{"id":22248,"date":"2010-11-03T06:53:44","date_gmt":"2010-11-03T09:53:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=22248"},"modified":"2010-11-03T06:53:44","modified_gmt":"2010-11-03T09:53:44","slug":"nos-jornais-lula-adotara-medidas-duras-para-poupar-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/03\/nos-jornais-lula-adotara-medidas-duras-para-poupar-dilma\/","title":{"rendered":"Nos jornais: Lula adotar\u00e1 medidas duras para poupar Dilma"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Para poupar Dilma, Lula deve antecipar corte de gastos e medidas de ajuste fiscal<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Lula dever\u00e1 antecipar medidas econ\u00f4micas duras e impopulares para evitar que a sucessora, Dilma Rousseff, tenha de adot\u00e1-las no in\u00edcio de seu governo. Amanh\u00e3 e quinta-feira, as pastas da Fazenda e do Planejamento dever\u00e3o finalizar estudos de medidas de ajuste que acham necess\u00e1rias para o novo governo. O diagn\u00f3stico ser\u00e1 transmitido \u00e0 equipe de transi\u00e7\u00e3o de Dilma.<\/p>\n<p>A Folha apurou que Lula j\u00e1 se disp\u00f4s, se Dilma quiser, a implementar medidas duras. A ideia \u00e9 aproveitar a alta popularidade de Lula para tomar decis\u00f5es que possam ser desagrad\u00e1veis a setores do funcionalismo p\u00fablico e da sociedade como um todo. Apesar de ter negado durante a campanha, Dilma e Lula j\u00e1 discutiram medidas de ajuste fiscal e at\u00e9 monet\u00e1ria. Ser\u00e1 um ajuste menor que o feito por Lula em 2003, quando havia uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mais cr\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Palocci e Dutra chefiam grupo de transi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff definiu ontem os nomes que comandar\u00e3o a transi\u00e7\u00e3o de governo. Antonio Palocci ser\u00e1 o coordenador t\u00e9cnico, e cuidar\u00e1 da passagem de bast\u00e3o nos programas e demais iniciativas do Executivo. O presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra, ser\u00e1 o coordenador pol\u00edtico. Sob sua batuta ficar\u00e1 a negocia\u00e7\u00e3o com todos os partidos da base aliada. Ambos ter\u00e3o o apoio direto do deputado Jos\u00e9 Eduardo Cardozo (PT-SP) e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, amigo de Dilma.<\/p>\n<p>Dutra j\u00e1 marcou uma reuni\u00e3o nesta noite com o vice eleito Michel Temer (PMDB-SP). O evento marca a largada na fase das conversas sobre a montagem do governo. O desenho preliminar da transi\u00e7\u00e3o foi acertado na primeira reuni\u00e3o ap\u00f3s a vit\u00f3ria de domingo. No QG dilmista, um seleto grupo do PT discutia ontem de manh\u00e3 os passos iniciais dos pr\u00f3ximos dias. Ali n\u00e3o havia representantes de outros partidos, fato que deixou enciumados peemedebistas que esperavam o convite para o primeiro encontro de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Lula quer Jobim e Haddad no governo Dilma<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de sugerir a perman\u00eancia de Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central) no futuro governo, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva pediu \u00e0 presidente eleita Dilma Rousseff que mantenha nos cargos os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Fernando Haddad (Educa\u00e7\u00e3o). Segundo a Folha apurou, no caso de Meirelles e Mantega foi um conselho de Lula para emitir sinais de estabilidade ao mercado.<\/p>\n<p>No de Jobim e Haddad, um pedido formal pela manuten\u00e7\u00e3o dos dois no governo por conta da boa avalia\u00e7\u00e3o que Lula faz da atua\u00e7\u00e3o deles. Aliados da presidente eleita disseram \u00e0 Folha que ela tem outros planos para o BC e que Meirelles estaria com &#8220;os dias contados&#8221; no cargo. Ele, por\u00e9m, pode ocupar uma cadeira na Esplanada. Lula e Dilma dever\u00e3o discutir a forma\u00e7\u00e3o do governo durante a viagem da pr\u00f3xima semana, em que devem ir \u00e0 Mo\u00e7ambique e, em seguida, \u00e0 reuni\u00e3o do G20, na Coreia do Sul. Ambos querem aproveitar a viagem para transformar o Aerolula em &#8220;gabinete de transi\u00e7\u00e3o&#8221;.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Eleita ter\u00e1 poder de fogo restrito para ampliar estatais<\/strong><\/p>\n<p>Com pouco dinheiro em caixa, a presidente eleita Dilma Rousseff n\u00e3o ter\u00e1 a mesma facilidade que seu antecessor para bancar a expans\u00e3o de empresas p\u00fablicas. BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econ\u00f4mica e Petrobras iniciar\u00e3o o governo com mais presen\u00e7a na economia, mas precisar\u00e3o de recursos para seguir crescendo. Al\u00e9m disso, a pr\u00f3xima gest\u00e3o herdar\u00e1 a \u00e1rea econ\u00f4mica dividida, com um Minist\u00e9rio da Fazenda que tenta centralizar as decis\u00f5es de pol\u00edtica econ\u00f4mica, escanteando o Banco Central.