{"id":23525,"date":"2010-11-25T07:32:44","date_gmt":"2010-11-25T10:32:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=23525"},"modified":"2010-11-25T07:32:44","modified_gmt":"2010-11-25T10:32:44","slug":"stf-da-aval-para-receita-acessar-sigilo-de-investigados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/25\/stf-da-aval-para-receita-acessar-sigilo-de-investigados\/","title":{"rendered":"STF d\u00e1 aval para Receita acessar sigilo de investigados"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) deu o aval para que a Receita Federal tenha acesso ao sigilo banc\u00e1rio de contribuintes investigados sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial. Por 6 votos a 4, os ministros do STF derrubaram uma liminar que tinha sido concedida em 2003 a uma empresa do Paran\u00e1 amea\u00e7ada de ter o seu sigilo quebrado pelo Fisco.\u00a0<\/p>\n<p>A maioria dos ministros reconheceu a validade de uma legisla\u00e7\u00e3o de 2001 que garante \u00e0 Receita o direito de ter acesso aos dados banc\u00e1rios.\u00a0O ministro Carlos Ayres Britto disse que, assim como as Comiss\u00f5es Parlamentares de Inqu\u00e9rito (CPIs), a Receita Federal \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de controle e deve poder ter os dados rapidamente e sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o judicial. De acordo com Ayres Britto, o que n\u00e3o pode ocorrer \u00e9 o vazamento dos dados.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo o ministro Dias Toffoli, o que ocorre \u00e9 uma transfer\u00eancia de dados sigilosos de um portador para outro, que tem o dever de manter em sigilo as informa\u00e7\u00f5es. &#8220;A eventual divulga\u00e7\u00e3o desses dados far\u00e1 incidir o tipo penal e permitir\u00e1 inclusive a responsabiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 civil, administrativa, enfim, todas as responsabiliza\u00e7\u00f5es previstas em lei&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Contr\u00e1rio \u00e0 tese vencedora, o relator do caso no Supremo, ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, concedeu uma liminar em julho de 2003 beneficiando a empresa GVA Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio S\/A. Para ele e outros tr\u00eas integrantes do STF, o sigilo banc\u00e1rio somente pode ser quebrado ap\u00f3s autoriza\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio, j\u00e1 que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal garante a inviolabilidade da intimidade e da vida privada e o sigilo dos dados.<\/p>\n<p>&#8220;A quebra do sigilo banc\u00e1rio n\u00e3o pode e n\u00e3o deve ser utilizada como instrumento de devassa indiscriminada das contas mantidas em institui\u00e7\u00f5es financeiras. Basta que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria fundamente sua inten\u00e7\u00e3o de ruptura do sigilo banc\u00e1rio e submeta o seu pleito ao Judici\u00e1rio&#8221;, afirmou o decano do Supremo, ministro Celso de Mello, que tamb\u00e9m se posicionou contra a quebra autom\u00e1tica de sigilo.<\/p>\n<p>Para os ministros do STF, a decis\u00e3o abre precedente para que outras pol\u00eamicas quebras de sigilo, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e por tribunais de Contas, tamb\u00e9m recebam o aval do Poder Judici\u00e1rio. <em><strong>Do IG<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) deu o aval para que a Receita Federal tenha acesso ao sigilo banc\u00e1rio de contribuintes investigados sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial. 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