{"id":22194,"date":"2010-11-02T06:37:58","date_gmt":"2010-11-02T09:37:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=22194"},"modified":"2010-11-02T06:37:58","modified_gmt":"2010-11-02T09:37:58","slug":"nos-jornais-derrota-em-minas-acirra-animos-no-psdb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/11\/02\/nos-jornais-derrota-em-minas-acirra-animos-no-psdb\/","title":{"rendered":"Nos jornais: derrota em Minas acirra \u00e2nimos no PSDB"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/p>\n<p><\/em><strong>Derrota em MG acirra \u00e2nimos no PSDB<\/strong><\/p>\n<p>No tabuleiro pol\u00edtico interno do PSDB, a derrota de Jos\u00e9 Serra significa, automaticamente, a ascens\u00e3o de A\u00e9cio Neves, preterido na disputa pelo Planalto. Mas Serra deu sinais, ontem, de que pretende manter no tucanato paulista o controle do partido. A decep\u00e7\u00e3o com o resultado das urnas em Minas Gerais foi estopim para uma mudan\u00e7a de vis\u00e3o de Serra. O coordenador do programa de governo de Serra, Xico Graziano, expressou esse sentimento no Twitter, pouco depois das 19h.<\/p>\n<p>&#8220;Perdemos feio em Minas Gerais. Por que ser\u00e1?!&#8221;, escreveu Graziano. Em seu discurso ap\u00f3s reconhecer a derrota para Dilma Rousseff (PT), Serra n\u00e3o mencionou, nem indiretamente, A\u00e9cio. Ao mesmo tempo, o governador eleito de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, foi objeto dos principais agradecimentos. A\u00e9cio Neves havia prometido a vit\u00f3ria do tucano no Estado, segundo maior col\u00e9gio eleitoral do pa\u00eds. N\u00e3o conseguiu. Serra conquistou apenas 1,1 milh\u00e3o de votos a mais no Estado em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro turno. O crescimento do tucano foi menor que o de Dilma. A petista teve mais 1,2 milh\u00e3o de votos.<\/p>\n<p><strong>Primeira mulher eleita tem 56% dos votos<\/strong><\/p>\n<p>Dilma Vana Rousseff, 62, foi eleita ontem a primeira mulher presidente da Rep\u00fablica do Brasil. Com 99,98% dos votos apurados, ela tinha 56% dos votos v\u00e1lidos. Seu triunfo \u00e9 uma vit\u00f3ria pessoal do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que escolheu uma t\u00e9cnica ne\u00f3fita em elei\u00e7\u00f5es para suced\u00ea-lo, \u00e0 revelia de seu partido, o PT.<\/p>\n<p>Dilma teve uma escalada de 8% de inten\u00e7\u00f5es de votos no fim de 2008, segundo o Datafolha, para a vit\u00f3ria num acirrado segundo turno.<br \/>\nJos\u00e9 Serra (PSDB), 68, que disputou o cargo pela segunda vez, teve 44% dos v\u00e1lidos. Dilma teve 12 milh\u00f5es de votos a mais que Serra, 10,7 milh\u00f5es s\u00f3 no Nordeste. Tamb\u00e9m venceu no Sudeste, gra\u00e7as a vota\u00e7\u00f5es maci\u00e7as no Rio e em Minas -Estado de A\u00e9cio Neves, que ter\u00e1 de costurar com os paulistas para se sagrar novo l\u00edder tucano.<\/p>\n<p><strong>Dilma diz que vai &#8220;bater \u00e0 porta&#8221; de Lula<\/strong><\/p>\n<p>Em seu primeiro pronunciamento como presidente eleita, Dilma Rousseff afirmou que vai &#8220;bater muito \u00e0 porta&#8221; de Lula, em seu governo, se comprometeu a zelar pelos valores democr\u00e1ticos, como as liberdades de imprensa e religiosa, e estabeleceu como principal meta a erradica\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Em 25 minutos de discurso lido, Dilma se emocionou e chorou ao falar de Lula, que h\u00e1 oito anos, ao tomar posse, tamb\u00e9m elencou a mis\u00e9ria como foco de seu governo. &#8220;N\u00e3o podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver fam\u00edlias morando nas ruas, enquanto crian\u00e7as pobres estiverem abandonadas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s vit\u00f3ria, presidente e eleita se abra\u00e7am e choram<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro encontro ap\u00f3s o resultado, Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff se abra\u00e7aram e choraram. O encontro foi testemunhado pelos integrantes da coordena\u00e7\u00e3o da campanha petista e por v\u00e1rios ministros que estiveram ontem \u00e0 noite no Pal\u00e1cio da Alvorada. Lula discursou para os convidados dizendo que sua sucessora foi uma &#8220;guerreira&#8221; ao longo de toda campanha e merecedora da vit\u00f3ria. Em meio \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o, Dilma disse que pretende descansar alguns dias nesta semana e depois acompanhar Lula em uma viagem \u00e0 \u00c1frica e ao G20.<\/p>\n<p><strong>Eleita, Dilma promete erradicar a mis\u00e9ria<\/strong><\/p>\n<p>Em seu primeiro discurso como presidente eleita, ontem \u00e0 noite, em Bras\u00edlia, Dilma Rousseff (PT) disse que seu principal compromisso \u00e9 erradicar a mis\u00e9ria no pa\u00eds. &#8220;Ressalto, entretanto, que essa ambiciosa meta n\u00e3o ser\u00e1 realizada apenas pela vontade do governo. Essa meta \u00e9 um chamado a na\u00e7\u00e3o. [\u00c9 preciso] o apoio de todos para superar esse abismo que nos separa de ser uma na\u00e7\u00e3o desenvolvida&#8221;, disse a ex-ministra em hotel na capital federal, onde se concentravam petistas e aliados, como o vice Michel Temer (PMDB).