<\/p>\n<p>Aberta a temporada de montagem da nova equipe de governo, as d\u00favidas no mercado financeiro s\u00e3o muitas: v\u00e3o desde a d\u00favida sobre Dilma manter o perfil de aparelhamento das institui\u00e7\u00f5es at\u00e9 sua postura fiscal. O primeiro sinal aguardado \u00e9 se ela assumir\u00e1 a obriga\u00e7\u00e3o de promover redu\u00e7\u00e3o de gastos.<\/p>\n<p><strong>&#8220;A tarefa agora \u00e9 todo mundo descer do palanque&#8221;, diz petista<\/strong><\/p>\n<p>Novo coordenador pol\u00edtico da transi\u00e7\u00e3o, o presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra, come\u00e7a a lidar hoje com o apetite dos aliados que ajudaram a eleger Dilma Rousseff (PT) presidente e a ouvir demandas para o futuro governo. Ele avalia que, no final, foi positivo para o pa\u00eds o fato de que &#8220;n\u00e3o se confirmou que haveria uma terra arrasada para a oposi\u00e7\u00e3o&#8221; -que vai governar, nos Estados, cerca de 53% dos brasileiros. Em entrevista, Dutra pediu \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o mais &#8220;construtiva&#8221;, que &#8220;n\u00e3o reproduza um clima de Fla-Flu dentro do Congresso&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Dilma afirma que vai manter estabilidade<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou ontem que zelar\u00e1 pela estabilidade econ\u00f4mica e n\u00e3o mudar\u00e1 o modelo de c\u00e2mbio flutuante, apesar da sobrevaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar. A promessa foi repetida em entrevistas separadas a quatro emissoras de TV, \u00e0 noite. No &#8220;Jornal Nacional&#8221;, da Globo, ela disse que n\u00e3o mexer\u00e1 &#8220;de maneira alguma&#8221; com o regime cambial.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o acredito que manipular c\u00e2mbio resolva coisa alguma. Temos uma p\u00e9ssima experi\u00eancia disso&#8221;, afirmou. Mais tarde, diante de rep\u00f3rteres de jornais, foi mais incisiva: &#8220;Tem hora que voc\u00eas [jornalistas] me estranham. Voc\u00eas acreditam que eu vou discutir medida cambial? N\u00e3o vou. N\u00e3o tem cabimento. Vou manter a pol\u00edtica do c\u00e2mbio flutuante&#8221;. No &#8220;Jornal da Record&#8221;, Dilma disse que conter\u00e1 o gasto p\u00fablico sem reduzir o &#8220;gasto social&#8221;. E refor\u00e7ou: &#8220;N\u00e3o brincarei com a infla\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>&#8220;A ideia foi sua&#8221;, disse eleita a Lula ao ser felicitada pelo triunfo<\/strong><\/p>\n<p>Depois de segurar o choro em p\u00fablico, durante seu pronunciamento de vit\u00f3ria em um hotel em Bras\u00edlia, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) n\u00e3o se conteve ao se encontrar com o presidente Lula logo depois, na noite de domingo. &#8220;Voc\u00ea inventou tudo isso. Voc\u00ea \u00e9 o respons\u00e1vel. A ideia foi sua&#8221;, disse ela, abra\u00e7ando o presidente e caindo no choro na frente de familiares de Lula e de alguns amigos como o jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor de imprensa do governo, e Roberto Kalil Filho, m\u00e9dico do presidente.<\/p>\n<p>Lula perguntou baixinho: &#8220;J\u00e1 caiu sua ficha?&#8221; &#8220;Ainda n\u00e3o&#8221;, respondeu Dilma, sorrindo. Era a segunda vez no dia que ela se emocionava. A petista j\u00e1 havia embargado a voz e quase ido \u00e0s l\u00e1grimas ao agradecer a Lula durante seu primeiro pronunciamento como presidente eleita. Segundo o pr\u00f3prio presidente, ele preferiu n\u00e3o ir \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o p\u00fablica para n\u00e3o ofuscar sua escolhida (&#8220;\u00c9 o dia dela&#8221;, disse Lula).<\/p>\n<p><strong>PMDB corteja DEM para presidir C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Horas depois de ver Dilma Rousseff eleita presidente, o PMDB, partido do vice Michel Temer, j\u00e1 atua para atrair l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o. O intuito \u00e9 ganhar for\u00e7a para derrotar o PT na corrida pela presid\u00eancia da C\u00e2mara. Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), candidato \u00e0 vaga e escudeiro de Temer, quer investir no DEM, que saiu enfraquecido das elei\u00e7\u00f5es e tem v\u00e1rios deputados insatisfeitos. A estrat\u00e9gia \u00e9 conquistar o apoio de deputados para ter mais peso que o PT na disputa. &#8220;Quero ser o presidente do maior ao menor partido, independentemente de quem seja da oposi\u00e7\u00e3o ou do governo&#8221;, afirma Alves.<\/p>\n<p>O l\u00edder do governo na C\u00e2mara, C\u00e2ndido Vaccarezza (PT-SP), um dos cotados para concorrer \u00e0 vaga pelo PT, nega qualquer tipo de conflito com os aliados. Diz que o &#8220;casamento&#8221; deve ficar intacto em todo o mandato de Dilma. O PT tamb\u00e9m j\u00e1 tra\u00e7ou seus planos para contra-atacar o PMDB. A resposta \u00e9 cortejar deputados de partidos que formam hoje o bloquinho, como PSB, PDT e PC do B, al\u00e9m do PV. Com isso, a bancada de apoio ao PT ficaria com mais de 170 congressistas, enquanto PMDB e DEM ficariam com 112.