{"id":22317,"date":"2010-11-04T06:34:59","date_gmt":"2010-11-04T09:34:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=22317"},"modified":"2010-11-04T06:34:59","modified_gmt":"2010-11-04T09:34:59","slug":"nos-jornais-dilma-quer-mudar-calculo-de-aumento-do-minimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/04\/nos-jornais-dilma-quer-mudar-calculo-de-aumento-do-minimo\/","title":{"rendered":"Nos jornais: Dilma quer mudar c\u00e1lculo de aumento do m\u00ednimo"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma quer mudar c\u00e1lculo de aumento do m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff quer aprovar uma nova regra de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Sua equipe de transi\u00e7\u00e3o vai negociar com as centrais sindicais, em conjunto com o governo Lula, um novo mecanismo para come\u00e7ar a valer j\u00e1 em 2011. A ideia \u00e9 acertar um novo modelo para evitar o que, pela regra atual, aconteceria no ano que vem: o m\u00ednimo n\u00e3o teria reajuste real, sendo corrigido apenas pela infla\u00e7\u00e3o. Um auxiliar do presidente Lula disse \u00e0 Folha, por\u00e9m, que ele n\u00e3o deixar\u00e1 o governo com &#8220;zero de aumento real&#8221;. Ontem, em entrevista \u00e0 Band, Dilma tamb\u00e9m afirmou que apoiar\u00e1 um reajuste real do m\u00ednimo, n\u00e3o seguindo a regra atual. &#8220;Como no ano passado o crescimento [do PIB] foi zero, n\u00f3s vamos discutir com as centrais um aumento maior que esse&#8221;, disse Dilma, acrescentando que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 manter regra semelhante \u00e0 que est\u00e1 em vigor. O reajuste do m\u00ednimo foi uma das principais bandeiras de campanha de Jos\u00e9 Serra (PSDB), que prometeu elevar o sal\u00e1rio m\u00ednimo dos atuais R$ 510 para R$ 600, bem acima dos R$ 538,15 definidos pelo governo na proposta de Or\u00e7amento enviada ao Congresso em agosto.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Oposi\u00e7\u00e3o coloca reajuste de R$ 600 como prioridade <\/strong><\/p>\n<p>Principal bandeira da campanha de Jos\u00e9 Serra (PSDB), o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 510 para R$ 600 vai ser uma das prioridades da oposi\u00e7\u00e3o no Congresso at\u00e9 o final do ano. Cientes de que ser\u00e1 barrado pelos governistas, DEM e PSDB querem desgastar a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) ao insistir no reajuste -para o qual n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o nas contas em 2011. A oposi\u00e7\u00e3o afirma que o reajuste se tornou uma &#8220;obriga\u00e7\u00e3o&#8221; depois das elei\u00e7\u00f5es. &#8220;Cabe \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o defender a tese por uma quest\u00e3o de coer\u00eancia e, sobretudo, porque o partido e o candidato defenderam que esse m\u00ednimo \u00e9 poss\u00edvel&#8221;, afirma o vice-l\u00edder do PSDB no Senado, \u00c1lvaro Dias (PR).<\/p>\n<p><strong>Demagogia implode pol\u00edtica para o m\u00ednimo <\/strong><\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o demag\u00f3gica suprapartid\u00e1ria de taxas e valores amea\u00e7a implodir a primeira pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo desde o Plano Real, sem que tenha sido demonstrada a necessidade de uma alternativa. Data de dezembro de 2006 o acordo com as centrais sindicais que definiu reajustes conforme o crescimento da economia de dois anos antes. Naquele momento, o presidente Lula abandonava a invi\u00e1vel promessa eleitoral de duplicar o poder de compra do piso salarial. J\u00e1 descumprida no primeiro mandato, tal meta levaria, pela nova regra, mais uns dez anos para ser atingida -com a economia andando bem. A vincula\u00e7\u00e3o entre o m\u00ednimo e a varia\u00e7\u00e3o do PIB combina dois objetivos: pelo lado trabalhista, quem recebe o piso legal mant\u00e9m sua participa\u00e7\u00e3o na renda do pa\u00eds; no Or\u00e7amento, os benef\u00edcios da Previd\u00eancia, da assist\u00eancia social e do seguro-desemprego n\u00e3o aumentam mais que a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n<p><strong>Cardozo atua para conciliar PT e PMDB <\/strong><\/p>\n<p>Um dos coordenadores da equipe de transi\u00e7\u00e3o da presidente eleita Dilma Rousseff, o deputado federal Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, 51, assumiu o papel de buscar uma concilia\u00e7\u00e3o entre PT e PMDB. Ele evita dizer se a presid\u00eancia da C\u00e2mara, alvo de disputa entre os dois partidos, pode ser colocada no pacote de negocia\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o no futuro governo, para evitar disputa aberta. Deputado federal com dois mandatos, Cardozo n\u00e3o se candidatou \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Al\u00e7ado \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o de campanha gra\u00e7as \u00e0 proximidade que sempre teve com Dilma, hoje \u00e9 cotado para o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. &#8220;N\u00e3o tenho ideia do que acontecer\u00e1 comigo&#8221;, desconversa.