{"id":29316,"date":"2011-03-21T09:10:31","date_gmt":"2011-03-21T12:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=29316"},"modified":"2011-03-21T09:10:35","modified_gmt":"2011-03-21T12:10:35","slug":"dilma-iguala-aprovacao-de-lula-em-inicio-de-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/03\/21\/dilma-iguala-aprovacao-de-lula-em-inicio-de-governo\/","title":{"rendered":"Dilma iguala aprova\u00e7\u00e3o de Lula em in\u00edcio de governo"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em>FOLHA DE S.PAULO<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma iguala popularidade de Lula em in\u00edcio de governo<br \/>\n<\/strong>A presidente Dilma Rousseff \u00e9 aprovada por 47% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 deste m\u00eas. Com essa taxa de popularidade, iguala-se ao recorde registrado por Luiz In\u00e1cio Lula da Silva nesta mesma \u00e9poca no segundo mandato de seu antecessor no Planalto. Lula teve 43% de aprova\u00e7\u00e3o no terceiro m\u00eas de seu primeiro mandato, em mar\u00e7o de 2003. Depois, bateu um recorde de aprova\u00e7\u00e3o presidencial em in\u00edcio de governo em mar\u00e7o de 2007, com 48%.<br \/>\nA margem de erro da pesquisa \u00e9 de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, Dilma com seus 47% hoje se iguala tecnicamente aos 48% de Lula em 2007. Desta vez, o instituto entrevistou 3.767 pessoas em 179 munic\u00edpios. Dilma supera em popularidade todos os antecessores de Lula, segundo o Datafolha, quando se considera esta fase inicial do mandato. O instituto faz pesquisas nacionais desde 1990. Em junho daquele ano (a posse ent\u00e3o era em mar\u00e7o), Fernando Collor tinha 36% de aprova\u00e7\u00e3o. Itamar Franco, que assumiu ap\u00f3s o processo de impeachment de Collor, teve 34% depois de tr\u00eas meses.<br \/>\nFernando Henrique Cardoso, eleito em 1994 e reeleito em 1998, no in\u00edcio de seus governos teve aprova\u00e7\u00e3o de 39% e 21%, respectivamente. Na pesquisa divulgada hoje, o Datafolha registra 7% que consideram a gest\u00e3o de Dilma ruim ou p\u00e9ssima. Outros 34% a classificam como regular. H\u00e1 tamb\u00e9m 12% que n\u00e3o souberam opinar.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nH\u00e1 poucos aspectos negativos para Dilma no levantamento. Mas h\u00e1 alguns sinais que a diferenciam de Lula. Quando o Datafolha indagou aos entrevistados sobre quem s\u00e3o os mais favorecidos no governo Dilma, no topo da lista, com 23%, aparecem os pol\u00edticos \u2013 apesar de a presidente ter tido um comportamento mais duro com o Congresso em rela\u00e7\u00e3o ao antecessor. Os trabalhadores v\u00eam a seguir, com 17%. No mesmo patamar est\u00e3o ind\u00fastria (14%) e bancos (13%). Lula, em 2003, exalava uma imagem diferente: para 31%, os mais beneficiados pelo antecessor de Dilma eram os trabalhadores. Em seguida, vinham a agricultura (20%) e os pol\u00edticos (13%).<\/p>\n<p>Outro aspecto diferente entre Dilma e Lula aparece quando os entrevistados s\u00e3o instados a dizer, de maneira espont\u00e2nea, quais s\u00e3o os maiores problemas do pa\u00eds. H\u00e1 oito anos, sob Lula, os brasileiros apontavam o desemprego (31%), a fome e a mis\u00e9ria (22%) como os maiores problemas do pa\u00eds. Hoje, est\u00e3o no topo da lista a sa\u00fade (31%) e a viol\u00eancia (16%).<\/p>\n<p><strong>Ministra da Cultura minimiza pol\u00eamica do blog de Beth\u00e2nia<br \/>\n<\/strong>A ministra Ana de Hollanda (Cultura) minimizou ontem a controv\u00e9rsia gerada com a aprova\u00e7\u00e3o, pelo minist\u00e9rio, de projeto de R$ 1,3 milh\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de um blog com leituras de poesia pela cantora Maria Beth\u00e2nia. Do montante total aprovado para capta\u00e7\u00e3o junto a empresas via Lei Rouanet, com ren\u00fancia fiscal, R$ 600 mil constam como remunera\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3pria Beth\u00e2nia.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tem nada [de mais]. \u00c9 uma pol\u00eamica que foi criada n\u00e3o sei por qu\u00ea. Foi inteiramente dentro das regras&#8221;, disse Ana de Hollanda, ao chegar para almo\u00e7o no Itamaraty com o presidente dos EUA, Barack Obama. Segundo a ministra, o R$ 1,3 milh\u00e3o \u00e9 justificado pelos &#8220;trabalhos&#8221; e pelas &#8220;filmagens&#8221; que o blog exigir\u00e1. &#8220;Est\u00e1 tudo justificado l\u00e1 na planilha&#8221;, afirmou, sem citar os R$ 600 mil previstos para remunerar Maria Beth\u00e2nia.<\/p>\n<p><strong>Kassab diz que seu novo partido, o PSD, sair\u00e1 em tr\u00eas meses<br \/>\n<\/strong>Um dia ap\u00f3s anunciar sua sa\u00edda do Democratas, o prefeito de S\u00e3o Paulo, Gilberto Kassab, afirmou ontem que seu novo partido, o PSD (Partido Social Democr\u00e1tico), ser\u00e1 efetivamente criado dentro de dois ou tr\u00eas meses. At\u00e9 l\u00e1, continuar\u00e1 filiado ao DEM, em uma condi\u00e7\u00e3o &#8220;h\u00edbrida&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Teremos de dois a tr\u00eas meses de conviv\u00eancia com uma situa\u00e7\u00e3o h\u00edbrida, de filiado ao partido anterior, mas caminhando para o partido futuro. Mas j\u00e1 estou me desligando dos cargos de dire\u00e7\u00e3o no DEM&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>O prefeito criticou seu atual partido por ter tido uma posi\u00e7\u00e3o &#8220;err\u00e1tica&#8221; nos \u00faltimos anos. &#8220;O DEM teve uma postura de ser contra o governo qualquer que fosse a sua postura. E temos que entender que o Brasil \u00e9 muito maior do que PT, PSDB, do que qualquer outro partido&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Obama diz ter &#8220;apre\u00e7o&#8221; por aspira\u00e7\u00e3o do Brasil na ONU<br \/>\n<\/strong>Em sua primeira visita ao Brasil, iniciada ontem, o presidente dos EUA, Barack Obama, manifestou &#8220;apre\u00e7o \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o&#8221; da diplomacia brasileira de ter um assento permanente no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. Mas a declara\u00e7\u00e3o ficou aqu\u00e9m do que esperava o Itamaraty: apoio categ\u00f3rico.