<\/p>\n<p><strong>Tucanos de Minas negam culpa por derrota<\/strong><\/p>\n<p>Os tucanos de Minas se eximiram ontem de responsabilidade pela derrota de Jos\u00e9 Serra (PSDB). No Estado, onde alguns acreditavam que o senador eleito A\u00e9cio Neves viraria o jogo, a vantagem percentual de Dilma Rousseff (PT) foi maior do que a conseguida no pa\u00eds. No Brasil, Dilma venceu com 56,05% dos votos ante 43,95%; em Minas, o placar foi 58,45% a 41,55%. A estrat\u00e9gia mineira \u00e9 pregar a unidade do partido e o fim da &#8220;hegemonia de quem quer que seja&#8221; -num recado aos tucanos de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Vice financiou quase metade da campanha do PV<\/strong><\/p>\n<p>O candidato a vice na chapa de Marina Silva (PV), Guilherme Leal, bancou quase metade dos R$ 24,9 milh\u00f5es gastos na campanha da terceira colocada na elei\u00e7\u00e3o. Em 22 doa\u00e7\u00f5es distintas, o empres\u00e1rio, propriet\u00e1rio da rede de cosm\u00e9ticos Natura, repassou R$ 11,8 milh\u00f5es, o equivalente a 47,5% do que arrecadou a candidata verde. Ao todo, sua campanha recebeu 3.098 dep\u00f3sitos, sendo 2.831 via cart\u00e3o de cr\u00e9dito -pagamento feito diretamente por simpatizantes de sua candidatura.<\/p>\n<p>Apesar da quantidade, essas doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas somam R$ 169 mil, ou 0,6% do total. No in\u00edcio da campanha eleitoral, Marina Silva planejava gastar at\u00e9 R$ 90 milh\u00f5es, mas o valor acabou sendo pouco mais de um quarto do registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As contas da candidata passar\u00e3o por an\u00e1lise de t\u00e9cnicos e depois ser\u00e3o julgadas pela Justi\u00e7a Eleitoral. Os dados da petista Dilma Rousseff e do tucano Jos\u00e9 Serra poder\u00e3o ser entregues at\u00e9 o dia 30 de novembro, j\u00e1 que suas campanhas terminaram somente na semana passada.<\/p>\n<p><strong>Bolsa Fam\u00edlia volta a ter peso decisivo<\/strong><\/p>\n<p>Os fatores que influenciam o voto de um eleitor s\u00e3o in\u00fameros e dif\u00edceis de mensurar. Pistas fornecidas pela an\u00e1lise estat\u00edstica indicam, no entanto, que o Bolsa Fam\u00edlia continua tendo peso preponderante na decis\u00e3o do eleitorado brasileiro. A Folha correlacionou o voto em Dilma Rousseff e Jos\u00e9 Serra com tr\u00eas vari\u00e1veis: percentual da popula\u00e7\u00e3o atendida pelo Bolsa Fam\u00edlia, \u00edndice de desenvolvimento humano (IDH) e renda per capita. A an\u00e1lise foi feita para os 5.565 munic\u00edpios do pa\u00eds. Os resultados mostram que quanto maior o alcance do Bolsa Fam\u00edlia -principal programa de transfer\u00eancia de renda do governo- em uma cidade, maior o percentual de votos conquistados pela presidente eleita.<\/p>\n<p><strong>Institutos acertam resultados no 2\u00ba turno<\/strong><\/p>\n<p>As pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto do Datafolha e do Ibope identificaram dez dias antes do segundo turno qual seria o resultado final da disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Jos\u00e9 Serra (PSDB). O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) computou 56% dos votos v\u00e1lidos para Dilma, contra 44% para Serra.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera da vota\u00e7\u00e3o, o Datafolha apontou 55% de inten\u00e7\u00e3o de voto para a petista, ante 45% para o tucano.<br \/>\nComo a margem de erro da pesquisa era de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o instituto acertou o resultado.<\/p>\n<p>O Ibope, na v\u00e9spera, divulgou o resultado exato: 56% a 44%. Em pesquisa de boca de urna, apontou 58% para Dilma e 42% para Serra, acertando no limite da margem de erro, de dois pontos.<\/p>\n<p><strong>Alckmin deve tirar serristas do governo<\/strong><\/p>\n<p>Derrotado em sua segunda campanha presidencial, Jos\u00e9 Serra (PSDB) deve perder espa\u00e7o tamb\u00e9m no governo do Estado de S\u00e3o Paulo. O governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) deve tirar da administra\u00e7\u00e3o grande parte dos secret\u00e1rios ligados a Serra e usar parte desses cargos para fins de composi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Discreto, Alckmin n\u00e3o tem conversado muito com seus colaboradores mais pr\u00f3ximos sobre a composi\u00e7\u00e3o do governo, mas a bolsa de apostas est\u00e1 agitada. O governador eleito dizia que queria esperar o resultado do segundo turno presidencial para come\u00e7ar a montar a equipe. A desculpa era que Serra teria prioridade na escolha dos ministros, e v\u00e1rios dos secret\u00e1rios estaduais seriam ministeri\u00e1veis.