<\/p>\n<p><strong>Quanto mais pobre a cidade, maior a propor\u00e7\u00e3o de nulos<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 mais que protesto por tr\u00e1s dos votos nulos. A an\u00e1lise detalhada da vota\u00e7\u00e3o sugere que uma parte significativa do eleitorado que anulou o voto gostaria de ter escolhido um candidato, mas errou diante da urna eletr\u00f4nica. A maior evid\u00eancia \u00e9 a correla\u00e7\u00e3o que existe entre voto nulo e IDH (\u00edndice de desenvolvimento humano). Uma correla\u00e7\u00e3o entre dois fatores n\u00e3o implica rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre um e outro. O que uma correla\u00e7\u00e3o mostra \u00e9 que, quando um dos fatores tem uma varia\u00e7\u00e3o, o outro tamb\u00e9m a tem. No primeiro turno, a tend\u00eancia foi clara: quanto menor o IDH (munic\u00edpios mais pobres e com escolaridade mais baixa), maior o percentual de votos nulos. No segundo turno, quase n\u00e3o existe correla\u00e7\u00e3o entre IDH e voto nulo.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria de armas deu R$ 1,5 milh\u00e3o a candidatos, diz TSE <\/strong><\/p>\n<p>Fabricantes de armas e muni\u00e7\u00f5es declararam \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral ter doado R$ 1,55 milh\u00e3o a candidatos que disputaram o primeiro turno. O dinheiro financiou congressistas da chamada bancada da bala, que liderou o lobby contra a tentativa de proibir a venda de armas por referendo, em 2005. As empresas mostraram ter boa pontaria: os tr\u00eas pol\u00edticos que mais receberam recursos foram reeleitos. Ex-l\u00edder do DEM, o deputado Onyx Lorenzoni (RS) foi quem declarou a maior contribui\u00e7\u00e3o: R$ 250 mil, divididos entre a Taurus e a Aniam (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Armas e Muni\u00e7\u00f5es), que re\u00fane Taurus e CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). &#8220;Minha rela\u00e7\u00e3o com o setor \u00e9 antiga. Sobrevivi a uma tentativa de assalto e estou vivo porque tinha treinamento e arma na cintura&#8221;, disse. &#8220;S\u00e3o doa\u00e7\u00f5es \u00e0s claras.&#8221; Lorenzoni j\u00e1 apresentou quatro projetos de lei que atendem interesses da ind\u00fastria b\u00e9lica. Um deles, em tramita\u00e7\u00e3o, isenta vigilantes de taxa pelo porte de armas.<\/p>\n<p><strong>Guerra quer antecipar escolha de candidato <\/strong><\/p>\n<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso incitou discuss\u00e3o no PSDB ao defender a escolha de seu futuro candidato \u00e0 Presid\u00eancia dois anos antes da elei\u00e7\u00e3o. Em uma cr\u00edtica velada ao candidato derrotado Jos\u00e9 Serra, FHC disse, em entrevista \u00e0 Folha, que n\u00e3o &#8220;se pode ficar enrolando at\u00e9 o final&#8221;. A entrevista desagradou aliados de Serra, que s\u00f3 assumiu oficialmente a candidatura em mar\u00e7o. FHC reconheceu ainda que o senador eleito A\u00e9cio Neves (MG) saiu fortalecido das elei\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o existe candidato natural. O presidente do PSDB, S\u00e9rgio Guerra, chamou de sensata a proposta de FHC. &#8220;Na minha opini\u00e3o, devemos ir para a elei\u00e7\u00e3o municipal j\u00e1 com candidato \u00e0 Presid\u00eancia&#8221;, diz. O l\u00edder do PSDB na C\u00e2mara, Jo\u00e3o Almeida (BA), concorda.<\/p>\n<p><strong>Dilma estuda nome t\u00e9cnico para ocupar chefia da Casa Civil <\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff revelou, em privado, que prefere acomodar na Casa Civil um nome t\u00e9cnico em vez de um pol\u00edtico. A op\u00e7\u00e3o preferida de Dilma \u00e9 uma mulher: Maria das Gra\u00e7as Silva Foster, conhecida apenas como Gra\u00e7a Foster. Por indica\u00e7\u00e3o de Dilma, a quem \u00e9 ligada desde que ambas atuavam no setor el\u00e9trico no Rio Grande do Sul, Gra\u00e7a Foster ocupa a diretoria de G\u00e1s e Energia da Petrobras. Foster tem perfil assemelhado ao da pr\u00f3pria Dilma. Construiu fama de gerente eficaz e durona. Fixa metas e cobra resultados. Por conta do rigor no trato com os subordinados, ganhou na Petrobras o apelido de &#8220;Caveir\u00e3o&#8221; -uma refer\u00eancia ao ve\u00edculo blindado do Bope, tropa de elite da PM do Rio.