<\/p>\n<p><strong>Lula defende manter Mantega e Meirelles<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva j\u00e1 aconselhou a sucessora, Dilma Rousseff, a manter Guido Mantega no Minist\u00e9rio da Fazenda e Henrique Meirelles no comando do Banco Central. Apesar de Lula dizer publicamente que n\u00e3o interferir\u00e1 no governo Dilma, a Folha apurou que ele j\u00e1 teve algumas conversas com ela sobre a forma\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Lula disse a Dilma que acha que deu certo a &#8220;dobradinha&#8221; entre Mantega, tido como mais desenvolvimentista, e Meirelles, mais conservador, na crise econ\u00f4mica internacional de 2008\/ 2009. Para Lula, a manuten\u00e7\u00e3o deles sinalizaria uma continuidade que acalmaria o mercado numa hora de preocupante valoriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar e de possibilidade de guerra cambial entre os pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Serra sai menor&#8221; da campanha, diz Lula<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva Lula disse ontem que Jos\u00e9 Serra &#8220;sai menor dessa campanha&#8221;, pela agressividade contra Dilma Rousseff, e evitou falar de concilia\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o. &#8220;Essa campanha foi muito mais violenta de uma parte para outra. Eu sinceramente acho que o candidato Serra sai menor dessa campanha, porque a agressividade deles [tucanos] \u00e0 companheira Dilma Rousseff \u00e9 uma coisa que eu imaginava que j\u00e1 tivesse terminado na pol\u00edtica brasileira&#8221;, afirmou Lula, ap\u00f3s votar pela manh\u00e3, em S\u00e3o Bernardo do Campo.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Dilma manter\u00e1 estabilidade, diz Palocci<\/strong><\/p>\n<p>Principal coordenador de campanha de Dilma, Antonio Palocci disse \u00e0 Folha que a presidente eleita deu quatro recados em seu pronunciamento de vit\u00f3ria. Primeiro foi a &#8220;garantia de que n\u00e3o se abandonar\u00e1 os pilares fundamentais da estabilidade&#8221;. Depois, que governar\u00e1 com sua alian\u00e7a, mas dar\u00e1 &#8220;a m\u00e3o \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o&#8221;. Destacou ainda que ela defendeu uma &#8220;imprensa cr\u00edtica&#8221; e que o pr\u00e9-sal \u00e9 uma poupan\u00e7a para o futuro. Ex-ministro da Fazenda, cotado para a Casa Civil, Palocci disse que a redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica ir\u00e1 &#8220;presidir a postura fiscal da presidente&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Com controle do PMDB, Temer ser\u00e1 vice com mais poder<\/strong><\/p>\n<p>Diferentemente de Marco Maciel e Jos\u00e9 Alencar, que foram extremamente leais respectivamente a Fernando Henrique Cardoso e a Lula, a expectativa \u00e9 de que Michel Temer seja um vice em que a presidente Dilma Rousseff v\u00e1 confiar, mas desconfiando. Ele \u00e9 presidente do maior partido do pa\u00eds, exerce inequ\u00edvoca lideran\u00e7a no Congresso e tem personalidade pol\u00edtica e pessoal mais forte do que seus antecessores. Com seis mandatos consecutivos na C\u00e2mara desde 1987, Temer ser\u00e1 um intermediador dos interesses do PMDB no novo governo. O preenchimento do primeiro escal\u00e3o passa por ele.<\/p>\n<p><strong>Longe da crise , economia exigir\u00e1 ajustes<\/strong><\/p>\n<p>A heran\u00e7a econ\u00f4mica que Luiz In\u00e1cio Lula da Silva deixar\u00e1 para sua sucessora est\u00e1 longe do cen\u00e1rio de crise de oito anos atr\u00e1s, quando foi eleito pela primeira vez. \u00c9 muito menos confort\u00e1vel, por\u00e9m, que a deixada por Lula para si pr\u00f3prio do primeiro para o segundo mandato. Ao contr\u00e1rio de seu padrinho pol\u00edtico, Dilma Rousseff come\u00e7ar\u00e1 com d\u00edvida p\u00fablica relativamente baixa e reservas em d\u00f3lar absolutamente fartas -ou sobra de cr\u00e9dito interno e externo para o governo e o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Serra diz que &#8220;luta de verdade&#8221; est\u00e1 s\u00f3 no come\u00e7o e descarta &#8220;adeus&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>No discurso de reconhecimento da derrota, o candidato do PSDB \u00e0 Presid\u00eancia, Jos\u00e9 Serra, afirmou ontem que est\u00e1 &#8220;apenas come\u00e7ando uma luta de verdade&#8221;. &#8220;Por isso, a minha mensagem de despedida nesse momento n\u00e3o \u00e9 um adeus, mas um at\u00e9 logo&#8221;, discursou o tucano, ao lado de aliados como o governador eleito de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, mas sem a presen\u00e7a do senador eleito A\u00e9cio Neves nem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O tucano n\u00e3o escondeu a decep\u00e7\u00e3o com seu desempenho em Minas Gerais, Estado em que perdeu para Dilma Rousseff (PT) por uma diferen\u00e7a de quase dois milh\u00f5es de votos. Serra nem sequer citou A\u00e9cio em seu discurso, no qual exaltou o &#8220;empenho&#8221; de Alckmin.<\/p>\n<p><strong>FHC n\u00e3o cr\u00ea em coopera\u00e7\u00e3o porque PT destruiu &#8220;pontes&#8221; com o PSDB<\/strong><\/p>\n<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso n\u00e3o acredita que Dilma Rousseff criar\u00e1 pontes com a oposi\u00e7\u00e3o para fazer mudan\u00e7as importantes, como a reforma pol\u00edtica e a reforma tribut\u00e1ria. &#8220;O governo do presidente Lula e o PT foram dinamitadores de pontes&#8221;, afirmou, pouco antes de votar neste domingo, \u00e0s 11h, no Col\u00e9gio Sion, em Higien\u00f3polis.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese de contribui\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o, segundo FHC, &#8220;depende de como ela [Dilma] proceda&#8221;. &#8220;N\u00e3o basta inten\u00e7\u00e3o. O curr\u00edculo \u00e9 ruim, \u00e9 de agress\u00e3o&#8221;, afirmou. FHC entende que o PT e o PSDB, deveriam ter trabalhado essas propostas durante a campanha. &#8220;Mas para isso, tem que criar um clima.&#8221;<\/p>\n<p><strong>&#8220;Personagem&#8221; da campanha, Paulo Preto diz estar magoado<\/strong><\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s votar, no final da tarde de ontem em S\u00e3o Paulo, o ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza afirmou que foi usado na campanha eleitoral. Personagem que se tornou p\u00fablica no segundo turno, ele disse que est\u00e1 &#8220;magoado&#8221; por ter sido acusado por integrantes do PSDB de arrecadar verba ilegalmente e desviar R$ 4 milh\u00f5es destinados \u00e0 campanha de Jos\u00e9 Serra.