{"id":23810,"date":"2010-11-30T06:16:43","date_gmt":"2010-11-30T09:16:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=23810"},"modified":"2010-11-30T06:16:43","modified_gmt":"2010-11-30T09:16:43","slug":"china-ja-se-mostra-disposta-a-abandonar-a-coreia-do-norte-dizem-documentos-do-wikileaks","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/30\/china-ja-se-mostra-disposta-a-abandonar-a-coreia-do-norte-dizem-documentos-do-wikileaks\/","title":{"rendered":"China j\u00e1 se mostra disposta a abandonar a Coreia do Norte, dizem documentos do WikiLeaks"},"content":{"rendered":"<p>O jornal brit\u00e2nico &#8220;The Guardian&#8221; divulgou nesta segunda-feira mais uma rodada dos mais de 250 mil documentos diplom\u00e1ticos secretos dos Estados Unidos. Os telegramas alegam que a China j\u00e1 sinalizou que est\u00e1 pronta para aceitar a reunifica\u00e7\u00e3o coreana e est\u00e1, de maneira privada, se afastando do regime comunista da Coreia do Norte.<\/p>\n<p>Os documentos dizem ainda que autoridades chinesas descrevem a Coreia do Norte como &#8220;uma crian\u00e7a mimada&#8221;. O gigante asi\u00e1tico \u00e9 o principal e um dos \u00fanicos aliados da Coreia do Norte. Pequim tem sido pressionado pelos EUa a tomar uma atitude e tentar conter os atos provocativos da Coreia do Norte, em especial ap\u00f3s o ataque do pa\u00eds a uma ilha na vizinha Coreia do Sul, que deixou quatro mortos.<\/p>\n<p><!--more-->Segundo o &#8220;Guardian&#8221;, um dos cinco jornais que obtiveram acesso com anteced\u00eancia aos documentos diplom\u00e1ticos, revelam que a frustra\u00e7\u00e3o de Pequim com Pyongyang cresceu desde o teste de m\u00edsseis e teste nuclear no ano passado. O pa\u00eds se preocupa com o impacto econ\u00f4mica da instabilidade do regime na regi\u00e3o e de que a morte do ditador Kim Jong-il poderia criar uma disputa sucess\u00f3ria.<\/p>\n<p>O vice-chanceler sul-coreano afirma, em um dos documentos, que ouviu de dois oficias seniores chineses que a pen\u00ednsula Coreana deveria ser reunificada sob controle de Seul e que tal vis\u00e3o ganha for\u00e7a entre &#8220;uma nova e mais jovem gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes chineses&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, ressalva, se Seul for retomar o controle de toda a pen\u00ednsula pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra, a China quer igual oportunidades. A Coreia do Sul, ainda segundo os documentos, j\u00e1 est\u00e1 planejando garantir \u00e0s companhias chinesas de que eles teriam amplas oportunidades comerciais na parte norte da pen\u00ednsula, rica em min\u00e9rios.<\/p>\n<p>Ele disse ainda a autoridades diplom\u00e1ticas americanas que Pyongyang se comportava como &#8220;uma crian\u00e7a mimada&#8221; para obter a aten\u00e7\u00e3o dos EUA em 2009 e por isso realizou os testes de m\u00edsseis.<\/p>\n<p>Um embaixador chin\u00eas, que n\u00e3o foi identificado pelo jornal, diz ainda que o programa nuclear norte-coreano \u00e9 &#8220;uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a de todo o mundo&#8221;. Isso poderia representar o apoio da China, membro com poder de veto no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas), a um novo pacote de san\u00e7\u00e3o contra a Coreia do Norte.<\/p>\n<p>A Coreia do Norte desenvolve h\u00e1 anos um programa nuclear sob cr\u00edticas do Ocidente, que j\u00e1 tentou, sem sucesso, negociar sua desnucleariza\u00e7\u00e3o. O regime recluso do ditador Kim Jong-il sofre ainda diversas san\u00e7\u00f5es do Conselho de Seguran\u00e7a por manter seu programa nuclear com fins claramente militares.<\/p>\n<p><strong>REUNI\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Mais cedo, o Conselho de Seguran\u00e7a se reuniu para estudar uma forma de responder \u00e0 descoberta de uma nova e moderna usina de enriquecimento de ur\u00e2nio na Coreia do Norte, assim como o ataque a uma ilha da Coreia do Sul.