<\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p><strong>PMDB desafia PT e diz que n\u00e3o ceder\u00e1 &#8216;um mil\u00edmetro&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Principal parceiro da elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff, o PMDB come\u00e7ou a negociar oficialmente ontem \u00e0 noite cargos que pretende ter a partir de janeiro, exigindo manter os atuais minist\u00e9rios, mas aceitando levar menos, desde que no modelo chamado porteira fechada. O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), presidente do PMDB, e o presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra, discutiram o assunto em jantar ontem. O modelo j\u00e1 \u00e9 debatido entre Dilma e a equipe de transi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 a vis\u00e3o de que, assim, ser\u00e1 poss\u00edvel contentar os partidos com menos minist\u00e9rios. Em entrevistas para TVs, Dilma disse ontem n\u00e3o crer em disputa entre aliados por cargos. No governo Lula, o PMDB teve sete cargos no primeiro escal\u00e3o: seis minist\u00e9rios e a presid\u00eancia do Banco Central, mas com pouco poder na estrutura das pastas. Agora quer mais. \u00c9 entusiasta da verticaliza\u00e7\u00e3o que, na pr\u00e1tica, permite ao partido indicar n\u00e3o s\u00f3 o ministro, mas todos os cargos da pasta, inclusive as estatais.<\/p>\n<p>&#8211; O PMDB n\u00e3o ter\u00e1 a ousadia de avan\u00e7ar um mil\u00edmetro em seus direitos. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o vai recuar um mil\u00edmetro em seus deveres. Queremos ter o tamanho que hoje temos. N\u00e3o vamos disputar cargos de outros partidos. Ser\u00e1 uma conversa pragm\u00e1tica disse o l\u00edder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN) sobre o jantar entre Temer e Dutra.<\/p>\n<p><strong>Dilma: discutir reelei\u00e7\u00e3o agora \u00e9 &#8220;botar carro\u00e7a na frente dos bois&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), n\u00e3o descartou ontem a possibilidade de ser candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o em 2014, mas disse que n\u00e3o quer discutir o assunto agora, mesmo com as not\u00edcias de que o presidente Lula planeja ser candidato em 2014. Em entrevista \u00e0 TV Bandeirantes, ontem \u00e0 noite, Dilma disse que, embora a praxe no pa\u00eds seja o presidente tentar um segundo mandato, ela n\u00e3o vai iniciar essa discuss\u00e3o antes mesmo de tomar posse. A praxe \u00e9 essa. Agora, sou mineira e prudente. Acho que essa \u00e9 a praxe, hoje o presidente eleito tem direito \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Agora, sem tomar posse, come\u00e7ar a discutir 2014, como vai ser, n\u00e3o d\u00e1, n\u00e9? Acho que \u00e9 botar n\u00e3o s\u00f3 a carro\u00e7a na frente dos bois. \u00c9 botar a carro\u00e7a, os carros e os caminh\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel isso disse Dilma.<\/p>\n<p><strong>Batalha tamb\u00e9m na C\u00e2mara <\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de exigir uma cota representativa do partido no Minist\u00e9rio, o PMDB alertou os colaboradores da presidente eleita Dilma Rousseff que um dos problemas a ser resolvido na rela\u00e7\u00e3o entre as duas legendas \u00e9 o comando da C\u00e2mara. Outro inc\u00f4modo para o PMDB dentro da alian\u00e7a \u00e9 a luta do PSB por mais poder algo que j\u00e1 aconteceu na campanha com o deputado Ciro Gomes (PSBCE), nomeado coordenador pol\u00edtico apesar de suas cr\u00edticas pesadas ao partido do vice Michel Temer (PMDB-SP). O temor \u00e9 que o PSB se articule com PDT e PCdoB para formar um bloco pol\u00edtico na C\u00e2mara novamente, mas, desta vez, com capacidade de medir for\u00e7as com o PMDB, dificultando a negocia\u00e7\u00e3o direta entre petistas e peemedebistas pelo comando da Casa.<\/p>\n<p><strong>Presidente eleita defende reajuste real para o sal\u00e1rio m\u00ednimo em 2011 <\/strong><\/p>\n<p>As discuss\u00f5es sobre o Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para 2011 e, em especial, sobre o novo valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo, ser\u00e3o retomadas hoje pelo Congresso e j\u00e1 preocupam a \u00e1rea econ\u00f4mica do governo e a equipe de transi\u00e7\u00e3o da presidente eleita, Dilma Rousseff. Em entrevista ontem \u00e0 noite, na TV Bandeirantes, Dilma evitou falar em valores, mas admitiu que ser\u00e1 negociado entre governo e centrais sindicais um aumento real para o m\u00ednimo que vai vigorar a partir de janeiro. Ou seja, um valor acima da infla\u00e7\u00e3o, que eleva o atual m\u00ednimo de R$ 510 para R$ 538,15. As centrais defendem R$ 575. Este ano (para 2011), a infla\u00e7\u00e3o seria o \u00fanico aumento, mas o governo Lula vai discutir com as centrais um aumento maior que esse disse Dilma, defendendo a atual pol\u00edtica de reajuste do m\u00ednimo, que aplica a infla\u00e7\u00e3o mais a varia\u00e7\u00e3o do PIB de dois anos anteriores.