<\/p>\n<p>&#8220;Estou magoado. Hoje eu tenho como resultado disso 12 processos e representa\u00e7\u00f5es criminais. Nunca pautei minha vida para ter isso como objetivo&#8221;, disse Souza. &#8220;Vou esclarecer jur\u00eddica e tecnicamente item por item tudo de que fui acusado. Simplesmente fui usado na campanha. O in\u00edcio de tudo isso se deu por integrantes do PSDB e foi utilizado pela candidata Dilma Rousseff [PT].&#8221;<\/p>\n<p><strong>Serra vai ao exterior e deixa PSDB com A\u00e9cio<\/strong><\/p>\n<p>Na derrota de Jos\u00e9 Serra, a ascens\u00e3o de A\u00e9cio Neves. Batido numa corrida presidencial pela segunda vez, e aos 68 anos, Serra avisou a aliados, antes mesmo da campanha, que seria sua \u00faltima candidatura a um cargo no Executivo caso n\u00e3o vencesse. Ao longo da campanha, Serra se recusava at\u00e9 a ouvir a hip\u00f3tese de concorrer \u00e0 Prefeitura de S\u00e3o Paulo em 2012.<\/p>\n<p>Segundo aliados, Serra dever\u00e1 tirar f\u00e9rias ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o e decidir seu futuro na volta ao Brasil. A aposta \u00e9 que passe uma temporada fora do pa\u00eds, dedicando-se aos estudos, e avalie seu destino. Uma alternativa \u00e9 concorrer ao Senado. Duro ser\u00e1 atravessar quatro anos at\u00e9 l\u00e1. O afastamento nasce da constata\u00e7\u00e3o de que A\u00e9cio deve assumir o comando do partido. Sem enfrentar resist\u00eancia de um Geraldo Alckmin mergulhado no governo de S\u00e3o Paulo, A\u00e9cio trabalhar\u00e1 para atrair tucanos.<\/p>\n<p><strong>Placar da vit\u00f3ria \u00e9 mais apertado desde 89<\/strong><\/p>\n<p>Apontada candidata por Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff, 62, a primeira mulher eleita presidente do Brasil, n\u00e3o superou a vota\u00e7\u00e3o do mentor. Lula continua o presidente com a maior vota\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria &#8211; teve 61,3% dos votos v\u00e1lidos no segundo turno de 2002. Al\u00e9m da quest\u00e3o de g\u00eanero, h\u00e1 v\u00e1rios outros fatores hist\u00f3ricos in\u00e9ditos na escolha de Dilma para ser o 40\u00ba presidente do pa\u00eds. Quando receber a faixa presidencial de Lula, Dilma protagonizar\u00e1 um ato que n\u00e3o acontecia no pa\u00eds havia 84 anos, desde 1926, quando Arthur Bernardes entregou o cargo a Washington Lu\u00eds.<\/p>\n<p>Como registrou em um artigo em setembro o jornalista Elio Gaspari, assim como Washington Lu\u00eds, a presidente eleita conquistou o cargo pelo voto direto e receber\u00e1 o pa\u00eds das m\u00e3os de outro cidad\u00e3o escolhido da mesma forma -e que, por sua vez, tamb\u00e9m chegou ao Planalto sucedendo outro governante, Fernando Henrique Cardoso, escolhido nas urnas.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma peculiaridade extra. Washington Lu\u00eds havia sido senador por S\u00e3o Paulo antes de ser presidente. J\u00e1 Dilma nunca disputou uma elei\u00e7\u00e3o na vida antes dessa. Esse feito ocorreu s\u00f3 uma vez no Brasil, h\u00e1 65 anos: o marechal Eurico Gaspar Dutra foi eleito por meio do voto direto, em 1945, sem experi\u00eancia anterior nas urnas.<\/p>\n<p><strong>Projeto Dilma decolou com pr\u00e9-sal e PAC<\/strong><\/p>\n<p>Dilma Rousseff tornou-se na pr\u00e1tica a candidata do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva \u00e0 sua sucess\u00e3o no dia 8 de novembro de 2007, relatam seus assessores. O presidente, ent\u00e3o com 11 meses de seu segundo mandato, decidiu que caberia a Dilma, ministra da Casa Civil, anunciar e capitalizar politicamente a confirma\u00e7\u00e3o da descoberta do campo de Tupi &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o o maior do chamado pr\u00e9-sal, capaz de colocar o Brasil entre os quatro maiores produtores de petr\u00f3leo do mundo. &#8220;A descoberta de grande reserva de petr\u00f3leo e g\u00e1s na bacia de Santos eleva o Brasil para a elite mundial dos produtores&#8221;, disse Dilma no audit\u00f3rio da Petrobras, sem Lula. Antes, ela conversara com o marqueteiro Jo\u00e3o Santana. A ideia parecia desastrosa.<\/p>\n<p><strong>Dilma constr\u00f3i vit\u00f3ria no Nordeste, e Serra n\u00e3o consegue virada em MG<\/strong><\/p>\n<p>Sem Marina Silva (PV) na disputa, a vit\u00f3ria de Dilma Rousseff (PT) sobre Jos\u00e9 Serra (PSDB) no segundo turno foi calcada numa maioria acachapante no Nordeste e em s\u00f3lida vota\u00e7\u00e3o obtida em Minas Gerais, segundo col\u00e9gio eleitoral do pa\u00eds. A petista derrotou o tucano em todos os Estados do Nordeste e teve 10,7 milh\u00f5es de votos a mais do que seu advers\u00e1rio na regi\u00e3o (com 99,9% das urnas apuradas). A vantagem de Dilma no pa\u00eds foi de 12 milh\u00f5es de votos. No Nordeste, a petista conquistou 70% dos votos, ante 30% de Serra.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas maiores col\u00e9gios nordestinos -Bahia (70,8%), Pernambuco (75,6%) e Cear\u00e1 (77,3%)- ela obteve vit\u00f3ria com mais de 70% dos votos v\u00e1lidos. Mesmo nas duas &#8220;ilhas&#8221; da oposi\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, Alagoas e Rio Grande do Norte, Dilma conseguiu bater Serra. A esperan\u00e7a dos tucanos para virar o jogo era um avan\u00e7o significativo em Minas Gerais, reduto do correligion\u00e1rio A\u00e9cio Neves. Dilma, entretanto, conseguiu equilibrar o cen\u00e1rio, saltando de 46,9% dos votos v\u00e1lidos no 1\u00ba turno para 58,5%. Serra passou de 30,8% para 41,5%. O mesmo ocorreu no Rio, onde ela levou vantagem de 1,7 milh\u00e3o de votos.