{"id":24208,"date":"2010-12-07T07:14:05","date_gmt":"2010-12-07T10:14:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=24208"},"modified":"2010-12-07T07:14:05","modified_gmt":"2010-12-07T10:14:05","slug":"nos-jornais-esquema-dos-institutos-envolve-mais-parlamentares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/12\/07\/nos-jornais-esquema-dos-institutos-envolve-mais-parlamentares\/","title":{"rendered":"Nos jornais: esquema dos institutos envolve mais parlamentares"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em>O Estado de S. Paulo<br \/>\n<\/em><strong><br \/>\nEsquema dos institutos envolve mais parlamentares <\/strong><\/p>\n<p>O esquema de institutos fantasmas e empresas de fachadas nos conv\u00eanios do governo para eventos culturais envolve parlamentares de S\u00e3o Paulo, Bahia, Goi\u00e1s, Distrito Federal, entre outros Estados. Esses deputados e senadores destinam emendas para projetos que apresentam presta\u00e7\u00f5es de contas fraudulentas, com superfaturamento, endere\u00e7os falsos e uso de laranjas. O Estado mostrou ontem que o senador Gim Argello (PTB-DF), relator do Or\u00e7amento da Uni\u00e3o em 2011, destinou emendas e fez lobby neste ano para esse esquema, que atravessa fronteiras. A deputada paulista Luciana Costa (PR), por exemplo, repassou R$ 1,1 milh\u00e3o para o Instituto Brasil Sempre \u00e0 Frente, com sede registrada em Bras\u00edlia, realizar uma s\u00e9rie de shows em 20 cidades no interior de S\u00e3o Paulo. A entidade repassou o dinheiro para a empresa V\u00eanus Produ\u00e7\u00f5es, de Goi\u00e2nia, cujo representante em Bras\u00edlia \u00e9 diretor de outro instituto, o Projeto Viver, beneficiado por emendas de Gim Argello e do deputado Laerte Bessa (PSC-DF). O presidente do Brasil Sempre \u00e0 Frente \u00e9 Vanildo Gomes Soares J\u00fanior, filho de Izanete Soares, que preside o Renova Brasil, sediado numa vidra\u00e7aria, o qual recebeu R$ 600 mil em emendas de Gim Argello. <!--more--><\/p>\n<p>J\u00e1 os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandro Mabel (PR-GO) e Rodovalho (PP-DF) destinaram este ano R$ 470 mil ao Instituto Planalto Central. Em junho, mandaram cartas ao ministro do Turismo, Luiz Barreto, para liberar o dinheiro. Conseguiram. A entidade \u00e9 registrada numa sala comercial vazia em Bras\u00edlia. Seu presidente, Divino Assis J\u00fanior, trabalha com ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e abriu o instituto para fechar conv\u00eanios com a Uni\u00e3o. Sua m\u00e3e, Silvia Silva, \u00e9 tesoureira do Brasil Sempre \u00e0 Frente.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Estado, ele admitiu que comprou no ano passado o estatuto da associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria Amor em A\u00e7\u00e3o para o Planalto Central poder &#8220;funcionar&#8221;. Divino contou ainda que a entidade subcontrata empresas e fica com 5% do dinheiro p\u00fablico recebido &#8211; embora, na teoria, o instituto seja &#8220;sem fins lucrativos&#8221;. Ou seja, o Planalto Central age apenas como intermedi\u00e1rio para fechar conv\u00eanios, sem licita\u00e7\u00e3o, com o governo.<\/p>\n<p><strong>Mais de 40% dos benefici\u00e1rios do Bolsa-Fam\u00edlia continuam miser\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, n\u00e3o ter\u00e1 dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar at\u00e9 o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milh\u00f5es de fam\u00edlias &#8211; a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condi\u00e7\u00e3o de miser\u00e1veis &#8211; j\u00e1 s\u00e3o benefici\u00e1rias do programa Bolsa-Fam\u00edlia, de transfer\u00eancia de renda. O\u00a0valor pago mensalmente pelo Bolsa-Fam\u00edlia, que varia de R$ 68 a R$ 200 para as fam\u00edlias que vivem em pobreza mais aguda, n\u00e3o \u00e9 suficiente para pouco mais de 40% dos atendidos pelo programa superarem a mis\u00e9ria. A condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema \u00e9 definida pela renda de at\u00e9 R$ 70 mensais por pessoa da fam\u00edlia, segundo as regras do programa; miser\u00e1veis s\u00e3o pessoas que vivem com renda de at\u00e9 R$ 2,30 por dia.