{"id":27835,"date":"2011-02-18T07:43:24","date_gmt":"2011-02-18T10:43:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=27835"},"modified":"2011-02-18T07:43:31","modified_gmt":"2011-02-18T10:43:31","slug":"nos-jornais-a-nova-rotina-de-lula-fora-do-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/02\/18\/nos-jornais-a-nova-rotina-de-lula-fora-do-poder\/","title":{"rendered":"Nos jornais: a nova rotina de Lula fora do poder"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em><strong>O Globo<\/strong><\/p>\n<p><\/em><strong>A nova rotina de Lula fora do poder <\/strong><\/p>\n<p>Aos amigos que lhe perguntam como est\u00e1 se sentindo de volta \u00e0 plan\u00edcie, seis semanas depois de passar o cargo de presidente da Rep\u00fablica para Dilma Rousseff, Lula deixa claro que n\u00e3o est\u00e1 nada f\u00e1cil adaptar-se \u00e0 nova rotina: &#8220;\u00c9 como se voc\u00ea estivesse dirigindo a 300 por hora, desse um cavalo de pau e, de repente, o carro parasse no meio da estrada?&#8221;. Outra imagem que surgiu na nossa conversa no final da tarde de segunda-feira foi a de algu\u00e9m que simplesmente tiraram da tomada. Lula sentiu isso literalmente no dia em que deixou Bras\u00edlia e voltou para o seu apartamento em S\u00e3o Bernardo do Campo: \u00e0 meia-noite, foram desligados os aparelhos de comunica\u00e7\u00e3o da antiga seguran\u00e7a presidencial. De roupa esporte, acompanhado apenas dos antigos e fi\u00e9is assessores Clara Ant e Paulo Okamoto, de um secret\u00e1rio e dois seguran\u00e7as, tudo o que restou da antiga corte, o ex-presidente agora conversa sem pressa com quem o visita em seu &#8220;gabinete provis\u00f3rio&#8221;, uma su\u00edte no \u00faltimo andar de um hotel na Zona Sul paulistana.\u00a0 Sem deixar de ajudar a mulher, Marisa, a desencaixotar a mudan\u00e7a e em prosaicos afazeres dom\u00e9sticos, como lavar pratos, Lula est\u00e1 aos poucos saindo da toca de S\u00e3o Bernardo do Campo, para onde voltou na noite de 1\u00bade janeiro, depois de ser o homem mais importante do pa\u00eds nos \u00faltimos oito anos. Por mais que queira assumir o papel de ex, ele \u00e9 tratado por onde passa como se ainda fosse presidente. Vai demorar algum tempo para que Lula possa &#8220;desencarnar&#8221; da Presid\u00eancia, como ele mesmo tem falado, e os brasileiros que o elegeram duas vezes se acostumem com seu novo papel.<\/p>\n<p><strong><!--more-->&#8216;Tenho que desencarnar. \u00c9 dif\u00edcil&#8217;, diz ex-presidente<\/strong><\/p>\n<p>Em sua primeira visita ao Rio ap\u00f3s deixar a Presid\u00eancia, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva voltou ontem \u00e0 cidade, onde ficar\u00e1 at\u00e9 amanh\u00e3, para uma s\u00e9rie de encontros. Ele se reuniu no hotel Sofitel, em Copacabana, na Zona Sul, com o presidente do IBGE, Eduardo Nunes e com o economista Marcelo Neri, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), al\u00e9m do compositor Chico Buarque. Bem-humorado, o ex-presidente afirmou que ainda precisa &#8220;desencarnar da Presid\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o defini ainda o que quero fazer. Tenho dito que, primeiro, tenho que desencarnar. \u00c9 dif\u00edcil. Quando um governante sai da Presid\u00eancia com o povo escrevendo faixas na rua &#8220;fora fulano&#8221;, &#8220;fora beltrano&#8221;, ele (o governante) esquece logo. Mas, quando voc\u00ea sai com 90% (de aprova\u00e7\u00e3o), \u00e9 muito dif\u00edcil, porque a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito presente. Faz pouco tempo ainda. Estou tranquilo. Vou tomar muito cuidado para n\u00e3o dar nenhum passo errado, para fazer as coisas bem feitas. Tenho todo o tempo da vida pela frente &#8211; declarou Lula, ao chegar ao hotel, onde a di\u00e1ria custa entre R$2.785 e R$9.347.<\/p>\n<p><strong>Dilma vence 1\u00aa batalha na vota\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro teste da presidente Dilma Rousseff no Congresso, a C\u00e2mara dos Deputados aprovou ontem \u00e0 noite o projeto que fixa o sal\u00e1rio m\u00ednimo em R$ 545. O texto-base passou em vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, com voto contr\u00e1rio apenas do PSOL. Mas a fidelidade da base aliada seria colocada \u00e0 prova, ainda ontem \u00e0 noite, na vota\u00e7\u00e3o de destaques ao texto: um deles fixava o m\u00ednimo em R$ 560, e outro, em R$ 600. Durante os debates no plen\u00e1rio, houve uma invers\u00e3o de pap\u00e9is: ex-presidente da CUT, o deputado Vicentinho (PT-SP), relator do projeto apresentado pelo governo, foi vaiado por manifestantes da For\u00e7a Sindical que lotavam as galerias. E parlamentares tradicionalmente rivais da esquerda, como Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da UDR, foram aplaudidos ao defender um valor maior.<\/p>\n<p><strong>Governo quer fixar m\u00ednimo por decreto<\/strong><\/p>\n<p>Um artigo inclu\u00eddo no projeto surpreendeu o plen\u00e1rio e acabou atrasando a vota\u00e7\u00e3o. Pelo texto, a partir de 2012, a presidente Dilma Rousseff poder\u00e1 fixar o valor do m\u00ednimo por meio de decreto e n\u00e3o mais por medida provis\u00f3ria. Na pr\u00e1tica, com isso, Dilma fugir\u00e1 do debate, a cada ano, sobre o m\u00ednimo no Congresso. E a oposi\u00e7\u00e3o perde o palanque. O relator Vicentinho (PT-SP) teve que apresentar uma emenda deixando claro que o decreto se basear\u00e1 na lei aprovada agora pela C\u00e2mara, e se limitar\u00e1 a definir o percentual do reajuste com base nas regras aprovadas at\u00e9 2015. A proposta de R$545 ter\u00e1 um impacto de R$7,84 bilh\u00f5es em 2011, sendo que os R$5 de diferen\u00e7a entre os R$540 e os R$545 ser\u00e1 de R$1,36 bilh\u00e3o. J\u00e1 em 2012, pela regra de reajuste &#8211; infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo mais o PIB de dois anos anteriores &#8211; o m\u00ednimo dever\u00e1 subir para R$616.