{"id":22388,"date":"2010-11-05T07:21:42","date_gmt":"2010-11-05T10:21:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=22388"},"modified":"2010-11-05T07:21:42","modified_gmt":"2010-11-05T10:21:42","slug":"nos-jornais-deputados-gastaram-r-972-por-voto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/05\/nos-jornais-deputados-gastaram-r-972-por-voto\/","title":{"rendered":"Nos jornais: Deputados gastaram R$ 9,72 por voto"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em>FOLHA DE S. PAULO<\/em><\/p>\n<p><strong>Deputados gastaram R$ 9,7 por voto<br \/>\n<\/strong>Os 513 deputados federais eleitos gastaram uma m\u00e9dia de R$ 9,72 por voto para se eleger. No total, os parlamentares desembolsaram R$ 567 milh\u00f5es na campanha. O custo do voto na C\u00e2mara foi tr\u00eas vezes e meia o valor do voto para o Senado (R$ 2,15).<br \/>\nA campe\u00e3 em gastos foi a deputada eleita Teresa Juc\u00e1 (PMDB-RR), ex-mulher do senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR): foram R$ 7,2 milh\u00f5es. O montante representa uma vez e meia o valor gasto pelo segundo colocado, Sandro Mabel (PR-GO), que desembolsou R$ 4,8 milh\u00f5es.<br \/>\nCada voto conferido \u00e0 deputada custou, em m\u00e9dia, R$ 248,83. \u00c9 o maior valor registrado no pa\u00eds. No total, Teresa gastou nove vezes mais que o valor que ganhar\u00e1 como deputada pelos quatro anos de mandato (cerca de R$ 792 mil, sem contar verbas indenizat\u00f3rias e benef\u00edcios).<br \/>\nO gasto de seus futuros colegas custou, em m\u00e9dia, R$ 1,1 milh\u00e3o.<br \/>\nOs 88 deputados petistas foram os que mais gastaram, em n\u00fameros absolutos, entre os partidos. Foram R$ 103 milh\u00f5es. A bancada mais cara, por\u00e9m, \u00e9 a do PMN. Os quatro deputados eleitos gastaram, em m\u00e9dia, R$ 1,59 milh\u00e3o.<!--more--><br \/>\nLogo em seguida, aparece a do PSDB, com gasto m\u00e9dio de R$ 1,56 milh\u00e3o para cada um dos 53 eleitos.<br \/>\nCampe\u00e3o nacional de votos, o deputado eleito Tiririca (PR-SP) teve um dos menores gastos. Cada um de seus 1.353.820 votos custou R$ 0,50. Foram R$ 677 mil, no total, quase a metade da m\u00e9dia nacional.<br \/>\nSegundo deputado mais votado do pa\u00eds, o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ), desembolsou bem mais: R$ 2,5 milh\u00f5es, num total de R$ 3,70 por voto.<br \/>\nA campe\u00e3 em gastos Teresa Juc\u00e1 ajudou a classificar Roraima com o votos mais caros do pa\u00eds. Cada voto para a C\u00e2mara custou, em m\u00e9dia, R$ 104 -quase nove vezes o valor da m\u00e9dia nacional.<br \/>\nO eleitor da Para\u00edba foi o mais &#8220;barato&#8221; entre os Estados: os 12 deputados eleitos do Estado gastaram uma m\u00e9dia de R$ 4,06 por voto.<br \/>\nO voto do eleitor de S\u00e3o Paulo para a C\u00e2mara custou, em m\u00e9dia, R$ 9,92 -muito pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p><strong>EUA inundam mercado com US$ 600 bilh\u00f5es<br \/>\n<\/strong>O Fed (banco central dos EUA) anunciou a compra de US$ 600 bilh\u00f5es em t\u00edtulos do Tesouro americano. O valor corresponde a 4% do PIB daquele pa\u00eds e cerca de 31% de tudo o que Brasil deve produzir neste ano.<br \/>\nA opera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de injetar dinheiro na economia dos EUA, reduzindo os juros de longo prazo e aquecendo o consumo.<br \/>\nA medida foi recebida com cautela. Para economistas, n\u00e3o falta cr\u00e9dito barato: &#8220;inundar&#8221; o mercado com d\u00f3lares pode fazer a infla\u00e7\u00e3o disparar adiante e provocar bolhas de ativos, sobretudo nos emergentes.<br \/>\nPara o ex-diretor do BC Alkimar Moura, parte desse dinheiro vir\u00e1 para o Brasil, em forma de investimento, valorizando mais o real e dificultando as exporta\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEm outra opera\u00e7\u00e3o, de at\u00e9 US$ 300 bilh\u00f5es, o Fed continuar\u00e1 a comprar t\u00edtulos do Tesouro com pap\u00e9is lastreados em hipotecas.<\/p>\n<p><strong>Lula e Dilma culpam americanos e China pela guerra cambial<br \/>\n<\/strong>O Brasil acusou explicitamente os Estados Unidos e a China de promoverem uma &#8220;guerra cambial&#8221; para proteger suas economias. O assunto foi um dos destaques da entrevista dada ontem pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e pela presidente eleita Dilma Rousseff na primeira apari\u00e7\u00e3o de ambos juntos depois das elei\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPol\u00edtica externa e interna, economia, oposi\u00e7\u00e3o, 2014 e v\u00e1rios outros temas fizeram parte do card\u00e1pio de Dilma e Lula durante uma hora de entrevista concedida no Pal\u00e1cio do Planalto.<br \/>\nLula disse que ele e Dilma participar\u00e3o de reuni\u00e3o do G20, em Seul, no dia 11, para lutar pelo fim dos problemas cambiais causados pelos dois pa\u00edses. As queixas internacionais n\u00e3o ficaram restritas \u00e0 \u00e1rea econ\u00f4mica.<br \/>\nDilma mudou o tom das declara\u00e7\u00f5es do governo relacionadas \u00e0 execu\u00e7\u00e3o por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, classificando a posi\u00e7\u00e3o do presidente Mahmoud Ahmadinejad de &#8220;b\u00e1rbara&#8221;.<br \/>\nO presidente disse que, finalmente, decidir\u00e1 sobre a compra de ca\u00e7as para a FAB e sinalizou que escolher\u00e1 os Rafale franceses. Outra pend\u00eancia na agenda internacional, a extradi\u00e7\u00e3o do terrorista italiano Cesare Battisti, est\u00e1 perto do fim. Lula afirmou que seguir\u00e1 o parecer da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea econ\u00f4mica ser\u00e1 a primeira a ser anunciada<br \/>\n<\/strong>Os ministros da \u00e1rea econ\u00f4mica devem ser o primeiro grupo a ser anunciado pela presidente da Rep\u00fablica eleita Dilma Rousseff.