<br \/>\n<strong>Estrangeiros compram 22 campos de futebol por hora<\/strong><\/p>\n<p>Empresas e pessoas de outros pa\u00edses compram o equivalente a 22 campos de futebol em terras no Brasil a cada uma hora. Em dois anos e meio, os estrangeiros adquiriram 1.152 im\u00f3veis, num total de 515,1 mil hectares. A Folha comparou registros mais recentes feitos entre novembro de 2007 e maio de 2010 pelo Incra (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria), que leva em conta as aquisi\u00e7\u00f5es de pessoas e empresas de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Na tentativa de conter a &#8220;invas\u00e3o estrangeira&#8221;, o Incra tamb\u00e9m regula compras e arrendamento de terras feitos por empresas com sede no Brasil, mas que s\u00e3o controladas por estrangeiros. &#8220;N\u00e3o \u00e9 xenofobia. Agora temos regras que trazem estabilidade jur\u00eddica e potencializa o combate \u00e0 grilagem&#8221;, afirma o presidente do Incra, Rolf Hackbart.<\/p>\n<p><strong>Congresso reativa conselho de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto alguns Estados estudam implantar conselhos para monitorar a m\u00eddia, o Congresso Nacional se prepara para reativar o Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social, \u00f3rg\u00e3o previsto desde 1988, mas que s\u00f3 funcionou por pouco tempo, de 2002 a 2006. Durante o recesso parlamentar de julho, o presidente do Senado, Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP), despachou cartas a dezenas de entidades anunciando a medida, e 21 delas j\u00e1 indicaram nomes para compor o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o do conselho \u00e9 auxiliar o Congresso em assuntos relativos \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o -como liberdade de express\u00e3o, outorga e renova\u00e7\u00e3o de concess\u00f5es, programa\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o e propaganda de cigarros e bebidas. Diferentemente dos conselhos em gesta\u00e7\u00e3o em Estados como o Cear\u00e1, o do Congresso Nacional n\u00e3o traz entre suas atribui\u00e7\u00f5es -estabelecidas pela lei 8.389\/91- a tarefa de monitoramento ou de fiscaliza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Trata-se apenas de um \u00f3rg\u00e3o consultivo, e n\u00e3o deliberativo, e est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CPI das ONGs acaba sem votar relat\u00f3rio nem apontar culpados<\/strong><\/p>\n<p>Sem sugerir indiciamentos ou apontar culpados por repasses ilegais do governo a organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, a CPI das ONGs do Senado encerra suas atividades na segunda-feira ap\u00f3s tr\u00eas anos de trabalhos. O desfecho da comiss\u00e3o, que teve as atividades prorrogadas por quatro vezes, n\u00e3o ter\u00e1 nem mesmo a discuss\u00e3o do relat\u00f3rio final -apresentado \u00e0s pressas pelo senador In\u00e1cio Arruda (PC do B). Aliado do governo federal, Arruda montou relat\u00f3rio de 1.478 p\u00e1ginas que nem sequer foi enviado aos membros da CPI. O texto foi disponibilizado nesta semana no site do Senado.<\/p>\n<p>O relator atribui a n\u00e3o vota\u00e7\u00e3o do texto \u00e0 disputa entre governo e oposi\u00e7\u00e3o durante a comiss\u00e3o parlamentar de inqu\u00e9rito. &#8220;Esse epis\u00f3dio de transformar a comiss\u00e3o em palco de um embate travou a quest\u00e3o central que era examinar o relat\u00f3rio destinado \u00e0s ONGs&#8221;, afirmou ele. Presidente da CPI, o senador Her\u00e1clito Fortes (DEM-PI) disse que a base aliada do governo foi respons\u00e1vel por impedir que as investiga\u00e7\u00f5es avan\u00e7assem.<\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO<\/strong><\/p>\n<p><strong>FHC diz n\u00e3o endossar PSDB que n\u00e3o defenda sua hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estou mais disposto a dar endosso a um PSDB que n\u00e3o defenda a sua hist\u00f3ria&#8221;, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), ontem, em entrevista no instituto que leva seu nome, no centro de SP. Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique defende que o partido anuncie dois anos antes das elei\u00e7\u00f5es presidenciais seu candidato. &#8220;O PSDB n\u00e3o pode ficar enrolando at\u00e9 o final para saber se \u00e9 A, B, C ou D.&#8221; O ex-presidente diz que Lula &#8220;desrespeitou a lei abundantemente&#8221; na campanha e que promove &#8220;um complexo sindical-burocr\u00e1tico-industrial, que escolhe vencedores, o que leva ao protecionismo&#8221;. Para FHC, a tradi\u00e7\u00e3o brasileira de &#8220;corporativismo estatizante est\u00e1 voltando&#8221;. Lula \u00e9 uma &#8220;metamorfose ambulante que faz a media\u00e7\u00e3o de tudo com tudo&#8221;.<br \/>\n<em>O Globo<\/em><\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00f5es 2010; Lula n\u00e3o quer Palocci na \u00e1rea econ\u00f4mica, nem no Pal\u00e1cio<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), ter\u00e1 um Minist\u00e9rio com a cara dela, mas vai discutir todas as escolhas com o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Um dia depois das elei\u00e7\u00f5es, algumas certezas j\u00e1 circulavam entre auxiliares de Dilma e de Lula, entre elas os nomes que estar\u00e3o no governo a partir de 1\u00ba de janeiro: o ex-ministro Ant\u00f4nio Palocci, o atual ministro Guido Mantega, o ministro Paulo Bernardo e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras.<\/p>\n<p>Palocci, por\u00e9m, n\u00e3o dever\u00e1 ter cargo dentro do Pal\u00e1cio do Planalto nem na equipe econ\u00f4mica. Lula e Dilma preferem o ex-ministro da Fazenda no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Do grupo dos quatro, \u00e9 praticamente certo que Gabrielli continue na Petrobras, pelo menos na primeira fase do governo, para concluir a cria\u00e7\u00e3o da nova estatal do pr\u00e9-sal. J\u00e1 Paulo Bernardo e Guido Mantega n\u00e3o est\u00e3o garantidos em suas pastas atuais, Planejamento e Fazenda, respectivamente. Paulo Bernardo \u00e9 o preferido da dupla Lula-Dilma para a Casa Civil.<\/p>\n<p>Por enquanto, o que \u00e9 dado como certo em alguns setores do PT e do governo \u00e9 o que Palocci n\u00e3o dever\u00e1 fazer no governo Dilma. Dilma e Lula estariam em sintonia em rela\u00e7\u00e3o ao fato de que ele n\u00e3o deve ir para a Casa Civil. O presidente chegou a fazer uma avalia\u00e7\u00e3o de que o ex-ministro poderia fazer sombra a Dilma. Outro alerta de Lula \u00e9 que um cargo no n\u00facleo do Planalto poderia transformar Palocci no primeiro alvo do novo governo, mesmo ele tendo sido inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no caso da viola\u00e7\u00e3o do sigilo do caseiro Francenildo Costa.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Valeu, valeu, valeu&#8217;, disse Lula a Dilma<\/strong><\/p>\n<p>Quem mais comemorou a elei\u00e7\u00e3o da presidente eleita Dilma Rousseff foi o PMDB, que pela primeira vez chega ao topo do governo, com o vice Michel Temer. As comemora\u00e7\u00f5es come\u00e7aram na resid\u00eancia oficial da Presid\u00eancia da C\u00e2mara, seguiram depois na cobertura do Hotel Naoum, onde Dilma fez seu primeiro pronunciamento \u00e0 na\u00e7\u00e3o, no Pal\u00e1cio da Alvorada com o presidente Lula e depois, de novo, na resid\u00eancia de Michel Temer.<\/p>\n<p>Mas, na festa do Alvorada, o momento de maior emo\u00e7\u00e3o foi o encontro da presidente eleita com Lula. Segundo os presentes, foi a segunda vez que Dilma chorou depois de confirmada como a nova presidente do Brasil. Na chegada, Lula recebeu Dilma com um abra\u00e7o emocionado e dois beijos carinhosos no rosto:<\/p>\n<p>&#8211; Minha presidenta! Deus te aben\u00e7oe! Valeu! Valeu! Valeu! \u2014 disse Lula, dando tapas pesados nas costas de Dilma.<\/p>\n<p><strong>PMDB e PT brigam por Caixa, BB e Petrobras<\/strong><\/p>\n<p>A disputa at\u00e9 ent\u00e3o equilibrada entre o PT e o PMDB pelos cargos-chave na Caixa Econ\u00f4mica Federal &#8211; institui\u00e7\u00e3o que executa os programas sociais do governo e, em especial, o Minha Casa Minha Vida &#8211; j\u00e1 come\u00e7a a se acirrar. De um lado, h\u00e1 o desejo de Moreira Franco (PMDB-RJ), que atuou na coordena\u00e7\u00e3o da companha de Dilma Rousseff, de assumir a presid\u00eancia do banco, nas m\u00e3os do PT desde 2003.<\/p>\n<p>Para acomodar Moreira Franco, os petistas teriam que abrir m\u00e3o de Maria Fernanda Coelho, militante do PT desde a \u00e9poca das greves dos banc\u00e1rios de Recife (PE). Ela assumiu o lugar de Jorge Mattoso, que caiu junto com Antonio Palocci no esc\u00e2ndalo da quebra do sigilo banc\u00e1rio do caseiro Francenildo Costa.<\/p>\n<p>Para o ex-l\u00edder do PT Maur\u00edcio Rands (PE), Maria Fernanda deve ser mantida, pois re\u00fane vantagens, como ser funcion\u00e1ria de carreira e ter participado da gest\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de um dos programas preferidos da futura presidente Dilma Rousseff, o Minha Casa Minha Vida. Moreira disse que ainda n\u00e3o conversou sobre o assunto. Ele j\u00e1 foi vice-presidente de Loterias e Fundos de Governo da Caixa, cargo que deixou para ingressar na campanha de Dilma.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Espa\u00e7o do PMDB corresponder\u00e1 ao seu peso&#8217;, diz Dirceu<\/strong><\/p>\n<p>O ex-ministro e r\u00e9u no processo do mensal\u00e3o, Jos\u00e9 Dirceu (PT), afirmou nesta segunda-feira, que o PMDB dever\u00e1 ocupar o espa\u00e7o &#8220;correspondente ao seu peso&#8221; no governo da presidente eleita Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>&#8211; O PMDB \u00e9 segundo partido da C\u00e2mara e o primeiro no Senado. Evidentemente ele ter\u00e1 o seu peso correspondente a isso e tamb\u00e9m \u00e0 import\u00e2ncia do partido, que indicou inclusive o vice, que \u00e9 o Michel Temer. Mas quem vai decidir como, quando e quanto, acho que \u00e9 a presidenta. \u00c9 ela, \u00e9 ela s\u00f3 &#8211; disse o ex-ministro a jornalistas, depois de gravar o programa &#8220;Roda Viva&#8221;, da TV Cultura, que vai ao ar na noite desta segunda-feira.<\/p>\n<p>Segundo ele, Dilma tem a experi\u00eancia dos dois governos de Lula na composi\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as e nas negocia\u00e7\u00f5es de importantes projetos:<\/p>\n<p>&#8211; Como n\u00f3s j\u00e1 fizemos duas vezes, temos experi\u00eancia, e ela participou tanto em 2003 como em 2007. Ela participou depois de todas as negocia\u00e7\u00f5es, dos projetos mais importantes do governo. Ent\u00e3o, ela tem uma longa e forte experi\u00eancia de trabalhar com os partidos pol\u00edticos, com as bancadas, com os l\u00edderes.