{"id":21152,"date":"2010-10-18T07:41:14","date_gmt":"2010-10-18T10:41:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=21152"},"modified":"2010-10-18T07:41:14","modified_gmt":"2010-10-18T10:41:14","slug":"nos-jornais-grafica-de-tucana-fez-panfletos-anti-pt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/10\/18\/nos-jornais-grafica-de-tucana-fez-panfletos-anti-pt\/","title":{"rendered":"Nos jornais: gr\u00e1fica de tucana fez panfletos anti-PT"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em><strong>Folha de S. Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Gr\u00e1fica de tucana fez panfletos anti-PT<\/strong><\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal apreendeu ontem, por determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral, cerca de 1 milh\u00e3o de panfletos que pregam voto contra o PT devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. A gr\u00e1fica que imprimia os jornais pertence \u00e0 irm\u00e3 do coordenador de infraestrutura da campanha de Jos\u00e9 Serra (PSDB), S\u00e9rgio Kobayashi. Arlety Satiko Kobayashi \u00e9 dona de 50% da Editora Gr\u00e1fica Pana Ltda, localizada no Cambuci, na capital paulista.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria \u00e9 filiada ao PSDB desde mar\u00e7o de 1991, segundo registro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ministro do TSE Henrique Neves concedeu liminar para a apreens\u00e3o dos panfletos atendendo a representa\u00e7\u00e3o do PT para apura\u00e7\u00e3o de crime de difama\u00e7\u00e3o. O partido tamb\u00e9m pede investiga\u00e7\u00e3o sobre quem pagou a impress\u00e3o do material.<\/p>\n<p>Bispos do bra\u00e7o paulista da CNBB divulgaram nota ontem na qual dizem que &#8220;n\u00e3o patrocinam a impress\u00e3o e a difus\u00e3o de folhetos&#8221;. Contudo, o bispo que assina a nota de ontem, dom Nelson Westrupp (de Santo Andr\u00e9), presidente a Regional Sul 1 da CNBB, \u00e9 um dos que assina o texto reproduzido nos panfletos apreendidos.<!--more--><\/p>\n<p>Cerca de 50 bispos paulistas se reuniram durante duas horas anteontem para redigir a nota que demonstra o recuo da regional. Eles avaliaram que o erro do texto de agosto, j\u00e1 retirado do site da regional, foi ter citado o PT e ter feito refer\u00eancia a Dilma.<\/p>\n<p><strong>Na TV, Serra e Dilma t\u00eam de explicar aliados inc\u00f4modos<\/strong><\/p>\n<p>O debate Folha\/Rede TV! marcou mudan\u00e7a na estrat\u00e9gia dos dois candidatos \u00e0 Presid\u00eancia, Jos\u00e9 Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), em rela\u00e7\u00e3o ao confronto da semana passada. Eles evitaram o tema corrup\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 apareceu nas perguntas das jornalistas. Dilma afirmou que a ex-ministra Erenice Guerra &#8220;errou&#8221; ao contratar parentes na Casa Civil, e Serra disse desconhecer acusa\u00e7\u00f5es contra o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Religi\u00e3o e descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto -que v\u00eam dominando a agenda eleitoral- ficaram de fora. Dilma tentou colar em Serra o r\u00f3tulo de &#8220;privatista&#8221;, ao que ele caracterizou a petista como &#8220;antipaulista&#8221;. Para um grupo de 27 eleitores que avaliou o debate em tempo real, Serra se saiu melhor.<\/p>\n<p><strong>Presidenci\u00e1veis diminuem tom agressivo<\/strong><\/p>\n<p>Dilma Rousseff (PT) e Jos\u00e9 Serra (PSDB) mudaram de estrat\u00e9gia e diminu\u00edram o tom agressivo ontem no debate Folha\/RedeTV!, mas n\u00e3o escaparam de ter de responder sobre acusa\u00e7\u00f5es contra ex-assessores. Dilma deixou de lado a agressividade do debate anterior, na Rede Bandeirantes, e tentou colar em Serra o r\u00f3tulo de &#8220;privatista&#8221;. Ela insistiu em comparar o governo Fernando Henrique Cardoso ao de Lula e em criticar a gest\u00e3o tucana em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio na defensiva pela necessidade de negar que v\u00e1 privatizar empresas se eleito, Serra contra-atacou ao rotular Dilma de &#8220;antipaulista&#8221;, pelas reiteradas cr\u00edticas ao governo do Estado. Ela acusou o golpe e por v\u00e1rias vezes disse que n\u00e3o tinha nada contra o &#8220;povo paulista&#8221;, mas contra gest\u00f5es do PSDB. Dilma e Serra foram questionados sobre corrup\u00e7\u00e3o apenas nas interven\u00e7\u00f5es das jornalistas Renata Lo Prete, editora do Painel, e Patr\u00edcia Zorzan, da RedeTV!<\/p>\n<p>O tucano negou ter rela\u00e7\u00e3o com o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Disse desconhecer desvio na campanha e que, se tivesse havido, ele seria &#8220;v\u00edtima&#8221;: &#8220;N\u00e3o tem nada a ver isso com negar mensal\u00e3o, negar desvio na Casa Civil&#8221;. Dilma foi questionada sobre tr\u00e1fico de influ\u00eancia na Casa Civil, que derrubou Erenice Guerra. &#8220;A Erenice cometeu um erro. Eu sou contra contrata\u00e7\u00e3o de parentes.