{"id":28841,"date":"2011-03-11T07:23:16","date_gmt":"2011-03-11T10:23:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=28841"},"modified":"2011-03-11T07:23:16","modified_gmt":"2011-03-11T10:23:16","slug":"obesidade-geral-preve-risco-cardiaco-tao-bem-quanto-gordura-localizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/03\/11\/obesidade-geral-preve-risco-cardiaco-tao-bem-quanto-gordura-localizada\/","title":{"rendered":"Obesidade geral prev\u00ea risco card\u00edaco t\u00e3o bem quanto gordura localizada"},"content":{"rendered":"<div><em><strong>Mariana Lenharo &#8211; O Estado de S.Paulo<\/strong><\/em><\/div>\n<p>Medidas de obesidade geral &#8211; como o \u00cdndice de Massa  Corporal (IMC) &#8211; s\u00e3o t\u00e3o boas para prever risco cardiovascular quanto  estimativas de obesidade localizada &#8211; como a medida de circunfer\u00eancia  abdominal. \u00c9 o que diz estudo da Universidade de Cambridge publicado na  revista The Lancet.<\/p>\n<p>O resultado contesta o consenso anterior, que afirma que a medida de  circunfer\u00eancia abdominal prev\u00ea com uma precis\u00e3o tr\u00eas vezes maior o risco  de enfarte do mioc\u00e1rdio quando comparado \u00e0s estimativas baseadas no  IMC.<\/p>\n<p>A pesquisa avaliou informa\u00e7\u00f5es sobre 221.934 pessoas, que  participaram de 58 estudos de longo prazo. Os autores avaliaram o  impacto de tr\u00eas vari\u00e1veis comumente relacionadas ao surgimento de  doen\u00e7as cardiovasculares: a medida da circunfer\u00eancia do abdome, o IMC e a  rela\u00e7\u00e3o entre a medida do abdome e do quadril.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o foi que esses tr\u00eas fatores t\u00eam capacidade igual de  determinar riscos cardiovasculares, desde que se levem em considera\u00e7\u00e3o  dados adicionais sobre press\u00e3o sangu\u00ednea, hist\u00f3rico de diabetes e  colesterol.<\/p>\n<p>De acordo com o cardiologista Heno Lopes, coordenador do Ambulat\u00f3rio  de S\u00edndrome Metab\u00f3lica do Instituto do Cora\u00e7\u00e3o (Incor-USP), esses  resultados concordam com os estudos que est\u00e3o sendo realizados dentro do  instituto paulista.<\/p>\n<p>Ele enfatiza que, apesar de alguns m\u00e9dicos considerarem que a medida  da circunfer\u00eancia abdominal diz mais sobre os riscos card\u00edacos do  paciente, a tend\u00eancia dos estudos atuais \u00e9 considerar mais o IMC ao  tentar estimar os riscos.<!--more--><\/p>\n<p>Lopes diz que parte da comunidade cient\u00edfica discute se a obesidade \u00e9  um fator t\u00e3o determinante para o surgimento de problemas no cora\u00e7\u00e3o.  &#8220;Sem d\u00favida, a obesidade est\u00e1 associada a mais de 30 doen\u00e7as&#8221;, aponta o  cardiologista. &#8220;Mas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a cardiovascular, as coisas est\u00e3o  come\u00e7ando a mudar um pouco. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a gordura que \u00e9 respons\u00e1vel por  esses problemas. Outros fatores gen\u00e9ticos podem ser mais determinantes  (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina)&#8221;.<\/p>\n<p>O cardiologista Daniel Magnolli, diretor de Nutrologia do Hospital do  Cora\u00e7\u00e3o (HCor), concorda. &#8220;A obesidade, isoladamente, \u00e9 um fator de  risco com impacto menor que diabete, hipertens\u00e3o e colesterol elevado.&#8221;  Ele afirma que as pessoas obesas costumam ter outras condi\u00e7\u00f5es  associadas relacionadas aos riscos cardiovasculares.<\/p>\n<p>A endocrinologista Cl\u00e1udia Cozer, diretora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira  para o Estudo da Obesidade (Abeso), questiona o estudo, enfatizando que a  medida da circunfer\u00eancia do abdome \u00e9 determinante para o risco  cardiovascular.<\/p>\n<p>&#8220;A medida da circunfer\u00eancia abdominal \u00e9 a que mais se equipara com  resultados de tomografia para ver o quanto de gordura visceral o  paciente possui. Os trabalhos de literatura mostram que esse exame de  consult\u00f3rio simples e barato tem um \u00edndice de acerto de 96%&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico Marcus Malachias, presidente do Departamento de  Hipertens\u00e3o da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a regra sobre o  risco associado com o tamanho da circunfer\u00eancia abdominal continua  valendo. &#8220;Quando medimos a circunfer\u00eancia abdominal, estamos medindo  tamb\u00e9m uma gordura que est\u00e1 por dentro.&#8221;<\/p>\n<p>O endocrinologista Bruno Geloneze, da Universidade Estadual de  Campinas (Unicamp), sublinha que o IMC e a medida de circunfer\u00eancia  abdominal s\u00f3 oferecem previs\u00f5es igualmente precisas quando est\u00e3o  acompanhados de &#8220;dados adicionais sobre press\u00e3o sangu\u00ednea, hist\u00f3rico de  diabetes e colesterol&#8221;, como precisam os autores do estudo.<\/p>\n<p>Mas ele recorda que tais dados s\u00e3o obtidos com exames mais complexos  que o simples uso de uma fita m\u00e9trica e uma balan\u00e7a &#8211; \u00fanicos  instrumentos necess\u00e1rios para c\u00e1lculo do IMC e da circunfer\u00eancia  abdominal. Na pr\u00e1tica, o uso conjunto do IMC e da medida de  circunfer\u00eancia abdominal continua sendo uma alternativa eficaz para uma  primeira triagem em pessoas que procuram a rede de sa\u00fade para avalia\u00e7\u00e3o  de riscos cardiovasculares.<\/p>\n<p>V\u00e1rios autores do artigo declararam conflitos de interesse: de  contratos com farmac\u00eauticas a patentes relacionadas a exames de  biomarcadores para doen\u00e7as cardiovasculares. \/ COLABOROU ALEXANDRE  GON\u00c7ALVES<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Lenharo &#8211; O Estado de S.Paulo Medidas de obesidade geral &#8211; como o \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) &#8211; s\u00e3o t\u00e3o boas para prever risco cardiovascular quanto estimativas de obesidade localizada &#8211; como a medida de circunfer\u00eancia abdominal. \u00c9 o que diz estudo da Universidade de Cambridge publicado na revista The Lancet. O resultado contesta o consenso anterior, que afirma que a medida de circunfer\u00eancia abdominal prev\u00ea com uma precis\u00e3o tr\u00eas vezes maior o risco de enfarte do mioc\u00e1rdio quando comparado \u00e0s estimativas baseadas no IMC. A pesquisa avaliou informa\u00e7\u00f5es sobre 221.934 pessoas, que participaram de 58 estudos de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[979,2953],"class_list":["post-28841","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-exemplo-de-vida","tag-vida"],"acf":[],"views":606,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28841"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28842,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28841\/revisions\/28842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}