e 27 bandeiras com fotos que mostram um evento em cada ano do seu pontificado.<\/p>\n<p><strong>Cresce n\u00famero de executivos estrangeiros no Brasil<br \/>\n<\/strong>Aos olhos dos estrangeiros, o Brasil j\u00e1 \u00e9 mais do que a terra de samba e pandeiro. Pode ser a terra do emprego para executivos. De um lado, a economia se contrai nos pa\u00edses centrais. Do outro, o Brasil, a despeito de uma infla\u00e7\u00e3o alta que amea\u00e7a o crescimento sustent\u00e1vel, atrai investimentos, mant\u00e9m um mercado de trabalho de dar inveja ao clube dos desenvolvidos e v\u00ea crescer a renda e o consumo das fam\u00edlias.<br \/>\nUm cen\u00e1rio que faz com que profissionais qualificados de outros pa\u00edses considerem o Brasil uma op\u00e7\u00e3o interessante para a carreira. E deixam empregos nos EUA, na Europa, na distante Austr\u00e1lia para encarar o desafio de trabalhar &#8211; e morar &#8211; em terras brasileiras.<\/p>\n<p>Tanto que, nas proje\u00e7\u00f5es de consultorias especializadas, com base em dados do Minist\u00e9rio do Trabalho, o pa\u00eds recebeu, em m\u00e9dia, 30% mais trabalhadores qualificados &#8211; ou mais de 15 mil autoriza\u00e7\u00f5es concedidas a estrangeiros para trabalhar aqui &#8211; s\u00f3 nos primeiros tr\u00eas meses de 2011 ante igual per\u00edodo do ano anterior (11.500).<\/p>\n<p><em>O ESTADO DE S. PAULO<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Dossi\u00eas levam pol\u00edticos aos \u2018personal arapongas\u2019<br \/>\n<\/strong>Acuados pela paranoia do grampo para produ\u00e7\u00e3o de dossi\u00eas que tomou conta do Pa\u00eds, pol\u00edticos e altos dirigentes dos tr\u00eas Poderes passaram a buscar no mercado profissionais com expertise em t\u00e9cnicas de investiga\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia e contraintelig\u00eancia. Em geral, o objetivo \u00e9 prevenir-se contra a arapongagem, mas em alguns casos \u00e9 tamb\u00e9m para bisbilhotar a vida de rivais.<\/p>\n<p>Profissionais da \u00e1rea estimam em mais de 20% o crescimento da procura neste ano. A nova legislatura j\u00e1 nasceu contaminada pelos esc\u00e2ndalos envolvendo dossi\u00eas nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es. &#8220;A procura s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior porque os pol\u00edticos optaram por incluir profissionais de intelig\u00eancia na cota de assessores&#8221;, disse Edilmar Lima, dono da Central \u00danica Federal dos Detetives do Brasil, uma das empresas do ramo mais requisitadas do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mais da metade dos integrantes do Congresso, segundo Lima, j\u00e1 teria montado alguma estrutura de intelig\u00eancia. Pelo menos 20 parlamentares requisitam os servi\u00e7os da empresa. &#8220;Estamos no s\u00e9culo da inseguran\u00e7a. Na pol\u00edtica, todo mundo acha que \u00e9 investigado e nos contrata para fazer contraespionagem.&#8221; V\u00e1rios pol\u00edticos usam recursos de espionagem para levantar a sujeira dos advers\u00e1rios. Para o detetive, a l\u00f3gica \u00e9 a mesma que move v\u00edtimas de trai\u00e7\u00e3o, chantagem e concorr\u00eancia desleal.