<\/p>\n<p><strong>Presidente eleita critica pol\u00edtica dos EUA de desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar<\/strong><\/p>\n<p>Na longa entrevista ao Washington Post, Dilma criticou abertamente a pol\u00edtica de desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar levada a cabo pelos Estados Unidos, mas defendeu a melhoria das rela\u00e7\u00f5es entre Bras\u00edlia e Washington. &#8220;A desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar \u00e9 de fato uma preocupa\u00e7\u00e3o para n\u00f3s, porque afeta o com\u00e9rcio internacional e tamb\u00e9m uma desvaloriza\u00e7\u00e3o de nossas reservas em d\u00f3lares&#8221;, disse Dilma. &#8220;Uma pol\u00edtica de desvaloriza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do d\u00f3lar pode desencadear rea\u00e7\u00f5es de protecionismo, o que nunca \u00e9 uma pol\u00edtica boa a ser seguida.&#8221; A presidente eleita fez quest\u00e3o, por\u00e9m, de enfatizar que seu governo buscar\u00e1 estreitar os la\u00e7os com o governo de Barack Obama e que tem grande admira\u00e7\u00e3o por sua vit\u00f3ria nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es americanas. &#8220;Deve ser muito dif\u00edcil ser capaz de eleger um presidente negro nos Estados Unidos, assim como foi muito importante eleger uma mulher para presidente do Brasil.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ex-integrante do governo FHC \u00e9 cotado para Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, examina o nome do sanitarista Gonzalo Vecina Neto para comandar o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Ele \u00e9 superintendente corporativo do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas e foi secret\u00e1rio de Sa\u00fade da Prefeitura de S\u00e3o Paulo na gest\u00e3o de Marta Suplicy, entre 2003 e 2004. Vecina tem, ainda, liga\u00e7\u00f5es com o ex-governador Jos\u00e9 Serra (PSDB), advers\u00e1rio de Dilma na disputa pela Presid\u00eancia. Dilma j\u00e1 avisou aos aliados, por\u00e9m, que o indicado para a Sa\u00fade sair\u00e1 de sua cota pessoal. Isso significa que pretende escolher um nome de peso na \u00e1rea m\u00e9dica, sem levar em conta v\u00ednculos com o PMDB, que hoje controla a pasta, ou qualquer outra legenda.<\/p>\n<p><strong>AGU apontou irregularidades em conv\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p>Um parecer t\u00e9cnico da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) apontou uma s\u00e9rie de irregularidades no processo do conv\u00eanio fechado entre o Minist\u00e9rio da Cultura e o Instituto Renova Brasil, uma entidade de fachada &#8211; tem sede registrada numa vidra\u00e7aria &#8211; beneficiada por uma emenda de R$ 600 mil do senador Gim Argello (PT-DF).<\/p>\n<p>&#8220;O exame de admissibilidade da proposta indica que o relat\u00f3rio de atividades culturais apresentado pela institui\u00e7\u00e3o privada \u00e9 insuficiente, o que refor\u00e7a a necessidade de que seja reavaliada a escolha da entidade proponente&#8221;, afirma despacho assinado por um consultor jur\u00eddico da AGU em 20 de setembro.<\/p>\n<p>O parecer foi dado seis dias depois da emiss\u00e3o de empenho (compromisso de pagamento) de R$ 532,5 mil para o Instituto Renova Brasil. Em 25 de outubro, metade do valor j\u00e1 foi liberado. Segund0 despachos no processo do conv\u00eanio, a entidade teria sanado as irregularidades. O evento organizado por ela, shows de reggae, foi organizado nos dias 25 e 26 de setembro.<\/p>\n<p><strong>Analfabetismo \u00e9 mais um problema a ser enfrentado<\/strong><\/p>\n<p>O tamanho do desafio para erradicar a pobreza extrema n\u00e3o deve ser medido apenas pelo custo extra de bilh\u00f5es de reais de um reajuste do Bolsa-Fam\u00edlia no Or\u00e7amento da Uni\u00e3o. Obst\u00e1culo t\u00e3o ou mais grave aparece nos indicadores de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os benefici\u00e1rios do programa com mais de 25 anos, a grande maioria (82%) n\u00e3o completou o ensino fundamental e 16,7% ainda se declaram analfabetos. Entre os benefici\u00e1rios do Bolsa-Fam\u00edlia com idade de 7 a 14 anos, 66% n\u00e3o t\u00eam mais do que dois anos de estudo, em uma medida contundente da defasagem escolar.