{"id":20872,"date":"2010-10-13T07:24:41","date_gmt":"2010-10-13T10:24:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=20872"},"modified":"2010-10-13T07:24:41","modified_gmt":"2010-10-13T10:24:41","slug":"planeta-perdeu-30-de-recursos-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/10\/13\/planeta-perdeu-30-de-recursos-naturais\/","title":{"rendered":"Planeta perdeu 30% de recursos naturais"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>O Estado de S.Paulo <\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p>Em menos de 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. Nos pa\u00edses tropicais, contudo, a queda foi muito maior: atingiu 60% da fauna e flora original. Os dados s\u00e3o do Relat\u00f3rio Planeta Vivo 2010, publicado a cada dois anos pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental WWF.<br \/>\nO relat\u00f3rio, cujas conclus\u00f5es s\u00e3o consideradas alarmantes pelos ambientalistas, \u00e9 produzido em parceria com a Sociedade Zool\u00f3gica de Londres (ZSL, na sigla em ingl\u00eas) e Global Footprint Network (GFN).<\/p>\n<div><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/vida1(17).JPG\" alt=\"Dida Sampaio\/AE\" \/><\/div>\n<p>Dida Sampaio\/AE<\/p><\/div>\n<p>Amea\u00e7ada. Vista a\u00e9rea da floresta amaz\u00f4nica, que ainda sofre com o desmatamento ilegal e a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas<\/p>\n<p>&#8220;Os pa\u00edses pobres, frequentemente tropicais, est\u00e3o perdendo biodiversidade a uma velocidade muito alta&#8221;, afirmou Jim Leape, diretor-geral da WWF Global. &#8220;Enquanto isso, o mundo desenvolvido vive em um falso para\u00edso, movido a consumo excessivo e altas emiss\u00f5es de carbono.&#8221;<br \/>\nA biodiversidade \u00e9 medida pelo \u00cdndice Planeta Vivo (IPV), que estuda a sa\u00fade de quase 8 mil popula\u00e7\u00f5es de mais de 2,5 mil esp\u00e9cies desde 1970.<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nAt\u00e9 2005, o IPV das \u00e1reas temperadas havia subido 6% &#8211; melhora atribu\u00edda \u00e0 maior conserva\u00e7\u00e3o da natureza, menor emiss\u00e3o de poluentes e melhor controle dos res\u00edduos. Nas \u00e1reas tropicais, por\u00e9m, o IPV caiu 60%. A maior queda foi nas popula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua doce: 70% das esp\u00e9cies desapareceram.<br \/>\nConsumo desenfreado. A demanda por recursos naturais tamb\u00e9m aumentou. Nas \u00faltimas cinco d\u00e9cadas, as emiss\u00f5es de carbono cresceram 11 vezes.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio afirma que a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), formada por 33 pa\u00edses em geral desenvolvidos, s\u00e3o respons\u00e1veis por 40% da pegada de carbono global, e emitem cinco vezes mais carbono do que os pa\u00edses mais pobres.<\/p>\n<p>Comparados a ela, os BRICs (grupo formado pelos pa\u00edses emergentes Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China) t\u00eam o dobro da popula\u00e7\u00e3o e uma menor emiss\u00e3o de carbono per capita. O problema, alerta o relat\u00f3rio, \u00e9 se os BRICs seguirem no futuro o mesmo padr\u00e3o de desenvolvimento e consumo da OCDE.<\/p>\n<p>\u00cdndia e China, por exemplo, consomem duas vezes mais recursos naturais do que a natureza de seu territ\u00f3rio pode repor. Atualmente, os pa\u00edses utilizam, em m\u00e9dia, 50% mais recursos naturais que o planeta pode suportar. Se os h\u00e1bitos de consumo n\u00e3o mudarem, alerta o relat\u00f3rio, em 2030 se estar\u00e1 consumindo o equivalente a dois planetas.<\/p>\n<p>Em resposta ao levantamento de 2008, a WWF elaborou um modelo de solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, em que aponta seis a\u00e7\u00f5es concretas para reduzir as emiss\u00f5es de carbono e evitar maiores perdas de biodiversidade.<\/p>\n<p>Entre elas, a organiza\u00e7\u00e3o aponta a necessidade de investir em efici\u00eancia energ\u00e9tica, novas tecnologias para gerar energia com baixa emiss\u00e3o de carbono, adotar a pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o da pegada de carbono e impedir a degrada\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>PARA LEMBRAR<\/p>\n<p>De 18 a 29 deste m\u00eas acontece em Nagoya, no Jap\u00e3o, a 10\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Diversidade Biol\u00f3gica. Criada em 1992, no Rio de Janeiro, a conven\u00e7\u00e3o tinha como principal meta reduzir significativamente a perda de biodiversidade at\u00e9 2010. As Na\u00e7\u00f5es Unidas at\u00e9 definiram 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, mas os resultados ainda deixam muito a desejar. Apesar da meta estabelecida, o relat\u00f3rio mais recente da ONU mostra que o planeta perdeu um ter\u00e7o do estoque de seres vivos existente em 1970. O documento aponta como amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o 42% das esp\u00e9cies de anf\u00edbios do mundo e 40% das de aves &#8211; e estima em US$ 2 trilh\u00f5es a US$ 4,5 trilh\u00f5es o preju\u00edzo mundial anual com desmatamento. Al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica mundial, outro tema deve ter destaque nas negocia\u00e7\u00f5es: a reparti\u00e7\u00e3o dos recursos oriundos da biodiversidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S.Paulo Em menos de 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. Nos pa\u00edses tropicais, contudo, a queda foi muito maior: atingiu 60% da fauna e flora original. Os dados s\u00e3o do Relat\u00f3rio Planeta Vivo 2010, publicado a cada dois anos pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental WWF. O relat\u00f3rio, cujas conclus\u00f5es s\u00e3o consideradas alarmantes pelos ambientalistas, \u00e9 produzido em parceria com a Sociedade Zool\u00f3gica de Londres (ZSL, na sigla em ingl\u00eas) e Global Footprint Network (GFN). Dida Sampaio\/AE Amea\u00e7ada. 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