<\/p>\n<p><strong>Alian\u00e7a PSDB-DEM ser\u00e1 \u2018compuls\u00f3ria\u2019<br \/>\n<\/strong>O DEM e o PSDB estudam a formaliza\u00e7\u00e3o de uma &#8220;uni\u00e3o compuls\u00f3ria&#8221; entre os dois partidos j\u00e1 na elei\u00e7\u00e3o de 2012. Os planos de fus\u00e3o entre as duas legendas, que encontram resist\u00eancia em ambos os lados, ser\u00e3o discutidos apenas depois das disputas municipais no ano que vem. A ideia \u00e9 &#8220;dogmatizar&#8221; as alian\u00e7as municipais entre os dois partidos: nas cidades em que o PSDB for mais forte, o DEM apoiar\u00e1 o candidato a prefeito, assim como os tucanos defender\u00e3o as candidaturas dos democratas nos locais onde estes tiverem mais chances de vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8220;A fus\u00e3o remete a uma discuss\u00e3o de m\u00e9dio prazo. Neste momento, vamos debater a compulsoriedade (das alian\u00e7as)&#8221;, afirmou o senador Jos\u00e9 Agripino Maia (RN), presidente do DEM. Para ele, a tese da alian\u00e7a obrigat\u00f3ria deve ser colocada num documento a ser ratificado pelos partidos. &#8220;A solu\u00e7\u00e3o adequada agora \u00e9 fazer alian\u00e7as para a disputa pelas prefeituras&#8221;, disse o l\u00edder do PSDB na C\u00e2mara, Duarte Nogueira, para quem a fus\u00e3o permitir\u00e1 aos partidos atuarem mais &#8220;nacionalmente&#8221;. Na semana passada, l\u00edderes tucanos trouxeram a p\u00fablico a discuss\u00e3o sobre uma eventual fus\u00e3o, que j\u00e1 se arrasta nos bastidores desde a elei\u00e7\u00e3o de 2010, quando os dois partidos perderam cadeiras no Congresso e viram seu poder de fogo diminuir.<\/p>\n<p><strong>Ex\u00e9rcito esgota capacidade de atuar como \u2018empreiteiro\u2019 em obras federais<br \/>\n<\/strong>A Engenharia do Ex\u00e9rcito est\u00e1 com sua capacidade de emprego no limite e a For\u00e7a n\u00e3o tem mais condi\u00e7\u00f5es de atender a qualquer novo pedido de ajuda do Pal\u00e1cio do Planalto. A &#8220;empreiteira&#8221; Ex\u00e9rcito atende preferencialmente a projetos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) e trabalha hoje nas obras de sete aeroportos, tr\u00eas rodovias e na transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, n\u00e3o tendo mais como ajudar na infraestrutura dos est\u00e1dios da Copa.<\/p>\n<p>&#8220;Toda a nossa capacidade operativa est\u00e1 completamente empenhada&#8221;, disse ao Estado o chefe interino do Departamento de Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito, general Joaquim Brand\u00e3o. &#8220;N\u00e3o tenho reserva&#8221;, completou, sobre a falta de pessoal e equipamentos. Segundo o general, &#8220;se houver alguma emerg\u00eancia ou urg\u00eancia&#8221;, o Ex\u00e9rcito ter\u00e1 de &#8220;parar alguma obra para atender \u00e0 necessidade premente&#8221;. Os 12 batalh\u00f5es de Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o e os 12 batalh\u00f5es de Engenharia de Combate est\u00e3o envolvidos em 40 projetos, o que d\u00e1 um total de 50 obras espalhadas pelo Brasil. No total, a engenharia do Ex\u00e9rcito conta 10 mil homens &#8211; 750 permanentemente envolvidos com a miss\u00e3o brasileira no Haiti.<\/p>\n<p>Por causa das atuais limita\u00e7\u00f5es, o Ex\u00e9rcito n\u00e3o pode atender o pedido do Planalto e do governo do Esp\u00edrito Santo para que a For\u00e7a se envolvesse com a constru\u00e7\u00e3o do terminal do aeroporto de Vit\u00f3ria. H\u00e1 duas semanas, o ent\u00e3o presidente em exerc\u00edcio Michel Temer &#8211; a presidente Dilma Rousseff estava na China -, chamou o general Brand\u00e3o a seu gabinete para conversar com o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), e a bancada de parlamentares do Estado. Eles pediram que o Ex\u00e9rcito assumisse e executasse a obra.<\/p>\n<p><strong>Por todo o Pa\u00eds, a farda p\u00f5e o p\u00e9 na estrada<br \/>\n<\/strong>O general Joaquim Brand\u00e3o lembra que na \u00faltima miss\u00e3o recebida, em decorr\u00eancia das chuvas do in\u00edcio da semana passada em Minas, o Ex\u00e9rcito deu in\u00edcio, na sexta-feira, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma passarela sobre o Rio das Velhas, em Sabar\u00e1, regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte. Utilizada provisoriamente pelos pedestres, ela substitui uma ponte que cedeu no local. A ponte, na altura do km 455 da BR-381, foi interditada na quarta-feira.