{"id":28184,"date":"2011-02-24T06:50:40","date_gmt":"2011-02-24T09:50:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=28184"},"modified":"2011-02-24T06:50:40","modified_gmt":"2011-02-24T09:50:40","slug":"grandes-cidades-tem-23-973-criancas-de-rua-63-vao-parar-la-por-brigas-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/02\/24\/grandes-cidades-tem-23-973-criancas-de-rua-63-vao-parar-la-por-brigas-em-casa\/","title":{"rendered":"Grandes cidades t\u00eam 23.973 crian\u00e7as de rua; 63% v\u00e3o parar l\u00e1 por brigas em casa"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Bruno Paes Manso &#8211; O Estado de S.Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p>Pela primeira vez, 20 anos depois da cria\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), o Brasil conseguiu tra\u00e7ar o perfil de crian\u00e7as e adolescentes que trabalham ou dormem nas ruas do Pa\u00eds. S\u00e3o 23.973 espalhados pelas 75 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. E 63% foram parar l\u00e1 por causa de brigas dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>\u00a0Os resultados, ainda in\u00e9ditos e obtidos com exclusividade pelo Estado, v\u00eam do censo nacional encomendado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SDH) e pelo Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Idesp). &#8220;O resultado ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente (Conanda). Servir\u00e1 para a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica nacional para essa popula\u00e7\u00e3o, a partir de cinco grandes encontros nas diferentes regi\u00f5es do Brasil&#8221;, diz Marco Antonio da Silva, conselheiro do Conanda e diretor nacional do Movimento de Meninos e Meninas de Rua.<\/p>\n<p><strong><!--more-->Veja tamb\u00e9m:<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/ext\/selos\/icone-bullet.gif\" border=\"0\" alt=\"link\" \/> <\/strong><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20110224\/not_imp683840,0.php\" target=\"_blank\"><strong>Ex-menino de rua v\u00ea melhora em 20 anos<\/strong><\/a><br \/>\n<strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/ext\/selos\/icone-bullet.gif\" border=\"0\" alt=\"link\" \/> <\/strong><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20110224\/not_imp683841,0.php\" target=\"_blank\"><strong>Fam\u00edlias &#8216;migram&#8217; da capital para o ABC<\/strong><\/a>\u00a0<br \/>\nA pesquisa ajuda a aprofundar as causas que levam as crian\u00e7as e os jovens para as ruas, al\u00e9m de permitir conhecer quem s\u00e3o. Conforme os resultados, 59% dos que est\u00e3o na rua voltam para dormir na casa dos pais, parentes ou amigos, o que indica que a rua \u00e9 vista por muitos como um local para ganhar dinheiro, por meio de esmolas e venda de produtos, entre outras a\u00e7\u00f5es. &#8220;Hoje h\u00e1 um consenso de que o dinheiro dado para a crian\u00e7a na rua a estimula a voltar no dia seguinte, assim como incentiva os pais a for\u00e7arem o jovem a continuar. A sociedade precisa abandonar essa vis\u00e3o de caridade&#8221;, diz Marcelo Caran, coordenador da Funda\u00e7\u00e3o Projeto Travessia.<\/p>\n<p><strong>Crack.<\/strong> Para reverter esse quadro s\u00e3o necess\u00e1rios trabalhos t\u00e9cnicos voltados \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o familiar, \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de conflitos dentro da casa e nas comunidades onde vivem os jovens, suporte escolar e medidas de sa\u00fade voltadas principalmente \u00e0 depend\u00eancia de drogas. Conforme os dados, as brigas verbais com pais e irm\u00e3os (32,2%), a viol\u00eancia dom\u00e9stica (30,6%) e o uso de \u00e1lcool e drogas (30,4%) s\u00e3o os motivos principais que levam os jovens \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje o maior desafio \u00e9 descobrir como lidar com o crack. Se \u00e9 por meio da sa\u00fade, de assist\u00eancia social&#8230; S\u00e3o debates que precisamos aprofundar&#8221;, diz Karina Figueiredo, secret\u00e1ria executiva do Comit\u00ea Nacional de Enfrentamento da Viol\u00eancia Sexual contra a Crian\u00e7a e o Adolescente.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao perfil, aparece uma predomin\u00e2ncia de jovens que se revelam pardos, morenos e negros. Representam 72,8%, quase o dobro da propor\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o brasileira (44,6%). Outro aspecto importante \u00e9 o educacional: apenas 6,7% dos que est\u00e3o na rua conclu\u00edram o ensino fundamental.<\/p>\n<p><strong>Maioria de garotos<br \/>\n71,8%<\/strong><br \/>\ndas crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de rua s\u00e3o do sexo masculino.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/graficok.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Paes Manso &#8211; O Estado de S.Paulo Pela primeira vez, 20 anos depois da cria\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), o Brasil conseguiu tra\u00e7ar o perfil de crian\u00e7as e adolescentes que trabalham ou dormem nas ruas do Pa\u00eds. S\u00e3o 23.973 espalhados pelas 75 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. E 63% foram parar l\u00e1 por causa de brigas dom\u00e9sticas. \u00a0Os resultados, ainda in\u00e9ditos e obtidos com exclusividade pelo Estado, v\u00eam do censo nacional encomendado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SDH) e pelo Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Idesp). &#8220;O resultado ainda&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-28184","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":466,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28184"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28185,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28184\/revisions\/28185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}