{"id":26802,"date":"2011-02-01T09:08:38","date_gmt":"2011-02-01T12:08:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=26802"},"modified":"2011-02-01T09:08:38","modified_gmt":"2011-02-01T12:08:38","slug":"esquerda-tera-presenca-inedita-no-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/02\/01\/esquerda-tera-presenca-inedita-no-congresso\/","title":{"rendered":"Esquerda ter\u00e1 presen\u00e7a in\u00e9dita no Congresso"},"content":{"rendered":"<p>A esquerda ter\u00e1 um espa\u00e7o in\u00e9dito no Congresso Nacional que toma posse hoje (1\u00ba). A classifica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica das siglas brasileiras e o impacto disso na produ\u00e7\u00e3o legislativa podem provocar longos debates. Por\u00e9m, uma coisa \u00e9 certa: PT, PCdoB e Psol, tidos como de esquerda, e PSB, PDT, PPS e PV, historicamente associados \u00e0 centro-esquerda, ocupar\u00e3o 219 (37%) das 594 cadeiras do Parlamento. Entre eles, apenas Psol e PPS n\u00e3o fazem parte da base de apoio da presidenta Dilma Rousseff.<br \/>\nNa C\u00e2mara dos Deputados, a participa\u00e7\u00e3o somada de esquerda e centro-esquerda chegar\u00e1 a 38%. No Senado, o \u00edndice \u00e9 menor, mas a esquerda nunca usufruiu na Casa de tanto espa\u00e7o quanto ter\u00e1 na legislatura que tem in\u00edcio hoje. Dos 81 senadores, 19 (23,5%) s\u00e3o filiados a PT, PCdoB ou Psol. Com os oito senadores de centro-esquerda, o grupo ocupar\u00e1 27 cadeiras. H\u00e1 quatro anos, eram 23. Agora, com 15 senadores, os petistas s\u00f3 ter\u00e3o menos representantes do que o PMDB, considerado de centro.<br \/>\nNa C\u00e2mara, esquerda e centro-esquerda tamb\u00e9m nunca ocuparam tanto espa\u00e7o, pelo menos desde 1986, quando foram realizadas as primeiras elei\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a ditadura militar. Na legislatura iniciada em 1987, eles ocupavam apenas 14,5% das cadeiras da Casa. Quatro anos mais tarde, pularam para in\u00e9ditos 20%. De l\u00e1 pra c\u00e1, passaram-se duas d\u00e9cadas e a presen\u00e7a deles praticamente dobrou na C\u00e2mara. Ao todo, 106 deputados s\u00e3o de partidos de esquerda e 86, de centro-esquerda, o que corresponde a 38% da composi\u00e7\u00e3o da Casa, \u00edndice superior aos 36% registrados no in\u00edcio da legislatura que se encerra.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nPara analistas pol\u00edticos ouvidos pelo <strong>Congresso em Foco<\/strong>, a maior presen\u00e7a de partidos de esquerda e centro-esquerda pode interferir na pauta legislativa, abrindo espa\u00e7o para debates sobre temas pol\u00eamicos, como a uni\u00e3o civil de homossexuais, a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, o aprofundamento de pol\u00edticas de cotas raciais e sociais e a redu\u00e7\u00e3o da jornada trabalhista. Se n\u00e3o vai resultar na aprova\u00e7\u00e3o delas, pode ao menos facilitar a entrada desses assuntos na ordem do dia do plen\u00e1rio, acreditam.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n<strong>Trajet\u00f3ria ideol\u00f3gica da C\u00e2mara desde 1987<br \/>\n(participa\u00e7\u00e3o percentual das bancadas por legislatura)<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"573\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" width=\"73\" valign=\"top\"><strong>Orienta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>ideol\u00f3gica<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/strong><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/p>\n<p>2003\/07<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/strong><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"71\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/p>\n<p>2011\/15<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>1987\/91<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>1991\/95<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>1995\/99<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>1999\/2003<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\"><strong>2007\/11<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"73\" valign=\"top\"><strong>Centro (1)<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">39<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">29<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">34<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">36<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">28,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">31<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">26,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"73\" valign=\"top\"><strong>Centro-direita (2)<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">40<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">42,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">34,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">30<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">28,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">24,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">27,7<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"73\" valign=\"top\"><strong>Esquerda (3)<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">4,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">8<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">11,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">13<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">20<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">19<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">21<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"73\" valign=\"top\"><strong>Centro-esquerda (4)<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">10<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">12<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">10<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">9<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">12<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">17<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">17<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"73\" valign=\"top\"><strong>Direita (5)<\/strong><\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">6,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">8,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">10<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">12<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">11<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">8,5<\/td>\n<td width=\"71\" valign=\"top\">8,6<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>1)\u00a0PMDB, PSDB e PMN.<br \/>\n2)\u00a0PFL\/DEM, PTB, PL\/PR, PSC, PTC, PHS, PAN, PRB, PSL, PST, PSD, PSDC, PSP, PRN, PRS, PTR, PDC e o antigo Partido Popular (PP, que disputou apenas as elei\u00e7\u00f5es de 1994 e depois foi incorporado ao atual Partido Progressista, PP).<br \/>\n3)\u00a0PT, PCdoB e Psol.<br \/>\n4)\u00a0PDT, PSB, PPS e PV.<br \/>\n5)\u00a0PP (que ao longo do per\u00edodo 1987\/2011 teve tamb\u00e9m as denomina\u00e7\u00f5es de PDS, PPR e PPB), Prona (que se fundiu ao PL, formando o PR, no in\u00edcio de 2007) e PTdoB.<br \/>\nFonte: <strong>Congresso em Foco<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Dos extremos para o centro<br \/>\n<\/strong><br \/>\n\u201cO diagn\u00f3stico \u00e9 verdadeiro. Temos a maior concentra\u00e7\u00e3o de parlamentares \u00e0 esquerda do espectro pol\u00edtico. Mas num governo de coaliz\u00e3o essas for\u00e7as acabam se diluindo. Elas puxam as posi\u00e7\u00f5es dos partidos de direita e centro-direita que tamb\u00e9m participam do governo para o centro\u201d, avalia o diretor de Documenta\u00e7\u00e3o do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Ant\u00f4nio Augusto de Queiroz.\u00a0<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico Leonardo Barreto, a maior presen\u00e7a dos partidos de esquerda e centro-esquerda no Congresso se deve basicamente a dois fatores: as duas elei\u00e7\u00f5es de Lula e a dificuldade das legendas conservadoras de assumirem um discurso pr\u00f3prio no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cOs partidos conservadores t\u00eam muita dificuldade de se assumirem como tais. O DEM (antigo PFL), por exemplo, se refundou com o objetivo de resgatar o eleitorado conservador. Mas n\u00e3o concluiu seu processo porque foi obrigado a moderar o discurso para se associar ao PSDB na busca pelo Executivo. Essa liga\u00e7\u00e3o faz com o que partido se apresente de forma amb\u00edgua para as pessoas\u201d, considera o professor.<\/p>\n<p><strong>Embates e contradi\u00e7\u00f5es<br \/>\n<\/strong><br \/>\nPara Leonardo Barreto, uma mostra de que o embate entre direita e esquerda resiste ao tempo foi a derrubada da cobran\u00e7a da CPMF no Senado em 2007. A rejei\u00e7\u00e3o da proposta de emenda constitucional que prorrogava a cobran\u00e7a do tributo at\u00e9 2011 foi liderada pelo DEM. \u201cEsse foi o ponto alto do partido nos \u00faltimos anos\u201d, ressalta o cientista pol\u00edtico. A redu\u00e7\u00e3o de impostos \u00e9 tradicionalmente uma bandeira de partidos conservadores em todo o mundo.<\/p>\n<p>Por mais que o PT tenha caminhado para o centro e legendas de centro-esquerda, como PDT e PSB, tenham flexibilizado o ingresso de quadros origin\u00e1rios de partidos mais conservadores, Ant\u00f4nio Augusto acredita que esses partidos n\u00e3o abandonaram bandeiras hist\u00f3ricas caras \u00e0 esquerda, como a defesa dos direitos humanos e de oportunidades de ascens\u00e3o econ\u00f4mica e social. Para ele, o fato de os bancos nunca terem lucrado tanto quanto nos oito anos do governo Lula, por exemplo, n\u00e3o quer dizer que o PT tenha esquecido suas origens.<\/p>\n<p>\u201cEsse aspecto da colora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, com essa varia\u00e7\u00e3o de esquerda e direita, \u00e9 hoje menos uma vis\u00e3o econ\u00f4mica. Com um Congresso mais \u00e0 esquerda, \u00e9 poss\u00edvel incluir na agenda temas como uni\u00e3o civil entre pessoas do mesmo sexo, descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia, combate \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal e defesa de pol\u00edticas afirmativas para minorias. Se dependesse da direita, nenhuma dessas coisas prosperaria\u201d, afirma o analista pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Leonardo Barreto tamb\u00e9m considera relevante a capacidade de influ\u00eancia que podem desempenhar os partidos de esquerda e centro-esquerda, que fazem parte majoritariamente do governo Dilma. \u201cEla colocou no discurso de campanha que faria a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento. Mas est\u00e1 vendo que isso \u00e9 superdif\u00edcil, porque a solu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A econ\u00f4mica seria cortar, por exemplo, contribui\u00e7\u00f5es sindicais. Com a base que tem hoje, Dilma ter\u00e1 de fazer isso com mais cuidado\u201d, exemplifica o professor da UnB. O movimento sindical \u00e9 uma das bases de sustenta\u00e7\u00e3o de partidos como o PT e o PDT.