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Eleitores indecisos avaliam que Serra se saiu melhor no debate<\/strong><\/p>\n<p>Para um grupo de 27 eleitores que avaliou o debate em tempo real a convite da Folha e da RedeTV!, Jos\u00e9 Serra (PSDB) se saiu melhor que Dilma Rousseff (PT). No in\u00edcio do programa, os avaliadores se dividiam assim: 23 indecisos, dois dispostos a votar no tucano e outros dois na petista.<\/p>\n<p>Ao fim do debate, Serra tinha 14 votos. Dilma contava seis votos, e sete eleitores permaneciam indecisos. Ou seja: Serra conquistou 12 indecisos, e Dilma, s\u00f3 quatro. O resultado acompanha a avalia\u00e7\u00e3o do desempenho de cada um: 14 acharam Serra melhor, seis preferiram Dilma e sete n\u00e3o opinaram. A pesquisa foi feita com um grupo reduzido de eleitores de S\u00e3o Paulo e n\u00e3o pode ser usada para avaliar a repercuss\u00e3o do debate no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Dilma promete zerar tributo de servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>A candidata do PT \u00e0 Presid\u00eancia, Dilma Rousseff, prometeu acabar com a cobran\u00e7a dos impostos PIS e Cofins para as \u00e1reas de saneamento, energia e transportes. Zerar o PIS (Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social) e o Cofins (Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social) do saneamento \u00e9 uma das propostas marteladas pelo advers\u00e1rio de Dilma, o tucano Jos\u00e9 Serra, que usa o tema para atacar a atua\u00e7\u00e3o do governo na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em 2007, o presidente Lula vetou um artigo da Lei de Saneamento que previa isen\u00e7\u00e3o para o setor, sob a alega\u00e7\u00e3o de risco ao equil\u00edbrio fiscal. Tramita no Congresso um projeto, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), com esse objetivo -foi aprovado no Senado e encaminhado para revis\u00e3o da C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>PV fica neutro e j\u00e1 lan\u00e7a Marina-2014<\/strong><\/p>\n<p>Em ato marcado por refer\u00eancias a uma nova candidatura em 2014, a terceira colocada na elei\u00e7\u00e3o presidencial, Marina Silva (PV), oficializou ontem que permanecer\u00e1 neutra no segundo turno. Ela acusou PT e PSDB de pregarem a &#8220;m\u00fatua aniquila\u00e7\u00e3o&#8221; na disputa entre Dilma Rousseff e Jos\u00e9 Serra e disse que pretende liderar um &#8220;embri\u00e3o de terceira via&#8221; no pa\u00eds. Aliados defenderam a op\u00e7\u00e3o como ponto de partida para a senadora concorrer novamente ao Planalto.<\/p>\n<p>Marina imp\u00f4s sua escolha \u00e0 c\u00fapula do PV, que se inclinava a apoiar o tucano e tamb\u00e9m ficar\u00e1 oficialmente fora da disputa, por acordo antecipado ontem pela Folha. A posi\u00e7\u00e3o foi aprovada em vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, por 88 a 4, em conven\u00e7\u00e3o da legenda. No entanto, os verdes foram liberados para se engajar nas duas campanhas.<\/p>\n<p><strong>Piora expectativa para economia em 2011<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto Dilma Rousseff e Jos\u00e9 Serra praticamente ignoram o debate dos temas macroecon\u00f4micos, as expectativas de analistas e investidores para o pr\u00f3ximo ano v\u00eam piorando ao longo da campanha eleitoral. A petista e o tucano ostentam a condi\u00e7\u00e3o de economistas em seus programas de r\u00e1dio e TV, mas pouco ou nada se sabe sobre o que pretendem fazer a respeito das pol\u00edticas fiscal, de administra\u00e7\u00e3o das receitas e gastos p\u00fablicos; monet\u00e1ria, de controle dos juros e da infla\u00e7\u00e3o; e cambial, referente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o real e as moedas de outros pa\u00edses. Nos tr\u00eas casos, o futuro presidente ter\u00e1 de tomar medidas para responder a incertezas que se acumularam nos \u00faltimos meses e tornaram o cen\u00e1rio para 2011, embora sem amea\u00e7a vis\u00edvel de crise, menos benigno do que parecia antes do in\u00edcio oficial da corrida ao Planalto.<\/p>\n<p><strong>Promessas de Serra incluem obras j\u00e1 previstas no PAC<\/strong><\/p>\n<p>Alvo frequente de cr\u00edticas do candidato Jos\u00e9 Serra (PSDB), gargalos na infraestrutura brasileira ser\u00e3o enfrentados em uma eventual gest\u00e3o tucana por meio de a\u00e7\u00f5es j\u00e1 consideradas priorit\u00e1rias pelo atual governo.<\/p>\n<p>De 40 obras relativas a portos, aeroportos, estradas e ferrovias prometidas por Serra, 35 j\u00e1 est\u00e3o previstas na primeira ou na segunda vers\u00e3o do PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento), que concentra os principais investimentos programados pelo governo Lula.<\/p>\n<p>As obras foram anunciadas pelo candidato em seus programas na TV, em seu site oficial, e pelo vice em sua chapa, Indio da Costa (DEM), que gravou v\u00eddeos com promessas espec\u00edficas para cada um dos Estados brasileiros.