{"id":24626,"date":"2010-12-15T06:18:27","date_gmt":"2010-12-15T09:18:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=24626"},"modified":"2010-12-15T06:18:27","modified_gmt":"2010-12-15T09:18:27","slug":"em-uma-decada-rio-registra-mais-de-7-mil-casos-de-trabalho-escravo-segundo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/12\/15\/em-uma-decada-rio-registra-mais-de-7-mil-casos-de-trabalho-escravo-segundo-estudo\/","title":{"rendered":"Em uma d\u00e9cada, Rio registra mais de 7 mil casos de trabalho escravo, segundo estudo"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 7 mil casos de trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o foram registrados no estado do Rio de Janeiro nos \u00faltimos dez anos. A maior parte estava no munic\u00edpio de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, onde se concentra a lavoura canavieira. Os dados fazem parte de um estudo apresentado hoje (14), durante a 1\u00aa Confer\u00eancia sobre Trabalho Escravo Contempor\u00e2neo no Estado do Rio de Janeiro.<br \/>\nDe acordo com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, s\u00f3 em 2009 e 2010 foram libertados cerca de mil trabalhadores. Para combater o problema, o subsecret\u00e1rio estadual de Promo\u00e7\u00e3o e Defesa dos Direitos Humanos, Pedro Strozemberg, anunciou a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Estadual de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo (Coetrae), reunindo v\u00e1rias inst\u00e2ncias e n\u00edveis de governo e membros da sociedade civil.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n\u201cEsse \u00e9 um tema que as pol\u00edticas de direitos humanos, no Brasil como um todo, ainda n\u00e3o conseguiram resolver. O Rio de Janeiro tem um quadro grave de trabalhadores em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga ao trabalho escravo, principalmente na regi\u00e3o norte fluminense, que \u00e9 mais rural\u201d, disse Strozemberg.<\/p>\n<p>O estudo foi executado pelo Grupo de Pesquisa do Trabalho Escravo Contempor\u00e2neo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a coordena\u00e7\u00e3o do professor Ricardo Rezende Figueira. Segundo os dados, de 2000 a 2010 foram registrados 7.398 casos de trabalhadores em regime de escravid\u00e3o no estado. O campe\u00e3o disparado foi o munic\u00edpio de Campos, com 5.495 casos, 74% do total, seguido por Cabo Frio, com 1.011 casos (13%) e pelo Rio de Janeiro, com 370 casos (5%).<\/p>\n<p>Strozemberg culpou a baixa fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos pelos altos \u00edndices na regi\u00e3o norte fluminense, mas assinalou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho vem aumentando o volume de opera\u00e7\u00f5es, principalmente nos \u00faltimos dois anos, contando com a colabora\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p>Para ser considerado como trabalho escravo, Strozemberg explicou que \u00e9 preciso ter algumas caracter\u00edsticas. \u201c\u00c9 um trabalhador que tem o seu v\u00ednculo estabelecido por conta de d\u00edvidas contra\u00eddas na atividade laboral e na sua manuten\u00e7\u00e3o. O trabalhador \u00e9 obrigado a consumir e gera d\u00edvidas maiores que sua remunera\u00e7\u00e3o\u201d, disse o subsecret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica comum \u00e9 a reten\u00e7\u00e3o dos documentos do funcion\u00e1rio pela empresa, que n\u00e3o registra o trabalhador legalmente, o que s\u00f3 \u00e9 feito quando h\u00e1 um flagrante pelos \u00f3rg\u00e3os competentes. <em><strong>Da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 7 mil casos de trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o foram registrados no estado do Rio de Janeiro nos \u00faltimos dez anos. A maior parte estava no munic\u00edpio de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, onde se concentra a lavoura canavieira. Os dados fazem parte de um estudo apresentado hoje (14), durante a 1\u00aa Confer\u00eancia sobre Trabalho Escravo Contempor\u00e2neo no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, s\u00f3 em 2009 e 2010 foram libertados cerca de mil trabalhadores. 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