<\/p>\n<p><strong>Eleitorado se divide onde Marina venceu no 1\u00ba turno<\/strong><\/p>\n<p>Com Marina Silva (PV) neutra, a elei\u00e7\u00e3o presidencial terminou equilibrada nas tr\u00eas capitais em que ela surpreendeu ao vencer no primeiro turno: Belo Horizonte, Bras\u00edlia e Vit\u00f3ria. A disputa quase empatou na cidade mineira, onde Jos\u00e9 Serra (PSDB) superou ontem a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) por uma margem milim\u00e9trica: 50,4% a 49,6% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>No Distrito Federal, houve pequena vantagem para a petista, que venceu por 52,8% a 47,2%. O desempenho dela ficou bem atr\u00e1s do registrado pelo colega de partido Agnelo Queiroz, que foi eleito governador com 66,1% dos votos. Em Vit\u00f3ria, a menor das tr\u00eas capitais &#8220;marineiras&#8221;, Serra teve uma vit\u00f3ria um pouco mais folgada: bateu Dilma por 55,6% a 44,3%.<br \/>\n<em>O Globo<\/em><\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00f5es 2010: Lula elege Dilma e aliados j\u00e1 articulam sua volta em 2014<\/strong><\/p>\n<p>Com dez milh\u00f5es de votos a menos que os obtidos em 2006 em sua reelei\u00e7\u00e3o, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva deu ontem mais um passo no seu projeto de poder: transformou a ex-ministra Dilma Rousseff, que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o havia disputado nenhuma elei\u00e7\u00e3o, na primeira mulher eleita para presidente do Brasil. O pr\u00f3ximo passo do lulismo, a volta presidente em 2014, embora sempre negada; j\u00e1 \u00e9 articulada por aliados no Congresso e auxiliares diretos do Pal\u00e1cio do Planalto. Na campanha presidencial mais longa em 2007 por Lula &#8211; e mais radical, no discurso e no uso da m\u00e1quina p\u00fablica, Dilma venceu com 55 milh\u00f5es de votos (56%), contra 43,4 milh\u00f5es de votos (43,9%) dados ao candidato oposicionista, Jos\u00e9 Serra, do PSDB. A candidata de Lula venceu no DF e em 15 estados &#8211; inclusive em Minas Gerais, seu estado natal. Em seu primeiro pronunciamento ap\u00f3s a vit\u00f3ria, ao lado do vice eleito, o peemedebista Michel Temer, e do ex-ministro Ant\u00f4nio Palacci, Dilma, resistindo \u00e0 emo\u00e7\u00e3o,incentivou as mulheres a se mirarem em seu exemplo, prometeu zelar pela ampla e irrestrita liberdade de imprensa e elogiou a &#8220;genialidade&#8221; do presidente Lula. Aos advers\u00e1rios, lan\u00e7ou palavras cordiais: &#8220;Estendo a m\u00e3o aos partidos de oposi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Caderno Especial: De Silva para Rousseff<\/strong><\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, um caderno especial de 12 p\u00e1ginas relata a trajet\u00f3ria da filha de uma tradicional fam\u00edlia mineira que, ap\u00f3s ser presa e torturada como guerrilheira, come\u00e7ou sua vida p\u00fablica no Sul, virou ministra de Lula e acaba de se eleger para o posto m\u00e1ximo do pa\u00eds. F\u00e3 de \u00f3pera e batata frita, apelidada na campanha de &#8220;a mulher do Lula&#8221;, ela enfrentar\u00e1 agora a press\u00e3o do PT por cargos, os problemas gigantescos que ainda perduram na infraestrutura do pais e, sobretudo, a sombra de seu padrinho pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Nunca pensei em ser presidente do Brasil&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Na noite de s\u00e1bado, num jantar na casa do ex-marido e da namorada dele, Ana, os dois ex-guerrilheiros Max (Carlos Ara\u00fajo) e Vanda (Dilma Rousseff) repassaram o filme de suas vidas e conversaram sobre a surpresa de um deles ter chegado, 40 anos depois, ao topo do poder no Brasil. Como que se beliscando para ver se era sonho, Dilma e Carlos ainda n\u00e3o acreditavam no desfecho de suas hist\u00f3rias, que, admitiram, nunca passou nem da forma mais remota pela cabe\u00e7a dos dois. Bebericando um vinho tinto chileno, Dilma e Carlos compararam a trajet\u00f3ria de Dilma e a de Serra, que sempre trabalhou e sonhou em ser presidente do Brasil, e ela, que nunca pretendeu, chegou l\u00e1.<\/p>\n<p>O ex-marido de Dilma, para ilustrar a surpresa de sua chegada \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, contou que na noite de s\u00e1bado os dois se lembraram de quando estavam presos. A comida foi preparada por Ana, atual namorada de Carlos Ara\u00fajo: arroz com feij\u00e3o, maionese caseira com ovos caipira e filezinho de panela com alho. A filha, Paula, deveria participar do encontro em fam\u00edlia, mas o filho Gabriel estava doente.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o 17 as outras l\u00edderes poderosas<\/strong><\/p>\n<p>Ao assumir a Presid\u00eancia do Brasil, em janeiro, Dilma Rousseff vai entrar para um restrito clube de l\u00edderes globais que tem, atualmente, 17 mulheres. Ainda que cada uma dessas presidentes ou primeiras-ministras tenha chegado ao poder em circunst\u00e2ncias distintas, especialistas ouvidas pela BBC Brasil tra\u00e7aram paralelos entre elas. Tamb\u00e9m comentaram as dificuldades que as mulheres enfrentam no poder pelo mero fato de serem ainda poucas no panorama mundial.<\/p>\n<p>Segundo dados compilados pela entidade americana 50-50 by 2020, que defende a representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria dos g\u00eaneros no poder, as 17 mulheres &#8211; Dilma ainda n\u00e3o inclu\u00edda &#8211; est\u00e3o \u00e0 frente de 16 pa\u00edses do mundo (a Finl\u00e2ndia tem uma presidente e uma primeira-ministra do sexo feminino), de um total de 192 na\u00e7\u00f5es representadas na ONU. &#8220;Fora dos pa\u00edses escandinavos, onde cerca de metade dos gabinetes j\u00e1 \u00e9 formada por mulheres, h\u00e1 relativamente poucas delas em cargos eletivos&#8221;, diz Wendy Stokes, autora de Women in Contemporary Politics.