<\/p>\n<p><strong>PT e PSDB descumprem metas de vagas em pris\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Nem o governo federal, de Dilma Rousseff (PT), nem o governo paulista, de Jos\u00e9 Serra (PSDB), conseguiram cumprir suas pr\u00f3prias metas de amplia\u00e7\u00e3o de vagas em pres\u00eddios nos \u00faltimos anos. Em 2007, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a lan\u00e7ou o programa Pronasci, que previa verbas federais para que os Estados constru\u00edssem 46,4 mil vagas, at\u00e9 2012, em pres\u00eddios para homens de at\u00e9 29 anos e em pres\u00eddios para mulheres.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, entretanto, foi acertada com os Estados a constru\u00e7\u00e3o de apenas 6.736 vagas em 16 novos pres\u00eddios (14,5% das vagas previstas), sem data para ficar prontas. Diante da dificuldade para executar o plano, o governo federal abandonou a meta. Em S\u00e3o Paulo, o governo previa construir 37.370 vagas entre 2008 e 2011. Entregou at\u00e9 agora 3.872 e promete fechar o ano com 6.456 vagas entregues (17,27% da meta).<\/p>\n<p><strong>Press\u00e3o sobre Santana elevou tom na TV<\/strong><\/p>\n<p>O marqueteiro de Dilma Rousseff, Jo\u00e3o Santana, passou o primeiro turno \u00e0 prova de &#8220;fogo amigo&#8221;. Com a decis\u00e3o levada ao segundo turno, integrantes do n\u00facleo dilmista, governadores e outros aliados passaram a apontar falhas na propaganda. Pediram pe\u00e7as mais incisivas contra Jos\u00e9 Serra, com o objetivo de &#8220;desconstru\u00ed-lo&#8221;.<\/p>\n<p>A maior cr\u00edtica veio do presidente Lula, ap\u00f3s o 3 outubro. Ao lado de Franklin Martins, ministro da Comunica\u00e7\u00e3o Social, Lula reclamou da &#8220;despolitiza\u00e7\u00e3o&#8221; da campanha na TV e exigiu a &#8220;compara\u00e7\u00e3o&#8221; entre o projeto governista e a gest\u00e3o tucana.<\/p>\n<p>A exalta\u00e7\u00e3o de \u00e2nimos teria chegado ao ponto de Franklin e Santana terem discutido por causa do esc\u00e2ndalo envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra. Segundo a Folha apurou, o ministro acusou o marqueteiro de vazar para imprensa sua posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 demiss\u00e3o da ent\u00e3o titular da Casa Civil. Franklin nega a briga.<\/p>\n<p><strong>Campanhas ampliam propaganda negativa no segundo turno<\/strong><\/p>\n<p>A propaganda da petista Dilma Rousseff diz que &#8220;Serra \u00e9 do bem ganancioso&#8221;, que &#8220;s\u00f3 d\u00e1 bola pra rico&#8221;, chama-o de &#8220;Z\u00e9 Promessa, Z\u00e9 do Bico, Z\u00e9 Conversa&#8221;&#8221; e que &#8220;n\u00e3o fez nada para o pov\u00e3o&#8221;. Os comerciais dos tucanos afirmam que Dilma &#8220;muda o tempo todo&#8221; de opini\u00e3o sobre MST e aborto, que vem acompanhada de &#8220;aloprado, mensal\u00e3o, Z\u00e9 Dirceu&#8221; e que quando deu ordens &#8220;foi um ai, Jesus, aumentou o caos a\u00e9reo e a conta de luz&#8221;.<\/p>\n<p>No segundo turno, a chamada propaganda negativa domina a campanha. Em inser\u00e7\u00f5es na televis\u00e3o e principalmente em jingles no r\u00e1dio, os dois candidatos trocam ataques duros. Cada lado tem ao menos quatro inser\u00e7\u00f5es destinadas a rotular negativamente o advers\u00e1rio e o fazem de maneira direta, tamb\u00e9m com acusa\u00e7\u00f5es de cunho moral.<\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA JOS\u00c9 SERGIO GABRIELLI <\/strong><\/p>\n<p><strong>Governo FHC preparou privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da Petrobras, Jos\u00e9 Sergio Gabrielli, diz \u00e0 Folha que o modelo de gest\u00e3o da empresa no governo tucano (1995-2002) reduzia a explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera, desmembrava a \u00e1rea de refino, inibia investimentos e deixava o custo para a empresa e o lucro para o setor privado. &#8220;A continuidade daquela pol\u00edtica levaria \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o, ao desmembramento e a um enfraquecimento da Petrobras&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Economista e petista, Gabrielli, 59, nega estar atuando em favor da agenda proposta pela candidata Dilma Rousseff, levando o peso da maior empresa brasileira para a disputa eleitoral. &#8220;Estou defendendo a Petrobras&#8221;, diz. &#8220;Quero discutir o m\u00e9rito. O que se quer fazer da Petrobras? O que fazer com o pr\u00e9 sal?&#8221; Apesar de o tucano Jos\u00e9 Serra ter negado que pretenda privatizar a empresa e ter declarado que se compromete a fortalec\u00ea-la, o presidente da Petrobras diz duvidar.<\/p>\n<p>Com sal\u00e1rio de R$ 60 mil por m\u00eas, Gabrielli evita comentar se pretende permanecer na presid\u00eancia da empresa numa eventual vit\u00f3ria de Dilma e nega ter chorado ao ser repreendido por ela, conforme advers\u00e1rios da petista afirmam.