<\/p>\n<p>&#8220;O presidente Obama manifestou apre\u00e7o \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o do Brasil de tornar-se membro permanente do Conselho de Seguran\u00e7a&#8221;, diz o comunicado conjunto dele e da presidente Dilma Rousseff. A diplomacia brasileira chegou a comparar cada palavra do comunicado com a frase proferida pelo mandat\u00e1rio em sua visita \u00e0 \u00cdndia em novembro do ano passado, quando concedeu apoio mais expl\u00edcito \u00e0 mesma pretens\u00e3o daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Nos pr\u00f3ximos anos, os Estados Unidos esperam ver um Conselho de Seguran\u00e7a da ONU reformado que inclua a \u00cdndia como membro permanente&#8221;, disse, \u00e0 \u00e9poca. De qualquer forma, a declara\u00e7\u00e3o de ontem foi a sinaliza\u00e7\u00e3o mais forte at\u00e9 aqui de Washington sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a constrange ministros<br \/>\n<\/strong>O forte aparato de seguran\u00e7a constrangeu alguns ministros \u2013 entre eles, Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aloizio Mercadante (Ci\u00eancia e Tecnologia). Foram escoltados por agentes americanos em um \u00f4nibus at\u00e9 o local do evento com empres\u00e1rios e revistados na entrada.<\/p>\n<p><strong>Presidentes firmam acordo para destravar o com\u00e9rcio bilateral<br \/>\n<\/strong>Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram ontem um acordo para destravar o com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses, conforme adiantou a Folha. O tratado de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e comercial (Teca, na sigla em ingl\u00eas) cria uma comiss\u00e3o bilateral que tem entre seus objetivos mais gerais &#8220;reduzir as barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias e os subs\u00eddios que distorcem o com\u00e9rcio&#8221;.<\/p>\n<p>O Itamaraty comemorou o acordo porque, a partir de agora, n\u00e3o precisar\u00e1 negociar diretamente apenas com o escrit\u00f3rio do representante de com\u00e9rcio dos EUA, e sim com diversas ag\u00eancias. &#8220;O instrumento ser\u00e1 muito \u00fatil para negociar retirada de barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias sobre as carnes brasileiras&#8221;, disse uma fonte do governo. Nas palavras de um empres\u00e1rio, na pr\u00e1tica \u00e9 um conselho que se re\u00fane periodicamente, pega uma lista de problemas e tenta resolver.<\/p>\n<p>&#8220;O tratado n\u00e3o elimina nenhuma barreira, nem subs\u00eddio, mas \u00e9 muito importante porque vai for\u00e7ar o di\u00e1logo sobre todos pontos que precisam ser resolvidos na rela\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica&#8221;, diz Gabriel Rico, presidente da C\u00e2mara Americana de Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p><strong>Ataques \u00e0 L\u00edbia roubam a cena da visita de presidente<br \/>\n<\/strong>O ataque \u00e0 L\u00edbia roubou a cena na primeira visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com um detalhe que deixou as autoridades brasileiras desoladas: os bombardeios come\u00e7aram na hora do banquete e dos brindes dele e de Dilma Rousseff no Itamaraty.<\/p>\n<p>Obama fez um discurso muito r\u00e1pido, ofereceu o tradicional brinde e acabava de sentar \u00e0 mesa, \u00e0s 14h30, quando Thomas Donilon, conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional da Casa Branca, aproximou-se e cochichou algo ao seu ouvido: a guerra havia come\u00e7ado. Simultaneamente, o chefe da assessoria de imprensa do Itamaraty, ministro Tovar Nunes, recebeu a informa\u00e7\u00e3o pelo celular de um assessor e entrou quase correndo no sal\u00e3o para comunicar ao chefe, o chanceler Antonio Patriota.<\/p>\n<p>Patriota deu a volta na mesa e avisou a presidente. Obama, Dilma, o chanceler brasileiro e o conselheiro americano falaram ent\u00e3o, ali mesmo, sobre a guerra. L\u00edbia foi o assunto do banquete e permeou todo o dia em Bras\u00edlia. Ocorreu o que o Planalto e a diplomacia brasileira temiam: que o conflito ofuscasse a visita de Obama no notici\u00e1rio internacional.<\/p>\n<p><strong>Michelle tem evento discreto para n\u00e3o ofuscar o do marido<br \/>\n<\/strong>O governo americano escolheu para o evento p\u00fablico exclusivo em Bras\u00edlia da primeira-dama americana, Michelle Obama, um local discreto, com n\u00famero restrito de convidados para n\u00e3o ofuscar a agenda do marido, Barack Obama. Foram cogitadas atividades no Museu da Rep\u00fablica, no Teatro Nacional e no Memorial JK \u2013 todos monumentos da capital \u2013, mas a escolha final foi a de um restaurante afastado do centro, em formato de oca ind\u00edgena.<\/p>\n<p>O evento durou 35 minutos e foi dirigido a jovens ex-bolsistas da embaixada americana e estudantes de ingl\u00eas. No discurso, Michelle incentivou os jovens a ter perseveran\u00e7a nos estudos e motivou os estudantes a sair da &#8220;zona de conforto&#8221;. Disse para viajarem e conhecerem outras l\u00ednguas e culturas.<\/p>\n<p>Muito \u00e0 vontade, com um vestido bege com leve brilho e sapatos dourados, Michelle disse estar feliz por viajar em fam\u00edlia, evento raro na agenda dos Obama. Terminou o discurso de forma descontra\u00edda, pedindo para ver algo tipicamente brasileiro. Foi contemplada com apresenta\u00e7\u00f5es de capoeira e batuque.