<\/p>\n<p><strong>Pelo m\u00ednimo, a troca de pap\u00e9is<\/strong><\/p>\n<p>O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Ruralista (UDR), aclamado no plen\u00e1rio por sindicalistas? O ex-presidente da CUT, deputado Vicente de Paula, o Vicentinho (PT-SP), sorrindo amarelo diante das vaias das galerias lotadas de manifestantes das centrais sindicais? Sim, isso aconteceu ontem no plen\u00e1rio da C\u00e2mara quando deputados da oposi\u00e7\u00e3o ficaram lado a lado com os trabalhadores por um m\u00ednimo de R$560, e os petistas amargaram a defesa impopular do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$545 do Planalto. A fala do eterno inimigo das esquerdas, Ronaldo Caiado, foi muito aplaudida pelas galerias. O mesmo paradoxo continuou em outras falas na tribuna, com os sindicalistas, em sua maioria da For\u00e7a Sindical e de centrais menores, aplaudindo deputados da oposi\u00e7\u00e3o (DEM e PSDB) e que defendiam valores maiores que R$545 e vaiando parlamentares, sobretudo do PT.<\/p>\n<p><strong>Tabela do IR \u00e9 a pr\u00f3xima negocia\u00e7\u00e3o na lista do governo<\/strong><\/p>\n<p>Passada a batalha em torno do valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o governo vai come\u00e7ar a negociar com as centrais sindicais a corre\u00e7\u00e3o da tabela do Imposto de Renda (IR) das pessoas f\u00edsicas. A equipe econ\u00f4mica j\u00e1 se disp\u00f4s a reajustar a tabela em 4,5% pelos pr\u00f3ximos quatro anos, o que representaria uma ren\u00fancia fiscal de R$2,2 bilh\u00f5es por ano (R$8,8 bilh\u00f5es at\u00e9 2014). No entanto, a defasagem \u00e9 bem maior do que a oferta do governo. Estudo feito pelo Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco) mostra que, entre 1995 e 2010, a corre\u00e7\u00e3o da tabela do IR foi de 88,51%. No entanto, a infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA acumulado no mesmo per\u00edodo foi de 209,36%. Isso significa que ainda h\u00e1 um res\u00edduo de 64,1% que ainda precisa ser compensado.<\/p>\n<p><strong>No PMDB, ordem unida por R$545<\/strong><\/p>\n<p>Nada de troco agora, mas pode haver mais adiante. O PMDB parece ter entendido bem o recado do Pal\u00e1cio do Planalto aos poss\u00edveis dissidentes da base governista na vota\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria do sal\u00e1rio m\u00ednimo. De olho na retomada das nomea\u00e7\u00f5es para o segundo e terceiro escal\u00f5es do governo, o vice-presidente Michel Temer foi para C\u00e2mara e, com o l\u00edder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), se empenhou ontem em convencer os colegas de legenda a engolir eventuais insatisfa\u00e7\u00f5es, para ajudar o partido a mostrar toda sua for\u00e7a e peso. Na tentativa de assegurar uma posi\u00e7\u00e3o un\u00e2nime da bancada a favor do m\u00ednimo de R$545, Alves chegou a convocar pelo menos dois deputados licenciados do Rio, Pedro Paulo e Leonardo Picciani, para a vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>R\u00e9u do mensal\u00e3o, petista comandar\u00e1 a principal comiss\u00e3o da C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Num acordo fechado pela c\u00fapula petista, o deputado Jo\u00e3o Paulo Cunha (PT-SP), um dos r\u00e9us no processo do mensal\u00e3o que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), presidir\u00e1 a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), principal comiss\u00e3o tem\u00e1tica da C\u00e2mara. Ele foi o escolhido para iniciar o rod\u00edzio no comando da CCJ com o colega Ricardo Berzoini (PT-SP), que ocupar\u00e1 seu lugar no segundo ano do mandato de dois anos da presid\u00eancia da comiss\u00e3o. O fatiamento do mandato foi a f\u00f3rmula usada para dar fim ao embate entre alas da bancada petista que disputam espa\u00e7o na C\u00e2mara, desde a escolha do deputado Marco Maia (PT-RS) para presidir a Casa. A vaga na CCJ estava sendo agressivamente disputada por Jo\u00e3o Paulo e Berzoini.<\/p>\n<p><strong>Governo confirma aumento do Bolsa Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A ministra do Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome, Tereza Campello, confirmou ontem que uma das medidas em estudo no plano de erradica\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria \u00e9 ampliar a cobertura do Bolsa Fam\u00edlia. Ela disse tamb\u00e9m que o valor dos benef\u00edcios do programa ser\u00e1 reajustado, mas n\u00e3o revelou o percentual do aumento nem quando isso ocorrer\u00e1.<\/p>\n<p>&#8211; Estamos estudando como incorporar ainda algumas parcelas da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e3o fora do Bolsa Fam\u00edlia &#8211; disse a ministra, ap\u00f3s reuni\u00e3o com o f\u00f3rum de secret\u00e1rios estaduais de Assist\u00eancia Social.