{"id":22690,"date":"2010-11-11T18:24:17","date_gmt":"2010-11-11T21:24:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=22690"},"modified":"2010-11-11T18:24:17","modified_gmt":"2010-11-11T21:24:17","slug":"pesquisa-do-ethos-mostra-crescimento-lento-de-mulheres-e-negros-nas-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/11\/pesquisa-do-ethos-mostra-crescimento-lento-de-mulheres-e-negros-nas-empresas\/","title":{"rendered":"Pesquisa do Ethos mostra crescimento lento de mulheres e negros nas empresas"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><\/em><\/strong>S\u00e3o Paulo &#8211; A participa\u00e7\u00e3o de mulheres e negros est\u00e1 crescendo lentamente nos quadros de funcion\u00e1rios de grandes empresas do Brasil. A participa\u00e7\u00e3o feminina passou de 11,5% em 2007 para 13,7% em 2010. A mulher negra representa 9,3% das trabalhadoras da base e 0,05% das que ocupam cargos no topo. Os negros ocupam 31,1% das vagas nos quadros funcionais e 25,6% dos cargos de chefia. Na ger\u00eancia s\u00e3o 13,2% e na diretoria 5,3%.<\/p>\n<p>Os dados constam da pesquisa Perfil Social, Racial e de G\u00eanero das 500 maiores empresas do Brasil, feita desde 2001 pelo Instituto Ethos e pelo Ibope, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, o Fundo de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher (Unifem), o Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), divulgada hoje (11), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos portadores de defici\u00eancia, a participa\u00e7\u00e3o nas empresas n\u00e3o passa de 1,5%, o que, segundo o estudo, indica que o setor empresarial n\u00e3o cumpre a porcentagem determinada pela Lei 8.213\/91, de ocupa\u00e7\u00e3o de 5% do quadro. No caso da contrata\u00e7\u00e3o de aprendiz, 93% das empresas disseram contrat\u00e1-los, mas 43% delas t\u00eam um n\u00famero menor do que o exigido pela Lei 10.097\/2000, que \u00e9 de 5% dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, afirmou que o levantamento mostra um resultado otimista, mas ainda n\u00e3o \u00e9 o ideal. Quando observa o crescimento da participa\u00e7\u00e3o da mulher nos cargos de dire\u00e7\u00e3o das empresas, a participa\u00e7\u00e3o dos negros, o ritmo \u00e9 lento. \u201cE a desigualdade \u00e9 muito grande no Brasil. Nos vamos trabalhar com as empresas para que elas adotem essa quest\u00e3o como fundamental. O Brasil ser\u00e1 a quinta economia do mundo e \u00e9 preciso que os desenvolvimento humano esteja no mesmo patamar \u201d, disse.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Itacarambi, com a desigualdade de g\u00eanero e racial em diversos aspectos sociais, o pa\u00eds n\u00e3o ter\u00e1 desenvolvimento humano compat\u00edvel com o nosso crescimento econ\u00f4mico. \u201c\u00c9 fundamental que as empresas promovam esse desenvolvimento. Um pa\u00eds com uma economia maior n\u00e3o necessariamente \u00e9 um pa\u00eds melhor. A pesquisa est\u00e1 mostrando que precisamos acelerar o ritmo de promo\u00e7\u00e3o da equidade e da biodiversidade nas empresas\u201d, afirmou.<!--more--><\/p>\n<p>A gerente da Unifem, Junia Puglia, disse que para mudar a realidade feminina no mercado de trabalho \u00e9 necess\u00e1rio modificar a cabe\u00e7a dos gestores e a cultura interna das empresas. Para a gerente da Unifem, o Brasil vive um momento especial com a elei\u00e7\u00e3o de uma mulher para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, e o momento econ\u00f4mico e social tamb\u00e9m merece destaque com sua presen\u00e7a no cen\u00e1rio internacional. \u201cA inclus\u00e3o, a diversidade, o olhar para as mulheres, os negros, os diferentes em geral \u00e9 um fator de desenvolvimento e essencial. Se realmente queremos ser um pa\u00eds desenvolvido temos que levar isso em conta\u201d.<\/p>\n<p>O diretor do curso de direito da Faculdade Zumbi dos Palmares, H\u00e9dio Silva J\u00fanior, avalia com otimismo e preocupa\u00e7\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o t\u00edmida do negro nas grandes empresas. \u201cOtimismo porque a pesquisa revela que as empresas est\u00e3o se preocupando com o tema, ensaiando iniciativas e algumas est\u00e3o implementando inciativas. E preocupa\u00e7\u00e3o porque os dados mostram que h\u00e1 muito a ser feito\u201d. Para ele, o futuro \u00e9 otimista porque h\u00e1 um debate constante sobre o tema que est\u00e1 em evid\u00eancia, o que j\u00e1 \u00e9 um ponto de partida para avan\u00e7os. Silva disse que ainda faltam pol\u00edticas e diretrizes para muitas empresas que colocam o assunto no campo \u00e9tico e humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abra\u00e3o, fez um r\u00e1pido c\u00e1lculo e estimou que se o Brasil continuar no ritmo que est\u00e1, o n\u00famero de mulheres nos quadros executivos das empresas, equivalente ao que tem como popula\u00e7\u00e3o ocupada na sociedade, s\u00f3 ser\u00e1 observado em 2.045. J\u00e1 os negros aparecer\u00e3o nas empresas da mesma forma que na sociedade somente em 2.160. \u201cN\u00f3s podemos convocar as empresas e fazer reuni\u00f5es e, a partir da\u00ed, fazer uma an\u00e1lise e provocar a\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7a para conseguirmos dar uma velocidade maior nisso. N\u00f3s do Ethos vamos tomar essa atitude\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil S\u00e3o Paulo &#8211; A participa\u00e7\u00e3o de mulheres e negros est\u00e1 crescendo lentamente nos quadros de funcion\u00e1rios de grandes empresas do Brasil. A participa\u00e7\u00e3o feminina passou de 11,5% em 2007 para 13,7% em 2010. A mulher negra representa 9,3% das trabalhadoras da base e 0,05% das que ocupam cargos no topo. Os negros ocupam 31,1% das vagas nos quadros funcionais e 25,6% dos cargos de chefia. Na ger\u00eancia s\u00e3o 13,2% e na diretoria 5,3%. 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