<\/p>\n<p><em>CORREIO BRAZILIENSE<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>De Bras\u00edlia, Obama detona guerra a Kadafi<br \/>\n<\/strong>A chegada ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em meio ao agravamento da crise na L\u00edbia, transformou ontem o Pal\u00e1cio do Planalto no centro das decis\u00f5es sobre a guerra contra o regime de Muamar Kadafi. Obama terminava a conversa com a presidente Dilma Rousseff quando um assessor lhe entregou um bilhete de Washington. O presidente conversava com Dilma justamente sobre a situa\u00e7\u00e3o da L\u00edbia. A presidente brasileira foi direta: \u201cSomos um pa\u00eds pac\u00edfico, os custos de uma guerra s\u00e3o elevados. Um conflito militar pode trazer mais preju\u00edzos do que benef\u00edcios\u201d, disse. Obama, por sua vez, justificou a decis\u00e3o que tomaria minutos depois, ao telefone. \u201cPrecisamos tomar uma decis\u00e3o. Nem sempre a decis\u00e3o \u00e9 a que gostar\u00edamos de tomar\u201d, respondeu ele, segundo relato de autoridades presentes ao encontro entre os dois presidentes, no Planalto.<\/p>\n<p>Estavam na sala, al\u00e9m de Dilma e Obama, alguns ministros brasileiros: o da Casa Civil, Antonio Palocci, o das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Antonio Patriota e o do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, Fernando Pimentel, al\u00e9m do assessor especial da presidente para Assuntos Internacionais, Marco Aur\u00e9lio Garcia, e do embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Mauro Vieira. Da parte dos americanos, estavam o secret\u00e1rio do Tesouro, Timothy Geithner, o representante comercial da Casa Branca, Ron Kirk, o conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional, Thomas Donilon, e o embaixador no Brasil, Thomas Shannon.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do conflito na L\u00edbia, Obama e Dilma conversaram sobre projetos de educa\u00e7\u00e3o. Ela falou ainda sobre o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, onde a posi\u00e7\u00e3o norte-americana sobre a inclus\u00e3o do Brasil como membro permanente foi vaga (leia mais na p\u00e1gina 5). Dilma fez men\u00e7\u00f5es contundentes a respeito das barreiras comerciais entre os dois pa\u00edses, como as elevadas tarifas de exporta\u00e7\u00e3o e os subs\u00eddios agr\u00edcolas, que impedem a entrada de produtos brasileiros a pre\u00e7os competitivos no mercado americano. Ela fez ainda uma an\u00e1lise da economia mundial, que levou o secret\u00e1rio Timothy Geithner a sorrir e a acenar com a cabe\u00e7a, com ares de concord\u00e2ncia sobre a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Hillary Clinton vira o jogo<br \/>\n<\/strong>A entrada dos Estados Unidos na interven\u00e7\u00e3o militar na L\u00edbia \u2014 opera\u00e7\u00e3o batizada de Odisseia ao Amanhecer \u2014 foi articulada entre o presidente Barack Obama, em Bras\u00edlia, a secret\u00e1ria de Estado Hillary Clinton, em Paris, e o Pent\u00e1gono, em Washington. Inicialmente resistente a envolver as for\u00e7as norte-americanas diretamente na a\u00e7\u00e3o, o presidente acabou convencido por Hillary e pela embaixadora americana na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Susan Rice. Horas antes de embarcar para o Brasil, na sexta-feira, o presidente chegou a fazer um pronunciamento dando um ultimato ao ditador l\u00edbio, Muamar Kadafi, para que parasse com os ataques contra civis. No discurso, entretanto, Obama refor\u00e7ou por v\u00e1rias vezes que os EUA n\u00e3o agiriam sozinhos, mas em conjunto com outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ontem, em Washington, funcion\u00e1rios de alto escal\u00e3o da Casa Branca asseguraram \u00e0 imprensa que a viagem ao Brasil n\u00e3o impediria o presidente de agir e exercer plenamente a fun\u00e7\u00e3o de comandante-em-chefe. Segundo o Washington Post, \u201celes enfatizaram que Obama poderia monitorar ambas as situa\u00e7\u00f5es enquanto viaja por outra parte do mundo\u201d, citando a presen\u00e7a na comitiva de funcion\u00e1rios chaves na \u00e1rea de seguran\u00e7a nacional, como o conselheiro Thomas Donilon. A palavra final, por\u00e9m, coube a Hillary, reunida com l\u00edderes aliados na capital francesa, a convite de Nicolas Sarkozy, que teve a primazia de anunciar o in\u00edcio da interven\u00e7\u00e3o na L\u00edbia. \u201cO questionamento de muitos sobre essa viagem \u2014 \u2018como o presidente pode ir \u00e0 Am\u00e9rica Latina com tudo isso acontecendo, do Jap\u00e3o ao Oriente M\u00e9dio e ao Norte da \u00c1frica?\u2019 \u2014 est\u00e1 sendo devidamente respondido\u201d, declarou Hillary.<\/p>\n<p><strong>Protestos invis\u00edveis a Obama<br \/>\n<\/strong>No dia em que Estados Unidos e Fran\u00e7a iniciaram os ataques contra as for\u00e7as militares do ditador da L\u00edbia, Muamar Kadafi moradores de Bras\u00edlia de origem \u00e1rabe aproveitaram a presen\u00e7a do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para um protesto silencioso, individual e \u2014 ainda assim \u2014 carregado de revolta. Eles defenderam a revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe em curso e a autonomia de seus pa\u00edses. Horas antes dos primeiros ataques empreendidos por Estados Unidos e Fran\u00e7a contra a L\u00edbia, o sentimento predominante entre essas pessoas que procuraram ver Obama era de preocupa\u00e7\u00e3o sobre a poss\u00edvel ofensiva b\u00e9lica dos norte-americanos.<\/p>\n<p>\u201cO quartel-general de Kadafi deve ser bombardeado, mas as a\u00e7\u00f5es devem ser empreendidas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Os Estados Unidos n\u00e3o est\u00e3o se importando com a situa\u00e7\u00e3o\u201d, disse o l\u00edbio Abdalla Al Hamdy, 47 anos, que compareceu \u00e0 Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes com uma bandeira da L\u00edbia e com uma faixa onde estavam escritos dois recados, um para Obama \u2014 em ingl\u00eas \u2014 e outro para a presidente Dilma Rousseff. \u201cKadafi agradece e oferece a voc\u00ea mais petr\u00f3leo com sangue l\u00edbio\u201d, escreveu Abdalla a Obama. A Dilma, ele escreveu: \u201cSeu sil\u00eancio ajuda o tirano da L\u00edbia.