<\/p>\n<p><strong>Dilma avalia cria\u00e7\u00e3o de metas para gastos <\/strong><\/p>\n<p>O governo de Dilma Rousseff poder\u00e1 implementar metas para os gastos correntes e os investimentos a serem realizados pela Uni\u00e3o anualmente, a partir de 2011. Seriam fixados tetos compat\u00edveis com a continuidade da queda da d\u00edvida p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 o objetivo da pol\u00edtica de super\u00e1vits prim\u00e1rios e o principal indicador de solv\u00eancia financeira do pa\u00eds. A medida visa elevar a transpar\u00eancia nas contas federais e permitir um controle das despesas, tendo como par\u00e2metro a qualidade dos desembolsos. O efeito esperado \u00e9 passar a ideia de responsabilidade fiscal e dar tranquilidade aos agentes econ\u00f4micos. H\u00e1 v\u00e1rias formas de estas metas serem implementadas. Uma seria definir quanto ser\u00e1 gasto relativamente ao PIB. Por exemplo, quanto do Or\u00e7amento poderia ser gasto, no m\u00e1ximo, com o programa Minha Casa, Minha Vida e transformar este valor em um percentual do PIB. Outra forma seria definir o crescimento m\u00e1ximo de determinada despesa ou projeto no per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Objetivo \u00e9 comprovar se despesa p\u00fablica tem qualidade e retorno <\/strong><\/p>\n<p>A equipe pr\u00f3xima a Dilma Rousseff considera importante o governo comprovar que seus gastos s\u00e3o de boa qualidade e t\u00eam retorno. Por exemplo, a amplia\u00e7\u00e3o de gastos em treinamento de m\u00e3o de obra, um dos principais gargalos ao crescimento, seria paga no futuro com o aumento da competitividade das empresas. O mesmo valeria para gastos com servidores, que podem melhorar a gest\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica. Tem que existir uma meta fiscal global, mas tamb\u00e9m metas para gastos e investimentos. Se for preciso, at\u00e9 se abate da meta tudo o que se tem que abater e explica-se (\u00e0 sociedade). Mas o importante \u00e9 deixar muito claro os objetivos do governo disse um integrante da equipe de transi\u00e7\u00e3o. Esta meta fiscal global poderia ser a que j\u00e1 est\u00e1 fixada, de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p><strong>Professor se demite em protesto contra sigilo <\/strong><\/p>\n<p>O Centro de Refer\u00eancias das Lutas Pol\u00edticas no Brasil (ou projeto Mem\u00f3rias Reveladas), criado pelo governo federal para reunir e divulgar os documentos secretos do regime militar, est\u00e1 desfalcado desde ontem. Em carta entregue ao coordenadorgeral da entidade, Jaime Antunes da Silva, o historiador Carlos Fico, da UFRJ, anunciou a sua ren\u00fancia. A decis\u00e3o, segundo ele, foi tomada depois que o Arquivo Nacional passou a negar aos pesquisadores acesso aos acervos da ditadura sob a alega\u00e7\u00e3o de que jornalistas estariam fazendo uso indevido da documenta\u00e7\u00e3o, buscando dados de candidatos envolvidos na campanha eleitoral.<\/p>\n<p><strong>Empreiteiras de novo no topo de doadores <\/strong><\/p>\n<p>Mais uma vez, as empreiteiras se destacaram no universo de doadores privados nas elei\u00e7\u00f5es deste ano. S\u00f3 a construtora Camargo Corr\u00eaa, que apoia candidaturas em praticamente todo o pa\u00eds, doou R$ 9,2 milh\u00f5es para sete governadores eleitos no primeiro turno. No total, at\u00e9 agora, a construtora aparece no TSE como doadora de R$ 31,6 milh\u00f5es para candidatos de todo o pa\u00eds, vencedores ou derrotados. At\u00e9 ontem \u00e0 noite, 13,4 mil presta\u00e7\u00f5es finais de contas foram divulgadas pela Justi\u00e7a Eleitoral, 55,4% do volume total. A soma da arrecada\u00e7\u00e3o das campanhas de 13 entre os 18 governadores eleitos em primeiro turno alcan\u00e7ou R$ 264,4 milh\u00f5es. As duas candidaturas tucanas vencedoras nos maiores col\u00e9gios eleitorais do pa\u00eds S\u00e3o Paulo e Minas Gerais foram as campe\u00e3s em arrecada\u00e7\u00e3o. Em S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin levantou R$ 40,7 milh\u00f5es, enquanto Antonio Anastasia obteve R$ 38,02 milh\u00f5es para vencer em Minas.<\/p>\n<p><strong>OAB reage a ataque ao Nordeste no Twitter <\/strong><\/p>\n<p>A se\u00e7\u00e3o Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) entra hoje, na Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, com representa\u00e7\u00e3o criminal contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada por meio do Twitter ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff. No domingo \u00e0 noite, usu\u00e1rios da rede de microblogs come\u00e7aram a postar mensagens ofensivas ao Nordeste, relacionando o resultado \u00e0 boa vota\u00e7\u00e3o de Dilma na regi\u00e3o. A representa\u00e7\u00e3o da OAB-PE \u00e9 contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de S\u00e3o Paulo, uma das que teriam iniciado os ataques. Segundo o presidente da OABPE, Henrique Mariano, Mayara dever\u00e1 responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de pris\u00e3o, mais multa) e incita\u00e7\u00e3o p\u00fablica de pr\u00e1tica de crime (cuja pena \u00e9 deten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas a seis meses, ou multa), no caso, homic\u00eddio. Entre as mensagens postadas pela universit\u00e1ria, h\u00e1 frases como: Nordestino n\u00e3o \u00e9 gente. Fa\u00e7a um favor a SP, mate um nordestino afogado!.