<\/p>\n<p><strong>PSB ganha mais peso pol\u00edtico<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de o PSDB ter sa\u00eddo como o grande vitorioso nas elei\u00e7\u00f5es para os governos estaduais, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) pode se vangloriar de ter sido um dos que mais cresceram no pa\u00eds nos \u00faltimos quatro anos e, de quebra, vir a desempenhar um dos pap\u00e9is mais importantes no governo da presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A sigla, que em 2006 ganhou o poder em tr\u00eas estados, dobrou sua &#8220;fatia&#8221; no bolo em 2010, vencendo no Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo, Pernambuco, Amap\u00e1, Para\u00edba e Piau\u00ed. Com isso, ganha mais for\u00e7a para lutar por cargos no futuro governo de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Na administra\u00e7\u00e3o de Lula, o PSB tem os minist\u00e9rios de Ci\u00eancia e Tecnologia, cargo ocupado por S\u00e9rgio Rezende, e a Secretaria Especial de Portos , que tem status de minist\u00e9rio e \u00e9 comandada por Pedro Brito do Nascimento.<\/p>\n<p>Agora, o PSB s\u00f3 perde em n\u00famero de governadores para o PSDB, que saiu vencedor em oito estados (Roraima, Minas Gerais, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Tocantins, Alagoas, Goi\u00e1s, Par\u00e1), contra seis em 2006.<\/p>\n<p><strong>PSDB: mineiros e paulistas lavam roupa suja eleitoral<\/strong><\/p>\n<p>Derrotado, o PSDB est\u00e1 lavando a roupa suja e expondo publicamente a disputa entre dois grupos rumo a 2014: 0 mineiro, de A\u00e9cio Neves, e o paulista, de Geraldo Alckmin. Ligado a Serra, Xico Graziano reclamou da derrota em MG por 1,7 milh\u00e3o de votos. Para os mineiros, A\u00e9cio n\u00e3o podia fazer m\u00e1gica.<\/p>\n<p><strong>Dilma defende a\u00e7\u00e3o contra guerra cambial<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que seu governo ir\u00e1 acompanhar &#8220;com rigor&#8221; o processo de &#8220;guerra cambial e de pol\u00edtica de desvaloriza\u00e7\u00e3o de moeda&#8221; que ocorre atualmente na economia global, de modo a impedir que o com\u00e9rcio mundial seja afetado.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que ocorra aquele tipo de pol\u00edtica que ocorreu na d\u00e9cada de 30 e que se caracteriza pela desvaloriza\u00e7\u00e3o competitiva &#8211; disse Dilma \u00e0 TV Record, em sua primeira entrevista exclusiva ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Eu come\u00e7o a desvalorizar, o outro pa\u00eds come\u00e7a a desvalorizar e a\u00ed isso bloqueia o com\u00e9rcio&#8230; cria a guerra comercial.<\/p>\n<p>Para ela, uma forma de enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ter institui\u00e7\u00f5es multilaterais fortes que impe\u00e7am os pa\u00edses de manter suas moedas desvalorizadas de forma excessiva.<\/p>\n<p>&#8211; Eu diria, n\u00e3o fazer aquela pol\u00edtica pragm\u00e1tica que \u00e9 s\u00f3 favor\u00e1vel ao seu pr\u00f3prio pa\u00eds, \u00e9 isso que se chamou de guerra cambial, que \u00e9 de fato desvaloriza\u00e7\u00f5es indevidas &#8211; explicou.<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o pr\u00e9-sal deve ficar para 2011<\/strong><\/p>\n<p>O l\u00edder do governo na C\u00e2mara, deputado C\u00e2ndido Vaccarezza (SP), disse que as prioridades at\u00e9 o fim do ano no Congresso ser\u00e3o os projetos de regulamenta\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, o or\u00e7amento e as medidas provis\u00f3rias (MPs) que trancam a pauta da Casa. Ele admitiu, no entanto, que o tempo ser\u00e1 curto para vota\u00e7\u00e3o dessas mat\u00e9rias. Segundo o l\u00edder, o pr\u00e9-sal pode ficar para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>O l\u00edder argumentou que, na pr\u00e1tica, a C\u00e2mara ter\u00e1 apenas 11 dias de vota\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final do ano caso o or\u00e7amento seja votado na data legalmente prevista, no dia 22 de dezembro. Sobre o comportamento da oposi\u00e7\u00e3o a partir de agora, Vaccarezza disse que a elei\u00e7\u00e3o passou, e que os vencedores ser\u00e3o &#8220;magn\u00e2nimos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00f5es decidem hoje futuro de Obama<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisas d\u00e3o como certa uma dura derrota democrata na C\u00e2mara e uma prov\u00e1vel escassa vantagem do governo no Senado dos EUA. Este novo cen\u00e1rio restringiria o campo de a\u00e7\u00e3o do governo e permitiria aos republicanos controlar a agenda do pa\u00eds, for\u00e7ando o presidente Obama a buscar nova estrat\u00e9gia para governar.