\u201d Nem o presidente dos Estados Unidos nem a mandat\u00e1ria brasileira leram os recados. A dist\u00e2ncia m\u00ednima entre Abdalla e os dois era de 500 metros.<\/p>\n<p>Para o eg\u00edpcio Amro El Seoudi, 28, os l\u00edbios podem se livrar do ditador Muamar Kadafi sem a interven\u00e7\u00e3o militar dos Estados Unidos, a exemplo do Egito. O tradutor marroquino Abderrahman Belhaddan, 42, defende que os Estados Unidos tomem uma posi\u00e7\u00e3o mais clara em rela\u00e7\u00e3o aos ditadores de pa\u00edses \u00e1rabes. \u201cN\u00e3o se deve esperar o tempo passar para saber quem vai ganhar for\u00e7a nas revolu\u00e7\u00f5es.\u201d Amro e Abderrahman formavam o pequeno grupo de \u00e1rabes que tentou ver Obama no Pal\u00e1cio do Planalto. N\u00e3o portavam faixas ou cartazes. Para protestar, usaram o material levado por militantes do PSol e do PSTU. Os esquerdistas \u2014 cerca de 15 pessoas \u2014 tamb\u00e9m protestaram contra a interfer\u00eancia dos Estados Unidos na L\u00edbia e em outros pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p>O discurso contra o \u201cimperialismo\u201d norte-americano incluiu a defesa dos interesses econ\u00f4micos do Brasil. Nas poucas vezes em que os militantes do PSol e do PSTU se manifestaram verbalmente, entoaram um grito de guerra: \u201cObama, n\u00e3o venha n\u00e3o. No pr\u00e9-sal voc\u00ea n\u00e3o p\u00f5e a m\u00e3o\u201d. O fechamento da Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes impediu a aproxima\u00e7\u00e3o desses militantes, o que provocou mais protesto, ainda que sem for\u00e7a e presen\u00e7a expressiva de partid\u00e1rios. \u201c\u00c9 uma falta de democracia n\u00e3o deixar ningu\u00e9m chegar mais perto, inclusive pessoas que vieram para apoiar Obama\u201d, disse Ana Beatriz Serpa, integrante da Diretoria do PSTU no Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Excesso de seguran\u00e7a provoca desconforto<br \/>\n<\/strong>Para receber o presidente da maior pot\u00eancia econ\u00f4mica do planeta, o Brasil precisou montar uma verdadeira opera\u00e7\u00e3o de guerra. Tanta preocupa\u00e7\u00e3o para garantir a seguran\u00e7a de Barack Obama em visita ao Brasil deve-se ao clima de tens\u00e3o que vivem os Estados Unidos desde o ataque \u00e0s Torres G\u00eameas, em 11 de setembro de 2001. O clima se agravou com o fato de o pa\u00eds fazer linha de frente em duas guerras e, desde ontem, as aten\u00e7\u00f5es foram redobradas por conta da onda de ataques militares contra as for\u00e7as do ditador l\u00edbio, Muamar Kadhafi. Os protestos de manifestantes contra Obama no Rio de Janeiro na \u00faltima sexta-feira tamb\u00e9m chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos agentes americanos.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o central de Bras\u00edlia, com as pistas interditadas desde o in\u00edcio do dia, apenas ve\u00edculos oficiais e o comboio presidencial, que contava com algumas dezenas de autom\u00f3veis, transitava pela Esplanada dos Minist\u00e9rios. Para garantir a restri\u00e7\u00e3o de parte do c\u00e9u de Bras\u00edlia, baterias antia\u00e9reas foram posicionadas em pontos estrat\u00e9gicos e helic\u00f3pteros militares e das for\u00e7as de seguran\u00e7a passaram o dia sobrevoando a cidade.<\/p>\n<p>Nem mesmo as autoridades escaparam do forte esquema de seguran\u00e7a montado para receber o presidente norte-americano. Dois dos homens fortes da presidente Dilma Rousseff na Esplanada dos Minist\u00e9rios demonstraram surpresa com a presen\u00e7a ostensiva de homens armados no Pal\u00e1cio do Planalto. Os ministros Ant\u00f4nio Palocci, da Casa Civil, e Guido Mantega, da Fazenda, se mostraram visivelmente desconfort\u00e1veis com a quantidade excessiva de seguran\u00e7as em meio \u00e0s autoridades brasileiras. A queixa p\u00f4de ser percebida enquanto cochichavam antes do presidente Obama subir a rampa do Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>Antes mesmo de aterrissar em solo brasileiro, a opera\u00e7\u00e3o pente-fino restringia o acesso ao Air Force One. Apenas jornalistas e integrantes da Embaixada dos EUA, al\u00e9m de seguran\u00e7as, tiveram acesso a \u00e1rea de desembarque de Obama. O grupo foi submentido a uma revista com c\u00e3es da Pol\u00edcia Federal e outra por agentes do servi\u00e7o secreto que usaram detectores de metais. Um seguran\u00e7a americano gritou com os jornalistas que estavam na fila da vistoria, mas foi repreendido imediatamente por uma diplomata do cerimonial do Itamaraty.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 mesa com ex-presidentes<br \/>\n<\/strong>Antecessor da presidente Dilma Rousseff, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva foi o \u00fanico ex-presidente da Rep\u00fablica a n\u00e3o comparecer ao almo\u00e7o no Pal\u00e1cio do Itamaraty com o norte-americano Barack Obama. A vers\u00e3o oficial \u00e9 de que Lula preferiu n\u00e3o atrair os holofotes de Dilma e tinha compromissos familiares, mas antigas rusgas com os Estados Unidos devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o brasileira em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3 tamb\u00e9m teriam motivado a falta. O tucano Fernando Henrique Cardoso considerou o convite uma gentileza e foi o \u00fanico ex-presidente sem mandato eletivo a ocupar lugar na mesa principal da cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p>O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva j\u00e1 tinha anunciado que n\u00e3o compareceria \u00e0 cerim\u00f4nia desde o in\u00edcio da semana passada, alegando motivos familiares. Em contrapartida, vieram ao encontro de Obama os hoje senadores Itamar Franco (PPS-MG), Fernando Collor (PTB-AL) e Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP), al\u00e9m de FHC, todos ex-presidentes. \u201cAchei uma coisa de gentileza, sen\u00e3o eu n\u00e3o teria vindo. \u00c9 um gesto. Eu acho que, em mat\u00e9ria de Estado, quando est\u00e1 se representando o pa\u00eds, como \u00e9 o caso aqui, n\u00e3o cabem divis\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias. Eu acho que a presidente Dilma demonstrou que tem uma compreens\u00e3o correta dessa mat\u00e9ria\u201d, elogiou Fernando Henrique.