<br \/>\nA expectativa \u00e9 que ela e o presidente Lula analisem juntos as op\u00e7\u00f5es para o Banco Central e os minist\u00e9rios da Fazenda e do Planejamento na viagem que far\u00e3o a Seul, para encontro do G-20, no pr\u00f3ximo dia 11.<br \/>\nSegundo a Folha apurou, o objetivo \u00e9 evitar a cria\u00e7\u00e3o de um clima de desconfian\u00e7a no mercado financeiro.<br \/>\nA petista j\u00e1 havia dito que anunciaria sua equipe em blocos, evitando o an\u00fancio individual de nomes.<br \/>\nLula j\u00e1 aconselhou Dilma a manter Guido Mantega na Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central. A presidente eleita, por\u00e9m, ainda tem d\u00favidas, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao BC.<\/p>\n<p><strong>Movimenta\u00e7\u00e3o do PMDB faz partidos pedirem seus &#8220;lotes&#8221;<br \/>\n<\/strong>A movimenta\u00e7\u00e3o do PMDB para ampliar seu espa\u00e7o no governo de Dilma Rousseff j\u00e1 provoca rea\u00e7\u00e3o nos demais partidos da alian\u00e7a que deu sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 candidatura. PP e PTB n\u00e3o a apoiaram oficialmente, mas v\u00e3o brigar por espa\u00e7o no Executivo.<br \/>\nL\u00edderes de PR, PP e PTB discutem a montagem de um bloco no Congresso para ter mais peso n\u00e3o s\u00f3 na atua\u00e7\u00e3o legislativa, mas na negocia\u00e7\u00e3o por cargos.<br \/>\nPara congressistas do PR, a legenda precisa manter o minist\u00e9rio dos Transportes, que \u00e9 cobi\u00e7ado pelo PMDB e pelo PT. Mas tamb\u00e9m falam em crescimento.<br \/>\n&#8220;Fomos o primeiro partido a declarar o apoio a Dilma, em nenhum momento ficamos fora do palanque. Por isso [&#8230;], ao menos temos que manter o mesmo espa\u00e7o no governo&#8221;, disse o deputado Luciano Castro (PR-RR).<\/p>\n<p><strong>&#8216;Mar\u00e9 republicana&#8217; derrota democratas<br \/>\n<\/strong>Dois anos ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o do presidente democrata Barack Obama, a<br \/>\n&#8220;mar\u00e9 republicana&#8221; obteve ao menos 54 cadeiras extras na C\u00e2mara dos EUA, al\u00e9m da maioria dos governos estaduais. As proje\u00e7\u00f5es apontam para o maior ganho dos republicanos desde 1948.<br \/>\nOs democratas devem manter maioria \u00ednfima apenas no Senado. Em discurso, o presidente assumiu a culpa &#8220;por n\u00e3o retornar a cria\u00e7\u00e3o de empregos mais rapidamente&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Jobim condena plano de alian\u00e7a militar para o Atl\u00e2ntico Sul<br \/>\n<\/strong>O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um forte ataque \u00e0s estrat\u00e9gias militares globais dos EUA e da Otan (alian\u00e7a militar ocidental), afirmando que nem o Brasil nem a Am\u00e9rica do Sul podem aceitar que &#8220;se arvorem&#8221; o direito de intervir em &#8220;qualquer teatro de opera\u00e7\u00e3o&#8221; sob &#8220;os mais variados pretextos&#8221;.<br \/>\nEle criticou em especial a proposta ventilada nos EUA de &#8220;cortar a linha&#8221; que separa o Atl\u00e2ntico Sul do Norte para criar o conceito de &#8220;bacia do Atl\u00e2ntico&#8221;.<br \/>\nLembrou que os EUA n\u00e3o firmaram a Conven\u00e7\u00e3o sobre o Direito do Mar da ONU e portanto &#8220;n\u00e3o reconhecem o status jur\u00eddico de pa\u00edses como o Brasil, que tem 350 milhas de sua plataforma continental sob sua soberania&#8221;.<br \/>\n&#8220;Como poderemos conversar sobre o Atl\u00e2ntico Sul com um pa\u00eds que n\u00e3o reconhece os t\u00edtulos referidos pela ONU? O Atl\u00e2ntico que se fala l\u00e1 \u00e9 o que vai \u00e0 costa brasileira ou \u00e9 o que vai at\u00e9 350 milhas da costa brasileira?&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s ser eleita, Dilma volta a se irritar com jornalistas<br \/>\n<\/strong>Em sua primeira entrevista coletiva ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o, Dilma Rousseff mostrou irrita\u00e7\u00e3o com perguntas de jornalistas, pontuou frases de forma dura, encerrou temas bruscamente e chamou rep\u00f3rteres de &#8220;minha querida&#8221; em um tom mais incisivo.<br \/>\nAo lado de Lula, nos 30 minutos em que ele foi o entrevistado, Dilma distribuiu sorrisos e interrompeu o presidente de forma delicada.<br \/>\nEm seu momento de falar, que tamb\u00e9m durou 30 minutos, a petista mudou de humor gradualmente. Come\u00e7ou a coletiva agradecendo aos jornalistas que acompanharam a sua campanha, mas se irritou com a insist\u00eancia de um rep\u00f3rter para saber a posi\u00e7\u00e3o dela sobre a CPMF.<\/p>\n<p><strong>Dilma e Serra levam R$ 1 mi cada um de Eike<br \/>\n<\/strong>Homem mais rico do pa\u00eds, o empres\u00e1rio Eike Batista doou R$ 1 milh\u00e3o para a campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Ele destinou a mesma quantia a Jos\u00e9 Serra (PSDB) e outros R$ 500 mil a Marina Silva (PV).<br \/>\nSomadas, suas doa\u00e7\u00f5es neste ano chegam a pelo menos R$ 4,65 milh\u00f5es, mostram dados parciais da Justi\u00e7a Eleitoral e informa\u00e7\u00f5es prestadas \u00e0 Folha pelo grupo EBX. O valor j\u00e1 supera os R$ 4,3 milh\u00f5es que ele declarou em 2006.<br \/>\nO empres\u00e1rio financiou a dire\u00e7\u00e3o de partidos que atuam em campos opostos: deu R$ 300 mil ao PC do B e R$ 100 mil ao DEM. No Rio, doou R$ 750 mil ao governador reeleito S\u00e9rgio Cabral (PMDB) e R$ 200 mil a seu principal rival, o ex-governador Anthony Garotinho, via PR.<\/p>\n<p><strong>Serra precisa de R$ 20 mi para fechar as contas<br \/>\n<\/strong>O comit\u00ea financeiro de Jos\u00e9 Serra \u00e0 Presid\u00eancia espera a concretiza\u00e7\u00e3o de R$ 20 milh\u00f5es em doa\u00e7\u00f5es para zerar as contas da campanha.<br \/>\nO presidente do comit\u00ea, Jos\u00e9 Gregori, disse ontem que os gastos da campanha de Serra somam,&#8221;no m\u00e1ximo, R$ 120 milh\u00f5es&#8221;.