<\/p>\n<p><strong>\u00cdndico ganha maior reserva dos mares<\/strong><\/p>\n<p>O Reino Unido transformou o Arquip\u00e9lago de Chagos, no \u00cdndico, na maior reserva marinha do mundo. A pesca foi banida, Ambientalistas, por\u00e9m, lembram que a prote\u00e7\u00e3o dos mares ainda \u00e9 prec\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Enem: a quatro dias da maratona<\/strong><\/p>\n<p>Estudantes falam do desafio de encarar o fim de semana de provas, e professores advertem: \u00e9 hora de relaxar.<br \/>\n<em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma faz reuni\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o s\u00f3 com petistas e irrita PMDB<\/strong><\/p>\n<p>A primeira reuni\u00e3o da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) com auxiliares para definir a equipe de transi\u00e7\u00e3o, realizada, ontem em Bras\u00edlia, teve presen\u00e7a s\u00f3 de petistas, sem ningu\u00e9m do PMDB, principal aliado na campanha. Ficou acertado que o presidente do PT, Jose Eduardo Dutra, e o ex-ministro Antonio Palocci comandar\u00e3o o grupo que far\u00e1 a passagem do governo Lula para o de Dilma.<\/p>\n<p>Peemedebistas demonstraram insatisfa\u00e7\u00e3o com o epis\u00f3dio. &#8220;Eles n\u00e3o v\u00e3o governar sozinhos&#8221;, avisou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-SP). O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse ao Estado que o PT quer negociar com um PMDB unido. Para ele, a legenda &#8220;ter\u00e1 mais import\u00e2ncia quanto mais se unificar como partido de centro\u201d.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Ate logo&#8217; de Serra desagrada a tucanos <\/strong><\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o do candidato presidencial Jos\u00e9 Serra ao admitir a derrota &#8211; ele n\u00e3o deu um \u201cadeus&#8221;, mas um &#8220;at\u00e9 logo&#8221; &#8211; causou desconforto entre tucanos paulistas. Para eles, que esperam renovar o partido, Serra foi personalista. J\u00e1 o PSDB mineiro, do senador eleito A\u00e9cio Neves, acredita que a hegemonia paulista no partido tenha chegado ao fim.<\/p>\n<p><strong>Empreiteiras bancam Cabral<\/strong><\/p>\n<p>Construtoras que fazem obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) no Rio foram as maiores doadoras da campanha do governador reeleito S\u00e9rgio Cabral (PMDB). Cinco empresas doaram juntas R$ 3,8 milh\u00f5es, ou 18,4% dos R$ 20,6 milh\u00f5es recebidos. Os dados est\u00e3o no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).<\/p>\n<p>As maiores doadoras foram a Camargo Corr\u00eaa e a OAS, que contribu\u00edram com R$ 1 milh\u00e3o cada. As duas empresas formam um dos quatro cons\u00f3rcios respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o do principal trecho do Arco Rodovi\u00e1rio, que teve or\u00e7amento inicial de R$ 800 milh\u00f5es, mas j\u00e1 chega perto de R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A OAS integra o cons\u00f3rcio que faz as obras de reurbaniza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o do telef\u00e9rico do Complexo do Alem\u00e3o, na zona norte. Tamb\u00e9m colaboraram as construtoras Queiroz Galv\u00e3o (R$ 800 mil) e Carioca Engenharia (R$ 500 mil), que atuam no PAC da Rocinha e no Arco Rodovi\u00e1rio. A EIT-Empresa Industrial e T\u00e9cnica, que integra o cons\u00f3rcio do PAC de Manguinhos, doou R$ 500 mil.<\/p>\n<p><strong>Capiberibe debocha da lideran\u00e7a de Sarney<\/strong><\/p>\n<p>O governador eleito do Amap\u00e1, Camilo Capiberibe (PSB), disse que seu grande desafio no governo \u00e9 saldar as d\u00edvidas que o Estado tem com fornecedores, prestadores de servi\u00e7o e institui\u00e7\u00f5es que fizeram empr\u00e9stimos consignados ao servidores.<\/p>\n<p>De acordo com ele, tamb\u00e9m ser\u00e1 prioridade abastecer de medicamentos a rede p\u00fablica de sa\u00fade, regionalizar a merenda escolar ainda no primeiro semestre, dar um notebook para cada professor no primeiro ano de seu governo e fazer concursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Capiberibe afirmou ter urg\u00eancia em come\u00e7ar o processo de transi\u00e7\u00e3o porque a situa\u00e7\u00e3o do Estado &#8220;\u00e9 uma inc\u00f3gnita&#8221;. A expectativa \u00e9 que at\u00e9 quarta-feira ele seja recebido pelo governador Pedro Paulo Dias (PP) e, juntos, possam delinear a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Capiberibe disse que a Opera\u00e7\u00e3o M\u00e3os Limpas, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal (PF) em setembro e que prendeu governador, ex-governador, secret\u00e1rios de Estado e presidente do Tribunal de Contas (TCE), foi fundamental para sua elei\u00e7\u00e3o, pois permitiu ao povo que soubesse a causa do &#8220;estado ca\u00f3tico&#8221; em que se encontra o Amap\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Novo governo quer obter super\u00e1vit sem truque fiscal<\/strong><\/p>\n<p>O governo estuda v\u00e1rias medidas para colocar a economia na dire\u00e7\u00e3o de uma taxa de juro real de 2% at\u00e9 2014. A ideia \u00e9 fortalecer a pol\u00edtica fiscal, cumprindo a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio das contas do setor p\u00fablico, de 3,3% do PIB, sem a necessidade de manobras fiscais. H\u00e1 estudos para reduzir projetos do PAC, limitar o crescimento das despesas e cortar o Or\u00e7amento de 2011. A1\u00e9m disso, o governo anunciar\u00e1 em breve medidas para estimular o financiamento privado de longo prazo.