<\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Mal-estar com PMDB faz Dilma p\u00f4r Temer na equipe de transi\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff designou ontem o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) para integrar a &#8220;equipe de transi\u00e7\u00e3o de governo. A decis\u00e3o foi tomada depois do mal-estar causado pela exclus\u00e3o do PMDB da primeira reuni\u00e3o da equipe, a qual compareceram somente petistas. O presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra, tentou explicar como funcionar\u00e1 o comit\u00ea: Eu vou conversar com os diversos partidos. O (Antonio) Palocci trabalhar\u00e1 a quest\u00e3o mais t\u00e9cnica. E o Temer, vamos conversar com ele. Ap\u00f3s insist\u00eancia dos rep\u00f3rteres, Dutra disse que Temer vai coordenar o processo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Dilma age para acalmar PMDB e Temer vira coordenador pol\u00edtico da transi\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>O grupo de elite da presidente eleita Dilma Rousseff tirou o dia de ontem para conter insatisfa\u00e7\u00f5es pelo fato de a primeira reuni\u00e3o de trabalho ap\u00f3s a vit\u00f3ria nas urnas ter sido realizada s\u00f3 com petistas, sem a presen\u00e7a dos partidos aliados. O vice-presidente eleito Michel Temer foi formalmente designado como coordenador pol\u00edtico dos trabalhos de transi\u00e7\u00e3o entre as equipes do atual e do futuro governo, que come\u00e7am na segunda-feira. A tarefa de cuidar da transi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, ser\u00e1 compartilhada com mais tr\u00eas petistas. O presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra, e os deputados Antonio Palocci (SP) e Jos\u00e9 Eduardo Martins Cardoso (SP). &#8220;J\u00e1 estou designado pela presidente para conversar com os diversos partidos. O Palocci vai trabalhar a quest\u00e3o mais t\u00e9cnica. E o Michel Temer, n\u00f3s vamos conversar com ele&#8221;, disse o presidente do PT. Questionado com insist\u00eancia sobre qual exatamente seria a fun\u00e7\u00e3o do vice, ele explicou: &#8220;Como ele \u00e9 vice-presidente, vai na pr\u00e1tica coordenar esse processo.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Dutra chamar\u00e1 todos os aliados para discutir cargos <\/strong><\/p>\n<p>A batalha por cargos no governo de Dilma Rousseff vai come\u00e7ar formalmente na semana que vem. O presidente nacional do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra, pretende conversar com os partidos aliados &#8211; PMDB, PDT, PSB, PR, PC do B, PRP, PTN, PSC e PTC -, al\u00e9m do PP, que n\u00e3o \u00e9 da coliga\u00e7\u00e3o que venceu a elei\u00e7\u00e3o mas apoiou Dilma no segundo turno. Dutra quer montar um diagn\u00f3stico para entregar \u00e0 presidente eleita quando ela retornar de sua viagem \u00e0 Coreia. Dilma vai participar, junto com o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, da reuni\u00e3o do G-20, nos dias 11 e 12 pr\u00f3ximos. &#8220;A ideia \u00e9 conversar sobre o futuro, podem ser indicados nomes&#8221;, declarou Dutra. Ele informou j\u00e1 ter mantido contato inicial por telefone com todos os partidos aliados.<\/p>\n<p><strong>PSB usar\u00e1 voz das urnas para pleitear mais espa\u00e7o <\/strong><\/p>\n<p>Fortalecido com a elei\u00e7\u00e3o de seis governadores, a maioria no Nordeste, o PSB quer discutir a forma\u00e7\u00e3o do governo de Dilma Rousseff (PT) com base na nova estatura do partido. Parlamentares e dirigentes da sigla n\u00e3o escondem que v\u00e3o brigar, sobretudo com o PMDB, por dois minist\u00e9rios estrat\u00e9gicos: Cidades e Integra\u00e7\u00e3o Nacional. Os dois minist\u00e9rios s\u00e3o tamb\u00e9m cobi\u00e7ados por peemedebistas. H\u00e1 ainda sondagens feitas dentro do pr\u00f3prio PT. O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, derrotado na elei\u00e7\u00e3o para o Senado em Minas Gerais, j\u00e1 apareceu como cotado para a pasta por petistas. A avalia\u00e7\u00e3o no PT \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para Pimentel na equipe econ\u00f4mica num futuro governo.