{"id":30670,"date":"2011-04-17T15:39:38","date_gmt":"2011-04-17T18:39:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=30670"},"modified":"2011-04-17T15:39:38","modified_gmt":"2011-04-17T18:39:38","slug":"reajuste-do-minimo-em-2012-tornara-mais-dificil-controle-da-inflacao-dizem-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/04\/17\/reajuste-do-minimo-em-2012-tornara-mais-dificil-controle-da-inflacao-dizem-especialistas\/","title":{"rendered":"Reajuste do m\u00ednimo em 2012 tornar\u00e1 mais dif\u00edcil controle da infla\u00e7\u00e3o, dizem especialistas"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 O governo enfrentar\u00e1 um desafio para trazer a infla\u00e7\u00e3o de volta ao centro da meta em 2012. Se os pre\u00e7os subirem nos pr\u00f3ximos meses conforme o previsto pelos analistas financeiros, o sal\u00e1rio m\u00ednimo ser\u00e1 reajustado em 14% no ano que vem. Por um lado, o aumento injetar\u00e1 mais renda na economia e estimular\u00e1 o crescimento. Por outro, o m\u00ednimo agravar\u00e1 o desequil\u00edbrio fiscal e elevar\u00e1 a press\u00e3o sobre o custo e os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 consequ\u00eancia da f\u00f3rmula aprovada pelo Congresso Nacional e que valer\u00e1 at\u00e9 2014. Pela regra, o m\u00ednimo ser\u00e1 corrigido no in\u00edcio de cada ano pela infla\u00e7\u00e3o do ano anterior e pela varia\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Dessa forma, o aumento em 2012 ser\u00e1 de 7,5% (crescimento do PIB em 2010) mais a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) de 2011.<\/p>\n<p>O mercado n\u00e3o tem estimativas sobre o INPC, mas trabalha com proje\u00e7\u00f5es para a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem base de dados semelhante ao INPC. De acordo com o<em> Boletim Focus<\/em>, pesquisa com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgadas toda semana pelo Banco Central, o IPCA deve fechar 2011 em 6,26%. Se forem somados o crescimento e as estimativas de infla\u00e7\u00e3o, a corre\u00e7\u00e3o ficaria em pelo menos 13,76%.<\/p>\n<p><!--more-->\u201cA pol\u00edtica de reajuste resultou no pior dos cen\u00e1rios poss\u00edveis para o governo, que \u00e9 de infla\u00e7\u00e3o alta combinada com o crescimento extraordin\u00e1rio de 2010\u201d, ressalta o economista-chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini. Para ele, o reajuste recorde do m\u00ednimo acentua a preocupa\u00e7\u00e3o com o controle da infla\u00e7\u00e3o porque injetar\u00e1 um volume consider\u00e1vel de dinheiro na economia num momento em que o consumo e a produ\u00e7\u00e3o precisam ser desaquecidos.<\/p>\n<p>De acordo com relat\u00f3rio da consultoria LCA, divulgado no in\u00edcio da semana, o aumento do m\u00ednimo no ano que vem acrescentar\u00e1 R$ 9 bilh\u00f5es na economia brasileira. Segundo Agostini, a circula\u00e7\u00e3o desse montante poder\u00e1 at\u00e9 anular os esfor\u00e7os do governo para conter a infla\u00e7\u00e3o e agravar a alta no pre\u00e7o dos alimentos. \u201cO m\u00ednimo maior vai impulsionar o consumo das classes de baixa renda, que consomem mais itens como alimentos e bens n\u00e3o dur\u00e1veis. Quando aumenta a demanda, a tend\u00eancia \u00e9 que o pre\u00e7o tamb\u00e9m suba\u201d, explica.<\/p>\n<p>O economista chefe do banco West LB, Roberto Padovani, ressalta o desequil\u00edbrio fiscal como efeito colateral do reajuste. Isso porque o sal\u00e1rio m\u00ednimo corrige os benef\u00edcios dos aposentados e pensionistas que recebem o piso. Para cada R$ 1 de aumento, a despesa extra \u00e9 de R$ 184 milh\u00f5es por ano segundo a pr\u00f3pria equipe econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Para os dois especialistas, o governo ter\u00e1 de aumentar o rigor nos gastos p\u00fablicos e apertar a pol\u00edtica monet\u00e1ria (aumentando juros e restringindo o cr\u00e9dito) para impedir que a infla\u00e7\u00e3o fuja do controle no pr\u00f3ximo ano. \u201cO governo n\u00e3o poder\u00e1 mais tratar a infla\u00e7\u00e3o com medidas paliativas\u201d, diz Agostini. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o ideal seria que o corte de R$ 50,7 bilh\u00f5es fosse aumentado e que o Banco Central reduzisse a postura gradualista no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o com uma pol\u00edtica mais agressiva de alta dos juros.<\/p>\n<p>Padovani acredita que o Banco Central n\u00e3o est\u00e1 tecnicamente errado ao abandonar o centro da meta de infla\u00e7\u00e3o este ano, como anunciado no fim de mar\u00e7o. \u201cQuando ocorre um choque de pre\u00e7os provocados por fatores externos, como no caso dos alimentos, os manuais recomendam isso mesmo\u201d, diz.<\/p>\n<p>O economista do West LB, no entanto, afirma que o governo precisa endurecer as pol\u00edticas fiscal e monet\u00e1ria para mudar as expectativas do mercado, principalmente tendo em conta o impacto do sal\u00e1rio m\u00ednimo no pr\u00f3ximo ano. \u201cPode at\u00e9 ser que a infla\u00e7\u00e3o tenha condi\u00e7\u00f5es de convergir para o centro da meta em 2012, mas o governo, ainda precisa construir uma reputa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 lutando contra a infla\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 O governo enfrentar\u00e1 um desafio para trazer a infla\u00e7\u00e3o de volta ao centro da meta em 2012. 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