{"id":25448,"date":"2010-12-29T14:27:01","date_gmt":"2010-12-29T17:27:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=25448"},"modified":"2010-12-29T14:27:01","modified_gmt":"2010-12-29T17:27:01","slug":"dilma-fazenda-deve-anunciar-corte-no-inicio-de-janeiro-para-conter-juro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/12\/29\/dilma-fazenda-deve-anunciar-corte-no-inicio-de-janeiro-para-conter-juro\/","title":{"rendered":"Dilma: Fazenda deve anunciar corte no in\u00edcio de janeiro para conter juro"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda quer anunciar nos primeiros dias de janeiro o  conte\u00fado total do pacote de ajuste fiscal previsto para o primeiro ano  de governo da presidenta Dilma Rousseff. Um mapeamento dos cortes em  cada minist\u00e9rio j\u00e1 foi feito, mas o valor final, de dezenas de bilh\u00f5es  de reais, ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado.<\/p>\n<p>A iniciativa de anunciar o arrocho fiscal logo no in\u00edcio do ano visa a  dar um choque de credibilidade \u00e0s contas p\u00fablicas, afetando  positivamente as expectativas do mercado e, por consequ\u00eancia, a decis\u00e3o  do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central, que se re\u00fane  em 18 e 19 de janeiro para definir o rumo dos juros.<\/p>\n<p>Ontem, essa credibilidade foi duramente abalada, segundo economistas. Depois de meses afirmando o contr\u00e1rio, <a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/governo+pode+descontar+investimento+do+pac+para+atingir+superavit\/n1237899332946.html\">as  declara\u00e7\u00f5es do ministro Guido Mantega e do secret\u00e1rio do Tesouro, Arno  Augustin, indicaram que o setor p\u00fablico n\u00e3o cumprir\u00e1 a \u201cmeta cheia\u201d de  super\u00e1vit prim\u00e1rio neste ano<\/a>, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) &#8211; meta que j\u00e1 foi reduzida ao longo do ano.<!--more--><\/p>\n<p>O descontrole fiscal pode ser um est\u00edmulo a mais para os diretores do  Banco Central elevarem o juro. O BC j\u00e1 indicou a probabilidade de  elevar a Selic na \u00faltima ata do Copom e na apresenta\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio de  Infla\u00e7\u00e3o. Sem a meta cumprida, o aumento da taxa pode ser ainda maior,  dizem economistas.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 que, se o artif\u00edcio de  divulgar o pacote de arrocho fiscal no in\u00edcio do ano servir para aliviar  a alta da taxa Selic ou mesmo para imprimir um tom mais ameno na ata da  reuni\u00e3o de janeiro do Copom, aliviando as expectativas futuras, j\u00e1  haveria um ganho na estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Hoje, o Banco Central anunciou que, em novembro, a d\u00edvida l\u00edquida total do setor p\u00fablico <a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/superavit+primario+do+setor+publico+soma+r+416+bilhoes+em+novembro\/n1237900760873.html\">subiu em novembro para R$ 1,45 trilh\u00e3o, ou 40,1% do PIB<\/a>.  Segundo assessores de Dilma Rousseff e Mantega, o novo governo ter\u00e1  como meta reduzir esse percentual, para algo pr\u00f3ximo de 30% no fim do  mandato, em 2014.<\/p>\n<p>Para a equipe de transi\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 elemento  fundamental para levar \u00e0 queda da taxa de juros, de forma a atingir o  n\u00edvel desejado de juro real em 2% ao ano, ao fim do mandato de Dilma<\/p>\n<p><strong>Onde estar\u00e1 o corte<\/strong><\/p>\n<p>Para tentar aumentar a credibilidade fiscal do governo, o minist\u00e9rio  da Fazenda deve anunciar n\u00e3o apenas uma redu\u00e7\u00e3o no ritmo de disp\u00eandios  para novos investimentos, como tamb\u00e9m identificar dentro de cada  minist\u00e9rio gastos que poder\u00e3o ser prorrogados ou suprimidos de vez.<\/p>\n<p>Segundo uma pessoa da Fazenda, o corte anunciado ser\u00e1 \u201cdoloroso\u201d e  atingir\u00e1, por exemplo, a promo\u00e7\u00e3o de eventos, viagens e gastos com novos  computadores ou mesmo novo mobili\u00e1rio. \u201cVamos conter gastos como  reformas de pr\u00e9dios.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e1 definido que esse corte n\u00e3o ser\u00e1 linear. Cada minist\u00e9rio ter\u00e1  suas metas espec\u00edficas. Os cortes dever\u00e3o ser mais rigorosos onde h\u00e1  maior manobra para investimentos, como por exemplo, setores de  Transporte e Energia, do que no Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>A futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, j\u00e1 tem  desenvolvido com a Secretaria de Or\u00e7amento Federal do minist\u00e9rio, um  mapa de quais seriam as prioridades para os gastos do governo federal.  A  atual coordenadora do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) vai  atuar na sele\u00e7\u00e3o das obras cujos investimentos poder\u00e3o ser prorrogados.<\/p>\n<p>Por exemplo, uma determinada obra cuja conclus\u00e3o seja mais  fundamental para interligar trechos importantes economicamente pode ter  os pagamentos efetuados antes de uma duplica\u00e7\u00e3o de rodovia.<\/p>\n<p>Uma desacelera\u00e7\u00e3o dos fluxos de investimento no PAC j\u00e1 \u00e9 esperado  como natural pelo governo por conta da transi\u00e7\u00e3o entre o PAC 1 e o PAC  2. Ainda assim, o fluxo de gastos ser\u00e1  reavaliado. Algumas obras  previstas para o come\u00e7o do ano podem come\u00e7ar s\u00f3 no segundo semestre e  isso j\u00e1 d\u00e1 um resultado positivo nas contas p\u00fablicas, explica o  funcion\u00e1rio do governo. <em><strong>Do IG<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda quer anunciar nos primeiros dias de janeiro o conte\u00fado total do pacote de ajuste fiscal previsto para o primeiro ano de governo da presidenta Dilma Rousseff. Um mapeamento dos cortes em cada minist\u00e9rio j\u00e1 foi feito, mas o valor final, de dezenas de bilh\u00f5es de reais, ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado. 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