{"id":24860,"date":"2010-12-20T07:20:28","date_gmt":"2010-12-20T10:20:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=24860"},"modified":"2010-12-20T07:20:28","modified_gmt":"2010-12-20T10:20:28","slug":"clube-das-bilionarias-da-bolsa-cresce-150-na-decada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/12\/20\/clube-das-bilionarias-da-bolsa-cresce-150-na-decada\/","title":{"rendered":"Clube das bilion\u00e1rias da Bolsa cresce 150% na d\u00e9cada"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Do Portal IG<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Puxado pelo crescimento da economia nos \u00faltimos dez anos, o grupo das grandes empresas brasileiras est\u00e1 maior e mais vigoroso. S\u00e3o companhias como Petrobras, Vale, Eletrobr\u00e1s, Cosan, BRF Foods, CSN, Marfrig ou Sabesp, todas com a\u00e7\u00f5es negociadas na Bolsa de Valores, que v\u00eam expandindo seus neg\u00f3cios e faturando cada vez mais.<\/p>\n<p>Levantamento realizado pelo iG com base nos dados da consultoria Econom\u00e1tica mostra que as companhias abertas no Pa\u00eds com faturamento acima de US$ 1 bilh\u00e3o passaram de 46 em 2000 para 116 em setembro deste ano, uma expans\u00e3o de 152%. O \u00faltimo dado leva em conta a receita l\u00edquida em 12 meses, para facilitar a compara\u00e7\u00e3o anual. Al\u00e9m do crescimento em n\u00famero de empresas, esse \u201cclube das bilion\u00e1rias\u201d viu seu faturamento quintuplicar na d\u00e9cada, saltando de US$ 128,8 bilh\u00f5es para quase US$ 670 bilh\u00f5es, um aumento expressivo de 420%.<\/p>\n<p>\u00a0Plataforma da Petrobras, companhia que elevou a receita em d\u00f3lares em 370% na d\u00e9cada<\/p>\n<p>A Petrobras, maior empresa brasileira, elevou sua receita em 377%, passando de US$ 25,5 bilh\u00f5es em 2000 para mais de US$ 120 bilh\u00f5es agora. A petroqu\u00edmica Braskem \u00e9 outro exemplo. Seu faturamento saltou de US$ 1,5 bilh\u00e3o para US$ 13,3 bilh\u00f5es, ou 786% mais. A varejista P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, outra integrante do clube, foi no mesmo caminho e faturou 330% mais, alcan\u00e7ando US$ 3,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><!--more-->Outras empresas passaram a integrar o grupo das bilion\u00e1rias da Bolsa. A construtora e incorporadora Gafisa estava longe do clube em 2000, quando tinha faturamento de US$ 67 milh\u00f5es. Em dez anos, ap\u00f3s a receita aumentar em mais de 3.000%, a companhia j\u00e1 \u00e9 uma participante de peso, com receita l\u00edquida operacional de US$ 2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rios os fatores citados pelos analistas para explicar esse forte desempenho das empresas. V\u00e3o desde o crescimento da economia brasileira at\u00e9 a aten\u00e7\u00e3o que o capital estrangeiro passou a dedicar aos ativos brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Nova pol\u00edtica fiscal<\/strong><\/p>\n<p>Reginaldo Alexandre, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais em S\u00e3o Paulo (Apimec-SP), lembra que, ap\u00f3s o atentado \u00e0s Torres G\u00eameas, nos EUA, em 2001, houve um relaxamento da pol\u00edtica fiscal dos pa\u00edses e todos adotaram regras mais liberais, o que beneficiou as companhias em \u00faltima inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u201cEm 2003, come\u00e7ou um ciclo de crescimento, com a China despontando. Foram cinco ou seis anos de crescimento da economia internacional, o que trouxe melhores pre\u00e7os para as commodities\u201d, explica Alexandre. Como as empresas brasileiras s\u00e3o grandes exportadoras de mat\u00e9rias-primas, sa\u00edram ganhando com essa alta. \u201cA melhora no cen\u00e1rio internacional fez a economia brasileira crescer, a taxa b\u00e1sica de juros caiu e os indicadores macroecon\u00f4micos ganharam um novo patamar. Formou-se um cen\u00e1rio favor\u00e1vel ao crescimento.\u201d<\/p>\n<p><script src=\"http:\/\/images.ig.com.br\/graficos\/js\/swfobject.js\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n<div>\n<h3>O clube das bilion\u00e1rias<\/h3>\n<p>Total de empresas da Bolsa com receita acima de US$ 1 bilh\u00e3o\n<\/p><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script>Segundo Alexandre, nesse novo cen\u00e1rio houve avan\u00e7os tamb\u00e9m nos marcos regulat\u00f3rios do mercado financeiro e de capitais, como a ado\u00e7\u00e3o de normas de governan\u00e7a corporativa por parte das companhias abertas e a cria\u00e7\u00e3o do Novo Mercado na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&amp;FBovespa), a reforma na Lei das SAs, atua\u00e7\u00e3o mais forte da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), al\u00e9m da melhoria nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis.<\/p>\n<p>\u201cA d\u00e9cada foi particularmente importante para o mercado brasileiro\u201d, diz Antonio Castro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca). \u201cA cria\u00e7\u00e3o do Novo Mercado foi um fator muito expressivo\u201d, afirma. O Novo Mercado, em funcionamento desde 2000, \u00e9 um segmento de listagem das a\u00e7\u00f5es das empresas que se comprometem com os mais altos n\u00edveis de respeito aos acionistas minorit\u00e1rios. O grupo j\u00e1 conta com mais de 100 companhias.<\/p>\n<p>Esse segmento de listagem atraiu mais investidores estrangeiros para o Pa\u00eds, j\u00e1 que as companhias se comprometiam com regras mais r\u00edgidas de governan\u00e7a. Como num circulo vicioso, mais e mais companhias passaram a abrir o capital, de olho na onda de liquidez interna e externa. \u201cO Brasil foi destaque em IPOs na d\u00e9cada. S\u00f3 perde para China e \u00cdndia\u201d, lembra Castro. IPO \u00e9 a sigla em ingl\u00eas para oferta p\u00fablica inicial de a\u00e7\u00f5es. \u201cOs estrangeiros levaram dois ter\u00e7os as ofertas iniciais de a\u00e7\u00f5es\u201d, complementa Alexandre.<\/p>\n<p><strong>Mais estrangeiros<\/strong><\/p>\n<p>Os dados da BM&amp;FBovespa d\u00e3o conta de que, al\u00e9m de comprar a\u00e7\u00f5es novatas, os investidores estrangeiros tamb\u00e9m elevaram sua participa\u00e7\u00e3o no preg\u00e3o brasileiro. Em 2000, eles eram respons\u00e1veis por 22% do volume financeiro dos neg\u00f3cios e em novembro \u00faltimo j\u00e1 detinham 35% do total. Eles passaram, inclusive, a participar de uma Bolsa muito mais pujante. A m\u00e9dia di\u00e1ria de neg\u00f3cios na Bolsa saltou dos US$ 410 milh\u00f5es em 2000 para a casa dos US$ 3,7 bilh\u00f5es em novembro de 2010.<\/p>\n<p>O total de empresas registradas na Bolsa, no entanto, caminhou no sentido oposto: caiu de 495 h\u00e1 dez anos para 470 em novembro deste ano. Muitas companhias fecharam o capital, foram compradas ou fundiram seus neg\u00f3cios, como a Sadia e a Perdig\u00e3o, que formaram a BRF Foods, ou a VCP e a Aracruz, que se juntaram na Fibria.<\/p>\n<p>Em contrapartida, uma grande parcela das empresas que hoje est\u00e3o no clube das bilion\u00e1rias abriu o capital nos \u00faltimos dez anos. \u00c9 o caso da concession\u00e1ria de rodovias CCR, que inaugurou o Novo Mercado. Na \u00e9poca da abertura de capital, a companhia faturava cerca de US$ 550 milh\u00f5es e agora supera os US$ 2 bilh\u00f5es ao ano. A Natura, fabricante de cosm\u00e9ticos, tinha receita l\u00edquida de cerca de US$ 666 milh\u00f5es quando entrou no mercado de a\u00e7\u00f5es, em 2004. Em setembro passado, a empresa faturou US$ 2,9 bilh\u00f5es anualizados.<\/p>\n<p>A chegada de novas companhias na Bolsa acabou virando uma febre, s\u00f3 aplacada com o banho de \u00e1gua fria provocado pela crise financeira internacional, intensificada ap\u00f3s a quebra do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008. O Brasil chegou a registrar 64 novas companhias desembarcando na Bovespa em 2007. Neste ano, foram 10 empresas, sem contar outras 10 que j\u00e1 tinham a\u00e7\u00f5es negociadas e fizeram novas ofertas.<\/p>\n<p>Antonio Castro, as Abrasca, diz que para 2011 prev\u00ea um novo fluxo de companhias abrindo o capital. \u201cO que se espera do Brasil \u00e9 ter mais empresas listadas. N\u00e3o d\u00e1 para ficarmos na casa das 480 companhias. Quando nos comparamos com outros emergentes, os n\u00fameros s\u00e3o muito diferentes\u201d, afirma. Segundo ele, na \u00cdndia, h\u00e1 mais de 6 mil empresas sendo negociadas nas duas Bolsas. Na China, s\u00e3o quase 4 mil. O clube, portanto, deve passar a contar com novas associadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Portal IG Puxado pelo crescimento da economia nos \u00faltimos dez anos, o grupo das grandes empresas brasileiras est\u00e1 maior e mais vigoroso. S\u00e3o companhias como Petrobras, Vale, Eletrobr\u00e1s, Cosan, BRF Foods, CSN, Marfrig ou Sabesp, todas com a\u00e7\u00f5es negociadas na Bolsa de Valores, que v\u00eam expandindo seus neg\u00f3cios e faturando cada vez mais. Levantamento realizado pelo iG com base nos dados da consultoria Econom\u00e1tica mostra que as companhias abertas no Pa\u00eds com faturamento acima de US$ 1 bilh\u00e3o passaram de 46 em 2000 para 116 em setembro deste ano, uma expans\u00e3o de 152%. 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