<br \/>\nH\u00e1 previs\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es suficientes para a cobertura das despesas, afirma. Para fechar as contas, \u00e9 necess\u00e1rio que algumas promessas de doa\u00e7\u00f5es sejam honradas.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o excede R$ 20 milh\u00f5es&#8221;, disse Gregori, afirmando que a campanha apresentar\u00e1 sua presta\u00e7\u00e3o de contas ap\u00f3s o feriado de 15 de Novembro.<br \/>\nAinda segundo Gregori, despesas assumidas na reta final t\u00eam pagamento programado para as pr\u00f3ximas duas semanas.<\/p>\n<p><em>O GLOBO<\/em><\/p>\n<p><strong>Obama se diz humilhado ap\u00f3s derrota hist\u00f3rica<br \/>\n<\/strong>Cabisbaixo e multo abatido, o presidente Barack Obama assumiu a responsabilidade pela frustra\u00e7\u00e3o dos eleitores, que lhe impuseram uma devastadora derrota diante dos republicanos nas elei\u00e7\u00f5es legislativas. &#8220;Algumas noites de elei\u00e7\u00e3o s\u00e3o estimulantes, outras s\u00e3o humilhantes&#8221;, disse Obama, com desconcertante sinceridade para um presidente que foi eleito embalado em ventos de mudan\u00e7a, com confort\u00e1vel maioria no Congresso. No que ele qualificou de surra, os democratas perderam ao menos 61 cadeiras na C\u00e2mara e mantiveram o Senado, mas com margem bem reduzida.<\/p>\n<p><strong>D\u00f3lar cair\u00e1 ainda mais<br \/>\n<\/strong>A previs\u00e3o do governo brasileiro e dos especialistas \u00e9 de que a moeda americana vai se desvalorizar ainda mais e o Brasil continuar\u00e1 recebendo recursos do exterior. Ontem, o d\u00f3lar fechou a R$ 1,701, em queda de 0,4%.<\/p>\n<p><strong>Enquanto isso, na crise econ\u00f4mica&#8230;<br \/>\n<\/strong>O banco central americano, o Federal Reserve, aprovou ontem nova cartada para tentar dar f\u00f4lego \u00e0 combalida economia dos EUA. O Fed anunciou que vai adquirir US$ 600 bilh\u00f5es em t\u00edtulos do Tesouro at\u00e9 meados do ano que vem, em compras mensais. O objetivo \u00e9 ter mais dinheiro na economia para estimular cr\u00e9dito e gerar empregos. Especialistas duvidam da efic\u00e1cia da medida.<\/p>\n<p><strong>Lula: oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve agir com raiva<br \/>\n<\/strong>Na primeira entrevista coletiva ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, o presidente Lula pediu que a oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o aja com raiva contra a presidente eleita, Dilma Rousseff, como, segundo disse, fez com ele. Ao lado de Dilma, em tom duro, afirmou: &#8220;Que dentro do Congresso, a oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o fa\u00e7a contra a Dilma a pol\u00edtica que fez comigo, a pol\u00edtica do est\u00f4mago, a pol\u00edtica, eu diria, da vingan\u00e7a, do trabalhar para n\u00e3o dar certo.\u201d Lula disse que n\u00e3o haver\u00e1 medidas impopulares agora, descartou voltar em 2014 e afirmou que o novo governo ter\u00e1 a cara de Dilma: &#8220;Rei morto, rei posto.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Oposi\u00e7\u00e3o: presidente n\u00e3o desceu do palanque<br \/>\n<\/strong>A oposi\u00e7\u00e3o reagiu com cr\u00edticas pesadas ao pedido do presidente Lula para que ela n\u00e3o adote a \u201cpol\u00edtica da vingan\u00e7a\u201d com sua sucessora, nem repita atos \u201craivosos\u201d de que teria sido v\u00edtima. Para os tucanos, Lula deveria agradecer porque a oposi\u00e7\u00e3o foi condescendente com ele no esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o: \u2014 Acho que o presidente Lula fez um pronunciamento de quem ainda n\u00e3o desceu no palanque. N\u00e3o \u00e9 verdade que a oposi\u00e7\u00e3o teve uma postura radical em seu governo. Pelo contr\u00e1rio, fomos acusados de n\u00e3o termos sido duros o suficiente. Al\u00e9m disso, o presidente tinha dois caminhos para conviver com o Congresso: o democr\u00e1tico, pelo convencimento e negocia\u00e7\u00e3o, e o mensal\u00e3o, que ele acabou optou e faliu no momento da vota\u00e7\u00e3o da CPMF \u2014 disse Guerra.<br \/>\nPara o l\u00edder do PSDB no Senado, Arthur Virg\u00edlio (AM), n\u00e3o reeleito, Lula demonstrou rancor: \u201cA oposi\u00e7\u00e3o jamais foi vingativa. Ele, sim, demonstrou portar esse defeito. Sorridente por fora e rancoroso por dentro\u201d, escreveu no Twitter; \u201c(Lula) revelou um lado mesquinho, pequeno, que dificilmente faz parte de uma pessoa feliz verdadeiramente consigo mesma\u201d.<\/p>\n<p><strong>Dilma admite discutir volta da CPMF a pedido de governadores<br \/>\n<\/strong>Na primeira entrevista coletiva ap\u00f3s eleita presidente, Dilma Rousseff prometeu n\u00e3o enviar ao Congresso projeto de recria\u00e7\u00e3o da CPMF, tributo que servia para bancar parte dos gastos com a sa\u00fade e cuja continuidade foi rejeitada pelo Senado em 2007. Dilma, que deu entrevista ao lado do presidente Lula, disse que prefere outros mecanismos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de impostos, mas adiantou que alguns governadores eleitos j\u00e1 a procuraram, demonstrando preocupa\u00e7\u00e3o com o financiamento do setor e admitindo a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de um tributo para ajud\u00e1-los no pagamento das despesas de sa\u00fade.<br \/>\nDilma tamb\u00e9m reafirmou a inten\u00e7\u00e3o de negociar um aumento real para o m\u00ednimo (hoje em R$ 510) que vai vigorar a partir de janeiro. Mas tanto ela quanto Lula rejeitaram a proposta de R$ 600, apresentada pelo tucano Jos\u00e9 Serra durante a campanha. Segundo ela, o piso salarial vai superar os R$ 600 na virada de 2011 para 2012.<\/p>\n<p><strong>Grupo de Cabral j\u00e1 fala em ter Sa\u00fade e Minas e Energia<br \/>\n<\/strong>No estado em que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), teve a nona maior vota\u00e7\u00e3o (60,48% dos votos, maior percentual do Centro-Sul do pa\u00eds), o governador reeleito do Rio, S\u00e9rgio Cabral (PMDB), sai das elei\u00e7\u00f5es como um dos nomes influentes na forma\u00e7\u00e3o do novo governo.