{"id":20862,"date":"2010-10-12T17:22:52","date_gmt":"2010-10-12T20:22:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=20862"},"modified":"2010-10-12T17:22:52","modified_gmt":"2010-10-12T20:22:52","slug":"a-guerra-de-canudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/10\/12\/a-guerra-de-canudos\/","title":{"rendered":"A Guerra de Canudos"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Benjamin Nunes Pereira*<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Nunes1-FOTO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-20863\" title=\"Nunes[1] - FOTO\" src=\"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Nunes1-FOTO-1024x725.jpg\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"176\" \/><\/a><\/p>\n<p>O fato aconteceu nos anos de 1896 e 1897, tendo como t\u00e9rmino 05 de outubro de 1897, j\u00e1 s\u00e3o 113 anos e o governo federal empenhou-se, na destrui\u00e7\u00e3o do arraial de Canudos, onde se desenvolvia um movimento messi\u00e2nico coordenado por Antonio Vicente Mendes Maciel, chamado popularmente Antonio Conselheiro. Em v\u00e1rias regi\u00f5es mais atrasadas do Brasil, principalmente no sert\u00e3o nordestino, ocorreram movimentos m\u00edsticos que envolveram um n\u00famero consider\u00e1vel de pessoas. Desesperados com a mis\u00e9ria e com a fome que existiam nessas \u00e1reas, os habitantes com freq\u00fc\u00eancia seguiam os beatos e outros pregadores, que prometiam um mundo melhor por meio de pr\u00e1ticas religiosas e de uma vida dedicada \u00e0 comunidade messi\u00e2nica. Alguns desses movimentos, na medida em que aglutinavam milhares de pessoas que passavam a viver \u00e0 margem da sociedade estabelecida, atra\u00edram as iras dos donos da terra, dos pol\u00edticos e do clero, que viam neles uma subvers\u00e3o da ordem estabelecida. Canudos foi, talvez, o exemplo extremo desse fen\u00f4meno.<!--more--><\/p>\n<p>Foi na d\u00e9cada de 1870, que Antonio Vicente Mendes Maciel, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de beato come\u00e7ou a percorrer os sert\u00f5es. O seu nascimento ocorreu em Quixeramobim, Cear\u00e1, em 1823, filho de um comerciante que pretendia fazer um padre. Com esse prop\u00f3sito foi posto pelo pai em um curso de portugu\u00eas, latim e Franc\u00eas. Entretanto, as circunst\u00e2ncias de vida familiar prenderam o futuro Conselheiro ao balc\u00e3o do armaz\u00e9m paterno, frustrando-se desse modo essas aspira\u00e7\u00f5es. Com a morte do pai, em 1855, viu-se \u00e0 frente dos neg\u00f3cios e, principalmente, \u00e0s voltas com as d\u00edvidas herdadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo que Antonio Conselheiro mantinha a id\u00e9ia de fundar uma comunidade igualit\u00e1ria. Talvez nesse tempo j\u00e1 tivesse lido a Utopia, de Thomas More. Depois do combate de masset\u00e9, seguiu para o Norte em longa e penosa caminhada. Foi ele quem escolheu o local, onde deveria estabelecer-se com sua gente. Ao chegar a Canudos, na Fazenda Velha, lan\u00e7ando a sua vista de levante ao poente que abrangia todo o horizonte cercado de serras, dissera tranquilamente: \u201cE aqui\u201d. E seus adeptos prorromperam num canto triunfal, louvando a funda\u00e7\u00e3o de Belo Monte.<\/p>\n<p>Canudos era uma velha fazenda abandonada com palho\u00e7a de pau-a-pique, \u00e0 margem do Vasa Barris ou Irapiranga, quando Antonio Conselheiro a\u00ed chegou em 1893.