{"id":21861,"date":"2010-10-28T07:35:57","date_gmt":"2010-10-28T10:35:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=21861"},"modified":"2010-10-28T07:35:57","modified_gmt":"2010-10-28T10:35:57","slug":"90-das-empresas-brasileiras-sofreram-fraude-eletronico-em-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/10\/28\/90-das-empresas-brasileiras-sofreram-fraude-eletronico-em-2010\/","title":{"rendered":"90% das empresas brasileiras sofreram fraude eletr\u00f4nico em 2010"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>IG<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 90% das empresas brasileiras j\u00e1 sofreram fraudes eletr\u00f4nicas em 2010. \u00c9 o que aponta o levantamento da <em>Global Fraud Report<\/em> e da <em>The Economist Intelligence Unit<\/em>, da revista <em>The Economist<\/em>. O relat\u00f3rio foi solicitado pela consultoria norteamericana Kroll, que tem sede no Brasil, especializada em gerenciamento de riscos.<\/p>\n<p>O Brasil fica atr\u00e1s apenas da China, com 98% das empresas afetadas, e da Col\u00f4mbia, com 94% de incid\u00eancia de fraudes.<\/p>\n<p>Apesar da exist\u00eancia do crime e da possibilidade de processar os autores, a maioria das empresas prefere n\u00e3o procurar a Justi\u00e7a. \u201cMuitas n\u00e3o v\u00e3o aos tribunais. Elas est\u00e3o descrentes com o resultado que ir \u00e0 Justi\u00e7a pode trazer. A maioria acha que \u00e9 algo muito oneroso e que o conjunto de provas solicitadas \u00e9 extremamente complexo. Por isso, se torna mais barato desligar o funcion\u00e1rio que cometeu a fraude\u201d, afirma Vander Giordano, diretor Executivo da Kroll em S\u00e3o Paulo.A postura dessas empresas, no entanto, \u00e9 criticada por Giordano. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 o mais recomendado\u201d.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><br \/>\nA pesquisa foi realizada com 801 executivos s\u00eanior em todo o mundo e teve in\u00edcio em mar\u00e7o deste ano, sendo publicada em outubro. Dos entrevistados, 29% foram baseados na Am\u00e9rica do Norte, 25% na Europa, pouco menos de um quarto da regi\u00e3o da \u00c1sia e 11% da Am\u00e9rica Latina e Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. Al\u00e9m disso, as empresas escolhidas t\u00eam receitas mundiais anuais maiores que US$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuem comete a fraude geralmente est\u00e1 dentro da empresa. Os criminosos praticam o estelionato industrial, tomam pose de informa\u00e7\u00f5es financeiras e confidenciais e colocam a empresa em risco\u201d, disse Giordano.<\/p>\n<p>E se engana aquele que ainda tem a vis\u00e3o <em>hollywoodiana<\/em> do criminoso e espera por um sujeito feio e mau vestido. \u201cEsse n\u00e3o \u00e9 o estere\u00f3tipo de quem pratica esse crime. O cibercriminoso \u00e9 um sujeito com alto grau de escolaridade, boa apar\u00eancia, bom dom\u00ednio de inform\u00e1tica, entre outras caracter\u00edsticas\u201d, explica o representante da Kroll no Brasil.<\/p>\n<p>Para as empresas que foram afetadas pela fraude no ano passado, os empregados mais jovens e a gest\u00e3o s\u00eanior foram os autores mais provav\u00e9is em 22% cada, seguido por agentes ou outros de n\u00edveis intermed\u00e1rios em 11%.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de fraudes realizadas por estes trabalhadores foi de 50% a 60% na Am\u00e9rica do Norte, Europa e \u00c1sia e 71% no Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica. O n\u00famero caiu para 42% na Am\u00e9rica Latina, onde os casos de fraude est\u00e3o mais concentrados na rela\u00e7\u00e3o com clientes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IG Cerca de 90% das empresas brasileiras j\u00e1 sofreram fraudes eletr\u00f4nicas em 2010. \u00c9 o que aponta o levantamento da Global Fraud Report e da The Economist Intelligence Unit, da revista The Economist. O relat\u00f3rio foi solicitado pela consultoria norteamericana Kroll, que tem sede no Brasil, especializada em gerenciamento de riscos. O Brasil fica atr\u00e1s apenas da China, com 98% das empresas afetadas, e da Col\u00f4mbia, com 94% de incid\u00eancia de fraudes. Apesar da exist\u00eancia do crime e da possibilidade de processar os autores, a maioria das empresas prefere n\u00e3o procurar a Justi\u00e7a. \u201cMuitas n\u00e3o v\u00e3o aos tribunais. 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