<\/p>\n<p>Dessas 17 citadas, ali\u00e1s, uma n\u00e3o foi eleita: Roza Otunbayeva assumiu o comando do Quirguist\u00e3o ap\u00f3s um golpe de Estado que dep\u00f4s o presidente. Outras n\u00e3o s\u00e3o necessariamente as principais mandantes de seu pa\u00eds &#8211; caso da \u00cdndia, onde Manmohan Singh ocupa o cargo mais importante, o de primeiro-ministro, e a presidente Pratibha Patil tem um posto cerimonial.<\/p>\n<p><strong>Na boa em Minas, Rio e Nordeste<\/strong><\/p>\n<p>A petista Dilma Rousseff conseguiu ampliar seu colch\u00e3o de votos no Nordeste, al\u00e9m de melhorar seu desempenho em Minas e no Rio, segundo e terceiro col\u00e9gios eleitorais do pa\u00eds. A conjun\u00e7\u00e3o desses fatores assegurou sua elei\u00e7\u00e3o ontem. Ela venceu no Distrito Federal e em 15 estados, a maioria no eixo Norte-Nordeste. Jos\u00e9 Serra (PSDB) virou a elei\u00e7\u00e3o em tr\u00eas estados em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro turno \u2014 Rio Grande do Sul, Goi\u00e1s e Esp\u00edrito Santo \u2014 e obteve maioria de votos em 11 unidades da federa\u00e7\u00e3o, concentrados no Sul e no Centro-Oeste, al\u00e9m de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No estado em que governou at\u00e9 mar\u00e7o, Serra tinha 54,05% dos votos v\u00e1lidos (12,3 milh\u00f5es), contra 45,95% de Dilma (10,4 milh\u00f5es). A diferen\u00e7a foi de 1,8 milh\u00e3o de votos, menor do que a meta tra\u00e7ada por sua campanha, que era a de superar os tr\u00eas milh\u00f5es. O esfor\u00e7o apregoado pelo senador eleito A\u00e9cio Neves (PSDB) para alavancar o paulista em Minas n\u00e3o surtiu o efeito esperado.<\/p>\n<p>Embora tenha aumentado sua vota\u00e7\u00e3o em Minas em 11 pontos percentuais, Serra n\u00e3o conseguiu neutralizar o crescimento da rival. Dilma abriu uma dianteira de 1,7 milh\u00e3o de votos, praticamente anulando a vantagem que ele obteve em S\u00e3o Paulo. A petista teve 58,4% dos votos (6,2 milh\u00f5es) na terra de A\u00e9cio, contra 41,5% do advers\u00e1rio (4,4 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>A performance do tucano no segundo turno foi 33% melhor (mais 1,1 milh\u00e3o de votos) e a de Dilma, 22% (mais 1,15 milh\u00e3o). Mas a diferen\u00e7a manteve-se no mesmo patamar, entre 16 e 17 pontos. O Rio deu 60,48% dos votos v\u00e1lidos \u00e0 ex-ministra (4,9 milh\u00f5es) e 39,52% a Serra (3,2 milh\u00f5es). Ela ganhou 1,1 milh\u00e3o de votos em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro turno e ele, 1,2 milh\u00e3o. \u00c9 como se o eleitorado que apoiou Marina Silva (PV), que ficou em segundo no Rio, com 2,6 milh\u00f5es de votos, tivesse se dividido.<\/p>\n<p>Dilma se aproximou do governador S\u00e9rgio Cabral (PMDB), que teve 66% dos votos v\u00e1lidos no primeiro turno. Ele e outros governadores foram cobrados pelo presidente Lula para que puxassem mais apoios para Dilma. Tamb\u00e9m foi assim em Pernambuco: Eduardo Campos (PSB) foi reeleito com 82%. Dilma teve 75,6% ontem no estado.<\/p>\n<p><strong>Hora de juntar os cacos e abrir di\u00e1logo<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff, deve atuar em tr\u00eas frentes priorit\u00e1rias para resolver sequelas pol\u00edticas da elei\u00e7\u00e3o: tentar criar um ambiente de unidade nacional e pacifica\u00e7\u00e3o dos \u00e2nimos com a oposi\u00e7\u00e3o; curar feridas dos aliados; e afastar do seu governo a sombra de den\u00fancias de irregularidades que surgiram ao longo da campanha eleitoral. Dilma tentar\u00e1 construir um ambiente de tr\u00e9gua nos seis primeiros meses de governo.<\/p>\n<p>Num primeiro momento, Dilma deve fazer um gesto para aliados que ficaram magoados. \u00c9 o caso dos senadores Alfredo Nascimento (PR) e H\u00e9lio Costa (PMDB), que perderam a elei\u00e7\u00e3o para os governos do Amazonas e de Minas, respectivamente. A presidente eleita ter\u00e1 que juntar os cacos tamb\u00e9m no PT, principalmente em Minas Gerais. Depois da interven\u00e7\u00e3o direta do presidente Lula, o PT mineiro teve que abrir m\u00e3o de uma candidatura pr\u00f3pria para apoiar H\u00e9lio Costa.<\/p>\n<p><strong>Montagem de equipe<\/strong><\/p>\n<p>Em comum acordo com o presidente Lula, a presidente eleita, Dilma Rousseff, dever\u00e1 confirmar o primeiro nome de sua futura equipe do primeiro escal\u00e3o antes da posse: o atual do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, \u00e9 o nome mais forte para a chefia da Casa Civil. Internamente, Lula j\u00e1 confidenciou que ele seria a melhor op\u00e7\u00e3o para ser o &#8220;Dilmo da Dilma&#8221;. Para facilitar a transi\u00e7\u00e3o, o presidente pode nome\u00e1-lo antes da posse, em janeiro, se Dilma preferir.<\/p>\n<p>Segundo interlocutores do presidente, o nome de Paulo Bernardo n\u00e3o enfrenta resist\u00eancia porque ele n\u00e3o tem um projeto pessoal de poder, que poderia ofuscar a gest\u00e3o de Dilma. No Pal\u00e1cio do Planalto, foi lembrado que, no m\u00e1ximo, ele poderia consolidar, na chefia da Casa Civil, um projeto regional no Paran\u00e1. Jamais usaria a pasta para se fortalecer nacionalmente. Diferentemente de Jos\u00e9 Dirceu, no primeiro mandato de Lula. Com projeto pessoal de suceder ao presidente, Dirceu tentou rivalizar no poder com Lula.<\/p>\n<p>Dentro desse mesmo racioc\u00ednio, o nome do deputado Antonio Palocci (PT-SP) est\u00e1 praticamente descartado para ocupar uma fun\u00e7\u00e3o de destaque dentro do Pal\u00e1cio do Planalto \u2014 o que n\u00e3o o elimina da lista de ministeri\u00e1veis. Lula j\u00e1 disse que gostaria de v\u00ea-lo no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a presid\u00eancia da Petrobras.