<br \/>\nE, nos bastidores do Pal\u00e1cio Guanabara, fala-se em pelo menos dois minist\u00e9rios que poderiam ser ocupados por aliados de Cabral: Sa\u00fade e Minas e Energia.<br \/>\nA informa\u00e7\u00e3o \u00e9 que Dilma gostaria de ter em seu governo os atuais secret\u00e1rios estaduais de Sa\u00fade, S\u00e9rgio C\u00f4rtes, que implantou as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) \u2014 experi\u00eancia fluminense que a petista pretende expandir para todo o pa\u00eds \u2014, e de Seguran\u00e7a, Jos\u00e9 Mariano Beltrame, respons\u00e1vel pelo bem-sucedido projeto das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs) nas favelas do Rio.<\/p>\n<p><strong>Veto implode &#8216;Mem\u00f3rias Reveladas&#8217;<br \/>\n<\/strong>A falta de transpar\u00eancia na difus\u00e3o dos arquivos do regime militar provocou mais uma demiss\u00e3o no Centro de Refer\u00eancia de Lutas Pol\u00edticas no Brasil, o Mem\u00f3rias Reveladas.<br \/>\nDepois do historiador Carlos Fico, foi a vez de Jessie Jane Vieira de Sousa, sua colega na UFRJ, se afastar ontem do cargo de presidente da Comiss\u00e3o de Altos Estudos da entidade.<br \/>\nEla alega que o centro se afastou completamente dos prop\u00f3sitos originais.<br \/>\n\u2014 Da ideia inicial de oferecer o acesso aos documentos da ditadura, o Mem\u00f3rias Reveladas virou um projeto burocr\u00e1tico do Arquivo Nacional.<br \/>\nDocumentos que deveriam ser p\u00fablicos, porque j\u00e1 foram desclassificados, continuam submetidos \u00e0 cultura do segredo \u2014 lamentou a historiadora e ex-presa pol\u00edtica.<br \/>\nCriado pela ent\u00e3o ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, no ano passado, para facilitar a divulga\u00e7\u00e3o dos acervos do regime militar, o Mem\u00f3rias Reveladas \u00e9 agora centro de uma crise entre pesquisadores e autoridades federais.<\/p>\n<p><strong>M\u00ednimo: centrais v\u00e3o brigar por R$ 580<br \/>\n<\/strong>O Congresso come\u00e7ou a discutir ontem o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo que vai vigorar em janeiro j\u00e1 a partir do patamar de R$ 540, mas os parlamentares foram avisados de que as centrais sindicais v\u00e3o brigar por R$ 580. Embalado pela receita extra de R$ 17,8 bilh\u00f5es, aprovada ontem pela Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento para 2011 \u2014 al\u00e9m da previs\u00e3o de um crescimento do PIB de 7,2% em 2010 \u2014, o relator-geral do Or\u00e7amento, senador Gim Argello (PTB-DF), vai arredondar o valor para R$ 540. O governo prop\u00f4s R$ 538,15, mas j\u00e1 deu sinal verde para um valor de R$ 550. N\u00famero que pode chegar a R$ 560.<br \/>\nMesmo disposta a dar um aumento real (acima da infla\u00e7\u00e3o) para 2011, a presidente eleita Dilma Rousseff est\u00e1 sens\u00edvel a apelos das prefeituras, que alegam que podem quebrar com um m\u00ednimo beirando os R$ 600. O dilema \u00e9 que \u00e9 preciso alterar para 2011 a regra de c\u00e1lculo que prev\u00ea a reposi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o mais o PIB de dois anos anteriores. Como em 2009 o PIB foi negativo em 0,2%, n\u00e3o haveria aumento real em 2011. As centrais querem antecipar o aumento em torno de 13% que valeria para 2012.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio de R$ 24 mil para Kassab<br \/>\n<\/strong>A C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo p\u00f4s na pauta de vota\u00e7\u00e3o, ontem, o projeto que reajusta o sal\u00e1rio do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 95% e dos secret\u00e1rios municipais em cerca de 280%. O valor do sal\u00e1rio do prefeito passaria de R$ 12.384 para R$ 24.117. O assunto ficou pendente, porque a proposta n\u00e3o teve os 28 votos necess\u00e1rios para passar em primeira vota\u00e7\u00e3o nem para ser rejeitada.<br \/>\nForam 20 votos contra e 19 a favor do reajuste. O projeto vai a nova discuss\u00e3o nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p><strong>Diretor do &#8216;Estado de Minas&#8217; nega ter pedido quebra de sigilo a Amaury<br \/>\n<\/strong>O diretor de Reda\u00e7\u00e3o do \u201cEstado de Minas\u201d, Josemar Gimenez, negou ontem, em depoimento \u00e0 Pol\u00edcia Federal, que o jornal tenha encomendado ao jornalista Amaury Ribeiro J\u00fanior a quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas e outros tucanos ligados ao candidato derrotado \u00e0 Presid\u00eancia, Jos\u00e9 Serra (PSDB). Gimenez negou tamb\u00e9m que o \u201cEstado de Minas\u201d tenha bancado as viagens do jornalista de Belo Horizonte a S\u00e3o Paulo, entre setembro e outubro de 2009, per\u00edodo da quebra do sigilo. A pol\u00edcia apura eventuais v\u00ednculos entre o jornal e a viola\u00e7\u00e3o do sigilo fiscal dos tucanos, um dos esc\u00e2ndalos da campanha deste ano.<br \/>\nNum dos quatro depoimentos ao delegado Hugo Uruguai, antes do segundo turno das elei\u00e7\u00f5es, Amaury disse que fez um levantamento sobre Eduardo Jorge e outras pessoas para contrapor a uma investiga\u00e7\u00e3o que estaria sendo feita por um suposto grupo do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) contra o ex-governador de Minas A\u00e9cio Neves. No per\u00edodo, Serra e A\u00e9cio eram potenciais candidatos do PSDB \u00e0 Presid\u00eancia.<br \/>\n\u201cO \u2018Estado de Minas\u2019 nunca pediu a Amaury que investigasse qualquer suposto dossi\u00ea contra o ent\u00e3o governador A\u00e9cio Neves\u201d, disse Gimenez, conforme c\u00f3pia do depoimento a que O GLOBO teve acesso.<\/p>\n<p><strong>PSB quer mais espa\u00e7o no governo<br \/>\n<\/strong>Depois do PMDB, o PSB oficializou ontem \u00e0 noite o desejo de ampliar espa\u00e7o no futuro governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, para corresponder ao crescimento do partido nas urnas, com a elei\u00e7\u00e3o de seis governadores e 37 deputados federais. Al\u00e9m do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia e da Secretaria Nacional de Portos, os socialistas querem recuperar o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional ou assumir o Minist\u00e9rio das Cidades.