{"id":28464,"date":"2011-03-01T07:52:22","date_gmt":"2011-03-01T10:52:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=28464"},"modified":"2011-03-01T07:52:22","modified_gmt":"2011-03-01T10:52:22","slug":"situacao-era-de-guerra-diz-brasileiro-que-voltou-da-libia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/03\/01\/situacao-era-de-guerra-diz-brasileiro-que-voltou-da-libia\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o era &#8220;de guerra&#8221;, diz brasileiro que voltou da L\u00edbia"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s horas de viagem e aliviados por terem deixado a L\u00edbia e estarem de volta ao Brasil, um grupo de 130 funcion\u00e1rios da empreiteira Queiroz Galv\u00e3o chegou nesta segunda-feira ao Recife, relatando situa\u00e7\u00f5es &#8220;de guerra&#8221;. Cerca de cem parentes e amigos esperavam os brasileiros com faixas, flores e bal\u00f5es.<\/p>\n<p>Muitos dos que chegaram se recusaram a falar, alegando cansa\u00e7o. Quem falou relatou momentos de tens\u00e3o e apreens\u00e3o. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o era de guerra&#8221;, disse o engenheiro civil da empreiteira Queiroz Galv\u00e3o, Jurandir Siqueira.<\/p>\n<p>Do grupo, 130 s\u00e3o funcion\u00e1rios da empresa e os outros 18 s\u00e3o parentes que estavam na L\u00edbia. A maioria deles vive no Nordeste, sendo 56 em Pernambuco.<\/p>\n<p>Na L\u00edbia, os brasileiros permaneceram em casas de diretores da pr\u00f3pria empresa ou em hot\u00e9is.<!--more--><\/p>\n<p>Seus colegas l\u00edbios traziam \u00e1gua e comida. A comunica\u00e7\u00e3o era prec\u00e1ria. &#8220;Ningu\u00e9m sa\u00eda para a rua&#8221;, disse outro engenheiro, Andr\u00e9 Borges. &#8220;O \u00fanico deslocamento que fizemos foi para o navio, durante a manh\u00e3, quando os tiroteios cessavam&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1vamos dentro de uma casa, e n\u00e3o presenci\u00e1vamos nada, s\u00f3 escut\u00e1vamos os tiros. Era constante, a partir das tr\u00eas horas da tarde, at\u00e9 tr\u00eas da madrugada. Era tiro e bomba. Sem internet, sem telefone, sem comunica\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou ele.<\/p>\n<p>Segundo Borges, apenas durante o deslocamento para o navio, na regi\u00e3o de Benghazi, os brasileiros puderam ver que a cidade &#8220;estava morta&#8221;. &#8220;Tinha v\u00e1rias casas queimadas, pr\u00e9dios queimados, destru\u00eddos.&#8221; O engenheiro disse que, nos dias que antecederam o conflito, nada indicava que isso aconteceria.<\/p>\n<p>&#8220;A gente nunca imaginava que chegaria a esse ponto&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>J\u00e1 os diretores da empreiteira Marcos Jord\u00e3o e Henrique Canuto, disseram que os tiroteios foram intensos perto da casa de alguns engenheiros que viviam nas regi\u00f5es pr\u00f3ximas aos maiores conflitos, mas que, &#8220;em nenhum momento&#8221; eles estiveram em perigo.<\/p>\n<p>&#8220;Nenhum de n\u00f3s esteve na linha de fogo direto, mas a ansiedade de voltar para o Brasil era muito grande&#8221;, afirmou Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>A Queiroz Galv\u00e3o mant\u00e9m seis contratos na L\u00edbia, no valor de US$ 800 milh\u00f5es, disse Canuto. Segundo os diretores, a empresa ainda n\u00e3o sabe o destino das obras, que deveriam ser entregues em 20 meses. &#8220;A prioridade era tirar os brasileiros da L\u00edbia, os contratos a gente v\u00ea depois&#8221;, declarou Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>Questionado se gostariam de retornar ao pa\u00eds ap\u00f3s o fim dos conflitos, v\u00e1rios funcion\u00e1rios da empreiteira disseram que preferem ficar no Brasil. &#8220;Se for por vontade de Deus, sim, mas se for por minha vontade n\u00e3o&#8221;, afirmou o encarregado de mec\u00e2nica C\u00edcero Gon\u00e7alves. Da Folha On Line<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s horas de viagem e aliviados por terem deixado a L\u00edbia e estarem de volta ao Brasil, um grupo de 130 funcion\u00e1rios da empreiteira Queiroz Galv\u00e3o chegou nesta segunda-feira ao Recife, relatando situa\u00e7\u00f5es &#8220;de guerra&#8221;. Cerca de cem parentes e amigos esperavam os brasileiros com faixas, flores e bal\u00f5es. Muitos dos que chegaram se recusaram a falar, alegando cansa\u00e7o. Quem falou relatou momentos de tens\u00e3o e apreens\u00e3o. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o era de guerra&#8221;, disse o engenheiro civil da empreiteira Queiroz Galv\u00e3o, Jurandir Siqueira. Do grupo, 130 s\u00e3o funcion\u00e1rios da empresa e os outros 18 s\u00e3o parentes que estavam na L\u00edbia. 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