<\/p>\n<p>A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, se reuniu nesta segunda-feira com o poderoso grupo de 15 membros, incluindo o Brasil, sobre a possibilidade de novas san\u00e7\u00f5es contra o regime comunista. Os EUA s\u00e3o um dos cinco pa\u00edses com cadeira permanente e direito a veto.<\/p>\n<p>Ela disse ainda que as preocupa\u00e7\u00f5es do conselho com as atividades nucleares da Coreia do Norte foram ressaltadas pelo ataque da semana passada \u00e0 ilha sul-coreana de Yeonpyeong, que deixou ainda dezenas de casas queimadas e milhares de moradores fugindo em p\u00e2nico. Dois marinheiros sul-coreanos e dois civis foram mortos no bombardeio.<\/p>\n<p>Rice disse que os EUA e outros membros do Conselho fizeram consultas com a China e voltou a pressionar o pa\u00eds. &#8220;N\u00f3s esperamos que a China atue como uma l\u00edder respons\u00e1vel para manter a paz e a seguran\u00e7a na regi\u00e3o&#8221;, disse a embaixadora dos EUA. &#8220;\u00c9 do interesse do China&#8221;.<\/p>\n<p>Os ministros de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores dos EUA, Jap\u00e3o e Coreia do Sul, se reunir\u00e3o em Washington no pr\u00f3ximo dia 6 de dezembro para discutir a crise com a Coreia do Norte e tentar convencer a China a usar sua influ\u00eancia para conter as a\u00e7\u00f5es da aliada comunista.<\/p>\n<p>Eles discutir\u00e3o ainda uma proposta da China para realizar uma reuni\u00e3o das seis partes (que incluem ainda R\u00fassia e a Coreia do Norte).<\/p>\n<p>Recentemente, o jornal &#8220;New York Times&#8221; revelou que um cientista americano da Universidade de Stanford informou \u00e0 Casa Branca ter visitado uma grande e nova usina nuclear na Coreia do Norte &#8211;o que ampliou os temores do Ocidente.<\/p>\n<p>O cientista que viajou a Pyongyang \u00e9 o ex-diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Los \u00c1lamos e professor da Universidade de Stanford Siegfred S. Hecker que confirmou ao jornal ter visto &#8220;centenas de centr\u00edfugas&#8221; rec\u00e9m instaladas em grande e nova usina de enriquecimento de ur\u00e2nio que conta com uma &#8220;ultramoderna sala de controle&#8221;.<\/p>\n<p><strong>HIP\u00d3TESES<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 o americano &#8220;The New York Times&#8221;, que tamb\u00e9m teve acesso ao conte\u00fado junto ao franc\u00eas &#8220;Le Monde&#8221;, o espanhol &#8220;El Pais&#8221; e o alem\u00e3o &#8220;Der Spiegel&#8221;, afirma que os documentos mostram que autoridades americanas e sul-coreanas come\u00e7aram, secretamente, a pensar o que aconteceria se a dinastia familiar dos Kim entrasse em colapso.<\/p>\n<p>Em um almo\u00e7o oficial no fim de fevereiro, o oficial sul-coreano Chun Yung-woo confidenciou \u00e0 embaixadora americana, Kathleen Stephens, que a queda do regime comunista ditatorial viria em &#8220;dois ou tr\u00eas anos&#8221; depois da morte de Kim Jong-il.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es, afirma o &#8220;NYT&#8221;, s\u00e3o mais baseadas em esperan\u00e7a do que estrat\u00e9gia. Previs\u00f5es similares, lembra o jornal, foram feitas em 1994 quando o fundador do regime, Kim Il-sung, morreu de maneira repentina.<\/p>\n<p>Um especialista chin\u00eas alertou, segundo um diplomata americano, que Washington se engana se acredita que a &#8220;Coreia do Norte vai implodir ap\u00f3s a morte de Kim Jong-il&#8221;.<\/p>\n<p>Os telegramas sobre a Coreia do Norte, alguns emanando de Seul, outros de Pequim, s\u00e3o previs\u00f5es que contam com poucos fatos. Como s\u00e3o documentos do Departamento de Estado, e n\u00e3o de intelig\u00eancia, n\u00e3o incluem dados militares dos americanos &#8211;ou o plano militar americano caso a Coreia do Norte desintegre efetivamente. <strong>Folha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal brit\u00e2nico &#8220;The Guardian&#8221; divulgou nesta segunda-feira mais uma rodada dos mais de 250 mil documentos diplom\u00e1ticos secretos dos Estados Unidos. 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