{"id":23561,"date":"2010-11-26T06:59:06","date_gmt":"2010-11-26T09:59:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=23561"},"modified":"2010-11-26T06:59:06","modified_gmt":"2010-11-26T09:59:06","slug":"para-pesquisador-melhorar-indicadores-sociais-na-amazonia-e-desafio-do-novo-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/26\/para-pesquisador-melhorar-indicadores-sociais-na-amazonia-e-desafio-do-novo-governo\/","title":{"rendered":"Para pesquisador, melhorar indicadores sociais na Amaz\u00f4nia \u00e9 desafio do novo governo"},"content":{"rendered":"<p>Bel\u00e9m (PA) &#8211; Os desafios da presidenta eleita, Dilma Rousseff, para a Amaz\u00f4nia ser\u00e3o muito maiores que a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento do bioma. A derrubada est\u00e1 em tend\u00eancia de queda desde 2006 e este ano deve chegar a 5 mil quil\u00f4metros quadrados, a\u00a0 menor taxa dos \u00faltimos 22 anos. Com o desmate sob controle, a tarefa ser\u00e1 melhorar os indicadores sociais da regi\u00e3o e garantir desenvolvimento econ\u00f4mico com contrapartidas socioambientais.<br \/>\nCom 25 milh\u00f5es de habitantes, a Amaz\u00f4nia ainda tem alguns dos piores indicadores de desenvolvimento do pa\u00eds. Em 1990, 48% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o viviam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Quase 20 anos depois, em 2009, o percentual ainda era de 42%, segundo o pesquisador s\u00eanior do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) Adalberto Ver\u00edssimo.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n\u201cOs indicadores sociais na Amaz\u00f4nia melhoraram ligeiramente, n\u00e3o tiveram a melhoria que o resto do pa\u00eds teve\u201d, comparou. Segundo Ver\u00edssimo, a combina\u00e7\u00e3o entre crescimento da economia e programas sociais n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para reduzir a pobreza na regi\u00e3o. \u201cOs programas s\u00e3o importantes, mas est\u00e1 provado que na Amaz\u00f4nia eles t\u00eam menos for\u00e7a que em outras regi\u00f5es, seja porque a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rarefeita, seja porque nas grandes cidades h\u00e1 uma grande popula\u00e7\u00e3o com problemas graves\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Atrair setores que tenham capacidade de gera\u00e7\u00e3o de empregos para a Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m ser\u00e1 um dos desafios dos pr\u00f3ximos quatro anos, segundo Ver\u00edssimo. A base do atual modelo econ\u00f4mico da regi\u00e3o ainda \u00e9 formada por setores que geram poucas vagas, como a minera\u00e7\u00e3o, pecu\u00e1ria e agricultura extensiva. \u201c\u00c9 preciso estimular um tipo de economia que tenha mais capilaridade na gera\u00e7\u00e3o de renda e emprego. E isso est\u00e1 ligado \u00e0 economia de base florestal e de base na pequena produ\u00e7\u00e3o&#8221;. Para o pesquisador, sem isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel nem manter a queda do desmatamento, porque ele est\u00e1 sendo feito por pequenos propriet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Outro pilar do desenvolvimento sustent\u00e1vel, a quest\u00e3o social tamb\u00e9m dever\u00e1 ser inclu\u00edda na agenda de prioridades da presidenta eleita para a regi\u00e3o amaz\u00f4nica. As tens\u00f5es socioambientais, acirradas nos \u00faltimos anos por processos como o das usinas do Rio Madeira e, mais recentemente, o da Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no Rio Xingu, \u00a0n\u00e3o foram resolvidas.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO grande desafio ser\u00e1 incorporar a vari\u00e1vel socioambiental ao projeto de desenvolvimento, que tem como prioridade o crescimento econ\u00f4mico. Isso foi feito em parte durante o primeiro governo Lula, mas o segundo mandato deu prioridade aos grandes projetos, sem aceitar contesta\u00e7\u00f5es\u201d, avaliou a coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos.<\/p>\n<p>Segundo ela, o hist\u00f3rico desenvolvimentista de Dilma, que ficou conhecida com a \u201cm\u00e3e\u201d do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), n\u00e3o poder\u00e1 ser obst\u00e1culo para um nova forma de pensar a economia e o desenvolvimento da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cComo presidenta, num cen\u00e1rio em que no primeiro turno 20% da popula\u00e7\u00e3o fizeram a op\u00e7\u00e3o por um projeto em que a sustentabilidade era frontal, acho que ela precisar\u00e1 ter essa sensibilidade&#8221;. Para Adriana, o Brasil tem compromissos relacionados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, que fazem com que o pa\u00eds necessite de uma pol\u00edtica para a regi\u00e3o. &#8220;E tem que haver coer\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da heran\u00e7a de Belo Monte, pelo menos mais um grande projeto na Amaz\u00f4nia dever\u00e1 ser alvo de pol\u00eamica com ambientalistas, caso saia do papel: a BR-319. A \u00a0rodovia, que deveria ligar Manaus a Porto Velho, poder\u00e1 cortar uma das regi\u00f5es mais preservadas da floresta. \u201cSeria uma temeridade. O pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 disposto a pagar por uma rodovia-fantasma, que n\u00e3o tem sentido econ\u00f4mico. Enquanto em Belo Monte ainda h\u00e1 a discuss\u00e3o da demanda do pa\u00eds por energia, essa estrada \u00e9 apenas uma obra fara\u00f4nica\u201d, argumentou Ver\u00edssimo, do Imazon.<\/p>\n<p>Mais de 200 organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o em Bel\u00e9m discutindo os desafios da regi\u00e3o amaz\u00f4nica durante a reuni\u00e3o anual do F\u00f3rum Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><em><strong>Da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bel\u00e9m (PA) &#8211; Os desafios da presidenta eleita, Dilma Rousseff, para a Amaz\u00f4nia ser\u00e3o muito maiores que a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento do bioma. A derrubada est\u00e1 em tend\u00eancia de queda desde 2006 e este ano deve chegar a 5 mil quil\u00f4metros quadrados, a\u00a0 menor taxa dos \u00faltimos 22 anos. Com o desmate sob controle, a tarefa ser\u00e1 melhorar os indicadores sociais da regi\u00e3o e garantir desenvolvimento econ\u00f4mico com contrapartidas socioambientais. Com 25 milh\u00f5es de habitantes, a Amaz\u00f4nia ainda tem alguns dos piores indicadores de desenvolvimento do pa\u00eds. Em 1990, 48% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o viviam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Quase&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-23561","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":419,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23562,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23561\/revisions\/23562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}