<\/p>\n<p><strong>Exemplo de Dirceu afasta Palocci da Casa Civil<\/strong><\/p>\n<p>Aliados pr\u00f3ximos \u00e0 presidente eleita Dilma Rousseff s\u00e3o categ\u00f3ricos ao afirmar que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de Antonio Palocci ocupar uma pasta pol\u00edtica no futuro governo. A futura presidente j\u00e1 teria confidenciado que Palocci vai mesmo ocupar o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, apesar de n\u00e3o ser o cargo dos sonhos do petista, que \u00e9 m\u00e9dico. A avalia\u00e7\u00e3o de Dilma reflete a vis\u00e3o do presidente Lula. Caso Palocci viesse a ocupar a Casa Civil ou algum outro minist\u00e9rio criado a partir da reformula\u00e7\u00e3o do gabinete da Presid\u00eancia, o ex-ministro da Fazenda seria alvo f\u00e1cil da oposi\u00e7\u00e3o e poderia repetir o script de Jos\u00e9 Dirceu, que era apontado como o homem forte do governo Lula. A vis\u00e3o de Lula j\u00e1 discutida com Dilma \u00e9 que Palocci deve permanecer &#8220;recuado e interferindo nos bastidores&#8221;, segundo um relato de um aliado da petista. O recuo seria necess\u00e1rio pelo passado do ex-ministro, que se envolveu no epis\u00f3dio de viola\u00e7\u00e3o do sigilo banc\u00e1rio do caseiro Francenildo Santos Costa. O caso o derrubou do minist\u00e9rio e ainda causa constrangimentos.<\/p>\n<p><strong>Dilma planeja reajustar valor do Bolsa-Fam\u00edlia <\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou, em entrevista \u00e0 TV Brasil, que uma de suas primeiras preocupa\u00e7\u00f5es, assim que assumir o governo, em janeiro, ser\u00e1 aumentar o valor do Bolsa-Fam\u00edlia. Na entrevista, Dilma disse, por\u00e9m, que n\u00e3o disp\u00f5e ainda das contas para saber se o reajuste do benef\u00edcio tornar\u00e1 necess\u00e1rio revisar o Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para 2011, j\u00e1 enviado pelo Pal\u00e1cio do Planalto ao Congresso. &#8220;Eu pretendo ver isso com mais detalhe&#8221;, disse a futura presidente, segundo a Ag\u00eancia Brasil, enfatizando que quer reajustar os benef\u00edcios. &#8220;O Or\u00e7amento \u00e9 uma pe\u00e7a que est\u00e1 sempre num quadro no qual voc\u00ea opera. \u00c9 poss\u00edvel conseguir que haja mais recursos para aquilo, dependendo de suas prioridades. Eu tenho o objetivo de reajustar e garantir os recursos (do Bolsa-Fam\u00edlia) para que eles n\u00e3o tenham perdas inflacion\u00e1rias e tenham ganho real.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Prioridades de Dilma s\u00e3o enormes abacaxis <\/strong><\/p>\n<p>As duas prioridades da presidente eleita Dilma Rousseff &#8211; sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica &#8211; s\u00e3o gigantescos desafios que nenhum presidente conseguiu solucionar at\u00e9 hoje, ou sequer minimiz\u00e1-los. Em entrevistas um dia ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o, Dilma destacou que pretende buscar melhorias nestas duas \u00e1reas. Um de seus primeiros atos como presidente, disse, ser\u00e1 &#8220;conclamar governadores para uma grande discuss\u00e3o sobre sa\u00fade p\u00fablica e seguran\u00e7a&#8221;. A seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 um enorme abacaxi para Dilma. Todos os dados do setor s\u00e3o grandes, desde homic\u00eddios e crimes, passando pela quantidade de presos, vagas em pres\u00eddios, efetivo policial, gastos com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>DEM recusa ideia de fus\u00e3o com o PSDB <\/strong><\/p>\n<p>A ideia de fazer a fus\u00e3o entre PSDB e DEM para criar um grande e fortalecido partido de oposi\u00e7\u00e3o foi recha\u00e7ada ontem pelo presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Para o dirigente, a proposta diminuiria o espa\u00e7o pol\u00edtico da oposi\u00e7\u00e3o no Congresso e ainda abriria a possibilidade para uma onda de desfilia\u00e7\u00f5es. Maia lembra que uma das brechas jur\u00eddicas permitidas hoje para que parlamentares troquem de partido sem perderem o mandato por conta da regra de fidelidade partid\u00e1ria \u00e9 justamente a fus\u00e3o com outra legenda. &#8220;Num per\u00edodo p\u00f3s-eleitoral, onde o governo federal conseguiu a reelei\u00e7\u00e3o, sempre pode ocorrer um oportunismo eleitoral com migra\u00e7\u00f5es para o lado que venceu. Uma fus\u00e3o criaria um precedente legal para permitir uma debandada, por exemplo&#8221;, afirma Maia. Para o dirigente, entretanto, a quest\u00e3o n\u00e3o se resume a isso. Ele acredita que as elei\u00e7\u00f5es deixaram clara a exist\u00eancia de um eleitorado de centro-direita, que pode ser representado pelo DEM, mas que n\u00e3o encontra tanto conforto nas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas assumidas pelo PSDB.<\/p>\n<p><strong>Pl\u00ednio bancou mais da metade do valor gasto pelo PSOL <\/strong><\/p>\n<p>O candidato \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica pelo PSOL, Pl\u00ednio de Arruda Sampaio, bancou 52,7% da pr\u00f3pria campanha, de acordo com a presta\u00e7\u00e3o de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De uma receita total de R$ 99.245, Pl\u00ednio doou R$ 52.265 &#8211; o que inclui o valor estimado de R$ 22 mil pelo uso de seu autom\u00f3vel particular na campanha, computados como uma esp\u00e9cie de empr\u00e9stimo. Completam o montante valores relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de militantes e pessoas jur\u00eddicas. \u00c9 o caso de uma empresa de inform\u00e1tica, que cuidou da parte de tecnologia da campanha e doou servi\u00e7os estimados em R$ 20 mil. H\u00e1, ainda, doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas, pela internet ou n\u00e3o. Entre os nomes est\u00e1 o do jurista F\u00e1bio Konder Comparato, que deu R$ 200. Os demais colaboraram com quantias que variaram de R$ 10 a R$ 1 mil.