<br \/>\n<em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><strong>Marina e PV anunciam &#8216;independ\u00eancia&#8217; no 2\u00ba turno<\/strong><\/p>\n<p>Em carta aberta aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e Jos\u00e9 Serra (PSDB), a senadora Marina Silva (PV) declarou &#8220;independ\u00eancia&#8221; no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es. O PV acompanhou a decis\u00e3o e n\u00e3o apoiar\u00e1 formalmente nenhum candidato. Na pr\u00e1tica, os filiados ao PV n\u00e3o est\u00e3o proibidos de fazer campanha para nenhum dos candidatos, desde que n\u00e3o portem s\u00edmbolos do partido em eventos p\u00fablicos. Ontem, Marina fez duras cr\u00edticas ao PT e ao PSDB pelo tom da campanha no segundo turno. Ela classificou as duas legendas como &#8220;fiadores do conservadorismo renitente&#8221; &#8211; o apoio estava condicionado \u00e0 converg\u00eancia de programas de governo. Dos 92 membros do PV presentes \u00e0 plen\u00e1ria, apenas quatro votaram pelo apoio expl\u00edcito a Serra ou a Dilma.<\/p>\n<p><strong>Itamar quer &#8216;oposi\u00e7\u00e3o aut\u00eantica&#8217; contra o PT<\/strong><\/p>\n<p>Senador eleito, o ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) diz que as rusgas com Fernando Henrique Cardoso e o PSDB foram deixadas para tr\u00e1s. &#8220;Minas pode indicar a virada necess\u00e1ria para o Serra ganhar as elei\u00e7\u00f5es. Agora, ele precisa tocar os cora\u00e7\u00f5es mineiros. A\u00ed vem o problema pol\u00edtico&#8221;, afirma. Para Itamar, a oposi\u00e7\u00e3o precisa se contrapor ao governo Lula.<\/p>\n<p><strong>Debate: SP e privatiza\u00e7\u00e3o desbancam aborto<\/strong><\/p>\n<p>Foco das mais recentes pol\u00eamicas da campanha eleitoral, o tema do aborto foi deixado de lado pelos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia Dilma Rousseff (PT) e Jos\u00e9 Serra (PSDB) durante o debate promovido neste domingo, 17, pela Rede TV!.<\/p>\n<p>Os principais temas abordados no confronto entre os presidenci\u00e1veis, realizado nos est\u00fadios da emissora em Osasco (SP), foram as pol\u00edticas do governo tucano em S\u00e3o Paulo, j\u00e1 alvo de cr\u00edticas do PT durante a elei\u00e7\u00e3o estadual, e as privatiza\u00e7\u00f5es do governo FHC.<\/p>\n<p>Dilma disse que os governos do PSDB \u201cacumularam recordes negativos\u201d na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo e citou o veto \u00e0 compra de uma empresa de g\u00e1s por parte da Petrobr\u00e1s para criticar a posi\u00e7\u00e3o do candidato tucano em rela\u00e7\u00e3o ao investimento em empresas estatais.<\/p>\n<p>Por sua vez, Serra disse que o PT \u201cmente o tempo todo\u201d sobre seus planos de governo, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o. \u201cO governo Lula fez mais concess\u00f5es ao setor privado do que o governo FHC\u201d, apontou o candidato.<\/p>\n<p>O debate teve cinco blocos. No primeiro, o mediador formulou uma pergunta a ser respondida pelos dois candidatos. Nos segundo e no terceiro bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si. No quarto bloco, Dilma e Serra responderam perguntas de jornalistas. No \u00faltimo bloco, os candidatos fizeram suas considera\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n<p><strong>Eleitor paulista passa a ser alvo<\/strong><\/p>\n<p>Para impedir o crescimento do tucano Jos\u00e9 Serra nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto, a petista Dilma Rousseff aproveitou o debate para mirar num alvo novo e importante: o eleitorado paulista. Com mais de 30 milh\u00f5es de eleitores, S\u00e3o Paulo pode render a Serra o crescimento para reverter a lideran\u00e7a de Dilma na disputa.<\/p>\n<p>Foi esse risco que a campanha petista enxergou e decidiu atacar. Dilma e o PT sabem que no primeiro turno, Serra terminou bem abaixo do que poderia obter no Estado, j\u00e1 que Geraldo Alckmin foi eleito governador com dois milh\u00f5es de votos a mais do que ele conseguiu na disputa presidencial. E o pr\u00f3prio Alckmin ficou aqu\u00e9m do que o PSDB costuma obter em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Para barrar esse fluxo pr\u00f3-Serra, Dilma criticou a gest\u00e3o tucana no Estado, especialmente na Educa\u00e7\u00e3o. Mas fez refer\u00eancia at\u00e9 ao PCC. Serra percebeu a manobra e rebateu, dizendo que a advers\u00e1ria parecia candidata ao governo e que repetia o discurso do PT paulista de falar mal do Estado. Com tantos votos em jogo, S\u00e3o Paulo pode virar a arena eleitoral decisiva.<\/p>\n<p><strong>PF apreende panfletos anti-Dilma em gr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal (PF) apreendeu neste domingo, 17, cerca de 1,1 milh\u00e3o de panfletos anti-Dilma Rousseff, candidata do PT \u00e0 Presid\u00eancia, que estavam impressos e prontos para distribui\u00e7\u00e3o na Pana Gr\u00e1fica e Editora, no Cambuci, regi\u00e3o Sul de S\u00e3o Paulo. Localizados anteontem por militantes do PT paulista, o material trazia o logotipo da Regional Sul 1, que corresponde ao Estado de S\u00e3o Paulo, da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).<\/p>\n<p>Distribu\u00eddo na missa do dia 12 de outubro em Aparecida (SP), o material, intitulado &#8220;Apelo a todos os brasileiros e brasileiras&#8221;, pregava o voto somente em candidatos e partidos contr\u00e1rios \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto e fazia cr\u00edticas \u00e0 candidata e ao seu partido. O material teria sido encomendado por um assessor do bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini.<\/p>\n<p>De madrugada, cerca de 50 militantes e parlamentares do PT fizeram vig\u00edlia na porta da gr\u00e1fica para impedir a distribui\u00e7\u00e3o do material, que foi encontrado no s\u00e1bado. Por volta das 6 horas, os agentes da PF entraram no pr\u00e9dio, ap\u00f3s um chaveiro abrir a porta.<\/p>\n<p>Representantes da empresa e um oficial de Justi\u00e7a acompanharam os federais, que precisaram de dois caminh\u00f5es para retirar todo o material, levado depois ao p\u00e1tio da Superintend\u00eancia da PF na Lapa, zona oeste. A a\u00e7\u00e3o da PF, que durou at\u00e9 por volta das 14 horas, obedeceu a uma representa\u00e7\u00e3o da PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificando de &#8220;crime eleitoral&#8221; a impress\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos panfletos.<\/p>\n<p>&#8220;Recebemos informa\u00e7\u00f5es de que foram recolhidas 13 toneladas de material, al\u00e9m dos panfletos. O caso \u00e9 bem mais grave do que parece \u00e0 primeira vista&#8221;, disse o deputado estadual Adriano Diogo (PT). De acordo com ele, uma investiga\u00e7\u00e3o feita pelo partido teria constatado que a gr\u00e1fica pertenceria a Arlety Kobayashi, funcion\u00e1ria da Assembleia Legislativa e irm\u00e3 de Paulo Kobayashi, ex-deputado federal tucano e fundador do partido.<\/p>\n<p>Em Campinas, o Regional Sul 1 da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), grupo representante das dioceses do estado de S\u00e3o Paulo, reconheceu ter errado em posicionar-se politicamente contra o PT e a candidata Dilma Rousseff na nota.<\/p>\n<p>&#8220;O erro foi a apresenta\u00e7\u00e3o de sigla partid\u00e1ria. Isso n\u00e3o poderia ter acontecido. Voc\u00ea pode fazer uma nota, mas a partir do momento que voc\u00ea cita nome, cita partido, realmente voc\u00ea fere as pessoas. Com humildade, as pessoas reconheceram e vamos adiante, \u00e9 preciso olhar para a frente&#8221;, afirmou o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira, respons\u00e1vel pela Pastoral da Comunica\u00e7\u00e3o do Regional Sul 1.<\/p>\n<p><strong>Para Dilma, panfletos sobre aborto s\u00e3o crime eleitoral<\/strong><\/p>\n<p>A candidata do PT \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, classificou de crime eleitoral o caso dos panfletos encontrados ontem por membros do partido em uma gr\u00e1fica no Cambuci, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, que pediam votos somente a candidatos de partidos contr\u00e1rios \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. &#8220;Eu n\u00e3o sei quem mandou fazer os panfletos, mas eu posso comentar que \u00e9 crime eleitoral&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A candidata classificou o epis\u00f3dio como parte de uma central de boatos ofensiva contra a sua candidatura. &#8220;N\u00e3o \u00e9 do meu feitio e da minha campanha sair acusando sem ter investiga\u00e7\u00e3o, s\u00f3 acho que \u00e9 absolutamente ilegal e beneficia o meu advers\u00e1rio, mas se foi ele ou n\u00e3o, ter\u00e1 de ser provado&#8221;, disse.<\/p>\n<p>De acordo com o advogado da campanha de Dilma, Pierpaolo Cruz Bottini, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar na noite de s\u00e1bado, 16, para que o material fosse apreendido, evitando assim a sua divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os panfletos intitulados &#8220;Apelo a todos os brasileiros e brasileiras&#8221; s\u00e3o id\u00eanticos aos que foram distribu\u00eddo em Aparecida (SP) em 12 de outubro e pedem que os eleitores deem seus votos somente a candidatos de partidos contr\u00e1rios \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. O material est\u00e1 assinado por tr\u00eas bispos da Regional Sul da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).<\/p>\n<p><strong>Pol\u00eamica do aborto faz bispos racharem<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o da quest\u00e3o do aborto na campanha eleitoral, que est\u00e1 dividindo os cat\u00f3licos por causa do veto de alguns bispos \u00e0 candidata petista Dilma Rousseff, provocou um racha no episcopado em n\u00edvel nacional e dever\u00e1 deixar sequelas na vida da Igreja, seja qual for o resultado do segundo turno, em 31 de outubro.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica ter\u00e1 tamb\u00e9m reflexos na elei\u00e7\u00e3o para a presid\u00eancia da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em maio do pr\u00f3ximo ano, quando um grupo conservador, contr\u00e1rio \u00e0 atual linha de di\u00e1logo, tentaria tomar o poder para adotar uma posi\u00e7\u00e3o mais dura de oposi\u00e7\u00e3o ao governo. Pelo menos, na hip\u00f3tese de Dilma vir a ser a vencedora.