<\/p>\n<p>No momento, o Ex\u00e9rcito trabalha na duplica\u00e7\u00e3o de quatro trechos da BR 101 &#8211; no Rio Grande do Norte, na Para\u00edba, em Pernambuco e Sergipe. No total, cerca de 1.800 homens de quatro batalh\u00f5es. Ele atua, ainda, na pavimenta\u00e7\u00e3o de dois trechos da BR-319, entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO) &#8211; mais 600 homens. Dois batalh\u00f5es de engenharia, tamb\u00e9m com um total de 600 homens, est\u00e3o ainda na BR-163, a Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m, assim como na transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, fazendo a obra de interliga\u00e7\u00e3o da bacia do rio com as bacias do Nordeste Setentrional. Outros 1.200 homens participam da revitaliza\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco em Pernambuco e na Bahia.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito trabalha tamb\u00e9m em sete aeroportos &#8211; entre eles o de Guarulhos, em S\u00e3o Paulo, nas obras de terraplanagem do terminal de passageiros 3, que ocupa cerca de 400 homens. Nos aeroportos de S\u00e3o Lu\u00eds, Natal e Rio Branco, sua tarefa \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o de pistas e de p\u00e1tios, empregando em cada um deles batalh\u00f5es com cerca de 400 homens cada. Em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, no Rio Grande do Norte, um outro batalh\u00e3o, tamb\u00e9m com 400 soldados, est\u00e1 construindo a pista do primeiro aeroporto que ser\u00e1 entregue \u00e0 iniciativa privada. No caso dos aeroportos de Vit\u00f3ria e Goi\u00e2nia, o trabalho ainda est\u00e1 em fase de projetos.<\/p>\n<p><strong>&#8221;Esta n\u00e3o \u00e9, e n\u00e3o pode ser, a miss\u00e3o central do Ex\u00e9rcito brasileiro&#8221; (entrevista com Alexandre Fuccille, especialista em quest\u00f5es militares)<br \/>\n<\/strong>Doutor em Ci\u00eancias Sociais pela Unicamp e especialista em quest\u00f5es militares, Alexandre Fuccille diz que n\u00e3o h\u00e1 nada errado no uso do Ex\u00e9rcito em obras militares. Mas alerta: &#8220;O eventual n\u00e3o pode virar rotina&#8221;. Fuccille atuou no Minist\u00e9rio da Defesa entre 2003 e 2004 e deve lan\u00e7ar em breve o livro Democracia e a Quest\u00e3o Militar.<\/p>\n<p><em>O que o sr. acha da utiliza\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito em obras civis?<br \/>\n<\/em>Em princ\u00edpio n\u00e3o h\u00e1 nada errado, mas o que deve ser eventual, adotado em &#8220;doses homeop\u00e1ticas&#8221;, n\u00e3o pode acabar virando rotina. O Ex\u00e9rcito tem sido refrat\u00e1rio \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o desse emprego, como ocorre na \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p><em>Por que se chegou a isso? O Ex\u00e9rcito \u00e9 obrigado a aceitar?<br \/>\n<\/em>Em pequena escala faz sentido, e permite obter recursos para manter as tropas sem gastar recursos pr\u00f3prios. Ao Poder civil tamb\u00e9m interessa porque o custo da obra acaba saindo menor do que o cobrado por construtoras. Quanto a ser obrigado, do ponto de vista constitucional, um presidente da Rep\u00fablica, como comandante em chefe das For\u00e7as Armadas, pode autorizar e elas t\u00eam de obedecer.<\/p>\n<p><em>Mas isso n\u00e3o cria uma situa\u00e7\u00e3o anormal, estranha \u00e0 voca\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito?<br \/>\n<\/em>Corre-se o risco de criar um certo mal-estar entre um comando e seus comandados. Acaba sendo negativo, sim, empregar rotineiramente os batalh\u00f5es em miss\u00f5es que deviam ser apenas perif\u00e9ricas. Banaliza a miss\u00e3o.<\/p>\n<p><em>O que diz exatamente a lei?<br \/>\n<\/em>A Lei Complementar 97\/99 prev\u00ea o emprego em situa\u00e7\u00f5es como as citadas, vistas como &#8220;atribui\u00e7\u00f5es subsidi\u00e1rias&#8221;. Depois houve aperfei\u00e7oamento com as leis 117\/04 e 136\/10. Mas, insisto, esta n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o pode ser a miss\u00e3o central do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p><strong>TV digital interativa pode virar obrigat\u00f3ria<br \/>\n<\/strong>A interatividade da TV digital n\u00e3o pegou. Lembra que voc\u00ea poderia ter servi\u00e7os parecidos com os da internet na TV aberta? Acessar informa\u00e7\u00f5es sobre a programa\u00e7\u00e3o, \u00faltimas not\u00edcias, condi\u00e7\u00f5es do tr\u00e2nsito e previs\u00e3o do tempo, participar de enquetes e jogos, consultar o extrato banc\u00e1rio, pagar contas e at\u00e9 fazer compras, ao alcance do controle remoto? A promessa n\u00e3o se cumpriu. Existem aplicativos no ar, mas pouca gente v\u00ea. O sistema nipo-brasileiro estreou em dezembro de 2007, mas a norma do software de interatividade Ginga s\u00f3 foi definida no ano passado. Os televisores que v\u00eam com ele ainda s\u00e3o minoria. As empresas de software defendem que o governo torne obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o do Ginga nos aparelhos.<\/p>\n<p>O governo ainda estuda a medida. Segundo o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, o assunto precisa ser discutido com outras pastas, como o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento. A ado\u00e7\u00e3o dos televisores que recebem o sinal de TV digital s\u00f3 decolou depois que o governo vinculou a integra\u00e7\u00e3o do receptor de sinais digitais aos benef\u00edcios tribut\u00e1rios da Zona Franca de Manaus. &#8220;H\u00e1 quatro anos, o governo escolheu o sistema japon\u00eas para a TV digital, com algumas inova\u00e7\u00f5es brasileiras&#8221;, disse La\u00e9rcio Cosentino, presidente da Totvs, maior empresa brasileira de software. &#8220;A principal \u00e9 o Ginga. Est\u00e1 na hora de colocar isso em pr\u00e1tica.&#8221; A Totvs investiu mais de R$ 25 milh\u00f5es no desenvolvimento de software para TV digital interativa, e tem 150 pessoas trabalhando nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p>O Ginga \u00e9 a \u00fanica tecnologia genuinamente brasileira do chamado padr\u00e3o nipo-brasileiro. Houve outras mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia japonesa, como a atualiza\u00e7\u00e3o do sistema de compress\u00e3o de v\u00eddeo, mas a troca foi entre padr\u00f5es internacionais. O Ginga, por outro lado, foi realmente criado aqui, na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) do Rio de Janeiro e na Universidade Federal da Para\u00edba. O temor da ind\u00fastria de software \u00e9 de que, com a demora, o momento da TV aberta interativa acabe passando. Os fabricantes investem cada vez mais em solu\u00e7\u00f5es de TV conectada, em que oferecem aplicativos de parceiros, com conte\u00fado baixado da internet.