<br \/>\nO pleito do partido foi apresentado pelo presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), ao presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra. Hoje, os governadores do PSB e as principais lideran\u00e7as da legenda se re\u00fanem em Bras\u00edlia. Mas, de forma reservada, a expectativa do exministro Ciro Gomes de reassumir um cargo no primeiro escal\u00e3o do governo perdeu for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Menos poder para o vice<br \/>\n<\/strong>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou ontem proposta de emenda constitucional que esvazia as fun\u00e7\u00f5es do vice-presidente da Rep\u00fablica. A PEC determina a realiza\u00e7\u00e3o de novas elei\u00e7\u00f5es para escolher o presidente da Rep\u00fablica se o cargo ficar vago. O vice ocuparia o posto interinamente at\u00e9 a elei\u00e7\u00e3o. Pela lei em vigor, o vicepresidente assume o lugar do titular.<br \/>\nDe acordo com a PEC, caso a vac\u00e2ncia (por morte ou ren\u00fancia) ocorra nos dois \u00faltimos anos do mandato presidencial, o novo ocupante do cargo ser\u00e1 eleito pelos deputados e senadores 30 dias depois da abertura da vaga. Se a vac\u00e2ncia ocorrer nos primeiros dois anos do mandato, ser\u00e1 realizada uma nova elei\u00e7\u00e3o direta, com voto popular, em 90 dias.<\/p>\n<p><strong>AGU d\u00e1 a Lula argumentos legais para n\u00e3o extraditar Cesare Battisti<br \/>\n<\/strong>O presidente Lula dever\u00e1 manter no pa\u00eds o ex-ativista italiano Cesare Battisti, que est\u00e1 preso no Brasil e \u00e9 condenado pelo governo da It\u00e1lia por terrorismo. Ontem, Lula afirmou que vai seguir o que recomendar parecer da Advocacia Geral da Uni\u00e3o. O texto que est\u00e1 em fase final de reda\u00e7\u00e3o na AGU d\u00e1 ao presidente os argumentos legais para n\u00e3o extraditar Battisti e mant\u00ea-lo no pa\u00eds.<br \/>\nNo ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a extradi\u00e7\u00e3o do italiano, mas reconheceu que a palavra final sobre o caso caberia ao presidente da Rep\u00fablica. A pedido do advogado-geral da Uni\u00e3o, Lu\u00eds In\u00e1cio Adams, um t\u00e9cnico da Consultoria Geral da Uni\u00e3o, \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 AGU, preparou um parecer que embasaria juridicamente a op\u00e7\u00e3o do governo brasileiro de negar o pedido da It\u00e1lia. O parecer ainda n\u00e3o foi aprovado por Adams, mas demonstra que a AGU j\u00e1 est\u00e1 pronta para auxiliar Lula nesse sentido.<\/p>\n<p><em>O ESTADO DE S. PAULO<\/em><\/p>\n<p><strong>Lula diz que todo poder \u00e9 de Dilma: &#8216;Rei morto, rei posto&#8217;<br \/>\n<\/strong>O presidente Lula afirmou, em entrevista coletiva junto com Dilma Rousseff, que o governo da presidente eleita &#8220;tem de ter a cara de Dilma&#8221;. Ante as especula\u00e7\u00f5es sobre o real poder de sua sucessora, ele declarou que, a partir de 1\u00ba de janeiro, \u00e9 \u201crei morto, rei posto&#8221;. Para refor\u00e7ar a disposi\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o vai interferir, Lula sinalizou tamb\u00e9m que n\u00e3o vai disputar a elei\u00e7\u00e3o de 2014: &#8220;Chegar ao final do mandato com o reconhecimento popular que tem o governo, voltar \u00e9 uma temeridade porque a expectativa gerada \u00e9 infinitamente maior&#8221;. O presidente deixou claro que o objetivo da entrevista, convocada minutos antes de ser realizada, era passar um recado pol\u00edtico. Em 15 oportunidades, Lula enfatizou que a forma\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio \u00e9 de inteira responsabilidade de Dilma. Apesar do discurso, Dilma e Lula v\u00e3o aproveitar a longa viagem a Seul, na pr\u00f3xima semana, para discutir a alian\u00e7a de sustenta\u00e7\u00e3o do futuro governo e nomes para o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>As defini\u00e7\u00f5es de Dilma<br \/>\n<\/strong>CPMF: \u201cDo ponto de vista do governo federal, n\u00e3o h\u00e1 uma necessidade premente (de recriar a CPMF). Mas do ponto de vista dos governadores sei que h\u00e1 esse processo.\u201d<br \/>\nSal\u00e1rio m\u00ednimo: &#8220;Num cen\u00e1rio de o PIB crescendo a taxas que esperamos teremos um m\u00ednimo em 2014 bem acima de setecentos e poucos reais. Se n\u00e3o tiver nenhuma altera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 em 2011 ou no in\u00edcio de 2012, ele estaria acima de R$ 600.&#8221;<br \/>\nBolsa-fam\u00edlia: &#8220;Tenho um objetivo de assegurar cada vez mais que a cobertura das fam\u00edlias chegue a 100%. Hoje, n\u00e3o s\u00e3o 100%.&#8221;<br \/>\nGuerra cambial: &#8220;Todos os pa\u00edses fora a China e os Estados Unidos percebem que h\u00e1 uma guerra cambial. Numa situa\u00e7\u00e3o dessas, n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o individual. Voc\u00ea pode ter medidas de prote\u00e7\u00e3o no seu pa\u00eds, mas quando come\u00e7a uma pol\u00edtica de desvaloriza\u00e7\u00e3o competitiva, da \u00faltima vez deu no que deu, na Segunda Guerra.&#8221;<br \/>\nReforma agr\u00e1ria: &#8220;O presidente pediu para a Embrapa fazer uma avalia\u00e7\u00e3o sobre o \u00edndice de produtividade (das propriedades rurais) e definir o que considera tecnicamente correto. Vou avaliar esses dados.\u201d<\/p>\n<p><strong>Chamada \u00e0s pressas, eleita estava de malas prontas para viagem<br \/>\n<\/strong>A presidente eleita, Dilma Rousseff, j\u00e1 estava com as malas dentro do carro para uma viagem de descanso quando foi chamada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva ao Pal\u00e1cio do Planalto, ontem pela manh\u00e3. Ao receb\u00ea-la, Lula disse que estava preocupado com as not\u00edcias sobre a montagem do governo, consequ\u00eancia da disputa por cargos entre os partidos da coliga\u00e7\u00e3o.