{"id":22297,"date":"2010-11-04T06:18:15","date_gmt":"2010-11-04T09:18:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=22297"},"modified":"2010-11-04T06:18:15","modified_gmt":"2010-11-04T09:18:15","slug":"governo-de-israel-e-google-vao-por-manuscritos-do-mar-morto-online","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/04\/governo-de-israel-e-google-vao-por-manuscritos-do-mar-morto-online\/","title":{"rendered":"Governo de Israel e Google v\u00e3o p\u00f4r Manuscritos do Mar Morto online"},"content":{"rendered":"<p>Os Manuscritos do Mar Morto, um dos mais importantes, misteriosos e protegidos tesouros arqueol\u00f3gicos do mundo, est\u00e3o pr\u00f3ximos de entrar no Google. O gigante da internet e o governo de Israel anunciaram nesta ter\u00e7a-feira um esfor\u00e7o conjunto para dar pela primeira vez a pesquisadores e aos internautas em geral um banco de dados digital com as rel\u00edquias.<\/p>\n<p>Os manuscritos s\u00e3o uma cole\u00e7\u00e3o de documentos de dois mil anos em hebraico, aramaico e grego que revela a vida do povo judaico nos tempos b\u00edblicos e na origem do cristianismo. H\u00e1 anos especialistas questionam a dificuldade de acesso aos pap\u00e9is.<!--more--><\/p>\n<p>Quando as imagens forem publicadas, daqui a alguns meses, qualquer um poder\u00e1 examinar de gra\u00e7a c\u00f3pias exatas dos manuscritos originais assim como tradu\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas do texto. Funcion\u00e1rios do governo dizem que a cole\u00e7\u00e3o ter\u00e1 se\u00e7\u00f5es mais leg\u00edveis gra\u00e7as a novas tecnologias de infravermelho.<\/p>\n<p>&#8211; Estamos unindo o passado e o futuro para que todos possamos compartilh\u00e1-los \u2013 disse Pnina Shor, funcion\u00e1ria da Ag\u00eancia de Antiguidades de Israel.<\/p>\n<p>Os Manuscritos do Mar Morto foram descobertos no fim dos anos 40 em cavernas no deserto da Jud\u00e9ia e s\u00e3o considerados uma das maiores rel\u00edquias encontradas no \u00faltimo s\u00e9culo. Ap\u00f3s a descoberta inicial, milhares de outros fragmentos foram encontrados em 11 cavernas pr\u00f3ximas. Cerca de 30 mil peda\u00e7os foram fotografados. Juntos, eles foram mais de 900 manuscritos.<\/p>\n<p>Por d\u00e9cadas, o acesso a 500 manuscritos era limitado a pequenos grupos de pesquisadores com autoriza\u00e7\u00e3o de Israel para montar o quebra-cabe\u00e7as, traduzir e public\u00e1-los. Isso mudou nos anos 90, quando a maior parte do texto foi publicado em forma de livro. Mas mesmo hoje o acesso \u00e9 restrito ao Museu de Israel, em Jerusal\u00e9m, onde os originais s\u00e3o preservados em uma sala escura, com temperatura controlada.<\/p>\n<p>Shor disse que os pesquisadores devem receber permiss\u00e3o para ver os manuscritos do governo, que recebe um pedido por m\u00eas. A maioria dos pedidos \u00e9 aceita, mas como apenas duas pessoas podem entrar na sala por vez, h\u00e1 conflitos de agenda. Os pesquisadores t\u00eam direito a tr\u00eas horas com o fragmento pedido, que \u00e9 visto por tr\u00e1s de um vidro. Com os manuscritos online, o acesso ser\u00e1 muito facilitado.<\/p>\n<p>Os textos hoje est\u00e3o dispon\u00edveis em um livro de fotografias de 39 volumes, que muitos criticam por ser caro e pesado. Shor explica que a vers\u00e3o online foi feito com c\u00e2meras infravermelhas da Nasa, que deixam as imagens mais claras que os textos originais e recupera at\u00e9 mesmo trechos que desbotaram com o tempo. A parceria faz parte da iniciativa do Google de catalogar artefatos hist\u00f3ricos online.<\/p>\n<p>&#8211; Existem artefatos em caixas, em por\u00f5es de museus e nos questionamos quanto disso est\u00e1 dispon\u00edvel na internet. A resposta \u00e9 n\u00e3o muito e n\u00e3o o bastante \u2013 afirma Yossi Matias, do Google-Israel.<\/p>\n<p>O Google j\u00e1 trabalho para publicar online livros antigos de universidades europeias e imagens de descobertas arqueol\u00f3gicas no Iraque. Esse projeto \u00e9 diferente, diz Matias, pois o acesso aos manuscritos pode levar a novas interpreta\u00e7\u00f5es dos textos muitos discutidos e populares. Segundo Shor, uma exibi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses de fragmentos dos manuscritos nos EUA atrai cerca de 250 mil pessoas.<\/p>\n<p>Parte dessa fascina\u00e7\u00e3o vem do mist\u00e9rio envolvendo os manuscritos. Ningu\u00e9m sabe quem copiou esses textos antigos ou como eles chegaram naquelas cavernas. Eles incluem partes da b\u00edblia hebraica e tratados sobre a vida em comunidades e guerras apocal\u00edpticas.<\/p>\n<p>As origens dos manuscritos geram muitos debates entre pesquisadores. Alguns acreditam que os essenos, uma seita mon\u00e1stica ligada ao in\u00edcio do cristianismo, teriam escondido os textos durante a revolta judaica em 1 d.C. Outros afirmam que eles foram escritos em Jerusalem e levadas para as cavernas em Qumran por refugiados judeus que fugiam dos romanos.<\/p>\n<p>&#8211; No momento em que tudo isso estiver online, n\u00e3o haver\u00e1 mais a necessidade de expor os manuscritos. Qualquer um em seu escrit\u00f3rio ou sof\u00e1 poder\u00e1 clicar e estudar qualquer fragmento \u2013 diz Shor.<\/p>\n<p><em>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.overbo.com.br\/\" target=\"_blank\">O Verbo<\/a> \/ O Globo<\/em><\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Manuscritos do Mar Morto, um dos mais importantes, misteriosos e protegidos tesouros arqueol\u00f3gicos do mundo, est\u00e3o pr\u00f3ximos de entrar no Google. O gigante da internet e o governo de Israel anunciaram nesta ter\u00e7a-feira um esfor\u00e7o conjunto para dar pela primeira vez a pesquisadores e aos internautas em geral um banco de dados digital com as rel\u00edquias. Os manuscritos s\u00e3o uma cole\u00e7\u00e3o de documentos de dois mil anos em hebraico, aramaico e grego que revela a vida do povo judaico nos tempos b\u00edblicos e na origem do cristianismo. 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