<\/p>\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma diz ser contra posi\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou discordar da absten\u00e7\u00e3o do Brasil em vota\u00e7\u00e3o na ONU de uma resolu\u00e7\u00e3o que condena viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos no Ir\u00e3. A declara\u00e7\u00e3o foi dada em entrevista concedida por Dilma ao jornal americano &#8220;The Washington Post&#8221;, publicada na edi\u00e7\u00e3o de ontem. A resolu\u00e7\u00e3o a que se refere foi votada e aprovada na Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas h\u00e1 duas semanas. O texto aprovado cita preocupa\u00e7\u00e3o com casos de tortura, alta incid\u00eancia de penas de morte, viol\u00eancia contra mulheres e persegui\u00e7\u00e3o a minorias \u00e9tnicas e religiosas. Foram 80 votos a favor da resolu\u00e7\u00e3o da ONU, 44 contra e 57 absten\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m do Brasil, se abstiveram \u00cdndia, \u00c1frica do Sul e Egito.<br \/>\n&#8220;Minha posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudar\u00e1 quando eu assumir o cargo. N\u00e3o concordo com a forma como o Brasil votou. N\u00e3o \u00e9 a minha posi\u00e7\u00e3o&#8221;, disse ela ao jornal americano.<\/p>\n<p><strong>PMDB insiste em quinto minist\u00e9rio no governo Dilma<\/p>\n<p><\/strong>O PMDB vai insistir em uma quinta vaga no minist\u00e9rio para fechar seu espa\u00e7o na equipe da presidente eleita, Dilma Rousseff. O partido avalia que, ao contr\u00e1rio dos demais aliados, est\u00e1 perdendo prest\u00edgio na montagem do governo da petista. L\u00edderes peemedebistas negociavam ontem com o futuro ministro Antonio Palocci Filho (Casa Civil) qual seria essa quinta pasta. A tend\u00eancia \u00e9 uma fortalecida Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos, que poderia absorver o comando do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social e projetos da \u00e1rea de saneamento b\u00e1sico. O partido tamb\u00e9m inclui entre as hip\u00f3teses a manuten\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com a indica\u00e7\u00e3o de um nome ligado ao governador S\u00e9rgio Cabral (PMDB-RJ).<\/p>\n<p><strong>Dilma acerta hoje compra de ca\u00e7as da FAB com Jobim <\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, formaliza hoje o convite para que o ministro Nelson Jobim permane\u00e7a na Defesa e conclua dois processos j\u00e1 iniciados: a compra dos novos ca\u00e7as da Aeron\u00e1utica e a retirada do setor de avia\u00e7\u00e3o civil da pasta. A primeira sondagem para Jobim continuar na Defesa foi feita pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, ainda durante as elei\u00e7\u00f5es. Os dois acertaram que ele ficaria pelo menos nos dois primeiros anos do novo governo, caso Dilma fosse eleita. Depois da vit\u00f3ria, o ministro foi tamb\u00e9m procurado por Ant\u00f4nio Palocci, que \u00e9 da equipe de transi\u00e7\u00e3o de Dilma e ser\u00e1 o futuro chefe da Casa Civil. Eles discutiram a conclus\u00e3o dos processos de reestrutura\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas e de moderniza\u00e7\u00e3o dos equipamentos militares, principalmente com a compra dos novos ca\u00e7as, que se arrasta desde os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003).<\/p>\n<p><strong>Tiririca diz ainda n\u00e3o saber &#8220;bem&#8221; o que deputado faz <\/strong><\/p>\n<p>O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palha\u00e7o Tiririca, afirmou ontem, em entrevista \u00e0 TV Record, que continua sem saber &#8220;bem&#8221; o que faz um congressista na C\u00e2mara dos Deputados.