{"id":26394,"date":"2011-01-25T07:31:52","date_gmt":"2011-01-25T10:31:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=26394"},"modified":"2011-01-25T07:31:52","modified_gmt":"2011-01-25T10:31:52","slug":"fmi-sobe-para-45-a-previsao-de-crescimento-do-brasil-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/01\/25\/fmi-sobe-para-45-a-previsao-de-crescimento-do-brasil-em-2011\/","title":{"rendered":"FMI sobe para 4,5% a previs\u00e3o de crescimento do Brasil em 2011"},"content":{"rendered":"<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) revisou para cima a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a economia brasileira neste ano e alertou para o risco de press\u00e3o inflacion\u00e1ria em economias emergentes. Segundo a atualiza\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial), lan\u00e7ada nesta ter\u00e7a-feira em Johanesburgo, na \u00c1frica do Sul, o Brasil vai crescer 4,5% em 2011, um aumento de 0,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o anterior, de outubro de 2010.<\/p>\n<p>\u00a0A previs\u00e3o de avan\u00e7o do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) feita pelo FMI est\u00e1 de acordo com as proje\u00e7\u00f5es do mercado. O \u00faltimo boletim Focus (levantamento divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em consultas ao mercado), divulgado nesta segunda-feira, prev\u00ea crescimento de 4,5% para 2011. Para 2012, a proje\u00e7\u00e3o do FMI permanece inalterada, em 4,1%.<\/p>\n<p>\u00a0<!--more--><\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nApesar de n\u00e3o citar especificamente o caso do Brasil, o organismo alerta para o risco de press\u00f5es inflacion\u00e1rias e superaquecimento nas economias emergentes, criado em parte pelo forte fluxo de capitais para esses pa\u00edses.<\/p>\n<p>O boletim Focus elevou nesta segunda-feira, pela s\u00e9tima semana consecutiva, a proje\u00e7\u00e3o para o IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo) de 2011, para 5,53%.<\/p>\n<p>O FMI recomenda que medidas de aperto monet\u00e1rio &#8220;devem come\u00e7ar ou continuar em economias emergentes nas quais as press\u00f5es de superaquecimento come\u00e7am a surgir&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse sentido, aumentos recentes nas pol\u00edticas de juros em muitos pa\u00edses s\u00e3o bem-vindos&#8221;, diz o Fundo.<\/p>\n<p>&#8220;Esse aperto pode, no entanto, exacerbar o forte fluxo de capitais que muitas dessas economias registram no momento&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, em alguns pa\u00edses emergentes, deixar que a moeda se aprecie ajudaria a combater o risco de superaquecimento.<\/p>\n<p>Em outros, por\u00e9m, &#8220;nos quais a moeda est\u00e1 acima dos n\u00edveis consistentes com os fundamentos de m\u00e9dio prazo, o ajuste fiscal pode ajudar a baixar as taxas de juros e conter a demanda interna&#8221;, diz o FMI.<\/p>\n<p><strong>Crescimento global<\/strong><br \/>\nA previs\u00e3o de crescimento para o Brasil est\u00e1 acima da proje\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, de 4,3%, valor 0,3 ponto percentual maior do que o apontado em relat\u00f3rio de outubro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 acima da previs\u00e3o de crescimento da economia global neste ano, que foi elevada em 0,2 ponto percentual, para 4,4%. Para 2012 a proje\u00e7\u00e3o global permanece inalterada, em 4,5%.<\/p>\n<p>Quando se leva em conta o conjunto das economias emergentes e em desenvolvimento, o FMI prev\u00ea avan\u00e7o de 6,5% em 2011, aumento de 0,1 ponto percentual sobre a proje\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>Segundo o FMI, a revis\u00e3o da proje\u00e7\u00e3o de crescimento mundial \u00e9 reflexo de uma atividade econ\u00f4mica mais forte do que o esperado no segundo semestre de 2010, assim como de pol\u00edticas adotadas pelos Estados Unidos para impulsionar a atividade neste ano.<\/p>\n<p>No entanto, o Fundo afirma que a recupera\u00e7\u00e3o global ainda enfrenta &#8220;riscos elevados&#8221; e continua a ocorrer em dois ritmos distintos, com crescimento ainda fraco e desemprego alto nas economias avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que as economias avan\u00e7adas registrem crescimento de 2,5% neste ano, um aumento de 0,3 ponto percentual sobre o relat\u00f3rio do ano passado, mas &#8220;ainda insuficiente para provocar uma redu\u00e7\u00e3o significativa nas elevadas taxas de desemprego&#8221;.<\/p>\n<p>Para os Estados Unidos, o Fundo prev\u00ea crescimento de 3% em 2011, um aumento de 0,7 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o se deve principalmente a um pacote fiscal para impulsionar a economia americana aprovado no fim do ano passado.<\/p>\n<p><strong>Zona do euro<\/strong><br \/>\nO Fundo cita os recentes problemas enfrentados em pa\u00edses europeus e afirma que as proje\u00e7\u00f5es apresentadas no novo relat\u00f3rio partem do pressuposto de que as pol\u00edticas em curso consigam manter a turbul\u00eancia financeira e seus reais efeitos limitados \u00e0 periferia da zona do euro.<\/p>\n<p>O documento cita as preocupa\u00e7\u00f5es recentes sobre perdas no setor banc\u00e1rio e sustentabilidade fiscal na Irlanda e compara o problema \u00e0 crise ocorrida em maio do ano passado.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, alguns pa\u00edses da zona do euro foram atingidos por uma crise provocada por altos n\u00edveis de d\u00edvida p\u00fablica e d\u00e9ficit nos or\u00e7amentos, que acabou gerando grandes preocupa\u00e7\u00f5es nos mercados e contaminando outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A turbul\u00eancia de meados de 2010 fez com que a avers\u00e3o mundial ao risco chegasse a seu ponto m\u00e1ximo&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio daquele epis\u00f3dio, que acabou tendo reflexos em outros mercados, inclusive nos emergentes, desta vez as &#8220;tens\u00f5es financeiras&#8221; ficaram limitadas \u00e0 periferia da zona do euro, afirma o FMI.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o diz que h\u00e1 necessidade urgente de &#8220;a\u00e7\u00f5es para superar os problemas financeiros e de risco soberano nos pa\u00edses da zona do euro, al\u00e9m de pol\u00edticas para corrigir os desequil\u00edbrios fiscais e reformar os sistemas financeiros nas economias avan\u00e7adas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Isso deve ser complementado por pol\u00edticas que mantenham controladas as press\u00f5es de superaquecimento e facilitem o reequil\u00edbrio externo em economias emergentes chave&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Com os mercados emergentes originando agora quase 40% do consumo mundial e mais de dois ter\u00e7os do crescimento global, uma desacelera\u00e7\u00e3o nessas economias representaria um duro golpe \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o global e ao reequil\u00edbirio necess\u00e1rio&#8221;, afirma o FMI. <em><strong>Da BBC Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) revisou para cima a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a economia brasileira neste ano e alertou para o risco de press\u00e3o inflacion\u00e1ria em economias emergentes. 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