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o foi armada pelo apoio dado pela dire\u00e7\u00e3o do Regional Sul 1, que re\u00fane as 41 dioceses de S\u00e3o Paulo, em 26 de agosto, a uma nota intitulada Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras, da Comiss\u00e3o em Defesa da Vida, que recomendava aos eleitores que &#8220;independentemente de suas convic\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas ou religiosas&#8221;, dessem seu voto &#8220;somente a candidatos ou candidatas e partidos contr\u00e1rios \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto&#8221;.<\/p>\n<p>O autor ou inspirador do texto foi o padre Berardo Graz, da diocese de Guarulhos, cujo bispo, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, encampou o manifesto e citou, entre os vetados, o nome de Dilma. Passado o primeiro turno, d. Luiz Gonzaga reiterou sua posi\u00e7\u00e3o, alegando que, embora a petista tenha feito uma profiss\u00e3o de f\u00e9 em defesa da vida, n\u00e3o se podia acreditar nela. &#8220;Dilma, que se faz agora de santinha para dizer que \u00e9 contra o aborto, j\u00e1 mudou de opini\u00e3o tr\u00eas vezes.&#8221;<\/p>\n<p>Artigos e entrevistas de d. Luiz Gonzaga irritaram outros membros do episcopado paulista, principalmente porque grupos de cat\u00f3licos contr\u00e1rios ao aborto e \u00e0 candidatura Dilma distribu\u00edram milhares de c\u00f3pias da nota do Regional Sul 1 de apoio ao manifesto da comiss\u00e3o coordenada pelo padre Berardo.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o do material em par\u00f3quias de outras dioceses, \u00e0 revelia de seus bispos, p\u00f4s mais lenha na fogueira. O texto se multiplicou tamb\u00e9m em mensagens pela internet, espalhando-se por todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Aliados de Lula ficam divididos no segundo turno<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto o PR do Rio mant\u00e9m suspense sobre a posi\u00e7\u00e3o no segundo turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial, outros partidos da base do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva acentuaram as divis\u00f5es internas, com novas ades\u00f5es \u00e0 campanha do tucano Jos\u00e9 Serra. Com um p\u00e9 em cada canoa, PMDB, PP e PTB deixam as portas abertas para se aproximarem do futuro governo, seja ele do PT ou do PSDB.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, os peemedebistas, depois da neutralidade do primeiro turno, indicaram o voto em Serra e se associam a grupos dissidentes como os liderados pelos ex-governadores Orestes Qu\u00e9rcia em S\u00e3o Paulo, Jarbas Vasconcelos em Pernambuco e Luiz Henrique em Santa Catarina.<\/p>\n<p>&#8220;No caso do Rio Grande do Sul, \u00e9 natural a alian\u00e7a do PMDB com o PSDB. A neutralidade do primeiro turno foi feita em favor de Michel Temer (presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff). Michel cortou uma parte da nossa ponte com o PSDB. Reduziu de seis pistas para cinco, mas n\u00e3o foi desfeita. \u00c9 normal que o PMDB seja chamado para conversar e isto vale para a vit\u00f3ria de Dilma ou de Serra&#8221;, diz o deputado serrista Eliseu Padilha (PMDB-RS).<\/p>\n<p>O PP tem 22 diret\u00f3rios favor\u00e1veis a Dilma Rousseff, tamb\u00e9m apoiada pelo presidente nacional da legenda, Francisco Dornelles (RJ). No Paran\u00e1, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, no entanto, a legenda est\u00e1 com o presidenci\u00e1vel tucano.<\/p>\n<p>&#8220;O PP n\u00e3o est\u00e1 desunido, est\u00e1 livre&#8221;, define Dornelles, lembrando que a posi\u00e7\u00e3o oficial do partido, decidida em conven\u00e7\u00e3o, foi de n\u00e3o se coligar a nenhuma candidatura. &#8220;O problema todo \u00e9 fazer elei\u00e7\u00e3o nacional coincidente com as elei\u00e7\u00f5es locais&#8221;, afirma o senador.<\/p>\n<p>Dornelles tem certeza de que, independentemente do vencedor da disputa presidencial, &#8220;a bancada estar\u00e1 unida de 2011 em diante&#8221;.<\/p>\n<p>O PTB \u00e9 outro partido com aliados dos dois lados. Depois de aprovar em conven\u00e7\u00e3o apoio a Jos\u00e9 Serra, apesar de l\u00edderes regionais como os senadores Fernando Collor (AL) e Gim Argello (DF) estarem com Dilma desde o primeiro turno, o presidente do partido, Roberto Jefferson (RJ), rompeu com Serra, anunciou o voto em Pl\u00ednio de Arruda Sampaio (PSOL) em 3 de outubro e foi voto vencido na decis\u00e3o da legenda de manter a coliga\u00e7\u00e3o com os tucanos.<\/p>\n<p>Seja Serra ou Dilma o futuro presidente, Jefferson aposta no di\u00e1logo com o PTB.&#8221;O senador Gim Argello \u00e9 o relator do Or\u00e7amento de 2011. \u00c9 claro que o presidente eleito vai ter que conversar com ele, seja quem for&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Sem impacto na economia, Uni\u00e3o cria seis estatais<\/strong><\/p>\n<p>Em oito anos, o presidente Lula criou seis estatais, mas elas n\u00e3o tiveram impacto na economia. Duas s\u00e3o f\u00e1bricas de hemoderivados e de chips &#8211; e est\u00e3o atrasadas. Com recursos de R$ 900 milh\u00f5es, elas s\u00f3 come\u00e7am a produzir no pr\u00f3ximo governo. O Banco Popular do Brasil nem existe mais. H\u00e1 ainda mais duas empresas que aguardam na fila para serem criadas.