<br \/>\n&#8220;Na realidade [antes] eu n\u00e3o sabia, antes de ler o livro do neg\u00f3cio [sic], como funciona. A\u00ed, na realidade, agora, eu ainda n\u00e3o estou sabendo bem. Mas quando chegar l\u00e1 eu vou saber. Deixa eu chegar l\u00e1. T\u00f4 chegando&#8221;, disse. Ele rompeu o sil\u00eancio, que manteve durante tr\u00eas meses, e concedeu a primeira entrevista desde que foi acusado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de analfabetismo e de ter omitido bens \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral. Na semana passada, o humorista foi absolvido.<\/p>\n<p><strong>Cart\u00f3rios cobram multa indevida de eleitor ausente<\/strong><\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Eleitoral de alguns Estados est\u00e1 arrecadando indevidamente multas de eleitores que n\u00e3o votaram nem justificaram o voto nas elei\u00e7\u00f5es de outubro. Quem tenta justificar a aus\u00eancia na vota\u00e7\u00e3o tem o direito negado e acaba obrigado a pagar uma multa de R$ 3,51 por turno. A arrecada\u00e7\u00e3o irregular pode chegar a dezenas de milh\u00f5es de reais.<br \/>\nEm cart\u00f3rios de S\u00e3o Paulo e Florian\u00f3polis (SC) visitados pela reportagem, atendentes disseram que n\u00e3o existe a op\u00e7\u00e3o de justificar a aus\u00eancia sem pagar multa. A Folha procurou servi\u00e7os telef\u00f4nicos de atendimento ao eleitor dos Tribunais Regionais Eleitorais e, em dez Estados, a informa\u00e7\u00e3o recebida foi a de que o eleitor que n\u00e3o votou nem justificou o voto no dia da elei\u00e7\u00e3o j\u00e1 teria de pagar os R$ 3,51.<\/p>\n<p><em>O Globo<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Dilma defende corte de gastos e reaproxima\u00e7\u00e3o com os EUA<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, manifestou especial apre\u00e7o pelo l\u00edder americano Barack Obama e defendeu uma pol\u00edtica de reaproxima\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses. Em entrevista ao jornal americano &#8220;The Washington Post&#8221;, publicada neste fim de semana, ela tamb\u00e9m afirmou a necessidade de uma redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica brasileira com um corte de despesas que permita manter o crescimento econ\u00f4mico e evitar o aumento da infla\u00e7\u00e3o. As rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Estados Unidos foram recentemente esfriadas, em grande parte, por causa de profundas discord\u00e2ncias na abordagem sobre o controle do programa nuclear iraniano &#8211; Brasil e Turquia acertaram um acordo \u00e0 parte com o Ir\u00e3, enquanto Washington insistiu na aprova\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. Dilma pretende, pelo menos no discurso, reaquecer as liga\u00e7\u00f5es entre Washington e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, entrevistas s\u00f3 para TVs<\/strong><\/p>\n<p>A entrevista ao &#8220;The Washington Post &#8221; foi a primeira e \u00fanica concedida por Dilma Rousseff desde que foi eleita presidente e conversou com algumas emissoras de TV, h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas. H\u00e1 dezenas de pedidos de entrevistas de jornais e revistas brasileiros \u00e0 espera de uma resposta, mas n\u00e3o h\u00e1 ainda confirma\u00e7\u00e3o de que ser\u00e3o atendidos. Na viagem a Seul, entre 08 e 14 de novembro, ela deu coletivas r\u00e1pidas mas, no Brasil, permanece calada e reclusa na resid\u00eancia oficial da Granja do Torto, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Dilma decide p\u00f4r superexecutivo na Infraero<\/strong>\u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\nMais um ponto de atrito est\u00e1 surgindo na j\u00e1 desgastada rela\u00e7\u00e3o do futuro governo com o PMDB e com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB baiano. A Infraero, foco permanente de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o e uma das mais cobi\u00e7adas estatais do pa\u00eds, pelo volume de verbas que movimenta, est\u00e1 fora da partilha pol\u00edtica e, portanto, sem chance de ser entregue a um peemedebista, como quer o partido. A presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu que vai chamar um superexecutivo do mercado para