<\/p>\n<p>Tereza disse que os programas do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social n\u00e3o ser\u00e3o afetados pelo corte de R$50 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento da Uni\u00e3o, assim como o pr\u00f3prio plano de erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. Cerca de 90% das verbas da pasta v\u00e3o para a\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia de renda, como o Bolsa Fam\u00edlia e o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC), que atende idosos e deficientes de baixa renda.<\/p>\n<p><strong>CNS nas m\u00e3os de Padilha<\/strong><\/p>\n<p>Numa disputa repleta de intrigas, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade retomou o comando do Conselho Nacional de Sa\u00fade (CNS), ap\u00f3s quatro anos de uma rela\u00e7\u00e3o conturbada com o \u00f3rg\u00e3o de controle social do SUS. O ministro Alexandre Padilha vai comandar o \u00f3rg\u00e3o por um ano, mas com possibilidade de se manter \u00e0 frente do conselho at\u00e9 o fim do governo Dilma. O CNS \u00e9 formado por 48 representantes de usu\u00e1rios, trabalhadores, gestores e prestadores de servi\u00e7o, e toma resolu\u00e7\u00f5es que precisam ser homologadas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Ap\u00f3s negocia\u00e7\u00e3o de bastidores, Padilha conseguiu desmobilizar os usu\u00e1rios do SUS, que na \u00faltima hora retiraram a candidatura da conselheira Jurema Werneck. S\u00f3 n\u00e3o conquistou os trabalhadores da Sa\u00fade, \u00fanico grupo que se op\u00f4s publicamente \u00e0 sua indica\u00e7\u00e3o. Para ser eleito, Padilha disse que vai reformular integralmente a gest\u00e3o do conselho, dando voz \u00e0 diretoria colegiada, e que a 14\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Sa\u00fade vai nortear a nova pol\u00edtica de acesso e qualidade do SUS.<\/p>\n<p><strong>Indeniza\u00e7\u00f5es para cabos da FAB ser\u00e3o revistas<\/strong><\/p>\n<p>O ministro da Justi\u00e7a, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, determinou a revis\u00e3o de indeniza\u00e7\u00f5es concedidas a 2.530 cabos da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). A anistia dos ex-militares foi aprovada no fim do governo Fernando Henrique Cardoso e nos primeiros anos da gest\u00e3o de Lula. Os cabos recebem presta\u00e7\u00e3o mensal e t\u00eam direito tamb\u00e9m a pagamento de valores retroativos.<\/p>\n<p><strong>OAB vai \u00e0 Justi\u00e7a para cancelar passaportes<\/strong><\/p>\n<p>A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou ontem que entrar\u00e1 com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a para pedir a devolu\u00e7\u00e3o de passaportes diplom\u00e1ticos concedidos indevidamente entre 2006 e 2010. A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s o Itamaraty informar que emitiu 328 passaportes de car\u00e1ter excepcional nesse per\u00edodo, embora negue a exist\u00eancia de irregularidades que justifiquem a devolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 um desrespeito \u00e0 na\u00e7\u00e3o, ao princ\u00edpio da moralidade e \u00e0 pr\u00f3pria norma que rege a concess\u00e3o de passaportes especiais. O Itamaraty deveria ser o primeiro a exigir que as pessoas que receberam os passaportes irregularmente os devolvam. Ao n\u00e3o tomar essa provid\u00eancia, o Itamaraty incorre em um grave erro. S\u00f3 resta \u00e0 OAB a medida judicial &#8211; disse o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.<\/p>\n<p><strong>Procurador-geral culpa PF pela demora na investiga\u00e7\u00e3o do mensal\u00e3o do DEM<\/strong><\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, culpou a Pol\u00edcia Federal pela demora nas investiga\u00e7\u00f5es sobre o mensal\u00e3o do DEM. O inqu\u00e9rito apura suposto esquema de corrup\u00e7\u00e3o no governo do Distrito Federal, quando o ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda (ex-DEM) estava no cargo. Segundo Gurgel, n\u00e3o foi poss\u00edvel oferecer den\u00fancia ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) porque as dilig\u00eancias n\u00e3o foram conclu\u00eddas. O caso s\u00f3 ser\u00e1 transformado em a\u00e7\u00e3o penal se a Justi\u00e7a aceitar a den\u00fancia do procurador.<\/p>\n<p>&#8211; Foi quest\u00e3o de ac\u00famulo de trabalho do Instituto de Criminal\u00edstica (PF). A gente entende que j\u00e1 passou do tempo. Evidentemente, j\u00e1 era para estar conclu\u00eddo &#8211; disse o procurador. Segundo Gurgel, h\u00e1 o m\u00e1ximo empenho por parte do Minist\u00e9rio P\u00fablico para a conclus\u00e3o do caso com rapidez.<\/p>\n<p><strong>Roseana \u00e9 operada para conter sangramento<\/strong><\/p>\n<p>A governadora do Maranh\u00e3o, Roseana Sarney (PMDB), foi submetida ontem a uma cirurgia \u00e0s pressas para conter um sangramento intestinal. A opera\u00e7\u00e3o, realizada pela equipe do m\u00e9dico Santiago Servin, durou cerca de uma hora e meia e conseguiu solucionar o problema, segundo a assessoria do governo do estado. Ainda pela manh\u00e3, Roseana deixou a UTI e foi para um quarto. Segundo o secret\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o do governo do estado, S\u00e9rgio Mac\u00eado, a governadora dever\u00e1 viajar para S\u00e3o Paulo para ser submetida a exames assim que receber autoriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o que dever\u00e1 ocorrer hoje.