{"id":24118,"date":"2010-12-05T10:45:30","date_gmt":"2010-12-05T13:45:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=24118"},"modified":"2010-12-05T10:45:30","modified_gmt":"2010-12-05T13:45:30","slug":"bc-aponta-suspeitos-no-panamericano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/12\/05\/bc-aponta-suspeitos-no-panamericano\/","title":{"rendered":"BC aponta suspeitos no Panamericano"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>David Friedlander e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; O relat\u00f3rio do Banco Central (BC) sobre o caso do banco Panamericano aponta 14 executivos como &#8220;supostos respons\u00e1veis&#8221; pelo rombo de R$ 2,5 bilh\u00f5es descoberto recentemente no banco do apresentador de TV Silvio Santos. Al\u00e9m dos oito ex-diretores, cuja cita\u00e7\u00e3o j\u00e1 era esperada, o Banco Central incluiu na rela\u00e7\u00e3o os ent\u00e3o membros do conselho de administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<p>\u00a0Entre eles, Luiz Sebasti\u00e3o Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, e Guilherme Stoliar, sobrinho do apresentador e atual presidente do grupo. Na \u00e9poca em que as fraudes foram cometidas, o primeiro era presidente do conselho do Panamericano. Stoliar era um dos membros.<\/p>\n<p><!--more-->Colarinho branco. O relat\u00f3rio sucinto de ocorr\u00eancia, do processo 1001496607, deve chegar esta semana \u00e0 Pol\u00edcia Federal. O Banco Central n\u00e3o atribui crime aos executivos, mas sugere eventual enquadramento na lei do colarinho branco, que trata de crimes contra o sistema financeiro, nos artigos 4, 6 e 10.<\/p>\n<p>Nesses casos, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea multa e pena de reclus\u00e3o de at\u00e9 12 anos para administradores de institui\u00e7\u00f5es financeiras condenados por gest\u00e3o fraudulenta, por induzir a erro s\u00f3cios, investidores ou autoridades p\u00fablicas e por falsificar demonstra\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio do Banco Central, o banco Panamericano adotou, &#8220;de forma sistem\u00e1tica e cont\u00ednua, procedimentos de contabiliza\u00e7\u00e3o irregular&#8221;, que provocaram a necessidade de uma inje\u00e7\u00e3o de mais de R$ 2 bilh\u00f5es no patrim\u00f4nio da institui\u00e7\u00e3o financeira. O documento n\u00e3o menciona o rombo calculado em R$ 400 milh\u00f5es nas opera\u00e7\u00f5es com cart\u00f5es de cr\u00e9dito, porque essa \u00e1rea n\u00e3o est\u00e1 sob sua responsabilidade.<\/p>\n<p>Os auditores do Banco Central identificaram dois tipos de fraudes: registro em balan\u00e7o de ativos que n\u00e3o existiam, no valor de R$ 1,4 bilh\u00e3o, referentes a carteiras de cr\u00e9dito que j\u00e1 tinham sido vendidas a outras institui\u00e7\u00f5es; e omiss\u00e3o na contabilidade de um passivo de R$ 670 milh\u00f5es. O objetivo era inflar o balan\u00e7o do banco.<\/p>\n<p>&#8220;A extens\u00e3o das irregularidades e a relev\u00e2ncia dos valores envolvidos colocaram em risco a continuidade da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o relat\u00f3rio do BC. O banco s\u00f3 n\u00e3o quebrou porque Silvio Santos tomou empr\u00e9stimo de R$ 2,5 bilh\u00f5es no Fundo Garantidor de Cr\u00e9dito para cobrir o rombo, dando seu patrim\u00f4nio como garantia.<\/p>\n<p>Responsabilidade. Os oito ex-diretores do Panamericano seriam respons\u00e1veis, segundo o Banco Central, pela publica\u00e7\u00e3o de demonstra\u00e7\u00f5es financeiras &#8220;que n\u00e3o refletiam a real situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do banco, induzindo a erro clientes, investidores, Banco Central e o sistema financeiro nacional em geral&#8221;.<\/p>\n<p>Procurados, Rafael Palladino, ex-presidente do banco, e Rafael de Aro, ex-vice-presidente e respons\u00e1vel pela auditoria interna da institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quiseram se manifestar.<\/p>\n<p>Os membros do conselho de administra\u00e7\u00e3o entraram na rela\u00e7\u00e3o de supostos respons\u00e1veis porque, segundo o BC, tinham poder para &#8220;eleger e destituir diretores, bem como fiscalizar a gest\u00e3o deles, solicitar informa\u00e7\u00f5es&#8221;, al\u00e9m de aprovar as regras operacionais do comit\u00ea de auditoria, entre outras atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O conselho do Panamericano tinha sete pessoas. Al\u00e9m de Luiz Sandoval e Guilherme Stoliar, pessoas da mais absoluta confian\u00e7a do Silvio Santos, faziam parte Rafael Palladino, o ex-presidente, e nomes conhecidos do mercado financeiro, como Wadico Bucchi, ex-presidente do BC, e o consultor Luis Paulo Rosemberg. Procurados pela reportagem, Sandoval n\u00e3o quis comentar a inclus\u00e3o de seu nome no relat\u00f3rio do BC. Stoliar, Bucchi e Rosemberg n\u00e3o deram retorno.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>David Friedlander e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo S\u00c3O PAULO &#8211; O relat\u00f3rio do Banco Central (BC) sobre o caso do banco Panamericano aponta 14 executivos como &#8220;supostos respons\u00e1veis&#8221; pelo rombo de R$ 2,5 bilh\u00f5es descoberto recentemente no banco do apresentador de TV Silvio Santos. 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