<\/p>\n<p><strong>Ex-tesoureiros de Yeda e do PMDB s\u00e3o r\u00e9us no caso Banrisul<br \/>\n<\/strong>O MP-RS diz que Bordini, que foi vice-presidente e diretor de marketing do Banrisul entre 2007 e 2010, &#8220;recebia parte dos valores desviados e beneficiava-se do esquema&#8221;. Ainda segundo a promotoria, Rospide &#8220;valeu-se da sua condi\u00e7\u00e3o de ex-assessor da presid\u00eancia do Banrisul, na gest\u00e3o do ex-presidente Fernando Guerreiro de Lemos&#8221;, entre 2003 e 2006, &#8220;bem como de seus contatos pol\u00edticos, para estabelecer e manter o esquema de desvios e apropria\u00e7\u00e3o de recursos do Banrisul, primordialmente por meio do pagamento de a\u00e7\u00f5es de marketing superfaturadas&#8221;.<\/p>\n<p>Bordini e Rospide mostraram-se surpresos com a acusa\u00e7\u00e3o. &#8220;Das milhares de liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas que a opera\u00e7\u00e3o ouviu nenhuma \u00e9 minha&#8221;, ressalta Bordini, mostrando-se convicto de que foram feitas ila\u00e7\u00f5es que poder\u00e1 desmentir no processo. Rospide alega que ainda n\u00e3o foi intimado para n\u00e3o entrar em detalhes do caso. &#8220;N\u00e3o tenho nada a ver com isso&#8221;, garante.<\/p>\n<p><strong>Em clima de exalta\u00e7\u00e3o, Bento XVI proclama Jo\u00e3o Paulo II beato<br \/>\n<\/strong>Bento XVI proclamou neste domingo, 1, beato seu antecessor, Jo\u00e3o Paulo II (1920-2005), em uma cerim\u00f4nia na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro do Vaticano. Mais de um milh\u00e3o de pessoas, de todo o mundo, est\u00e3o no local, acompanhando com exalta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a primeira vez que um papa beatifica seu antecessor. A beatifica\u00e7\u00e3o foi proclamada por Bento XVI \u00e0s 10h38 locais (5h38 em Bras\u00edlia), enquanto os presentes \u00e0 pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro e \u00e0s ruas e pra\u00e7as adjacentes romperam em aplausos que duraram v\u00e1rios minutos, enquanto soava uma m\u00fasica sacra.<\/p>\n<p>Os organizadores precisaram pedir recolhimento da multid\u00e3o. O papa Bento XVI chegou ao local no papam\u00f3vel, precedido de dezenas de cardeais. Ao chegar, foi aplaudido pelos presentes. Entre os cardeais pesentes em Roma est\u00e1 Mieczslaw Mokrzycki, que foi secret\u00e1rio de Jo\u00e3o Paulo II. Na cerim\u00f4nia, Bento XVI utilizou o mesmo c\u00e1lice que o antecessor usou durante seus \u00faltimos anos. Ele vestiu uma estola e uma mitra que pertenceram a Jo\u00e3o Paulo II. Na fachada principal da bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro foi exposto um retrato de tamanho gigante do novo beato, no qual se v\u00ea Karol Wojtyla sorrindo com a estola vermelha, em uma foto de 1995.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOLHA DE S.PAULO Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula Livros did\u00e1ticos aprovados pelo MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o) para alunos do ensino fundamental trazem cr\u00edticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios \u00e0 gest\u00e3o de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT). Uma das exig\u00eancias do MEC para aprovar os livros \u00e9 que n\u00e3o haja doutrina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas obras utilizadas. O livro &#8220;Hist\u00f3ria e Vida Integrada&#8221;, por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apag\u00e3o, e traz cr\u00edticas \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o item &#8220;Tudo pela reelei\u00e7\u00e3o&#8221; cita den\u00fancias de compra de votos no Congresso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-31281","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":542,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31281"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31282,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31281\/revisions\/31282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}