<\/p>\n<p>Entre os ex-presidentes presentes ao almo\u00e7o, Collor e Itamar ficaram em mesas pr\u00f3ximas \u00e0 principal. A de Collor ficava de costas para Obama e a de Itamar em frente \u2014 o senador sentou-se ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Durante o evento, Lula participava das comemora\u00e7\u00f5es pelo anivers\u00e1rio de 26 anos do filho ca\u00e7ula, Luiz Cl\u00e1udio da Silva. A assessoria dele informou que o convite feito, por telefone, se repetiu a mais de uma centena de pessoas, por isso o presidente preferiu n\u00e3o cancelar o compromisso em fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>De olho no pr\u00e9-sal e em grandes obras<br \/>\n<\/strong>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou clara a extens\u00e3o dos interesses comerciais norte-americanos no Brasil, especialmente na \u00e1rea do petr\u00f3leo e nas grandes obras de infraestrutura, ao fechar um semin\u00e1rio para 400 empres\u00e1rios. Apesar de o discurso ter durado apenas 20 minutos, o chefe de Estado n\u00e3o precisou de muito para mostrar seus objetivos econ\u00f4micos. Em um momento em que os pre\u00e7os do \u00f3leo cru est\u00e3o em disparada no mercado internacional, Obama lembrou que a instabilidade pol\u00edtica no norte da \u00c1frica aumentou a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica das descobertas do pr\u00e9-sal no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cFicamos felizes em saber que as reservas encontradas no Brasil representam duas vezes as norte-americanas. Queremos auxili\u00e1-los a explorar esse petr\u00f3leo e, quando come\u00e7arem a comercializar, queremos ser um dos maiores clientes\u201d, afirmou. Ele garantiu que quer ampliar as conversa\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de energia limpa. \u201cSe pensamos no petr\u00f3leo, claro que num futuro pr\u00f3ximo temos que pensar em alternativas. Por isso, a coopera\u00e7\u00e3o nos biocombust\u00edveis \u00e9 importante. Estamos lan\u00e7ando uma parceria para o desenvolvimento de uma economia verde entre os dois pa\u00edses\u201d, disse. Ele n\u00e3o deu nenhum sinal, entretanto, de que vai derrubar a sobretaxa ao etanol brasileiro no mercado norte-americano.<\/p>\n<p>Outro segmento no qual Obama demonstrou \u00e1vido apetite foi o das obras de infraestrutura para os eventos esportivos agendados para os pr\u00f3ximos anos. Bem-humorado, ele lamentou ter perdido a disputa para sediar as Olimp\u00edadas de 2016 em Chicago. S\u00e9rio, prop\u00f4s que os empres\u00e1rios norte-americanos participem da prepara\u00e7\u00e3o da estrutura f\u00edsica das cidades. \u201cApesar de n\u00e3o termos ganho o concurso, n\u00e3o seremos meros espectadores. Para fazer esses eventos, voc\u00eas precisar\u00e3o de pontes, estradas e outros melhorias e os EUA est\u00e3o prontos para auxili\u00e1-los nisso\u201d, afirmou. Diplom\u00e1tico, Barack Obama afirmou que a aproxima\u00e7\u00e3o deve beneficiar as duas maiores economias do continente. Mas n\u00e3o detalhou como o Brasil pode se beneficiar daqui por diante.<\/p>\n<p><strong>A mensagem de Michelle<br \/>\n<\/strong>As primeiras palavras de Michelle Obama, 47 anos, no Brasil foram simples, diretas e em portugu\u00eas. Com um animado \u201cbom dia\u201d, ela come\u00e7ou um discurso dirigido a 75 jovens brasileiros, entre 14 e 20 anos, no restaurante Oca da Tribo, localizado no Setor de Clubes Sul. Simp\u00e1tica e bem humorada, a primeira-dama dos Estados Unidos improvisou, brincou e posou para fotos. Durante os 35 minutos de seu \u00fanico compromisso oficial em Bras\u00edlia, dispensou o papel da diplomacia da visita de seu marido, Barack Obama, e afirmou que \u201co futuro das duas na\u00e7\u00f5es depende muito mais do que rela\u00e7\u00f5es entre presidentes e primeiros-ministros, depende das rela\u00e7\u00f5es entre nosso povo e, especialmente, entre os jovens\u201d.<\/p>\n<p>Com um ritmo empolgante, que muitas vezes lembrava a forma marcante de se expressar do presidente americano, Michelle falou da import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o e aconselhou os mais jovens. \u201cAprendi h\u00e1 muito tempo que n\u00e3o importa quem voc\u00ea \u00e9 ou de onde seja, desde que esteja disposto a sonhar alto e a trabalhar duro para alcan\u00e7\u00e1-los (os sonhos) e correr riscos. Tudo \u00e9 poss\u00edvel. N\u00f3s precisamos de pessoas jovens, inteligentes e energ\u00e9ticas, para consertar os problemas do mundo e voc\u00eas est\u00e3o prontos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em sua visita ao Brasil, Michelle resolveu encontrar os brasileiros que participaram do programa do governo americano Jovens Embaixadores, que leva estudantes de escolas p\u00fablicas para um interc\u00e2mbio nos Estados Unidos. \u201cEles vieram para a minha vizinhan\u00e7a e eu prometi que viria para a vizinhan\u00e7a de voc\u00eas. Agora estou aqui, n\u00e3o? Essa \u00e9 uma visita especial para mim, estava sentada onde voc\u00eas estavam porque eu fui jovem tamb\u00e9m, h\u00e1 muito, muito tempo atr\u00e1s\u201d, brincou a americana. A primeira-dama estava na companhia das filhas, Malia, 12 anos, e Sasha,9, da m\u00e3e, Marian Robinson, da madrinha das meninas, Kate Wilson, e de T\u00e2nia Cooper Patriota, mulher do chanceler brasileiro Ant\u00f4nio Patriota.