<\/p>\n<p><strong>Mantega pode ficar; Meirelles ainda \u00e9 d\u00favida<\/strong><\/p>\n<p>Alvo da cobi\u00e7a do PMDB, a Fazenda pode continuar com Guido Mantega. Ele quer ficar e o presidente Lula defende sua perman\u00eancia, dizendo que a economia \u00e9 uma \u00e1rea delicada e que est\u00e1 com bom desempenho. J\u00e1 o destino do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ainda \u00e9 incerto.<\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00e3o legislativa nos EUA abre corrida presidencial<\/strong><\/p>\n<p>O resultado da elei\u00e7\u00e3o legislativa nos EUA, hoje, abrir\u00e1 a disputa pela Casa Branca em 2012, relata a correspondente Denise Chrispim Marin. O presidente Barack Obama j\u00e1 se lan\u00e7ou \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Prov\u00e1vel vitorioso no pleito para o Congresso e para 38 governos estaduais, o opositor Partido Republicano se v\u00ea em vantagem, mas aparece dividido.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edcia grega intercepta bombas<\/strong><\/p>\n<p>Pelo correio, de Atenas, terroristas pretendiam enviar pacotes-bomba para o presidente da Fran\u00e7a, Nicolas Sarkozy, e para embaixadas do M\u00e9xico e da Holanda. Os autores seriam grupos anarquistas.<\/p>\n<p><strong>Cresce uso de apostilas no ensino infantil<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisa da Unicamp mostra que, de 2008 para 2009, o n\u00famero de cidades paulistas que usam, no ensino infantil, apostilas de sistemas de ensino privados subiu de 24 para 32. H\u00e1 dez anos, eram quatro.<br \/>\n<em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><strong>Acabou o coronelismo, diz Agnelo<\/strong><\/p>\n<p>Governador eleito afirma que a maioria dos brasilienses decretou o fim de pr\u00e1ticas pol\u00edticas atrasadas, incompat\u00edveis com a capital da Rep\u00fablica. Segundo ele, os eleitores exigem uma administra\u00e7\u00e3o \u00e9tica e transparente. Agnelo Queiroz diz ser o \u00fanico nome definido no governo, como secret\u00e1rio de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>De Lula para Dilma<\/strong><\/p>\n<p>A passagem do bast\u00e3o presidencial ser\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o entre antigos e atuais colaboradores do chefe do Planalto. Mais do que analisar a situa\u00e7\u00e3o do governo, a equipe de Dilma vai definir a nova configura\u00e7\u00e3o dos aliados petistas \u2014 o preferencial PMDB e o emergente PSB. Na internet, vit\u00f3ria da petista provoca xingamentos a nordestinos.<\/p>\n<p><strong>Barreira econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>Controle fiscal e c\u00e2mbio flutuante s\u00e3o desafios da presidente eleita, que ter\u00e1 de resolver briga fratricida para montar equipe.<\/p>\n<p><strong>Avia\u00e7\u00e3o: Empresas cancelam 1.830 voos num s\u00f3 dia<\/strong><\/p>\n<p>Quase 23% das decolagens previstas para todo o pa\u00eds nesta segunda-feira n\u00e3o foram realizadas. Mas, segundo as empresas, a maioria delas foi informada com anteced\u00eancia aos passageiros e ningu\u00e9m ficou prejudicado. Mesmo assim, os consumidores devem ficar atentos. Segundo a Anac, qualquer mudan\u00e7a de hor\u00e1rio ou data das viagens deve ser informada com um m\u00ednimo de 15 dias aos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00e3o nos EUA: Derrota nas urnas amea\u00e7a os l\u00edderes de Obama<\/strong><\/p>\n<p>A prov\u00e1vel vit\u00f3ria do Partido Republicano nas elei\u00e7\u00f5es de hoje para a renova\u00e7\u00e3o do Congresso norte-americano pode tirar de cena importantes pol\u00edticos democratas e trazer mais problemas ao governo de Barack Obama. A presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Nancy Pelosi, com prest\u00edgio abalado, deve perder o cargo. J\u00e1 Harry Reid, l\u00edder no Senado, corre o risco de n\u00e3o ser reeleito.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Folha de S. Paulo Para poupar Dilma, Lula deve antecipar corte de gastos e medidas de ajuste fiscal O presidente Lula dever\u00e1 antecipar medidas econ\u00f4micas duras e impopulares para evitar que a sucessora, Dilma Rousseff, tenha de adot\u00e1-las no in\u00edcio de seu governo. Amanh\u00e3 e quinta-feira, as pastas da Fazenda e do Planejamento dever\u00e3o finalizar estudos de medidas de ajuste que acham necess\u00e1rias para o novo governo. O diagn\u00f3stico ser\u00e1 transmitido \u00e0 equipe de transi\u00e7\u00e3o de Dilma. A Folha apurou que Lula j\u00e1 se disp\u00f4s, se Dilma quiser, a implementar medidas duras. 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