<br \/>\nLula sugeriu a Dilma que tomasse o processo de forma\u00e7\u00e3o do governo exclusivamente em suas m\u00e3os, para evitar que se transforme numa crise pol\u00edtica antes mesmo da posse, em 1\u00ba de janeiro. Porque, segundo o presidente, j\u00e1 tem governo montado e governo destitu\u00eddo. Lula disse ainda que sabe o que ocorre nesses momentos, em que uma por\u00e7\u00e3o de lados tenta garantir o espa\u00e7o num futuro governo, \u00e0 base de fofocas e de todo tipo de rasteiras poss\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Presidente ataca oposi\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>O presidente Lula aproveitou a entrevista para dizer que os opositores agiram de modo \u201craivoso&#8221;. Lula pediu que, com Dilma, eles passem a &#8220;torcer para que o Brasil d\u00ea certo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Oposi\u00e7\u00e3o v\u00ea \u2018ingratid\u00e3o\u2019 e agora promete ser dura<br \/>\n<\/strong>Provocados pelas declara\u00e7\u00f5es do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o avaliam que, para sobreviver, PSDB e DEM devem partir para uma postura de maior confronto com o governo federal.<br \/>\nAo comentarem a declara\u00e7\u00e3o de Lula, que disse ontem esperar que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) n\u00e3o enfrente uma oposi\u00e7\u00e3o raivosa, os parlamentares afirmam ainda que, durante os oito anos de governo, fizeram uma &#8220;oposi\u00e7\u00e3o dos sonhos&#8221;.<br \/>\n&#8220;A oposi\u00e7\u00e3o que o Lula teve \u00e9 a que todo presidente pede a Deus. Foi uma oposi\u00e7\u00e3o generosa, respons\u00e1vel e construtiva. Raramente atuou com veem\u00eancia&#8221;, disse o vice-l\u00edder do PSDB no Senado, \u00c1lvaro Dias (PR). Para o tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve de enfrentar uma oposi\u00e7\u00e3o muito pior que a enfrentada por Lula. &#8220;O presidente Lula reclama, mas a \u00fanica derrota dele no Senado foi a derrubada da CPMF. Fomos uma oposi\u00e7\u00e3o sem volume e precisamos aprender com os pr\u00f3prios erros&#8221;, analisou.<\/p>\n<p><strong>Dirceu diz que presidente sair\u00e1 de cena para dar autonomia a Dilma<br \/>\n<\/strong>O ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu afirmou ontem que o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva dever\u00e1 sair de cena a partir de 1\u00ba de janeiro para dar autonomia \u00e0 presidente eleita Dilma Rousseff. &#8220;Ele vai se recolher. Ele tem um papel no mundo, vai continuar viajando, ajudando os partidos de centro-esquerda no mundo a crescer.&#8221;<br \/>\nEntre os pap\u00e9is que devem ser desempenhados por Lula, al\u00e9m de &#8220;conselheiro&#8221; de Dilma, Dirceu disse acreditar que ele se dedicar\u00e1 a uma funda\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, atender\u00e1 a demandas do exterior por sua &#8220;experi\u00eancia&#8221; como ex-presidente e se ocupar\u00e1 da implementa\u00e7\u00e3o da reforma pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>PT e PMDB v\u00e3o fatiar mandato na C\u00e2mara<br \/>\n<\/strong>Ap\u00f3s tomar caf\u00e9 da manh\u00e3 com a presidente eleita Dilma Rousseff, na casa dela no Lago Sul, em Bras\u00edlia, o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), afirmou que seu partido e o PT assinar\u00e3o um documento para dividir o comando da C\u00e2mara nos pr\u00f3ximos quatro anos, cabendo um bi\u00eanio a cada um. Entretanto, ressalvou que a escolha de quem ocupar\u00e1 o primeiro bi\u00eanio ficar\u00e1 para janeiro.<br \/>\nO l\u00edder do PMDB na C\u00e2mara, deputado Henrique Alves (RN), e o l\u00edder do governo, C\u00e2ndido Vaccarezza (PT-SP), travam uma queda de bra\u00e7o pelo cargo. Alves declarou recentemente que n\u00e3o abre m\u00e3o de assumir a presid\u00eancia da Casa j\u00e1 em 2011.<br \/>\nTemer, por sua vez, deve renunciar \u00e0 presid\u00eancia do PMDB dias antes de assumir o novo cargo. O deputado Eun\u00edcio Oliveira (PMDB-CE), eleito senador, \u00e9 o nome mais forte para suced\u00ea-lo no comando do partido.<br \/>\nMembros das bancadas peemedebista afirmam que o senador eleito tem o apoio de Temer para suced\u00ea-lo, al\u00e9m do voto da maioria dos colegas.<br \/>\nDisputa interna<br \/>\nEles lembram que Temer poderia acumular os dois cargos, desde que enquadrado ao dispositivo do Estatuto que prev\u00ea seu licenciamento autom\u00e1tico do cargo nas vezes em que substituir Dilma na presid\u00eancia. Mas entendem que ele ser\u00e1 mais bem sucedido nas articula\u00e7\u00f5es no Congresso e ter\u00e1 mais chance de atuar na esfera do Executivo, se abrir m\u00e3o da presid\u00eancia em favor de algu\u00e9m de sua confian\u00e7a.<br \/>\nEun\u00edcio Oliveira afirma que seu nome &#8220;est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do partido&#8221;. &#8220;Est\u00e1 indo bem essa conversa, tenho de ter a humildade de dizer que n\u00e3o recusaremos um cargo como esse&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Especialistas temem que petr\u00f3leo controle economia nacional<br \/>\n<\/strong>A \u00eanfase dada pela presidente eleita Dilma Rousseff \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de refinarias para o petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal foi criticada por especialistas do setor. Em entrevista coletiva, Dilma afirmou que as &#8220;refinarias s\u00e3o cruciais para o pr\u00e9-sal, porque n\u00f3s n\u00e3o podemos ser exportadores de \u00f3leo bruto&#8221;.