<\/p>\n<p><strong>Panamericano tem rombo maior: R$ 4,3 bi<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com o socorro bilion\u00e1rio que recebeu do Fundo Garantidor de Cr\u00e9dito (FGC, entidade privada mantida pelos bancos, que emprestou R$3,8 bilh\u00f5es para cobrir os rombos descobertos em suas contas), o banco PanAmericano saiu quase sem patrim\u00f4nio da crise gerada pela gest\u00e3o de seu ex-controlador, o empres\u00e1rio Silvio Santos. Em balan\u00e7o at\u00edpico divulgado ontem &#8211; em vez de dados trimestrais, exigidos por lei, a nova dire\u00e7\u00e3o do banco apresentou apenas informa\u00e7\u00f5es de novembro e dezembro, omitindo o m\u00eas de outubro &#8211; o patrim\u00f4nio l\u00edquido do PanAmericano resumia-se a R$197 milh\u00f5es, uma fra\u00e7\u00e3o do R$1,35 bilh\u00e3o que ostentava em setembro de 2010. O rombo, estimado em R$3,8 bilh\u00f5es at\u00e9 janeiro, tamb\u00e9m cresceu, chegando a R$4,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma enquadra PMDB e m\u00ednimo ser\u00e1 de R$ 545<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s forte press\u00e3o do Planalto sobre ministros e partidos que disputam cargos do segundo escal\u00e3o, a presidente Dilma obteve ontem sua primeira vit\u00f3ria legislativa ao aprovar na C\u00e2mara o sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 545 para 2011 e derrubar propostas de valores mais altos. Apesar da uni\u00e3o inusitada da oposi\u00e7\u00e3o com as centrais sindicais, a dissid\u00eancia da base governista foi m\u00ednima. Com apoio de 100% dos deputados do PMDB, o rolo compressor do governo derrubou facilmente as emendas para elevar o valor a R$ 600 (promessa de campanha do PSDB) e R$ 560 (proposta pelo DEM).<\/p>\n<p><strong>M\u00ednimo aprovado n\u00e3o rep\u00f5e agora perda inflacion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 545 ser\u00e1 insuficiente para repor a infla\u00e7\u00e3o acumulada desde o reajuste anterior e permitir\u00e1 uma economia extra em ano de ajuste fiscal. Em meio a press\u00f5es das centrais sindicais por ganho real, o novo valor foi proposto quando se constatou que os R$ 540 concedidos em janeiro nem sequer compensavam a perda do poder de compra acumulada no ano passado, subestimada nos c\u00e1lculos oficiais.<br \/>\nA compensa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, demorar\u00e1 mais alguns meses, em raz\u00e3o de detalhes legislativos omitidos na ret\u00f3rica das autoridades. Pela regra estipulada no projeto aprovado ontem pelos deputados federais, o novo valor s\u00f3 entrar\u00e1 em vigor no primeiro dia do m\u00eas seguinte a sua convers\u00e3o em lei -na hip\u00f3tese mais otimista, em 1\u00ba de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Procuradoria vai acionar o STF contra superpens\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, vai entrar no STF (Supremo Tribunal Federal) com a\u00e7\u00f5es de inconstitucionalidade questionando todas as leis estaduais que concedem aposentadorias para ex-governadores que ainda n\u00e3o foram alvo de processos na Corte.<br \/>\nNove a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o no Supremo pedem o fim das superpens\u00f5es em Par\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Sul, Sergipe, Acre, Paran\u00e1, Amazonas, Maranh\u00e3o e Rond\u00f4nia. A OAB, autora de sete processos, promete pedir na pr\u00f3xima semana a extin\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios em Minas, Rio, Para\u00edba e Santa Catarina. Gurgel lembrou que j\u00e1 h\u00e1 precedente na corte de considerar inconstitucional esse tipo de lei. Ele afirmou que est\u00e1 fechando o levantamento das normas estaduais para entrar com as medidas.<\/p>\n<p><strong>Simon diz ter renunciado a benef\u00edcio no RS<\/strong><\/p>\n<p>O senador Pedro Simon (PMDB) disse que vai renunciar \u00e0 aposentadoria de ex-governador do Rio Grande do Sul. Desde novembro, ele recebia R$ 24,1 mil mensais, mais o sal\u00e1rio do Congresso. O an\u00fancio ocorreu anteontem, quando a OAB protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) uma a\u00e7\u00e3o contra o pagamento a ex-mandat\u00e1rios ga\u00fachos. Simon, que governou o Estado de 1987 a 1990, recebeu, somado, cerca de R$ 76 mil nesses tr\u00eas meses, mais R$ 4.000 relativos ao 13\u00ba proporcional.<\/p>\n<p><strong>Eleito, Agripino faz agrado a Kassab<\/strong><br \/>\n\u00a0<br \/>\nO DEM fechou acordo ontem para lan\u00e7ar chapa \u00fanica ao comando da sigla. O senador Jos\u00e9 Agripino Maia (DEM-RN) foi eleito por consenso o candidato, mas abriu espa\u00e7o na chapa para aliados do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC) e do prefeito de S\u00e3o Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP). O acordo atende ao pedido de Kassab para ficar no partido.<\/p>\n<p><strong>R\u00e9u do mensal\u00e3o vai presidir comiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>R\u00e9u no processo do mensal\u00e3o, o deputado federal Jo\u00e3o Paulo Cunha (PT-SP) foi escolhido pelo PT para presidir a CCJ (Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a), comiss\u00e3o mais importante da Casa. A escolha foi anunciada no dia em que todas as negocia\u00e7\u00f5es estavam voltadas \u00e0 vota\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Por ser a maior bancada na C\u00e2mara, com 87 deputados, o PT conquistou o direito de comandar a CCJ, por onde passam todos os projetos da Casa. Favorito, Jo\u00e3o Paulo disputou a indica\u00e7\u00e3o da sigla com Ricardo Berzoini (SP). Ontem, reuni\u00e3o com representantes das correntes do partido encerrou o debate: Jo\u00e3o Paulo presidir\u00e1 a comiss\u00e3o neste ano e dar\u00e1 lugar a Berzoini em 2012.