<\/p>\n<p><strong>Ibope comemora \u00edndice de acertos<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de apontar com precis\u00e3o o resultado da elei\u00e7\u00e3o presidencial, o Ibope acertou os resultados das vota\u00e7\u00f5es para governador nas nove unidades da Federa\u00e7\u00e3o onde houve segundo turno. Na pesquisa realizada na v\u00e9spera da vota\u00e7\u00e3o, o instituto previu a vit\u00f3ria de Dilma Rousseff pelo placar de 56% a 44%. Nas urnas, Dilma teve 56,05% e Jos\u00e9 Serra (PSDB), 43,95%. Na pesquisa de boca-de-urna, feita apenas com eleitores que j\u00e1 haviam votado, o resultado foi de 58% a 42%, no limite da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. No primeiro turno, o Ibope havia previsto que Dilma teria 51% dos votos, mas ela alcan\u00e7ou cerca de 47% &#8211; um resultado fora da margem de erro.<\/p>\n<p><strong>Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o vai ser revigorado<\/strong><\/p>\n<p>Esvaziado nos \u00faltimos quatro anos, o Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social (CCS) est\u00e1 em fase de remontagem com a decis\u00e3o do presidente do Senado, Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP), de pedir a entidades da m\u00eddia e sindicais que indiquem seus representantes. Previsto na Constitui\u00e7\u00e3o como auxiliar do Congresso nas quest\u00f5es relacionadas \u00e0 m\u00eddia, o conselho teve suas atividades deturpadas pelos seus primeiros integrantes, sobretudo os representantes sindicais. Eles sugeriram medidas controladoras, como a de brecar a importa\u00e7\u00e3o de filmes americanos e a de interferir na atua\u00e7\u00e3o de empresas nacionais. Seu primeiro presidente, o ex-ministro da Justi\u00e7a Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti, evita comentar os impasses provocados pela divulga\u00e7\u00e3o das propostas radicais. Mas reconhece que, para ter o funcionamento adequado, o conselho precisa ter &#8220;integrantes qualificados&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Desafeto de Lula, Perillo sai fortalecido da elei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apontado como um dos desafetos pol\u00edticos que o presidente Lula queria derrotar nas urnas, o senador Marconi Perillo (PSDB) foi eleito para um terceiro mandato como governador de Goi\u00e1s, depois de enfrentar a for\u00e7a pol\u00edtica dos principais prefeitos da regi\u00e3o e do governador Alcides Rodrigues (PP), seu ex-vice com quem \u00e9 rompido desde 2006. Com o recall da elei\u00e7\u00e3o para senador, quando recebeu 75,82% dos votos v\u00e1lidos, Perillo largou como favorito na disputa contra o ex-governador Iris Rezende (PMDB). &#8220;Mas foi quando o Lula entrou na campanha que ficamos realmente preocupados&#8221;, admite a senadora reeleita L\u00facia V\u00e2nia (PSDB).<\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><strong>PMDB joga duro e Dilma escala Temer<\/strong><\/p>\n<p>Pressionada pelo principal partido aliado nestas elei\u00e7\u00f5es, a presidente eleita Dilma Rousseff divulgou ontem nota oficial anunciando que o deputado federal Michel Temer far\u00e1 parte do comando de transi\u00e7\u00e3o do governo. A partir de agora, ele ser\u00e1 um dos articuladores com o Congresso e com as outras legendas que apoiaram a candidata vitoriosa. O an\u00fancio tenta acabar com o mal-estar que se instalou no PMDB um dia ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de domingo. Das primeiras reuni\u00f5es para a equipe de transi\u00e7\u00e3o, participaram apenas os petistas Jos\u00e9 Eduardo Dutra, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo e Ant\u00f4nio Palocci. O peemedebista ficou fora das primeiras discuss\u00f5es e das listas de colaboradores. O PMDB \u00e9 um partido parceiro e o vice estar\u00e1 conosco permanentemente, declarou Cardozo. \u00c0 noite, Dutra e Temer come\u00e7aram a discutir como ser\u00e1 feita a distribui\u00e7\u00e3o de cargos.<\/p>\n<p><strong>Carvalho, Bernardo e as metas de 100 dias<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva escalou o chefe de gabinete Gilberto Carvalho para dividir com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a coordena\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o de governo. Os dois ser\u00e3o a ponte do Pal\u00e1cio do Planalto com a equipe da presidente eleita Dilma Rousseff que come\u00e7a a trabalhar na pr\u00f3xima segunda-feira no Centro Cultural Banco do Brasil. Carvalho e Bernardo ter\u00e3o a tarefa de passar as informa\u00e7\u00f5es sobre o tamanho da m\u00e1quina administrativa para o grupo chefiado pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP), respons\u00e1vel pelos t\u00e9cnicos da transi\u00e7\u00e3o. Eles ter\u00e3o a tarefa adicional, em conjunto com o estafe de Dilma, de ver as \u00e1reas em que \u00e9 poss\u00edvel colocar metas para a futura administra\u00e7\u00e3o atingir nos primeiros 100 dias.