{"id":28005,"date":"2011-02-21T10:44:20","date_gmt":"2011-02-21T13:44:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=28005"},"modified":"2011-02-21T10:44:23","modified_gmt":"2011-02-21T13:44:23","slug":"a-cada-2-minutos-5-mulheres-espancadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/02\/21\/a-cada-2-minutos-5-mulheres-espancadas\/","title":{"rendered":"A cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Fl\u00e1via Tavares &#8211; O Estado de S.Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p>Pesquisa feita pela Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estat\u00edstica: a cada dois minutos, cinco mulheres s\u00e3o agredidas violentamente no Brasil. E j\u00e1 foi pior: h\u00e1 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.<\/p>\n<p>\u00a0<!--more-->\u00a0<\/p>\n<p><embed width=\"620\" height=\"550\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/especiais\/2011\/02\/violencia_domestica.swf\" name=\"infografico\"><\/embed><\/p>\n<p>Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e g\u00eanero nos espa\u00e7os p\u00fablico e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos \u00e9, novamente, a da viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>&#8220;Os dados mostram que a viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o \u00e9 um problema privado, de casal. \u00c9 social e exige pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, diz Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa.<\/p>\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n<strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/render.estadao.com.br\/ext\/selos\/icone-bullet.gif\" border=\"0\" alt=\"link\" \/><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20110221\/not_imp682320,0.php\">Fim de semana teve assassinatos em SP e Recife<\/a><\/strong><br \/>\n<strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/render.estadao.com.br\/ext\/selos\/icone-bullet.gif\" border=\"0\" alt=\"link\" \/><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20110221\/not_imp682325,0.php\">Cinema: quando amor se confunde com viol\u00eancia<\/a><\/strong><br \/>\nPara chegar \u00e0 estimativa de mais de duas mulheres agredidas por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer uma proje\u00e7\u00e3o nacional. Conclu\u00edram que 7,2 milh\u00f5es de mulheres com mais de 15 anos j\u00e1 sofreram agress\u00f5es &#8211; 1,3 milh\u00e3o nos 12 meses que antecederam a pesquisa (veja acima).<\/p>\n<p>A pequena diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribu\u00edda, em parte, \u00e0 Lei Maria da Penha. &#8220;A lei \u00e9 uma express\u00e3o da crescente consci\u00eancia do problema da viol\u00eancia contra as mulheres&#8221;, afirma Venturi.<\/p>\n<p>Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam a nova legisla\u00e7\u00e3o. Mesmo entre os 11% que a criticam, a principal ressalva \u00e9 ao fato de que a lei \u00e9 insuficiente.<\/p>\n<p>Vis\u00e3o masculina. O estudo traz tamb\u00e9m dados in\u00e9ditos sobre o que os homens pensam sobre a viol\u00eancia contra as mulheres. Enquanto 8% admitem j\u00e1 ter batido em uma mulher, 48% dizem ter um amigo ou conhecido que fizeram o mesmo e 25% t\u00eam parentes que agridem as companheiras. &#8220;D\u00e1 para deduzir que o n\u00famero de homens que admitem agredir est\u00e1 subestimado. Afinal, metade conhece algu\u00e9m que bate&#8221;, avalia Venturi.<\/p>\n<p>Ainda assim, surpreende que 2% dos homens declarem que &#8220;tem mulher que s\u00f3 aprende apanhando bastante&#8221;. Al\u00e9m disso, entre os 8% que assumem praticar a viol\u00eancia, 14% acreditam ter &#8220;agido bem&#8221; e 15% declaram que bateriam de novo, o que indica um padr\u00e3o de comportamento, n\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na inf\u00e2ncia. Respostas sobre agress\u00f5es sofridas ainda na inf\u00e2ncia refor\u00e7am a ideia de que a viol\u00eancia pode fazer parte de uma cultura familiar. &#8220;Pais que levaram surras quando crian\u00e7as tendem a bater mais em seus filhos&#8221;, explica Venturi. No total, 78% das mulheres e 57% dos homens que apanharam na inf\u00e2ncia acreditam que dar tapas nos filhos de vez em quando \u00e9 necess\u00e1rio. Entre as mulheres que n\u00e3o apanharam, 53% acham razo\u00e1vel dar tapas de vez em quando.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1via Tavares &#8211; O Estado de S.Paulo Pesquisa feita pela Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estat\u00edstica: a cada dois minutos, cinco mulheres s\u00e3o agredidas violentamente no Brasil. 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