<\/p>\n<p><strong>PB paga sal\u00e1rio a 71 servidores mortos<\/strong><\/p>\n<p>Mais de mil funcion\u00e1rios contratados para atuar no setor de educa\u00e7\u00e3o da Para\u00edba constam da folha de pagamento mas n\u00e3o davam expediente. Destes, pelo menos 71 j\u00e1 estavam mortos. A presen\u00e7a de fantasmas na Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o foi revelada ap\u00f3s o governo iniciar um recadastramento dos servidores em algumas secretarias do Estado. Al\u00e9m dos 71 mortos, a lista inclui 44 funcion\u00e1rios que vivem no exterior e 187 aposentados que recebiam tanto do governo quanto do INSS. Outros 62 funcion\u00e1rios n\u00e3o foram localizados durante o recadastramento e, por isso, engrossam a lista de fantasmas no Estado.<\/p>\n<p><strong>Ex-governador diz que sucessor &#8220;cria fato que n\u00e3o existe&#8221;<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO ex-governador da Para\u00edba Jos\u00e9 Maranh\u00e3o (PMDB) disse, por meio de sua assessoria, que a informa\u00e7\u00e3o de que havia servidores fantasmas na Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa de um &#8220;factoide&#8221; da nova gest\u00e3o. Ele falou que o governo &#8220;est\u00e1 criando um fato que n\u00e3o existe&#8221;.<br \/>\nFrancisco de Sales Gaud\u00eancio, secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o no governo anterior, disse que n\u00e3o teve conhecimento da exist\u00eancia de servidores fantasmas. &#8220;Esse assunto de pessoal \u00e9 controlado pela Secretaria de Administra\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Paulo Preto e EJ n\u00e3o chegam a acordo<\/strong><\/p>\n<p>Terminou sem acordo a audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de cal\u00fania movida pelo engenheiro e ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, contra dirigentes do PSDB e jornalistas da revista &#8220;Isto\u00c9&#8221;. Souza acusa tucanos de supostamente falarem \u00e0 revista que o engenheiro foi autor do desvio do caixa 2 do PSDB na elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Procuradoria pede lista de donos de superpassaportes<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no Distrito Federal deu dez dias para que o Itamaraty identifique os nomes dos 328 benefici\u00e1rios dos passaportes diplom\u00e1ticos em car\u00e1ter excepcional e por &#8220;interesse do pa\u00eds&#8221;. Tamb\u00e9m quer saber a motiva\u00e7\u00e3o para a emiss\u00e3o de cada um deles. O pedido foi enviado ontem e o Itamaraty tem 10 dias para responder, a contar da data do recebimento. A medida deve-se \u00e0 n\u00e3o divulga\u00e7\u00e3o dos nomes dos beneficiados, que constava de uma primeira a\u00e7\u00e3o aberta contra o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. O procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, considerou &#8220;insuficiente&#8221; a resposta.<\/p>\n<p><strong>Governo livra 3.000 emissoras de r\u00e1dio e TV de processos<\/p>\n<p><\/strong>O governo federal considerou prescritos 8.231 processos abertos contra emissoras de r\u00e1dio e TV por irregularidades cometidas no per\u00edodo de 1995 a 2007. Os processos foram abertos contra 3.148 empresas do setor de radiodifus\u00e3o. Do total de processos, 3.765 geraram multas de R$ 9,2 milh\u00f5es. Os demais previam outros tipos de puni\u00e7\u00e3o. S\u00f3 9% das multas foram pagas. Ou seja, com a prescri\u00e7\u00e3o, o governo vai deixar de arrecadar R$ 8,4 milh\u00f5es. Essas multas foram aplicadas a emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o por descumprimento de determina\u00e7\u00f5es legais. Entre elas est\u00e3o a transmiss\u00e3o de programa\u00e7\u00e3o num raio maior do que o permitido, n\u00e3o respeitar o limite de 25% de propaganda comercial ou deixar de veicular a &#8220;Voz do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Libera\u00e7\u00e3o de verba cresce 441% antes de votar m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>Nos primeiros 11 dias de fevereiro, \u00e0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o do valor do novo sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2013 que ocorreria ontem \u00e0 noite -, o governo pagou R$ 653,7 milh\u00f5es de gastos autorizados ou ampliados por meio de emendas parlamentares. O ritmo de libera\u00e7\u00e3o de verbas p\u00fablicas nesse per\u00edodo aumentou 441% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de janeiro inteiro. Os gastos referem-se a contas pendentes de pagamento de 2010 e equivalem a 7% do saldo deixado at\u00e9 o \u00faltimo dia do governo Lula das despesas que foram objeto de emendas parlamentares. J\u00e1 os 282 deputados e senadores que tiveram emendas aprovadas ao Or\u00e7amento de 2011 mas n\u00e3o est\u00e3o mais no Congresso s\u00e3o alvo preferencial do corte de R$ 50 bilh\u00f5es que est\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o no governo e dever\u00e1 ser detalhado na semana que vem. Elas somam R$ 3,2 bilh\u00f5es. Ao todo, o volume de emendas aprovadas ao Or\u00e7amento de 2011 \u00e9 de R$ 21 bilh\u00f5es. Dessas, ser\u00e3o cortados cerca de R$ 18 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Corte de verbas come\u00e7a pelos \u2018sem-mandato\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Libera de um lado, corta do outro. Os 282 deputados e senadores que tiveram emendas aprovadas ao Or\u00e7amento de 2011, mas n\u00e3o est\u00e3o mais no Congresso, s\u00e3o alvo preferencial do corte de R$ 50 bilh\u00f5es que est\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o no governo e dever\u00e1 ser detalhado na semana que vem. Essas emendas somam R$ 3,2 bilh\u00f5es, segundo levantamento feito pelo Estado.