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as graduais<\/p>\n<p><\/strong>Na avalia\u00e7\u00e3o dele, isso n\u00e3o significa que o pr\u00f3ximo Congresso adotar\u00e1 pr\u00e1ticas inovadoras em rela\u00e7\u00e3o ao anterior. \u201cAs pessoas n\u00e3o podem alimentar muitas expectativas porque as quest\u00f5es institucionais permanecem as mesmas. As bases pelas quais a maioria dos partidos e dos parlamentares decide se apoia ou n\u00e3o a agenda do governo, como a distribui\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os pol\u00edticos no Executivo e a libera\u00e7\u00e3o de obras e recursos, continuam as mesmas. Antevejo um Congresso muito pouco pr\u00f3-ativo, movido pelo Executivo ou por crises. O Executivo tem plena possibilidade de implantar sua agenda\u201d, observa Leonardo Barreto.\u00a0<\/p>\n<p>Para ele, n\u00e3o ser\u00e1 desta vez que o Legislativo promover\u00e1 mudan\u00e7as profundas, como as reformas pol\u00edtica e tribut\u00e1ria. \u201cEm vez de mudan\u00e7as globais, voc\u00ea vai ter pingadinhas, alguma coisa de cada uma das reformas que est\u00e3o sendo citadas. Alguma agenda sobre a quest\u00e3o das mulheres vai ser trabalhada. A quest\u00e3o do aborto e do casamento gay tamb\u00e9m pode ser discutida\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Augusto de Queiroz concorda com a possibilidade da retomada do debate desses assuntos. Tanto pela press\u00e3o dos partidos, como pela press\u00e3o da sociedade civil, a exemplo do que houve com a Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular. Mas, para ele, uma importante contribui\u00e7\u00e3o que o perfil partid\u00e1rio do novo Senado favorece \u00e9 a moderniza\u00e7\u00e3o da Casa, conhecido reduto olig\u00e1rquico.<\/p>\n<p>\u201cEssa presen\u00e7a maior dos partidos de esquerda e centro-esquerda \u00e9 muito importante no Senado, principalmente para a moderniza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, que sempre foi casa conservadora. Com parlamentares mais jovens, com perfil mais \u00e0 esquerda, \u00e9 poss\u00edvel dar maior din\u00e2mica \u00e0 Casa, diminuir o provincianismo e o conservadorismo\u201d, considera o diretor do Diap.<\/p>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica no Senado<br \/>\n(participa\u00e7\u00e3o percentual das bancadas por legislatura)<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"215\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Orienta\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u00a0<br \/>\nideol\u00f3gica<\/strong><\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<\/strong><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Legislatura<br \/>\n\u00a0<br \/>\n2011\/15<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>2007\/11<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Centro (1)<\/strong><\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">38<\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">38<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Centro-direita (2)<\/strong><\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">24,5<\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">22,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Esquerda (3)<\/strong><\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">17,2<\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">23,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Centro-esquerda (4)<\/strong><\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">11<\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"72\" valign=\"top\"><strong>Direita (5)<\/strong><\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">1,2<\/td>\n<td width=\"72\" valign=\"top\">6<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>1)\u00a0PMDB, PSDB e PMN.<br \/>\n2)\u00a0PFL\/DEM, PTB, PL\/PR, PSC, PRB.<br \/>\n3)\u00a0PT, PCdoB e Psol.<br \/>\n4)\u00a0PDT, PSB, PPS e PV.<br \/>\n5)\u00a0PP (que ao longo do per\u00edodo 1987\/2011 teve tamb\u00e9m as denomina\u00e7\u00f5es de PDS, PPR e PPB).<br \/>\nFonte: <\/em><strong><em>Congresso em Foco<\/p>\n<p><\/em><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/noticia.asp?cod_canal=21&amp;cod_publicacao=34716\">Saiba mais sobre o novo Congresso<\/a><\/strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Do Congresso em Foco\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A esquerda ter\u00e1 um espa\u00e7o in\u00e9dito no Congresso Nacional que toma posse hoje (1\u00ba). 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