<\/p>\n<p><em>O GLOBO<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Dois meses ap\u00f3s trag\u00e9dia na serra, governo libera apenas 15% dos recursos dispon\u00edveis para empresas<br \/>\n<\/strong>Passados mais de dois meses da trag\u00e9dia na Regi\u00e3o Serrana, que causou a morte de quase 900 pessoas e deixou um imenso rastro de destrui\u00e7\u00e3o, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) disponibilizou apenas 15% dos recursos aprovados para ajuda a microempresas e empresas de pequeno porte afetadas pelos temporais. Do total de R$ 400 milh\u00f5es liberados, foram desembolsados R$ 61,2 milh\u00f5es, sendo que apenas R$ 5,2 milh\u00f5es foram emprestados a empres\u00e1rios de Teres\u00f3polis, o segundo munic\u00edpio mais castigado da regi\u00e3o, depois de Nova Friburgo.<\/p>\n<p><strong>Brasil e EUA assinam 10 acordos bilaterais<br \/>\n<\/strong>O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e o representante do Com\u00e9rcio Estados Unidos, Ron Kirk, assinaram na manh\u00e3 deste s\u00e1bado 10 acordos bilaterais que estabelecem parcerias entre os dois pa\u00edses em diversas \u00e1reas, como biocombust\u00edveis, educa\u00e7\u00e3o e uso do espa\u00e7o. A cerim\u00f4nia de assinatura dos acordos foi fechada \u00e0 imprensa, mas contou com a presen\u00e7a de autoridades dos dois pa\u00edses, como o ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, e o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon.<\/p>\n<p>Em r\u00e1pido pronunciamento \u00e0 imprensa no in\u00edcio da tarde deste s\u00e1bado, o presidente americano, Barack Obama, disse que o Brasil \u00e9 uma das maiores democracias da regi\u00e3o e que pretende refor\u00e7ar as parcerias comerciais entre os dois pa\u00edses. -Queremos aumentar os la\u00e7os bilaterais. Estamos saindo de uma recess\u00e3o bastante dif\u00edcil e precisamos resolver os desequil\u00edbrios resultantes dessa crise &#8211; afirmou.<\/p>\n<p><strong>Mercado de Petr\u00f3leo n\u00e3o sofreu mudan\u00e7as estruturais com crise do Oriente M\u00e9dio e Jap\u00e3o<br \/>\n<\/strong>O secret\u00e1rio de Petr\u00f3leo e G\u00e1s do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, afirmou neste s\u00e1bado que, apesar da crise no Oriente M\u00e9dio e da trag\u00e9dia no Jap\u00e3o, o mercado de petr\u00f3leo n\u00e3o sofreu mudan\u00e7as estruturais importantes.<\/p>\n<p>A expectativa do mercado \u00e9 que, ap\u00f3s o maior terremoto da hist\u00f3ria no Jap\u00e3o, a economia daquele pa\u00eds desacelere e, com isso, haja naturalmente uma redu\u00e7\u00e3o no consumo de energia. &#8211; O consumo deve baixar enquanto o Jap\u00e3o tiver problemas, mas deve aumentar ap\u00f3s o in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. No Oriente M\u00e9dio, tamb\u00e9m deve haver um pequeno ajuste de oferta. Mas tudo isso \u00e9 conjuntural e n\u00e3o tem interfer\u00eancia estrutural no mercado &#8211; disse, durante a C\u00fapula Empresarial Brasil-EUA em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Almeida confirmou o interesse dos americanos em comprar petr\u00f3leo do Brasil, mas lembrou que novos neg\u00f3cios ser\u00e3o tratados entre as empresas e n\u00e3o entre os governos. Segundo o secret\u00e1rio, as empresas querem, cada vez mais, importar petr\u00f3leo de pa\u00edses est\u00e1veis, que tenham estoque de longo prazo e respeitem contratos. &#8211; Daqui a sete ou oito anos, o Brasil vai ter petr\u00f3leo para exportar.<\/p>\n<p><strong>Rastros de Kadafi no Brasil: fundo bilion\u00e1rio da L\u00edbia tem interesse em megaprojeto de irriga\u00e7\u00e3o na Bahia<br \/>\n<\/strong>\u00c9 no sert\u00e3o baiano, \u00e0s margens do Rio S\u00e3o Francisco, que o governo de Muamar Kadafi &#8211; envolvido em uma sangrenta disputa com rebeldes para se manter \u00e0 frente da L\u00edbia &#8211; pode fazer sua grande aposta de investimento no Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 l\u00e1, nas cidades de Xique-Xique e Itagua\u00e7u da Bahia, a 500 quil\u00f4metros de Salvador, que est\u00e1 sendo implantado um dos maiores projetos de irriga\u00e7\u00e3o do pa\u00eds: o Baixio do Irec\u00ea, com or\u00e7amento de R$ 880 milh\u00f5es, dos quais R$ 550 milh\u00f5es previstos no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) do governo federal. O projeto por ora est\u00e1 sendo tocado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S\u00e3o Francisco e Parna\u00edba (Codevasf), estatal ligada ao Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional, e deve ser licitado ainda este ano no \u00e2mbito das Parcerias P\u00fablico Privadas.<\/p>\n<p>Entre os cotados para ganhar o leil\u00e3o est\u00e1 o cons\u00f3rcio formado pela Codeverde &#8211; que tem como s\u00f3cio majorit\u00e1rio o grupo Odebrecht &#8211; e o bilion\u00e1rio fundo soberano da L\u00edbia, o Libian Arab Foreign Company (Lafico), controlado pelo governo Kadafi e com investimentos diversos, que inclui at\u00e9 o time de futebol italiano Juventus.<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio j\u00e1 destinou US$ 1,5 milh\u00e3o &#8211; cada parceiro arcou com metade dos custos &#8211; para o desenvolvimento de uma proposta de modelo de neg\u00f3cios para a regi\u00e3o, apresentada ao governo brasileiro em 2007 e que hoje est\u00e1 sendo aprimorada pelo Banco Mundial.<\/p>\n<p><strong>Procuradoria do Trabalho entra na Justi\u00e7a contra Camargo Corr\u00eaa por causa de Jirau<br \/>\n<\/strong>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho ajuizou neste s\u00e1bado uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a construtora Camargo Corr\u00eaa, respons\u00e1vel pelas obras da Usina Hidrel\u00e9trica de Jirau. A empresa, que havia assumido compromisso de assinar um termo de ajustamento de conduta (TAC) nesta segunda-feira, fez modifica\u00e7\u00f5es no documento que, segundo o procurador regional do Trabalho Francisco Cruz, no conjunto n\u00e3o atendem \u00e0s necessidades dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Uma das altera\u00e7\u00f5es pedidas pela Camargo Corr\u00eaa \u00e9 que o pagamento dos trabalhadores ficasse restrito ao sal\u00e1rio-base, sem considerar outros ganhos que os oper\u00e1rios recebem. Consultada, a empreiteira afirmou que ainda n\u00e3o foi notificada da a\u00e7\u00e3o do MP do Trabalho.