\u00a0 No total, o volume de emendas de parlamentares aprovadas ao Or\u00e7amento de 2011 \u00e9 de R$ 21 bilh\u00f5es. Dessas, cerca de R$ 18 bilh\u00f5es ser\u00e3o dizimadas, segundo adiantou fonte do Pal\u00e1cio do Planalto. Entre esses R$ 18 bilh\u00f5es, as emendas dos sem-mandato tendem a ser as primeiras da fila, embora o festival de libera\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos dias mostre que isso n\u00e3o \u00e9 sempre verdade. &#8220;\u00c9 claro que agora ficar\u00e1 mais dif\u00edcil&#8221;, disse o ex-deputado Chico da Princesa (PR-PR), um dos campe\u00f5es das libera\u00e7\u00f5es de verbas referentes a 2010 \u00e0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p><strong>Dilma aprova com folga sal\u00e1rio de R$ 545 na C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Com amea\u00e7as de cortes nas nomea\u00e7\u00f5es para o segundo escal\u00e3o e at\u00e9 de demiss\u00e3o de um ministro aliado, a presidente Dilma Rousseff conseguiu fazer sua base parlamentar aprovar o sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 545 e passar por seu batismo de fogo no Congresso. Maioria expressiva dos aliados obedeceu \u00e0 ordem do Executivo e rejeitou, por 361 votos a 120, a proposta que elevava o valor para R$ 560. O projeto ainda ter\u00e1 de ser aprovado pelo Senado para virar lei. A libera\u00e7\u00e3o de emendas no m\u00eas de fevereiro tamb\u00e9m foi outra arma usada pelo Executivo.<\/p>\n<p><strong>R\u00e9u na a\u00e7\u00e3o do mensal\u00e3o ganha CCJ na C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>O deputado Jo\u00e3o Paulo Cunha (PT-SP) ser\u00e1 o indicado do seu partido para presidir a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), a mais importante da C\u00e2mara. Ele \u00e9 r\u00e9u no processo em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o esquema de pagamento de mesada a parlamentares conhecido como &#8220;mensal\u00e3o&#8221;, de 2005. A indica\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo foi anunciada pelo l\u00edder do PT, Paulo Teixeira (SP), e acontece depois de uma guerra interna na bancada do partido. Al\u00e9m do escolhido, Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, pleiteava o posto. O racha na bancada come\u00e7ou antes, ainda no processo de escolha do candidato do partido \u00e0 Presid\u00eancia da C\u00e2mara, no qual Marco Maia (RS) bateu C\u00e2ndido Vaccarezza (SP).<\/p>\n<p><strong>Sarney p\u00f5e o amigo Jo\u00e3o Alberto na Corregedoria<\/strong><\/p>\n<p>Ligado ao presidente do Senado, Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP), o senador Jo\u00e3o Alberto (PMDB-MA) ser\u00e1 o futuro corregedor da Casa. Ele substituir\u00e1 o senador Romeu Tuma (PTB-SP), que morreu em outubro e ocupou o cargo em 15 dos 18 anos de exist\u00eancia do posto. Tuma sempre creditou a Sarney o convite para permanecer na Corregedoria. O presidente do Senado, desta vez, afirma que n\u00e3o tem nada a ver com a indica\u00e7\u00e3o. Alega que a compet\u00eancia n\u00e3o \u00e9 sua e, sim, dos l\u00edderes partid\u00e1rios, mais precisamente do l\u00edder do PMDB na Casa, o senador Renan Calheiros (AL). Renan, por sua vez, tamb\u00e9m nega a paternidade da indica\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Alberto. &#8220;O Sarney \u00e9 quem vai decidir&#8221;, justificou o senador. Cabe ao corregedor abrir sindic\u00e2ncia no \u00e2mbito do Senado sobre den\u00fancias envolvendo os parlamentares da Casa.<\/p>\n<p><strong>&#8221;Preparado para o cargo&#8221;, Agaciel volta \u00e0 C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Piv\u00f4 do esc\u00e2ndalo dos atos secretos do Senado, Agaciel Maia (PTC), que se elegeu deputado distrital em 3 de outubro \u00faltimo, foi escolhido por unanimidade para presidir a Comiss\u00e3o de Economia, Or\u00e7amento e Finan\u00e7as da C\u00e2mara Legislativa do DF, a mais importante da Casa. &#8220;N\u00e3o pleiteei o cargo, os colegas me escolheram livremente pelo meu perfil de economista e especialista em or\u00e7amento&#8221;, disse Maia, que preside hoje a primeira reuni\u00e3o da comiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Liminar impede TST de dar posse a presidente<\/strong><\/p>\n<p>A duas semanas da data marcada, com convites impressos e distribu\u00eddos, a posse do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi suspensa ontem por liminar do Conselho Nacional de Justi\u00e7a. Uma an\u00e1lise preliminar do conselho considerou que a elei\u00e7\u00e3o feriu a lei. A elei\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Oreste Dalazen, em dezembro, come\u00e7ou a ser contestada pelos pr\u00f3prios colegas durante a vota\u00e7\u00e3o. A pol\u00eamica quebrou uma tradi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas d\u00e9cadas no tribunal, de permitir que os dirigentes ocupem cargos de dire\u00e7\u00e3o por mais de quatro anos &#8211; limite fixado pela Lei Org\u00e2nica da Magistratura -, por meio de ren\u00fancia dos demais concorrentes aos cargos.