comandar a empresa encarregada de preparar os aeroportos brasileiros para a Copa do Mundo de 2014. Ela dever\u00e1 criar a Secretaria de Avia\u00e7\u00e3o Civil, que ter\u00e1 a atribui\u00e7\u00e3o de comandar a Infraero, cujo or\u00e7amento para 2011 \u00e9 de R$1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Para peemedebistas, SAE \u00e9 humilha\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A oferta da Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE) foi interpretada pelos peemedebistas como uma humilha\u00e7\u00e3o. Diante da press\u00e3o do partido para ter cinco minist\u00e9rios, a presidente eleita, Dilma Rousseff, resolveu endurecer oferecendo apenas quatro pastas e a SAE no lugar do quinto minist\u00e9rio que o vice-presidente eleito, Michel Temer, ainda tenta negociar. Mas para o PMDB, o gesto foi recebido como uma ofensa, pois foi oferecido &#8220;um minist\u00e9rio de nada&#8221; para um dos principais quadros do partido.<\/p>\n<p>Os peemedebistas est\u00e3o contrariados porque enxergam no gesto uma tentativa de Dilma e da equipe de transi\u00e7\u00e3o de desestabilizar e enquadrar o partido. De forma reservada, eles agora falam que o poderoso Minist\u00e9rio das Cidades nunca foi recusado pelo PMDB, porque a pasta n\u00e3o foi oferecida de forma efetiva por Dilma. Diferentemente do que foi anunciado nos \u00faltimos dias, o Minist\u00e9rio das Cidades n\u00e3o foi dado como compensa\u00e7\u00e3o pela perda dos minist\u00e9rios da Integra\u00e7\u00e3o Nacional e de Comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Dilma mant\u00e9m Lob\u00e3o apesar de lobby na ANP<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do desconforto, a presidente eleita, Dilma Rousseff, vai manter o convite para que o senador Edison Lob\u00e3o (PMDB-MA) volte a ocupar o Minist\u00e9rio de Minas e Energia em seu governo. Segundo integrantes da equipe de transi\u00e7\u00e3o, a reportagem publicada pelo GLOBO ontem revelando que dirigentes da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) indicados por Lob\u00e3o tomaram decis\u00f5es que beneficiaram a Refinaria de Manguinhos, investigada por fraude, n\u00e3o mudou a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do senador peemedebista, que vai voltar ao primeiro escal\u00e3o do governo.<\/p>\n<p><strong>Antes mesmo da posse, desgaste entre PT e PMDB<\/strong><\/p>\n<p>Um m\u00eas depois da elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff para presidente, e antes mesmo de sua posse, a rela\u00e7\u00e3o entre PT e PMDB est\u00e1 completamente deteriorada por causa das negocia\u00e7\u00f5es para o loteamento pol\u00edtico do futuro governo.<\/p>\n<p>A m\u00e1goa dos aliados ser\u00e1 explicitada hoje. Em resposta ao enquadramento recebido de Dilma na sexta-feira, quando a presidente bateu p\u00e9 e s\u00f3 deu quatro pastas para o PMDB, a c\u00fapula do partido decidiu recusar o convite para o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ) ocupar a Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE), como uma esp\u00e9cie de pr\u00eamio de consola\u00e7\u00e3o para o vice-presidente eleito, deputado Michel Temer (PMDB-SP).<\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><strong>As contas de Dilma<\/strong><\/p>\n<p>Com 21 minist\u00e9rios a definir e apenas nove pastas para distribuir com os partidos aliados e, assim, fechar a composi\u00e7\u00e3o final do primeiro escal\u00e3o de seu governo, a presidente eleita, Dilma Rousseff, estuda ampliar as atribui\u00e7\u00f5es da Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE) para torn\u00e1-la mais atrativa ao PMDB. O cargo foi oferecido ao ex-governador do Rio Wellington Moreira Franco, que recusou. Um dos setores que pode vir a ser incorporado pela pasta \u00e9, por exemplo, a avia\u00e7\u00e3o civil, um servi\u00e7o que n\u00e3o deixa de ser estrat\u00e9gico, e conforme projeto de Dilma, sairia, assim, da seara da Defesa. O modelo, entretanto, ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado.<\/p>\n<p><strong>Um estilo mais discreto<\/strong><\/p>\n<p>A reclus\u00e3o da presidente eleita, Dilma Rousseff, e a economia de suas palavras em p\u00fablico nesse processo de transi\u00e7\u00e3o de governo em nada lembram as perip\u00e9cias diplom\u00e1ticas e midi\u00e1ticas de Lula h\u00e1 oito anos, quando se preparava para assumir seu primeiro mandato. Ao contr\u00e1rio de Dilma, que escolheu a Granja do Torto, resid\u00eancia de campo da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, para se entocar e receber seletos aliados, ele j\u00e1 imprimia entre novembro e dezembro de 2002 algumas de suas marcas que foram sendo refor\u00e7adas ao longo do tempo.<\/p>\n<p><strong>Vaiv\u00e9m constante no CCBB<\/strong><\/p>\n<p>Os nomes fortes que ir\u00e3o compor o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, circulam todos os dias pelo Centro Cultural Banco do Brasil, no Setor de Clubes Esportivos Sul, ao lado da Ponte JK. Mas nem todo mundo por l\u00e1 percebe a movimenta\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos. \u201cEu s\u00f3 fico sabendo o que est\u00e1 acontecendo quando vejo jornalistas e carros da imprensa. Nesses dias, dependendo da quantidade de rep\u00f3rteres por aqui, sei que a presidente eleita est\u00e1 no pr\u00e9dio, com seus principais assessores\u201d, diz Edinaldo Teixeira de Carvalho, gerente de um dos restaurantes do CCBB.<\/p>\n<p><strong>Rumo ao Conselho de \u00c9tica<\/strong><\/p>\n<p>As den\u00fancias de que mandou recursos p\u00fablicos para institui\u00e7\u00f5es fantasmas por meio de emendas parlamentares devem obrigar o senador Gim Argello (PTB-DF) a passar a semana que antecede a vota\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento de 2011 tendo de se explicar aos colegas. Apesar do clima morno no Senado e da pressa dos congressistas em concluir a vota\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria da qual o petebista \u00e9 o relator, parlamentares dizem que estudam pedir formalmente que Argello preste esclarecimentos ao Conselho de \u00c9tica da Casa. \u201cVou conversar com outros parlamentares. Acho que uma acusa\u00e7\u00e3o como essa, que at\u00e9 lembra o esc\u00e2ndalo dos an\u00f5es do or\u00e7amento de 1993, n\u00e3o pode ser ignorada. N\u00e3o pode deixar de ir ao conselho, nem que seja apenas para ouvi-lo. Seria bom que isso fosse feito rapidamente\u201d, diz o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).<\/p>\n<p><strong>Tribunais n\u00e3o atingem metas<\/strong><\/p>\n<p>A menos de um m\u00eas para o fim do ano, os tribunais brasileiros cumpriram apenas 37% da principal meta fixada pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) para desafogar o Poder Judici\u00e1rio, conforme revelam n\u00fameros obtidos com exclusividade pelo Correio (veja quadro). A meta 2 estabelece que todos os processos distribu\u00eddos at\u00e9 31 de dezembro de 2006 sejam julgados at\u00e9 o fim de 2010.<\/p>\n<p>O percentual de cumprimento tende a aumentar at\u00e9 o fim do ano, pois alguns tribunais ainda n\u00e3o forneceram os dados. No entanto, segundo a pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o do CNJ, ficar\u00e1 abaixo do esperado e inferior at\u00e9 aos 58% registrados em 2009, quando a meta 2 previa que todas as a\u00e7\u00f5es protocoladas at\u00e9 o fim de 2005 fossem julgadas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S. Paulo Esquema dos institutos envolve mais parlamentares O esquema de institutos fantasmas e empresas de fachadas nos conv\u00eanios do governo para eventos culturais envolve parlamentares de S\u00e3o Paulo, Bahia, Goi\u00e1s, Distrito Federal, entre outros Estados. Esses deputados e senadores destinam emendas para projetos que apresentam presta\u00e7\u00f5es de contas fraudulentas, com superfaturamento, endere\u00e7os falsos e uso de laranjas. O Estado mostrou ontem que o senador Gim Argello (PTB-DF), relator do Or\u00e7amento da Uni\u00e3o em 2011, destinou emendas e fez lobby neste ano para esse esquema, que atravessa fronteiras. 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