<\/p>\n<p>As obras de Jirau, um dos maiores projetos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), est\u00e3o paradas desde quarta-feira, depois que uma rebeli\u00e3o de trabalhadores destruiu alojamentos e instala\u00e7\u00f5es da usina.<\/p>\n<p><strong>O sexto membro (trecho de artigo de Merval Pereira sobre o Brasil no Conselho de Seguran\u00e7a)<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o \u00e9 de hoje que o Brasil reivindica um assento permanente no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, mas nunca esteve t\u00e3o pr\u00f3ximo de consegui-lo quanto em 1945, quando da cria\u00e7\u00e3o do organismo internacional ao final da Segunda Guerra Mundial. Essa hist\u00f3ria est\u00e1 relatada na tese do diplomata Eug\u00eanio Vargas Garcia, membro da delega\u00e7\u00e3o brasileira na ONU em Nova York, aprovada com louvor no Instituto Rio Branco e que ele pretende publicar em livro.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo \u201cO Sexto Membro Permanente \u2013 O Brasil e a Cria\u00e7\u00e3o da ONU\u201d, conta, com base em documentos, alguns in\u00e9ditos, pesquisados tanto em arquivos nos Estados Unidos como no Brasil, como reivindicamos pela primeira vez a inclus\u00e3o como membro permanente do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU que estava para ser criado de acordo com uma minuta aprovada na Confer\u00eancia de Dumbarton Oaks, em 1944, \u201cPropostas para o Estabelecimento de uma Organiza\u00e7\u00e3o Internacional Geral\u201d.<\/p>\n<p>A tese de Eug\u00eanio Vargas Garcia \u00e9 de que os EUA assumiram a dianteira do processo em parte porque seus aliados estavam ocupados demais para investir tempo e recursos em atividades de planejamento que n\u00e3o fossem voltadas para fins militares imediatos.<\/p>\n<p>\u201cPor um momento a Gr\u00e3-Bretanha travou quase sozinha a guerra contra a Alemanha nazista e a URSS suportou uma luta tit\u00e2nica de vida ou morte na frente oriental. Geograficamente distante das zonas de batalha, os EUA n\u00e3o tiveram seu territ\u00f3rio continental atacado durante o conflito. Eram possivelmente o ref\u00fagio mais seguro para confer\u00eancias internacionais e conclaves do g\u00eanero\u201d, analisa seu trabalho.<\/p>\n<p>Entre outras f\u00f3rmulas aventadas na \u00e9poca, o estudo mostra que Roosevelt acalentava a ideia de implantar um sistema chamado por ele de \u201ctutela dos poderosos\u201d j\u00e1 que, na sua avalia\u00e7\u00e3o, os mecanismos de consenso e participa\u00e7\u00e3o universal da Liga das Na\u00e7\u00f5es n\u00e3o teriam funcionado. \u201cEra preciso lan\u00e7ar m\u00e3o de expedientes mais dr\u00e1sticos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Encruzilhada tucana (trecho de artigo de Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi)<br \/>\n<\/strong>Ao longo dos pr\u00f3ximos dois meses, o PSDB ter\u00e1 uma excelente oportunidade para se repensar. Cumprindo o que estabelece a legisla\u00e7\u00e3o que regula a vida dos partidos, est\u00e1 realizando suas conven\u00e7\u00f5es zonais e municipais, de domingo passado at\u00e9 hoje. As estaduais ser\u00e3o em 17 de abril e a nacional em 29 de maio. Nos tr\u00eas n\u00edveis, o partido se reavaliar\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 um bom momento para que isso aconte\u00e7a. Depois da derrota na elei\u00e7\u00e3o presidencial, ainda atordoado pelos maus resultados nas disputas para o Senado e a C\u00e2mara, o PSDB precisa encontrar logo seu rumo. De janeiro para c\u00e1, dentro de quatro paredes, os tucanos conversaram muito, mas n\u00e3o emitiram sinais claros para a sociedade sobre o que pretendem.<\/p>\n<p>Suas lideran\u00e7as, quando v\u00eam a p\u00fablico, enfatizam que o partido precisa encontrar um discurso, que n\u00e3o pode ficar sem um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o atual do pa\u00eds e sem propostas. Que deve definir que tipo de oposi\u00e7\u00e3o far\u00e1 ao governo, para n\u00e3o restar a reboque dele. Falta fazer. As elei\u00e7\u00f5es acabaram h\u00e1 seis meses, o ano pol\u00edtico j\u00e1 tem tr\u00eas, a legislatura come\u00e7ou no dia 1\u00ba de fevereiro. Passou a hora de repetir que o PSDB est\u00e1 sem discurso. \u00c9 preciso formul\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Essa demora \u00e9 prejudicial \u00e0s outras for\u00e7as oposicionistas, que viveram, ano passado, experi\u00eancias ainda mais traum\u00e1ticas que o PSDB. DEM e PPS sequer tiveram o consolo de conquistar v\u00e1rios governos estaduais, entre os quais algumas joias da coroa, como S\u00e3o Paulo e Minas. Diminu\u00edram de tamanho e est\u00e3o amea\u00e7ados de minguar ainda mais, enfrentando o risco de defec\u00e7\u00f5es em massa. Por tudo isso, mais dependentes ficaram do irm\u00e3o maior.<\/p>\n<p><em>O ESTADO DE S. PAULO<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Ap\u00f3s almo\u00e7o com Obama, FHC elogia Dilma pelo convite<br \/>\n<\/strong>O ex-presidente da Rep\u00fablica Fernando Henrique elogiou neste s\u00e1bado, 19, o convite da presidente Dilma Rousseff para participar, em Bras\u00edlia, do almo\u00e7o oferecido ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. &#8220;Achei uma gentileza, sen\u00e3o n\u00e3o teria vindo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Em mat\u00e9ria de Estado, quando se est\u00e1 representando o Pa\u00eds, n\u00e3o cabem divis\u00f5es partid\u00e1rias. A presidente Dilma demonstrou que tem compreens\u00e3o correta dessa mat\u00e9ria&#8221;, afirmou. &#8220;Temos que ter uma rela\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio tratar um como Deus e outro como dem\u00f4nio. A\u00ed n\u00e3o d\u00e1&#8221;, afirmou FHC, referindo-se \u00e0 proximidade de Dilma com o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n<p>Convidado, Lula n\u00e3o quis participar do encontro com Obama. Outros tr\u00eas ex-presidentes, al\u00e9m de FHC, estiveram no almo\u00e7o: Jos\u00e9 Sarney, Itamar Franco e Fernando Collor. FHC ironizou o fato de Lula, na condi\u00e7\u00e3o de presidente, nunca t\u00ea-lo convidado, como fez Dilma. &#8220;\u00c9 que o Lula \u00e9 meu amigo de tantos anos atr\u00e1s e achou que n\u00e3o era necess\u00e1rio&#8221;, afirmou. E alfinetou: &#8220;O Lula, quando eu era presidente, esteve comigo. Muitas vezes&#8221;.