<\/p>\n<p><strong>A corrida do min\u00e9rio no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Com a escalada do pre\u00e7o da commodity, setor atrai interesse de chineses, japoneses e americanos, entre outros. At\u00e9 2014, investimentos devem chegar a US$ 39 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Protesto marca reencontro de mineiros no local do acidente<\/strong><\/p>\n<p>Alguns dos 33 mineiros que passaram 70 dias presos em mina no Deserto do Atacama voltaram ontem, ao local da trag\u00e9dia para uma missa de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. A cerim\u00f4nia tamb\u00e9m foi marcada pela revolta de 368 trabalhadores da empresa San Esteban, que protestaram contra o n\u00e3o pagamento de sal\u00e1rios, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00f5es e outros direitos trabalhistas pendentes desde que a empresa foi fechada por decis\u00e3o da Justi\u00e7a.<br \/>\n<em>O Globo<\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma ataca privatiza\u00e7\u00f5es; Serra acusa o PT de mentir<\/strong><\/p>\n<p>Em debate ontem \u00e0 noite na RedeTV!, os candidatos \u00e0 Presid\u00eancia Dilma Rousseff (PT) e Jos\u00e9 Serra (PSDB) voltaram a trocar acusa\u00e7\u00f5es, com a petista insistindo nos ataques \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es e na tese de que os tucanos pretendem privatizar estatais. Serra, por diversas vezes, acusou o PT de Dilma de mentir, criticando resultados do governo Lula e destacando avan\u00e7os das privatiza\u00e7\u00f5es, como no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. Para ele, n\u00e3o est\u00e1 em quest\u00e3o qualquer privatiza\u00e7\u00e3o atualmente e, por isso, o PT usa o assunto com fins eleitorais. Os dois discutiram tamb\u00e9m sobre educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e infraestrutura. Serra voltou a criticar o Enem, &#8220;desmoralizado no governo do PT&#8221;, mas o exame foi defendido por Dilma, que o acusou de pretender acabar com o teste, o que o tucano negou. Durante todo o debate, tanto Serra como Dilma n\u00e3o falaram de aborto, casamento gay e outros temas que envolvem quest\u00f5es religiosas e que t\u00eam dominado o embate entre eles neste segundo turno. Para especialistas que acompanharam o programa a pedido do GLOBO, o tom beligerante entre os candidatos n\u00e3o ajuda o eleitor indeciso a fazer sua escolha.<\/p>\n<p><strong>Gabeira com Serra; Zequinha com Dilma<\/strong><\/p>\n<p>A decis\u00e3o do PV de se manter neutro no segundo turno n\u00e3o impedir\u00e1 que integrantes do partido manifestem apoio a Dilma Rousseff ou a Jos\u00e9 Serra. Hoje mesmo deve acontecer um ato de integrantes do PV, encabe\u00e7ados pelo candidato derrotado ao governo do Rio, Fernando Gabeira, de apoio ao tucano. Um outro grupo, liderado pelo deputado federal Zequinha Sarney (MA), deve declarar voto na petista.<\/p>\n<p>Os verdes que se manifestarem em favor de Dilma ou de Serra n\u00e3o poder\u00e3o usar s\u00edmbolos do PV. Foi definido ainda que os presidentes dos 27 diret\u00f3rios estaduais n\u00e3o revelariam o voto. O presidente nacional do PV, Jos\u00e9 Luiz Penna, seguir\u00e1 a posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O evento de hoje ser\u00e1 no comit\u00ea do candidato derrotado ao governo paulista, F\u00e1bio Feldmann. Al\u00e9m de Gabeira, \u00e9 dada como certa a presen\u00e7a de Eduardo Jorge, que coordenou a \u00e1rea de sa\u00fade do programa de governo de Marina e \u00e9 secret\u00e1rio da prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Feldmann disse que Serra, Geraldo Alckmin, e talvez at\u00e9 o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso devem comparecer. Gabeira, que teve o apoio do PSDB na elei\u00e7\u00e3o para o governo do Rio, discursou em favor da independ\u00eancia do PV.<\/p>\n<p>Feldmann, que foi um dos fundadores do PSDB, disse que apoio oficial do PV a um dos candidatos provocaria &#8220;uma fissura irrepar\u00e1vel&#8221;. Ele concorda que as respostas dos candidatos ao programa de governo dos verdes ficou &#8220;aqu\u00e9m&#8221; do esperado, mas defende o tucano por causa da pol\u00edtica de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas implantada em S\u00e3o Paulo. Zequinha Sarney disse que ainda n\u00e3o est\u00e1 definido o dia e o local do ato de apoio a Dilma.<\/p>\n<p><strong>Setor de carga a\u00e9rea \u00e0 beira do colapso<\/strong><\/p>\n<p>Piv\u00f4 do esc\u00e2ndalo de tr\u00e1fico de influ\u00eancia na Casa Civil e sem voar para os Correios desde 27 de setembro, a Master Top Airlines (MTA) n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica empresa de carga a\u00e9rea em dificuldade no pa\u00eds. Respons\u00e1vel por carregar encomendas dos brasileiros e parte do dinheiro enviado pelo Banco Central aos estados, o setor est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o complicada. Avi\u00f5es velhos, falhas de seguran\u00e7a, obst\u00e1culos financeiros e falta de documenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o problemas comuns \u00e0s companhias, n\u00e3o raro envolvidas em fraudes.