<\/p>\n<p><strong>Tiririca estreia em vota\u00e7\u00f5es e aperta o bot\u00e3o errado<\/strong><\/p>\n<p>Em sua primeira vota\u00e7\u00e3o como deputado, Tiririca (PR-SP) errou e apoiou a emenda do PSDB que elevaria o m\u00ednimo para R$ 600. Durante o dia, ele disse que apoiaria os R$ 545 do governo. Na hora de votar, por\u00e9m, Tiririca estava perto dos tucanos e votou votando &#8220;sim&#8221; aos R$ 600. A assessoria de Tiririca nega que o deputado tenha se rebelado e afirmou haver um engano do parlamentar na hora de apertar o bot\u00e3o no sistema eletr\u00f4nico. Na emenda dos R$ 560, Tiririca se redimiu e seguiu a orienta\u00e7\u00e3o do governo, rejeitando o valor.<\/p>\n<p><strong>C\u00fapula do DEM fecha acordo e exclui Gilberto Kassab<\/strong><\/p>\n<p>A c\u00fapula do Democratas (DEM) fechou ontem um acordo com a ala dissidente em torno do lan\u00e7amento de candidatura \u00fanica do senador Jos\u00e9 Agripino Maia (RN) para presidir o partido a partir de mar\u00e7o. Para contemplar o grupo do partido que est\u00e1 insatisfeito com os rumos do DEM, a dire\u00e7\u00e3o da legenda abriu espa\u00e7os na chapa para atender a oposi\u00e7\u00e3o interna. A negocia\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, excluiu o prefeito de S\u00e3o Paulo, Gilberto Kassab. O atual comando do DEM acha imposs\u00edvel manter Kassab filiado, devido \u00e0 sua insatisfa\u00e7\u00e3o p\u00fablica com o partido e pela disposi\u00e7\u00e3o de achar uma legenda para concorrer ao governo de S\u00e3o Paulo em 2014. No meio pol\u00edtico, a migra\u00e7\u00e3o de Kassab para o PMDB \u00e9 descartada e a probabilidade mais plaus\u00edvel seria a filia\u00e7\u00e3o do ex-prefeito ao PSB.<\/p>\n<p><strong>Pauta da TV Cultura \u00e9 criticada, no ar, por ser favor\u00e1vel ao governo<\/strong><\/p>\n<p>Por cerca de tr\u00eas minutos, os telespectadores do Jornal da Cultura, transmitido de segunda-feira a s\u00e1bado pela TV Cultura de S\u00e3o Paulo, puderam assistir, na noite de ter\u00e7a-feira, a uma cena praticamente in\u00e9dita na televis\u00e3o brasileira &#8211; algu\u00e9m criticar, ao vivo e em cores, o pr\u00f3prio notici\u00e1rio que estava sendo levado ao ar, qualificando uma reportagem de &#8220;merchandising&#8221;. O epis\u00f3dio ocorreu quando a apresentadora Maria Cristina Poli perguntou aos dois comentaristas do jornal, Dem\u00e9trio Magnoli e Eug\u00eanio Bucci, o que achavam de uma reportagem exibida, que exaltava v\u00e1rias realiza\u00e7\u00f5es da Secretaria da Sa\u00fade paulista, incluindo uma entrevista do secret\u00e1rio Guido Cerri.<\/p>\n<p>&#8220;Eu fiz jornalismo e aprendi que not\u00edcia, quando se trata de governo, \u00e9 uma coisa pr\u00e1tica, j\u00e1 adotada. Not\u00edcia \u00e9 quando o governo tomou uma atitude, n\u00e3o quando diz que vai fazer alguma coisa&#8221;, disse Magnoli.<\/p>\n<p><strong>Oposi\u00e7\u00e3o promete ir ao STF contra reajuste por decreto<\/strong><\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para impedir que o sal\u00e1rio m\u00ednimo seja reajustado por decreto nos pr\u00f3ximos anos. O texto aprovado ontem pela C\u00e2mara estabelece que o aumento seja feito por decreto, seguindo a regra da lei: PIB de dois anos anteriores mais infla\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><strong>Governo mostra for\u00e7a e aprova R$ 545<\/strong><\/p>\n<p>O governo passou com sucesso ontem pelo primeiro grande teste de for\u00e7a no Congresso com a aprova\u00e7\u00e3o do novo sal\u00e1rio m\u00ednimo, de R$ 545. Mesmo com a previs\u00e3o de vit\u00f3ria por ampla vantagem, o Pal\u00e1cio do Planalto colocou sobre a mesa todas as cartas dispon\u00edveis para enquadrar a base aliada. Amea\u00e7as de retalia\u00e7\u00f5es, nomea\u00e7\u00f5es do segundo escal\u00e3o em pauta e at\u00e9 a presen\u00e7a do vice-presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer, para la\u00e7ar o PMDB, foram algumas das estrat\u00e9gias empregadas para garantir a aprova\u00e7\u00e3o do piso sem sustos, em sess\u00e3o que durou mais de 10 horas.<\/p>\n<p><strong>Dissidentes na berlinda<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com a vit\u00f3ria na aprova\u00e7\u00e3o da proposta que reajustou o sal\u00e1rio m\u00ednimo, os governistas defendem tratamento diferenciado para os integrantes da base que votaram contra o projeto. Momentos antes da vota\u00e7\u00e3o, os l\u00edderes reuniram os parlamentares para avisar que quem n\u00e3o cumprisse o enredo escrito pelo Executivo ficaria de lado na distribui\u00e7\u00e3o de relatorias e na participa\u00e7\u00e3o em comiss\u00f5es, al\u00e9m de ir para o fim da fila nas negocia\u00e7\u00f5es por recursos de emendas parlamentares. \u00c9 o que os petistas chamaram internamente de \u201ctirar a sobremesa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Planalto ter\u00e1 caminho tranquilo no Senado<\/strong><\/p>\n<p>A novela, na C\u00e2mara, do sal\u00e1rio m\u00ednimo proposto pelo governo, n\u00e3o se repetir\u00e1 no Senado. L\u00edderes da base na Casa afirmam que os governistas est\u00e3o certos que, na pr\u00f3xima quarta-feira, o projeto ser\u00e1 analisado e aprovado em plen\u00e1rio para seguir \u00e0 san\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff. Nas contas dos