<br \/>\nAdriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), questiona a necessidade de construir tantas refinarias no Pa\u00eds neste momento, e aponta para o risco de &#8220;venezueliza\u00e7\u00e3o&#8221; do Pa\u00eds, com concentra\u00e7\u00e3o excessiva da economia brasileira na cadeia do petr\u00f3leo. &#8220;Podemos acabar com capacidade ociosa, porque n\u00e3o sabemos ao certo quando \u00e9 que teremos volumes significativos de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal&#8221;, diz Pires.<\/p>\n<p><strong>Or\u00e7amento para 2011 ter\u00e1 refor\u00e7o de R$ 17,7 bilh\u00f5es<br \/>\n<\/strong>Com a \u2018ajudinha\u2019 de um tucano, a proposta de or\u00e7amento para o primeiro ano de governo de Dilma Rousseff ganhou refor\u00e7o de R$ 17,7 bilh\u00f5es, diminuindo as press\u00f5es para que o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva adote &#8220;medidas impopulares&#8221; para colaborar com a colega petista.<br \/>\nO adicional de receitas abriu espa\u00e7o para atender as demandas que normalmente pressionam os gastos, como \u00e9 caso do reajuste mais elevado para o sal\u00e1rio m\u00ednimo, assim como para os aposentados, e atender as demandas de ressarcimento dos estados exportadores e por mais dinheiro na sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aliados se mobilizam por nova CPMF<br \/>\n<\/strong>Os governadores da base aliada ao Pal\u00e1cio do Planalto dever\u00e3o se mobilizar, a partir do ano que vem, para criar uma fonte de recursos para financiar a sa\u00fade. A ideia de instituir um imposto para custear a Sa\u00fade, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 antiga Contribui\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria sobre Movimenta\u00e7\u00e3o Financeira (CPMF), agrada \u00e0 presidente eleita Dilma Rousseff.<br \/>\nA maioria dos dez governadores de oposi\u00e7\u00e3o eleitos dever\u00e1, no entanto, resistir \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um novo tributo.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o pretendo enviar um projeto recriando a CPMF. Mas tenho visto uma mobiliza\u00e7\u00e3o de governadores nessa dire\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou ontem Dilma, durante entrevista coletiva. Mas ela se diz preocupada com a cria\u00e7\u00e3o de novos impostos. &#8220;Eu tenho muita preocupa\u00e7\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o de impostos. Preferia outros mecanismos, mas tenho visto uma press\u00e3o dos governadores. \u00c9 necess\u00e1rio que se abra um processo de discuss\u00e3o com eles&#8221;, disse.<\/p>\n<p><strong>Centrais querem manter regra do sal\u00e1rio m\u00ednimo<br \/>\n<\/strong>A defini\u00e7\u00e3o do valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo ter\u00e1 seu primeiro embate hoje, em reuni\u00e3o das centrais sindicais com o relator do Or\u00e7amento, senador Gim Argello (PTB-DF). Os sindicalistas querem um ganho acima da infla\u00e7\u00e3o em 2011, mas n\u00e3o aceitam que o aumento pago no ano que vem seja uma antecipa\u00e7\u00e3o do grande reajuste programado para 2012. Argello, por\u00e9m, quer negociar os dois anos juntos. &#8220;Vamos abrir a negocia\u00e7\u00e3o para o bi\u00eanio 2011 e 2012&#8221;, disse o senador. Os sindicalistas dever\u00e3o se reunir com representantes do governo e da equipe de transi\u00e7\u00e3o na semana que vem. O m\u00ednimo fixado para o ano que vem \u00e9 de R$ 538,15, mas o valor ser\u00e1 arredondado para R$ 540, segundo Argello.<br \/>\nA confus\u00e3o em torno do aumento do m\u00ednimo ocorre porque o piso salarial \u00e9 corrigido conforme a varia\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e o crescimento do PIB de dois anos atr\u00e1s. Se essa regra fosse seguida ao p\u00e9 da letra, em 2011 n\u00e3o haveria aumento real, pois o PIB de 2009 foi negativo. Em 2012, por outro lado, o reajuste ser\u00e1 bem elevado, porque o PIB de 2010 crescer\u00e1 algo como 7,5%. &#8220;O reajuste de 2011 ser\u00e1 ruim, mas o de 2012 ser\u00e1 \u00f3timo&#8221;, comentou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.<\/p>\n<p><strong>Historiador renuncia por falta de acesso ao Arquivo Nacional<br \/>\n<\/strong>Dificuldades no acesso a documentos do regime militar durante o per\u00edodo eleitoral levaram o historiador Carlos Fico a renunciar ao cargo que ocupava no projeto Mem\u00f3rias Reveladas, que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre a ditadura militar. O professor acusa o Arquivo Nacional de impedir a consulta dos pap\u00e9is, &#8220;sob a alega\u00e7\u00e3o de que jornalistas estariam fazendo uso indevido da documenta\u00e7\u00e3o, buscando dados sobre os candidatos envolvidos na campanha eleitoral&#8221;.<br \/>\nFico, que \u00e9 professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e era presidente substituto da Comiss\u00e3o de Altos Estudos do projeto, enviou ontem sua carta de ren\u00fancia ao presidente do Arquivo, Jaime Antunes. At\u00e9 o in\u00edcio da noite de ontem, a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia se manifestado sobre o caso.<br \/>\nO historiador afirma que uma de suas alunas solicitou acesso a documentos do per\u00edodo do regime militar e foi informada por um funcion\u00e1rio de que &#8220;os acervos estavam fechados&#8221;. Na semana passada, o professor enviou um novo requerimento de consulta aos arquivos e tamb\u00e9m teve o pedido negado. Segundo Fico, uma funcion\u00e1ria pediu que ele entrasse em contato com o diretor-geral do Arquivo Nacional na sexta-feira, \u00faltimo dia da campanha eleitoral.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 normal que um pesquisador precise se dirigir ao diretor-geral para ter acesso a documentos. \u00c9 um procedimento burocratizado&#8221;, afirma. &#8220;Para mim, s\u00e3o evidentes os motivos pelos quais eu teria que esperar at\u00e9 o dia 29.