<\/p>\n<p>Correios e BC s\u00e3o os principais clientes do segmento por necessitarem de servi\u00e7os constantes e serem fonte de receita garantida. Segundo a Anac, cinco das nove companhias dom\u00e9sticas foram proibidas de voar. Entre as quatro com autoriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 a MTA, que deveria fazer as linhas de Salvador e Recife para os Correios, mas n\u00e3o decola mais. A inoper\u00e2ncia obriga a estatal a contratar emergencialmente espa\u00e7os nos por\u00f5es de companhias de passageiros, pagando caro por isso. S\u00f3 nos \u00faltimos tr\u00eas meses, foram gastos R$ 3,3 milh\u00f5es para substituir as empresas. O servi\u00e7o \u00e9 prejudicado, com atraso nas entregas.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, a Anac proibiu de levantar voo outra contratada dos Correios, a Air Brasil, que faz a linha S\u00e3o Lu\u00eds-Teresina-Belo Horizonte-S\u00e3o Paulo-Rio. Al\u00e9m de ter problemas em equipamentos, a empresa voava sem autoriza\u00e7\u00e3o e cumpria mais horas de voo do que podia. Tamb\u00e9m est\u00e3o proibidas de levantar voo as cargueiras TAF e Beta (que tinham contratos com os Correios at\u00e9 o fim de 2009) e a Skymaster. Segundo a estatal, em dezembro um avi\u00e3o da TAF bateu num elevador de carga em Guarulhos. Semanas depois, outro avi\u00e3o da empresa bateu numa \u00e1rvore e fez um pouso for\u00e7ado em Parintins (AM).<\/p>\n<p>Devido aos incidentes, a Anac suspendeu o Certificado de Homologa\u00e7\u00e3o de Empresa de Transporte A\u00e9reo (Cheta), que precisar\u00e1 passar por nova certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Irm\u00e3o de aliado de Dilma negocia com a Eletrosul<\/strong><\/p>\n<p>Edgar Cardeal negociou projeto de R$ 1 bilh\u00e3o com a Eletrosul, cujo conselho \u00e9 presidido pelo irm\u00e3o Valter Cardeal, aliado de Dilma Rousseff.<br \/>\n<em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><strong>No muro<\/strong><\/p>\n<p>Partido Verde oficializa posi\u00e7\u00e3o de \u201cindepend\u00eancia\u201d no segundo turno. \u201cMeu voto \u00e9 secreto, vou me reservar a esse direito\u201d, diz Marina Silva.<\/p>\n<p><strong>No ringue<\/strong><\/p>\n<p>Na RedeTV!, Dilma e Serra deixam a religi\u00e3o de fora e concentram debate em quest\u00f5es relacionadas a sa\u00fade, seguran\u00e7a e privatiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Fraga no lugar de Weslian?<\/strong><\/p>\n<p>Especula\u00e7\u00f5es sobre troca na coliga\u00e7\u00e3o esperan\u00e7a renovada agita o domingo. Coordenador da campanha da ex-primeira-dama diz que hip\u00f3tese \u00e9 \u201cloucura\u201d.<\/p>\n<p><strong>As primeiras v\u00edtimas das ventanias<\/strong><\/p>\n<p>As chuvas ainda n\u00e3o chegaram com for\u00e7a, mas ventos fortes j\u00e1 causam estragos em alguns pontos da cidade. Ontem na QE 8 do Guar\u00e1, uma \u00e1rvore derrubada obstruiu a cal\u00e7ada, mas n\u00e3o houve registros de feridos ou de danos materiais. A meteorologia prev\u00ea que o tempo inst\u00e1vel vai continuar ao longo dessa semana. As chuvas cair\u00e3o todos os dias, de forma mais intensa nos fins de tarde.<\/p>\n<p><strong>Chile: Mineiros creem que a f\u00e9 os salvou<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhadores resgatados da mina soterrada participam de missa e atribuem aos C\u00e9us o sucesso da opera\u00e7\u00e3o. Engenheiro que liderou a empreitada afirma que \u201ccoisas estranhas\u201d facilitaram o trabalho.<\/p>\n<p><strong>Trabalho: Economia em alta gera ganho extra<\/strong><\/p>\n<p>Resultados recordes nas empresas trazem perspectivas favor\u00e1veis no que se refere ao pagamento de b\u00f4nus e de pr\u00eamios a funcion\u00e1rios. Principais beneficiados ser\u00e3o os profissionais do alto escal\u00e3o. (P\u00e1gs. 1, 9 e 10)<\/p>\n<p><strong>Acidente na EPTG mata dois irm\u00e3os<\/strong><\/p>\n<p>O carro em que estavam os universit\u00e1rios Marcos Vin\u00edcius, 23 anos, e Mariele Ara\u00fajo de Souza, 21, capotou e bateu em um poste de luz. Em Minas Gerais, \u00f4nibus cai de ponte e deixa 23 feridos e 11 mortos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Folha de S. Paulo Gr\u00e1fica de tucana fez panfletos anti-PT A Pol\u00edcia Federal apreendeu ontem, por determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral, cerca de 1 milh\u00e3o de panfletos que pregam voto contra o PT devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. A gr\u00e1fica que imprimia os jornais pertence \u00e0 irm\u00e3 do coordenador de infraestrutura da campanha de Jos\u00e9 Serra (PSDB), S\u00e9rgio Kobayashi. Arlety Satiko Kobayashi \u00e9 dona de 50% da Editora Gr\u00e1fica Pana Ltda, localizada no Cambuci, na capital paulista. A empres\u00e1ria \u00e9 filiada ao PSDB desde mar\u00e7o de 1991, segundo registro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 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