{"id":29740,"date":"2011-03-28T08:52:17","date_gmt":"2011-03-28T11:52:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=29740"},"modified":"2011-03-28T08:52:17","modified_gmt":"2011-03-28T11:52:17","slug":"sp-a-energia-que-vem-do-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/03\/28\/sp-a-energia-que-vem-do-lixo\/","title":{"rendered":"SP: A energia que vem do lixo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Res\u00edduos agr\u00edcolas, como baga\u00e7o de cana, casca de arroz e at\u00e9 estrume das vacas, s\u00e3o alternativas para a crise<\/strong><\/p>\n<p>Dos res\u00edduos das fazendas brasileiras poder\u00e1 sair parte da solu\u00e7\u00e3o para a crise energ\u00e9tica em que se encontra o pa\u00eds atualmente.<br \/>\nA amea\u00e7a de apag\u00f5es, por conta do d\u00e9ficit no fornecimento de energia, tem colocado em destaque os projetos de co-gera\u00e7\u00e3o de energia a partir do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar executados atualmente pelas usinas paulistas.<br \/>\nEste ano, essas usinas dever\u00e3o gerar apenas 80 megawatts (MW), aproximadamente. O potencial de produ\u00e7\u00e3o de energia das cerca de 30 usinas da regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto, principal \u00e1rea sucroalcooleira do Estado, \u00e9 de cerca de 1700 megawatts, segundo Iso Brasil, da IR Consultoria, de Ribeir\u00e3o Preto (SP).<br \/>\nEssa quantidade, afirma ele, seria suficiente para suprir cerca de 10% da energia consumida no Estado de S\u00e3o Paulo. A Coopersucar, que possui o principal centro brasileiro de pesquisa da cana, diz j\u00e1 haver dispon\u00edvel no exterior tecnologia para dobrar esse potencial. <em>&#8220;O Brasil tem de partir para a diversifica\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>, diz Suani Teixeira, professora da USP e coordenadora do Centro Nacional de Refer\u00eancia em Biomassa (Cenbio).<br \/>\n<!--more--><br \/>\nEla diz que outros materiais podem gerar energia, como a casca de arroz e os res\u00edduos de madeiras e de ind\u00fastrias de papel e celulose, al\u00e9m dos \u00f3leos vegetais. <em>&#8220;O lixo urbano e at\u00e9 mesmo o esterco podem ser aproveitados por biodigestores para gerar eletricidade&#8221;<\/em>, afirma o f\u00edsico Jos\u00e9 Goldemberg, professor da USP.<br \/>\nEm um pa\u00eds agr\u00edcola como o Brasil, diz ele, a energia proveniente de materiais org\u00e2nicos pode ter uma ampla utiliza\u00e7\u00e3o. <em>&#8220;Mas precisamos aprimorar essas tecnologias, que foram desprezadas por muito tempo&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Investimentos:<\/strong><\/p>\n<p>Tecnologia que come\u00e7ou a ser adotada h\u00e1 quase 20 anos, a energia gerada a partir da queima do baga\u00e7o da cana \u00e9 hoje vendida por 12 das cerca de 80 usinas do Estado a empresas do setor el\u00e9trico.<br \/>\nAntes de sua utiliza\u00e7\u00e3o para a co-gera\u00e7\u00e3o de energia, o baga\u00e7o era apenas um res\u00edduo da produ\u00e7\u00e3o sucroalcooleira, sendo utilizado, no m\u00e1ximo, na formula\u00e7\u00e3o de algumas ra\u00e7\u00f5es para o gado.<br \/>\n<em>&#8220;At\u00e9 recentemente, o interesse das usinas na gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir do baga\u00e7o era pequeno&#8221;<\/em>, diz C\u00edcero Junqueira Franco, vice-presidente da Companhia A\u00e7ucareira Vale do Ros\u00e1rio, em Morro Agudo (SP).<br \/>\nEla \u00e9 hoje a principal usina fornecedora de energia para a CPFL (Companhia Paulista de For\u00e7a e Luz), com quem mant\u00e9m um contrato de longo prazo.<br \/>\nA Vale do Ros\u00e1rio produziu no ano passado 17 megawatts a partir do baga\u00e7o da cana. A empresa pretende este ano aumentar a produ\u00e7\u00e3o para 30 megawatts.<br \/>\n<em>&#8220;Os investimentos tendem a aumentar a partir de agora&#8221;<\/em>, diz o consultor Mircea Manolescu.<br \/>\nOutras usinas paulistas tamb\u00e9m est\u00e3o ampliando sua capacidade. Na Moema, em Orindi\u00fava, a produ\u00e7\u00e3o ir\u00e1 saltar de 1,7 megawatts para 10 megawatts este ano.<br \/>\nJ\u00e1 a Santo Antonio, em Sert\u00e3ozinho, est\u00e1 investindo R$ 17 milh\u00f5es para aumentar sua capacidade de co-gera\u00e7\u00e3o de 10 megawatts para 26 megawatts em 2002.<br \/>\n<em>&#8220;Uma das grandes vantagens \u00e9 que as usinas geram durante a safra, que vaia de maio a setembro. \u00c9 justamente nesse per\u00edodo que os reservat\u00f3rios das hidroel\u00e9tricas est\u00e3o vazios&#8221;<\/em>, diz C\u00edcero Junqueira Franco, da Vale do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S. Paulo,<br \/>\nJornal Nacional, Jornal da Tarde,<br \/>\nFolha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Res\u00edduos agr\u00edcolas, como baga\u00e7o de cana, casca de arroz e at\u00e9 estrume das vacas, s\u00e3o alternativas para a crise Dos res\u00edduos das fazendas brasileiras poder\u00e1 sair parte da solu\u00e7\u00e3o para a crise energ\u00e9tica em que se encontra o pa\u00eds atualmente. A amea\u00e7a de apag\u00f5es, por conta do d\u00e9ficit no fornecimento de energia, tem colocado em destaque os projetos de co-gera\u00e7\u00e3o de energia a partir do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar executados atualmente pelas usinas paulistas. Este ano, essas usinas dever\u00e3o gerar apenas 80 megawatts (MW), aproximadamente. 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