<\/p>\n<p>Outro nome que ganhou for\u00e7a \u00e9 o do deputado Jos\u00e9 Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), um dos tr\u00eas principais coordenadores da campanha de Dilma, ao lado de Palocci e do presidente do PT, Jos\u00e9 Eduardo Dutra. \u00c9 o mais cotado para assumir o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. O presidente Lula tamb\u00e9m quer deixar no Planalto seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. O mais fiel assessor de Lula pode assumir a Secretaria Geral da Presid\u00eancia. Lula teria em Gilberto, nesse posto, a garantia da continuidade da liga\u00e7\u00e3o estreita do governo com os movimentos sociais.<\/p>\n<p><strong>FHC acusa Lula de &#8216;intolerante&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s criticar o presidente Lula por &#8220;abuso de poder pol\u00edtico&#8221; nas elei\u00e7\u00f5es a favor de sua candidata, Dilma Rousseff, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou o PT e Lula de &#8220;dinamitadores de pontes&#8221;, numa alus\u00e3o ao quanto considera dif\u00edcil uma eventual aproxima\u00e7\u00e3o entre petistas e tucanos no futuro governo. Ele culpa a intransig\u00eancia e a intoler\u00e2ncia do governo Lula pela polariza\u00e7\u00e3o entre os partidos e no pr\u00f3prio pa\u00eds, o que impediria um debate mais construtivo sobre o futuro do Brasil.<\/p>\n<p>O ex-presidente diz que o curr\u00edculo petista \u00e9 ruim, caracterizado por discurso agressivo e uso escandaloso da m\u00e1quina p\u00fablica na defesa de interesses partid\u00e1rios. Ele criticou a falta de vis\u00e3o conciliat\u00f3ria de futuro do PT e disse que, nos \u00faltimos oito anos, o partido &#8220;nunca acenou para oposi\u00e7\u00e3o nenhuma&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Oposi\u00e7\u00e3o menor no Congresso ter\u00e1 que se unir<\/strong><\/p>\n<p>Com a derrota para Dilma Rousseff na elei\u00e7\u00e3o presidencial, a oposi\u00e7\u00e3o chegar\u00e1 menor e mais enfraquecida ao Congresso e ter\u00e1 que redefinir a forma de atuar na C\u00e2mara e no Senado. Embora tenha perdido tamb\u00e9m vagas no Parlamento, a oposi\u00e7\u00e3o controla os principais estados do pa\u00eds, com destaque para S\u00e3o Paulo e Minas. A sa\u00edda para se fortalecer, segundo os pr\u00f3prios oposicionistas, \u00e9 atuar em bloco e de forma unida, algo que os tr\u00eas partidos (PSDB, DEM e PPS) nem sempre conseguiram.<\/p>\n<p>O primeiro teste dessa nova fase da oposi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 na vota\u00e7\u00e3o de gargalos que o governo de Dilma ter\u00e1 a partir de agora: a quest\u00e3o cambial, a lei de explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, o Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para 2011 e o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo. A presidente eleita ter\u00e1 maioria confort\u00e1vel na C\u00e2mara \u2014 que o governo Lula tem \u2014 e sobretudo no Senado, onde Lula teve sua maior derrota em 2007, com o fim da CPMF. Isso significa amplo poder para aprovar medidas provis\u00f3rias e impedir instala\u00e7\u00e3o de CPIs.<\/p>\n<p>Internamente, a oposi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma &#8220;dan\u00e7a das cadeiras&#8221; de lideran\u00e7as parlamentares, em especial no Senado, onde, com empenho pessoal de Lula, foram derrotados nas urnas oposicionistas como os senadores Arthur Virg\u00edlio (PSDB-AM), Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e Marco Maciel (DEM-PE). Agora, chega com for\u00e7a o senador eleito A\u00e9cio Neves, que \u00e9 de Minas e tem pretens\u00f5es presidenciais em 2014.<\/p>\n<p>O PSDB tamb\u00e9m ter\u00e1 uma renova\u00e7\u00e3o de poder no comando interno, com a sa\u00edda do grupo de Jos\u00e9 Serra e o crescimento do n\u00famero de aliados dos governadores Geraldo Alckmin (S\u00e3o Paulo) e Beto Richa (Paran\u00e1). Para o senador \u00c1lvaro Dias (PSDB-PR), a oposi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que ser muito mais &#8220;aguerrida&#8221;. Ele lamenta a falta de espa\u00e7o que os partidos ter\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p><strong>PSDB governar\u00e1 mais e maiores estados<\/strong><\/p>\n<p>Derrotado pela terceira vez consecutiva na disputa presidencial, o PSDB saiu vitorioso nas elei\u00e7\u00f5es regionais: comandar\u00e1 oito estados, inclusive S\u00e3o Paulo e Minas, maiores col\u00e9gios eleitorais. O PSB tamb\u00e9m sai fortalecido, dobrando de tr\u00eas para seis os estados sob sua administra\u00e7\u00e3o. O PT mant\u00e9m cinco governadores. O PMDB perdeu for\u00e7a: de seus oito governadores, ficar\u00e1 com cinco.<br \/>\n<em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>A vit\u00f3ria de Lula<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Lula alcan\u00e7ou seu objetivo de obter a terceira vit\u00f3ria consecutiva numa elei\u00e7\u00e3o presidencial. A maioria dos eleitores atendeu ao seu chamado de votar em Dilma Rousseff, tornando-a a primeira mulher presidente da hist\u00f3ria do Brasil. Desconhecida de grande parte dos brasileiros at\u00e9 o in\u00edcio do ano, a ex-ministra da Casa Civil, de 62 anos, venceu sem nunca ter disputado uma elei\u00e7\u00e3o, derrotando o experiente Jos\u00e9 Serra, de 68 anos. Apurados mais de 90% das umas, Dilma teve 55% dos votos v\u00e1lidos, e Serra, 45%. Ao longo da contagem, a diferen\u00e7a se manteve em torno dos 10 milh\u00f5es de votos. Assim como no primeiro turno, o Nordeste desempenhou papel importante na vit\u00f3ria da candidata do PT. Dilma obteve cerca de 70% dos votos na regi\u00e3o. O Sul, por outro lado, voltou a ser a \u00fanica regi\u00e3o em que Serra foi mais votado, com cerca de 54%. Nas demais regi\u00f5es, Serra tamb\u00e9m aumentou sua vota\u00e7\u00e3o no segundo turno em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro, mais do que Dilma, mas n\u00e3o o suficiente para alcan\u00e7\u00e1-la. A petista prometeu &#8220;governar para todos&#8221; e conversar com \u201ctodos os brasileiros&#8221;. Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por\u00e9m, &#8220;o governo Lula e o PT foram dinamitadores de pontes&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Lula avisa que seguir\u00e1 como protagonista<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva disse neste domingo, 31, que continuar\u00e1 \u00e0 frente da rede de movimentos sociais e sindicais depois que deixar a Presid\u00eancia. Em entrevista no p\u00e1tio da Escola Estadual Jo\u00e3o Firmino, onde votou pela manh\u00e3, afirmou que estar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de sua sucessora, a &#8220;companheira&#8221; Dilma Rousseff, para eventuais embates com os advers\u00e1rios e di\u00e1logos com empres\u00e1rios e aliados. &#8220;N\u00e3o tenho como desaparecer da minha rela\u00e7\u00e3o com a sociedade de uma hora para a outra&#8221;, afirmou. &#8220;Quero continuar viajando, ajudando o Brasil e a pol\u00edtica&#8221;, ressaltou. &#8220;Sou um ser humano pol\u00edtico.&#8221;<\/p>\n<p>Nas respostas sobre o futuro pol\u00edtico, Lula sugeriu que a disputa de 2014 \u00e9 um tema de interesse da imprensa, enquanto a preocupa\u00e7\u00e3o dele \u00e9 permanecer em evid\u00eancia nas ruas ap\u00f3s deixar o governo. &#8220;Ela (Dilma) vai tomar posse no dia 1\u00ba. Eu vou para a terra e ela continua. Eu, no nosso barco&#8221;, afirmou. E repetiu semblante de falta de interesse toda vez que foi perguntado sobre um poss\u00edvel terceiro mandato, dizendo n\u00e3o ter &#8220;vontade&#8221; de voltar ao Planalto.<\/p>\n<p><strong>A imagem de &#8216;subalterna&#8217; do Lula<\/strong><\/p>\n<p>O vocabul\u00e1rio do brasileiro ainda n\u00e3o deu conta da novidade. A partir de hoje, os eleitores se dividem entre os que chamam Dilma Rousseff (PT) de &#8220;presidente&#8221; ou &#8220;presidenta&#8221;.\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 unanimidade sobre se ela \u00e9 a primeira mulher presidente ou a primeira presidente mulher do Brasil. O fato \u00e9 que a petista colocou, pela primeira vez, as mulheres no mais alto posto da Rep\u00fablica. E o vocabul\u00e1rio certamente se adaptar\u00e1 ao novo cen\u00e1rio. A chegada de Dilma ao poder foi constru\u00edda com base em ambiguidades na quest\u00e3o de g\u00eanero. A campanha da petista se apropriou de imagens intrinsecamente femininas, embora ultrapassadas.<\/p>\n<p>Associou a candidata ao t\u00edtulo de &#8220;m\u00e3e do PAC&#8221; ou de &#8220;mulher do Lula&#8221; e tornou Dilma uma sucessora palat\u00e1vel, j\u00e1 que &#8220;subalterna&#8221; ao futuro ex-presidente. &#8220;Isso foi intencional. Se o continuador fosse um homem, parte do eleitorado, sobretudo o masculino, poderia achar que o sucessor logo teria autonomia e se desligaria de Lula&#8221;, explica F\u00e1tima Pacheco Jord\u00e3o, diretora do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, soci\u00f3loga e especialista em pesquisas de opini\u00e3o. Ela lembra que Dilma foi trabalhada para ser feminina &#8220;na apar\u00eancia f\u00edsica, na contemporaneidade de seu cabelo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Serra elogia Alckmin e ignora A\u00e9cio<\/strong><\/p>\n<p>Com discurso de l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o e recebido com muitos aplausos por correligion\u00e1rios, o presidenci\u00e1vel derrotado do PSDB, Jos\u00e9 Serra, agradeceu na noite de hoje a contribui\u00e7\u00e3o de aliados, e reservou um afago especial para o governador eleito de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, \u201cque se empenhou mais na minha campanha do que na dele\u201d. Embora tenha citado praticamente todos os l\u00edderes partid\u00e1rios que trabalharam pela sua vit\u00f3ria, o tucano ignorou o nome do senador eleito de Minas Gerais, A\u00e9cio Neves.<\/p>\n<p>O discurso foi feito no comit\u00ea da campanha tucana, no centro de S\u00e3o Paulo, minutos ap\u00f3s o pronunciamento da presidente eleita, Dilma Rousseff. Embora tenha cumprimentado a advers\u00e1ria e desejado que ela \u201cfa\u00e7a bem\u201d ao Pa\u00eds, o tucano procurou preparar o terreno para a atua\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos quatro anos. Citando a \u201cdefesa da p\u00e1tria, da liberdade, da democracia\u201d, Serra prometeu uma atua\u00e7\u00e3o aguerrida contra os pol\u00edticos que se \u201cservem do nosso povo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPara os que nos acham derrotados, n\u00f3s apenas estamos come\u00e7ando uma luta de verdade\u201d, disse. \u201cMinha mensagem de despedida nesse momento n\u00e3o \u00e9 um adeus, mas um at\u00e9 logo. A luta continua. Viva o Brasil!\u201d Aplaudido em v\u00e1rias momentos do discurso, Serra tamb\u00e9m agradeceu a milit\u00e2ncia e criticou indiretamente a campanha advers\u00e1ria. \u201dNesses meses dif\u00edceis, quando enfrentamos for\u00e7as terr\u00edveis, voc\u00eas alcan\u00e7aram uma vit\u00f3ria estrat\u00e9gica no Brasil. Cavaram uma grande trincheira, constru\u00edram uma fortaleza. Consolidaram um campo pol\u00edtico de defesa da liberdade e da democracia no Brasil\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>O erro de Serra foi n\u00e3o confrontar<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Serra chegou ao final da segunda campanha presidencial &#8211; e mais uma vez derrotado &#8211; carregando dois grandes erros. Primeiro, o tucano n\u00e3o conseguiu anular a guerra eleitoral plebiscit\u00e1ria montada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva para Dilma Rousseff. Segundo, abrindo m\u00e3o de se apresentar como candidato de oposi\u00e7\u00e3o. Serra n\u00e3o conseguiu convencer o eleitor de que ele deveria trocar a &#8220;continuidade&#8221; prometida por Lula por um novo governo tucano.