<\/p>\n<p><strong>Natura teve &#8220;forcinha&#8221; durante a era Marina<\/strong><\/p>\n<p>A Natura Cosm\u00e9ticos, empresa dos maiores doadores \u00e0 campanha presidencial de Marina Silva (PV), foi diretamente beneficiada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) quando a senadora exerceu o cargo de ministra, entre 2003 e 2008. A Natura Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia de Produtos Ltda., do grupo Natura, obteve dez autoriza\u00e7\u00f5es do MMA para explorar recursos gen\u00e9ticos com potencial de aproveitamento das propriedades na fabrica\u00e7\u00e3o de perfumes, produtos cosm\u00e9ticos e de higiene pessoal. Das dez autoriza\u00e7\u00f5es, seis foram concedidas em 2005 e em 2007, anos em que Marina Silva era ministra do Meio Ambiente. No ano passado, foram mais quatro autoriza\u00e7\u00f5es \u00e0 Natura. Outros quatro pedidos da empresa est\u00e3o em an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3ria com dinheiro alheio<\/strong><\/p>\n<p>As presta\u00e7\u00f5es de contas dos candidatos divulgadas pela Justi\u00e7a Eleitoral mostram uma rela\u00e7\u00e3o estreita de doadores com obras e contratos em andamento com governos locais em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds. As empreiteiras respondem por um quarto das doa\u00e7\u00f5es j\u00e1 declaradas em sete estados, num valor global de R$ 139 milh\u00f5es. Elas injetaram R$ 35 milh\u00f5es nas campanhas. Uma demonstra\u00e7\u00e3o das recorrentes coincid\u00eancias entre as contribui\u00e7\u00f5es financeiras feitas a governadores que tentaram reelei\u00e7\u00e3o com a exist\u00eancia de contratos com os governos aconteceu no Mato Grosso do Sul. A campanha vitoriosa do governador reeleito Andr\u00e9 Puccinelli (PMDB) recebeu o aporte de R$ 1,7 milh\u00e3o doado por Jo\u00e3o Roberto Baird, dono da Itel Inform\u00e1tica. A empresa contribuiu com meio milh\u00e3o. A boa vontade do empres\u00e1rio com o peemedebista tem raz\u00e3o de ser. A Itel, como explica o portf\u00f3lio da empresa, \u00e9 respons\u00e1vel pelas diretrizes de inform\u00e1tica de todo estado. Cabe a ela a manuten\u00e7\u00e3o do parque tecnol\u00f3gico de diferentes \u00f3rg\u00e3os do governo. Em 2007, primeiro ano do governo Puccinelli, a Itel iniciou a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de inform\u00e1tica \u00e0 Secretaria de Fazenda. O contrato tinha valor de R$ 9 milh\u00f5es. A empresa e seu dono foram alvos de den\u00fancias do Minist\u00e9rio P\u00fablico do estado, justamente por suspeitas de irregularidades em contratos firmados com o governo.<\/p>\n<p><strong>Jatinhos durante a campanha<\/strong><\/p>\n<p>Nos tr\u00eas meses em que se ausentaram da C\u00e2mara, para fazer campanha em seus estados, os deputados apresentaram R$ 16,3 milh\u00f5es em notas fiscais pedindo ressarcimento por gastos supostamente relacionados \u00e0 atividade legislativa. Apesar de n\u00e3o terem realizado nenhuma sess\u00e3o deliberativa nos meses de agosto, setembro e outubro, e trocarem o trabalho parlamentar pelo papel de candidato ou cabo eleitoral de aliados, os deputados n\u00e3o deixaram de mandar a conta de suas despesas para a C\u00e2mara. Mesmo com o Legislativo parado, os deputados usaram a Cota para Exerc\u00edcio da Atividade Parlamentar para pagar aluguel de jatinhos, carros, bancar gastos com gasolina e, at\u00e9 mesmo, contratar institutos de pesquisa.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Folha de S. Paulo Dilma quer mudar c\u00e1lculo de aumento do m\u00ednimo A presidente eleita Dilma Rousseff quer aprovar uma nova regra de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Sua equipe de transi\u00e7\u00e3o vai negociar com as centrais sindicais, em conjunto com o governo Lula, um novo mecanismo para come\u00e7ar a valer j\u00e1 em 2011. A ideia \u00e9 acertar um novo modelo para evitar o que, pela regra atual, aconteceria no ano que vem: o m\u00ednimo n\u00e3o teria reajuste real, sendo corrigido apenas pela infla\u00e7\u00e3o. Um auxiliar do presidente Lula disse \u00e0 Folha, por\u00e9m, que ele n\u00e3o deixar\u00e1 o governo com &#8220;zero&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":481,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22317"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22318,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22317\/revisions\/22318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}