<\/p>\n<p>Fernando Henrique ainda defendeu o discurso firme de Dilma Rousseff\u00a0 na recep\u00e7\u00e3o a Obama. &#8220;O discurso de interesse do Brasil tem que ser duro, tem que dizer as verdades como s\u00e3o, quais os nossos interesses&#8221;.<\/p>\n<p><strong>BC de Tombini se alinha com a Fazenda<br \/>\n<\/strong>Depois de quase cinco anos de embates frequentes, os primeiros tr\u00eas meses do governo Dilma mostram um alinhamento maior entre o Banco Central e o Minist\u00e9rio da Fazenda na gest\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica. A transi\u00e7\u00e3o da fase de beliger\u00e2ncia para um clima mais ameno \u00e9 fruto de uma vis\u00e3o mais convergente em torno da estrat\u00e9gia de combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o sem, no entanto, sacrificar demais o crescimento.<\/p>\n<p>Outro aspecto dessa aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 a gest\u00e3o da pol\u00edtica cambial, que tem sido bem mais ativa para evitar uma alta do real. Na aposta do Planalto, disse um assessor da presidente, a boa conviv\u00eancia entre BC e Fazenda vai continuar porque a infla\u00e7\u00e3o deve &#8220;recuar bem a partir de abril&#8221;.<\/p>\n<p>O alinhamento Tombini-Mantega ocorre sob um plano de voo tra\u00e7ado pela presidente Dilma Rousseff, gera, contudo, preocupa\u00e7\u00f5es no mercado financeiro sobre o grau de autonomia do BC e a efic\u00e1cia do esfor\u00e7o de combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. \u00c9 que, para profissionais do mercado, tal aproxima\u00e7\u00e3o ocorre baseada em uma menor disposi\u00e7\u00e3o do governo em atacar a alta dos pre\u00e7os, colocando em risco o controle inflacion\u00e1rio no m\u00e9dio prazo.<br \/>\nA aproxima\u00e7\u00e3o do BC com a Fazenda n\u00e3o \u00e9 um processo que come\u00e7ou no dia 1.\u00ba de janeiro. Na pr\u00f3pria gest\u00e3o de Henrique Meirelles no BC, o grau de tens\u00e3o no \u00faltimo ano j\u00e1 era bem menor do que em 2006, quando Mantega assumiu a Fazenda no lugar de Ant\u00f4nio Palocci.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte da Fazenda, um dos principais fatores que facilitaram a aproxima\u00e7\u00e3o do BC foi a mudan\u00e7a de perfil da diretoria do \u00f3rg\u00e3o. Ao longo dos \u00faltimos anos, desde a sa\u00edda de Afonso Bevilaqua (considerado ultraortodoxo pela Fazenda), a dire\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o passou paulatinamente a ser ocupada mais por nomes da carreira da institui\u00e7\u00e3o ou do servi\u00e7o p\u00fablico &#8211; culminando na atual composi\u00e7\u00e3o apenas de servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>\u2018Gatos\u2019 contratam m\u00e3o de obra para usina de Jirau<br \/>\n<\/strong>As construtoras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) recorrem \u00e0s mesmas pr\u00e1ticas de recrutamento de trabalhadores dos tempos do &#8220;Brasil Grande&#8221;, nos anos 70, quando o Pa\u00eds viveu um surto de desenvolvimento econ\u00f4mico no per\u00edodo do regime militar (1964-1985). As vagas dos canteiros de obras da usina hidrel\u00e9trica de Jirau, paralisadas depois de um quebra-quebra promovido pelos oper\u00e1rios, foram preenchidas, nos \u00faltimos meses, por migrantes que receberam promessas de &#8220;gatos&#8221; para enfrentar mais de tr\u00eas dias em \u00f4nibus prec\u00e1rios das cidades nordestinas at\u00e9 as margens do Rio Madeira.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de um dos &#8220;gatos&#8221;, pagos para recrutar pessoal sem qualifica\u00e7\u00e3o em s\u00edtios e povoados do sert\u00e3o, ganhou status de lenda, tamanho o \u00f3dio que desperta nos que se aventuraram em busca do &#8220;Eldorado&#8221; de Rond\u00f4nia. Os oper\u00e1rios falam de um &#8220;Ant\u00f4nio Carlos&#8221;, de boa conversa, que &#8220;engana direitinho o pessoal&#8221;. Ningu\u00e9m sabe o nome completo ou o endere\u00e7o dele.<\/p>\n<p>Os &#8220;Ant\u00f4nios&#8221; com sobrenome e demais dados de identifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que aparecem nas filas de reclama\u00e7\u00e3o. &#8220;Ele cumpriu o trato de garantir merenda na viagem, mas at\u00e9 agora n\u00e3o recebi os R$ 120 que prometeu quando a gente chegasse aqui&#8221;, queixou-se o oper\u00e1rio Ant\u00f4nio Raimundo Pinho da Silva, 48 anos, um dos que deixaram o alojamento da Jauru Engenharia, na madrugada de quinta-feira, ap\u00f3s a revolta. O inc\u00eandio teria sido provocado por funcion\u00e1rios da Camargo Corr\u00eaa revoltados com o valor dos benef\u00edcios.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOLHA DE S.PAULO Dilma iguala popularidade de Lula em in\u00edcio de governo A presidente Dilma Rousseff \u00e9 aprovada por 47% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 deste m\u00eas. Com essa taxa de popularidade, iguala-se ao recorde registrado por Luiz In\u00e1cio Lula da Silva nesta mesma \u00e9poca no segundo mandato de seu antecessor no Planalto. Lula teve 43% de aprova\u00e7\u00e3o no terceiro m\u00eas de seu primeiro mandato, em mar\u00e7o de 2003. Depois, bateu um recorde de aprova\u00e7\u00e3o presidencial em in\u00edcio de governo em mar\u00e7o de 2007, com 48%. 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