<\/p>\n<p>Depois de admitir que Lula era um personagem da pol\u00edtica &#8220;acima do bem e do mal&#8221; e de dizer que &#8220;candidato a presidente n\u00e3o \u00e9 l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o&#8221;, Serra fez uma campanha com tanto ziguezague que, diante, novamente, da acusa\u00e7\u00e3o de &#8220;privatista&#8221;, encheu o hor\u00e1rio eleitoral com propaganda em que revidava acusando Dilma de &#8220;j\u00e1 ter vendido parte do pr\u00e9-sal a estrangeiros&#8221;.<\/p>\n<p>A expectativa inicial era bem diferente. Quando o ent\u00e3o governador de Minas Gerais e senador eleito A\u00e9cio Neves discursou no dia 10 de abril a cerca de 3,5 mil dirigentes e militantes do PSDB, DEM e PPS, no pr\u00e9-lan\u00e7amento da candidatura Serra, o tucanato identificou ali o mote para a campanha de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sob aplausos entusiasmados do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e apupos de toda a plateia, A\u00e9cio voltou sua artilharia de cr\u00edticas e ataques ao PT e ao modo petista de governar.<\/p>\n<p><strong>Administra\u00e7\u00e3o: Eleita ter\u00e1 50 assessores para fazer a transi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A presidente eleita Dilma Rousseff contar\u00e1 com or\u00e7amento de R$ 2,8 milh\u00f5es para realizar a transi\u00e7\u00e3o, com time de 50 assessores para buscar informa\u00e7\u00f5es na atual equipe de governo.<\/p>\n<p><strong>Desafios da sucessora<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo sem o carisma de Lula, o governo de Dilma ter\u00e1 de mostrar transpar\u00eancia e confiabilidade na administra\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal e da macroeconomia.<\/p>\n<p><strong>O derrotado Serra afirma que \u2018altern\u00e2ncia de poder faria bem&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>O candidato derrotado \u00e0 Presid\u00eancia Jos\u00e9 Serra (PSDB) disse que a &#8220;altern\u00e2ncia de poder faria muito bem&#8221; e classificou a elei\u00e7\u00e3o como uma &#8220;batalha desigual&#8221;. Para o presidente Lula, &#8220;Serra sai menor desta campanha&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A oposi\u00e7\u00e3o: PSDB e DEM ampliam for\u00e7a nos Estados<\/strong><\/p>\n<p>Com o resultado do segundo turno no Distrito Federal e em oito Estados, PSDB e DEM expandiram o controle sobre governos estaduais. O \u201ccorredor oposicionista&#8221; soma mais de 50% dos votos do Pa\u00eds.<br \/>\n<em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A primeira mulher a conquistar a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica agradeceu especialmente \u00e0s eleitoras \u2014 \u201cSim, a mulher pode!\u201d \u2014 e disse que a vit\u00f3ria representa um avan\u00e7o democr\u00e1tico no pa\u00eds. Com o respaldo de 55 milh\u00f5es de votos, Dilma Vana Rousseff comprometeu-se a erradicar a mis\u00e9ria, melhorar a qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos e controlar os gastos do governo. Durante o discurso, com tom program\u00e1tico, Dilma ficou claramente emocionada ao referir-se a Lula. Em S\u00e3o Paulo, o tucano Jos\u00e9 Serra parabenizou a candidata eleita, mas adiantou que \u201ca luta continua\u201d e que a oposi\u00e7\u00e3o ao terceiro governo petista apenas come\u00e7ou.<\/p>\n<p>Como a filha de um imigrante b\u00falgaro e de uma professora chegou ao cargo m\u00e1ximo do pa\u00eds aos 62 anos. Conhe\u00e7a a trajet\u00f3ria de Dilma Rousseff, desde a milit\u00e2ncia estudantil ao Minist\u00e9rio de Lula, e os desafios que enfrentar\u00e1 para manter o Brasil na rota de crescimento e justi\u00e7a social.<\/p>\n<p><strong>Agnelo obt\u00e9m vit\u00f3ria hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>Com 875.612 votos, Agnelo Queiroz vence a ex-primeira-dama Weslian, conquista o Buriti e imp\u00f5e uma derrota acachapante sobre Joaquim Roriz, que nunca havia perdido uma disputa contra o PT. M\u00e9dico, ex-ministro do Esporte e ex-deputado, Agnelo assume o GDF escorado em uma maioria de peso: teve a maior vota\u00e7\u00e3o proporcional registrada na capital e ficou em primeiro lugar em 19 das 21 zonas eleitorais.<\/p>\n<p>Agnelo comemorou a vit\u00f3ria na Esplanada, ao lado dos senadores eleitos Cristovam e Rollemberg e de milhares de militantes. Em entrevista ao Correio, prometeu unir a cidade, mas sem dar espa\u00e7o ao rorizismo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Folha de S. Paulo Derrota em MG acirra \u00e2nimos no PSDB No tabuleiro pol\u00edtico interno do PSDB, a derrota de Jos\u00e9 Serra significa, automaticamente, a ascens\u00e3o de A\u00e9cio Neves, preterido na disputa pelo Planalto. Mas Serra deu sinais, ontem, de que pretende manter no tucanato paulista o controle do partido. A decep\u00e7\u00e3o com o resultado das urnas em Minas Gerais foi estopim para uma mudan\u00e7a de vis\u00e3o de Serra. O coordenador do programa de governo de Serra, Xico Graziano, expressou esse sentimento no Twitter, pouco depois das 19h. &#8220;Perdemos feio em Minas Gerais. Por que ser\u00e1?!&#8221;, escreveu Graziano. Em seu&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":482,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22194"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22195,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22194\/revisions\/22195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}