&#8221;<\/p>\n<p><strong>No 2\u00ba turno, Serra conseguiu virar em apenas 3 Estados<br \/>\n<\/strong>Apenas no Esp\u00edrito Santo, em Goi\u00e1s e no Rio Grande do Sul, o presidenci\u00e1vel do PSDB, Jos\u00e9 Serra, conseguiu inverter, no \u00faltimo domingo, seu desempenho eleitoral em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presidente Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno, ultrapassando-a, ainda assim, por diferen\u00e7as modestas.<br \/>\nNas demais unidades da Federa\u00e7\u00e3o, os candidatos mantiveram no segundo turno as posi\u00e7\u00f5es que ocupavam em rela\u00e7\u00e3o ao outro em 3 de outubro. Como ambos conseguiram ampliar, em porcentuais semelhantes, suas vantagens nos Estados, a dist\u00e2ncia na vota\u00e7\u00e3o nacional ficou parecida: caiu de14,3 para 12,1 pontos porcentuais entre os dois turnos.<br \/>\nEm 3 de outubro, Dilma teve 46,91% dos votos v\u00e1lidos e Serra, 32,61% &#8211; uma diferen\u00e7a de 14.519.151 votos de vantagem para a petista. No dia 31, o placar da vit\u00f3ria governista sobre os tucanos foi 56,05% a 43,95%, uma frente de 12.041.141 votos. Dessa forma, o ganho l\u00edquido de Serra no per\u00edodo foi de apenas 2.478.010 votos. A redu\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia que separou os dois candidatos foi de 2,2 pontos porcentuais.<\/p>\n<p><strong>EUA anunciam pacote de US$ 600 bilh\u00f5es<br \/>\n<\/strong>Central dos EUA decidiu injetar US$ 600 bilh\u00f5es para reanimar a economia do pa\u00eds. A partir de hoje, quando come\u00e7am as compras de t\u00edtulos do Tesouro americano, a liquidez dever\u00e1 ser elevada \u00e0 m\u00e9dia de US$ 110 bilh\u00f5es mensais, a que deve pressionar o c\u00e2mbio em pa\u00edses emergentes como o Brasil. A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico avalia que h\u00e1 risco de bolha de ativos nesses pa\u00edses, porque h\u00e1 sinais de que os recursos emitidos nas na\u00e7\u00f5es ricas n\u00e3o tem entrada nas economias locais, mas se destinado aos emergentes.<\/p>\n<p><strong>Obama reconhece derrota e pede negocia\u00e7\u00e3ao com republicanos<br \/>\n<\/strong>Derrotado nas elei\u00e7\u00f5es legislativas do dia 2, o presidente dos EUA, Barack Obama, recorreu ao Partido Republicano para que negocie solu\u00e7\u00f5es com os democratas e a Casa Branca para reaquecer a economia. O pleito de ter\u00e7a-feira refletiu clara desaprova\u00e7\u00e3o popular. Os democratas perderam 61 cadeiras na C\u00e2mara dos Deputados e os republicanos recuperaram a maioria dos votos: 239 contra 185.<\/p>\n<p><em>CORREIO BRAZILIENSE<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma j\u00e1 fala em CPMF e aliados buscam receita<br \/>\n<\/strong>Na primeira entrevista coletiva ap\u00f3s a vit\u00f3ria nas urnas, a presidente eleita, Dilma Rousseff, sinalizou como pretende negociar com o Congresso e com os governadores um tema espinhoso no Planalto: as contas p\u00fablicas. Ela prev\u00ea um sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 600, mas somente em 2012, diferentemente do que havia proposto Jos\u00e9 Serra durante a campanha. Dilma tamb\u00e9m est\u00e1 disposta a conversar com os governos estaduais sobre a volta da CPMF, mas n\u00e3o pretende apresentar projeto de lei para o retorno do tributo. Enquanto a petista detalha as inten\u00e7\u00f5es de governo, os aliados se esmeram em aumentar as receitas no Or\u00e7amento. Os recursos extras podem chegar a R$ 20 bilh\u00f5es e permitiriam um reajuste maior do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2014 a proposta inicial para 2011 \u00e9 de R$ 538 \u2014 e at\u00e9 o aumento a servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Novo governo: O fil\u00e3o das estatais<br \/>\n<\/strong>Empresas federais s\u00e3o o objeto de cobi\u00e7a dos aliados de Dilma Rousseff. Para 2011, estatais t\u00eam uma previs\u00e3o de R$ 107 bilh\u00f5es em investimentos e participa\u00e7\u00e3o em obras de grande visibilidade. Ao menos 612 postos em cargos executivos poder\u00e3o ser preenchidos por apadrinhados. Muitos sal\u00e1rios passam de R$ 20 mil.<\/p>\n<p><strong>Contas do GDF: Rombo de R$ 800 milh\u00f5es<br \/>\n<\/strong>Al\u00e9m dos muitos problemas a serem resolvidos no DF, o petista Agnelo Queiroz ter\u00e1 outra heran\u00e7a dif\u00edcil de administrar nos primeiros meses de governo. Ele receber\u00e1 a m\u00e1quina p\u00fablica com os gastos contingenciados. Isso porque h\u00e1 um d\u00e9ficit milion\u00e1rio no or\u00e7amento, o que pode atrapalhar a implementa\u00e7\u00e3o de novos programas.<\/p>\n<p><strong>Obama reconhece fracasso<br \/>\n<\/strong>O presidente admitiu que os norte-americanos est\u00e3o frustrados com seu governo e por isso os democratas sofreram uma derrota nas urnas. Para reativar a economia, o banco central do pa\u00eds vai gastar US$ 600 bilh\u00f5es<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOLHA DE S. PAULO Deputados gastaram R$ 9,7 por voto Os 513 deputados federais eleitos gastaram uma m\u00e9dia de R$ 9,72 por voto para se eleger. No total, os parlamentares desembolsaram R$ 567 milh\u00f5es na campanha. O custo do voto na C\u00e2mara foi tr\u00eas vezes e meia o valor do voto para o Senado (R$ 2,15). A campe\u00e3 em gastos foi a deputada eleita Teresa Juc\u00e1 (PMDB-RR), ex-mulher do senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR): foram R$ 7,2 milh\u00f5es. O montante representa uma vez e meia o valor gasto pelo segundo colocado, Sandro Mabel (PR-GO), que desembolsou R$ 4,8 milh\u00f5es. Cada voto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22388","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":427,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22388"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22388\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22389,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22388\/revisions\/22389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}