governistas \u2014 exclu\u00eddas as bancadas da oposi\u00e7\u00e3o e cerca de 15 poss\u00edveis rebeldes da base e de partidos independentes \u2014, o Planalto tem pelo menos 45 votos favor\u00e1veis de 41 necess\u00e1rios. \u201cA ideia \u00e9 votar na quarta-feira. Quando o projeto chegar, vamos fazer um requerimento de urg\u00eancia para lev\u00e1-lo direto a plen\u00e1rio. Temos os votos necess\u00e1rio para aprov\u00e1-lo\u201d, diz o l\u00edder do governo no Senado, Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR). O l\u00edder espera que, em apenas uma semana, a Casa realize audi\u00eancia p\u00fablica com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vote o requerimento de urg\u00eancia e aprove o projeto. \u201cEsse valor significa austeridade, responsabilidade fiscal, combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e a aprova\u00e7\u00e3o de uma regra que vai dar ganho real para a classe trabalhadora ao longo dos pr\u00f3ximos anos\u201d, acrescentou Juc\u00e1, referindo-se aos R$ 545 aprovados ontem na C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>Prefeitos desistem de protesto<\/strong><\/p>\n<p>Depois de anunciar mobiliza\u00e7\u00f5es contra qualquer reajuste no sal\u00e1rio m\u00ednimo e divulgar estudos mostrando a dificuldade que os munic\u00edpios ter\u00e3o de fechar as contas se os gastos aumentarem, os prefeitos brasileiros decidiram abortar, na \u00faltima hora, as articula\u00e7\u00f5es contra a proposta de aumento do piso salarial de autoria do Executivo. O recuo teve dois motivos: o temor de sofrer retalia\u00e7\u00f5es nas libera\u00e7\u00f5es das emendas pleiteadas junto aos parlamentares e a certeza de que o jogo estava sob o comando do governo.<\/p>\n<p><strong>Vaias, churrasco e decep\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A contraofensiva do Planalto para enquadrar a base e pressionar os integrantes da base governista a votar favoravelmente ao projeto que estabelece em R$ 545 o sal\u00e1rio m\u00ednimo de 2011 refletiu no comportamento de integrantes de movimentos sociais que tradicionalmente lotam as galerias do plen\u00e1rio da C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>Moreira Franco, o foco da vez<\/strong><\/p>\n<p>Na briga por postos de segundo escal\u00e3o, o PT escolheu como alvo o ministro de Assuntos Estrat\u00e9gicos, Wellington Moreira Franco (PMDB). A bancada de deputados petistas movimenta a tropa de choque para evitar a demiss\u00e3o do presidente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. Para enfraquecer o ministro, vale at\u00e9 levantar um assunto que parecia engavetado: a defesa contra turbinar a pasta com o Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDES), hoje sob a batuta da Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais.<\/p>\n<p><strong>Posses no TST s\u00e3o suspensas<\/strong><\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) suspendeu a posse da nova diretoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST), prevista para 2 de mar\u00e7o. A decis\u00e3o foi tomada ontem pelo conselheiro Jorge H\u00e9lio ao analisar um pedido de provid\u00eancia protocolado pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), que contesta a elei\u00e7\u00e3o do ministro Jo\u00e3o Oreste Dalazen para o cargo de presidente do TST para o bi\u00eanio 2011\/2013. A reclama\u00e7\u00e3o da Anamatra \u00e9 baseada na Lei Org\u00e2nica da Magistratura, que pro\u00edbe que ju\u00edzes exer\u00e7am cargos de dire\u00e7\u00e3o por mais de quatro anos seguidos. Dalazen \u00e9 vice-presidente h\u00e1 dois anos e, antes, foi corregedor por igual per\u00edodo. At\u00e9 ent\u00e3o, era praxe no TST que todos os membros renunciassem \u00e0 pretens\u00e3o de chegar \u00e0 presid\u00eancia em favor do ministro mais antigo.<\/p>\n<p><strong>PMDB quer elei\u00e7\u00f5es sem tapet\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Se depender da c\u00fapula do PMDB, o eleitor nunca mais ver\u00e1 um deputado com 275 votos chegar \u00e0 C\u00e2mara puxado por quem conquistou um milh\u00e3o de eleitores. Pela proposta do voto majorit\u00e1rio, apresentada ontem aos peemedebistas de forma apaixonada pelo vice-presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer, s\u00f3 chegar\u00e3o ao Parlamento os mais votados. \u201cO sistema proporcional \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio m\u00e1ximo da Constitui\u00e7\u00e3o de que o poder \u00e9 do povo. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue entender como um deputado que tem 128 mil votos n\u00e3o \u00e9 eleito e um que 275 votos vira deputado\u201d, comentou Temer, em reuni\u00e3o com a bancada de seu partido na C\u00e2mara.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Globo A nova rotina de Lula fora do poder Aos amigos que lhe perguntam como est\u00e1 se sentindo de volta \u00e0 plan\u00edcie, seis semanas depois de passar o cargo de presidente da Rep\u00fablica para Dilma Rousseff, Lula deixa claro que n\u00e3o est\u00e1 nada f\u00e1cil adaptar-se \u00e0 nova rotina: &#8220;\u00c9 como se voc\u00ea estivesse dirigindo a 300 por hora, desse um cavalo de pau e, de repente, o carro parasse no meio da estrada?&#8221;. Outra imagem que surgiu na nossa conversa no final da tarde de segunda-feira foi a de algu\u00e9m que simplesmente tiraram da tomada. 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