<\/p>\n<p>A origem do nome \u00e9 simples e pitoresca. Anteriormente, ali se aglomerava uma popula\u00e7\u00e3o estanha e perigosa, \u201carmada at\u00e9 os dentes\u201d e \u201ccuja ocupa\u00e7\u00e3o quase exclusiva consistia em beber aguardente e pitar uns estranhos cachimbos de barro em canudos de metro de extens\u00e3o\u201d \u2013 segundo as informa\u00e7\u00f5es do vig\u00e1rio de Ip\u00fa. Os tubos eram naturalmente \u2013 esclarecia Euclides da Cunha \u2013 formados pelas salon\u00e1ceas (Canudos de Pito), vicejantemente em grande c\u00f3pia \u00e0 beira do rio. O curioso \u00e9 que os longos cachimbos apreciados por esta gente simples e an\u00f4nima iriam dar o nome \u00e0 cidade de Canudos que deixou uma legenda t\u00e3o her\u00f3ica.<\/p>\n<p>Antonio Conselheiro, conhecendo bem o sert\u00e3o soube escolher o lugar adequando para a funda\u00e7\u00e3o do arraial de Belo Monte. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Segundo Euclides da Cunha, com o advento da Rep\u00fablica e especialmente ap\u00f3s 1893, Conselheiro apresenta \u201cuma fei\u00e7\u00e3o combatente inteiramente nova\u201d. Refere-se \u00e0 prega\u00e7\u00e3o anti-republicana de Antonio Conselheiro e ao epis\u00f3dio ocorrido em Bom Conselho, quando o beato reunindo o povo num dia de feira, mandou queimar numa fogueira as t\u00e1buas com os editais para a cobran\u00e7a de impostos. Seu envolvimento mais expl\u00edcito na pol\u00edtica sem d\u00favida constitui uma das chaves para explicar os ulteriores desdobramentos que resultaram na forma\u00e7\u00e3o do arraial de Canudos e a hostilidade que a Rep\u00fablica lhe devotou.<\/p>\n<p>Suas cr\u00edticas ao novo regime, ao contr\u00e1rio do que se acreditou na \u00e9poca, n\u00e3o derivaram de sua prefer\u00eancia pela monarquia, mas restri\u00e7\u00f5es que fazia \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es que vieram no bojo da Rep\u00fablica. Conselheiro procurava defender a antiga jurisdi\u00e7\u00e3o da Igreja-Estado imposta pelos republicanos. O primeiro c\u00f3digo penal da Rep\u00fablica definia como crime do celebrante a realiza\u00e7\u00e3o do casamento religioso anteriormente ao civil e impunha penalidades aos vig\u00e1rios que assim procedessem; outras medidas impostas, hostis \u00e0 Igreja diziam respeito \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o civil sobre os cemit\u00e9rios e a tentativa de proscri\u00e7\u00e3o da Companhia de Jesus. Nesta \u00e9poca n\u00e3o se sabe exatamente qual o teor das cr\u00edticas do Conselheiro, por\u00e9m mais tarde, j\u00e1 em Canudos, ele assim se dirigia aos fi\u00e9is: \u201c\u00c9 importante o poder humano para acabar com a religi\u00e3o. O Presidente da Rep\u00fablica, por\u00e9m, movido pela incredulidade que tem atra\u00eddo sobre ele toda a sorte de ilus\u00f5es, entende que pode governar o Brasil como se fora um monarca legitimamente constitu\u00eddo por Deus; tanta injusti\u00e7a os cat\u00f3licos contemplam amargurado. Oh! \u00c9 necess\u00e1rio que se sustente a f\u00e9 da Igreja. A religi\u00e3o santifica tudo e n\u00e3o destr\u00f3i coisa alguma, exceto o pecado. Daqui se v\u00ea que o casamento civil ocasiona a dualidade do casamento, conforme manda a santa madre Igreja de Roma, contra a disposi\u00e7\u00e3o mais clara do seu ensino.<strong><\/strong><\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, as tens\u00f5es se agravaram, registrando-se incidentes v\u00e1rios, dos quais o mais grave ocorreu em 1893. J\u00e1 em plena Rep\u00fablica, rebelou-se Antonio Vicente contra a cobran\u00e7a de impostos municipais em Bom Conselho Bahia e, em dia de feira, com seus seguidores e sob o espocar de foguetes, queimou as t\u00e1buas em que estavam afixados os editais. A seguir, p\u00f5e-se em marcha com seu povo, sendo alcan\u00e7ados em Masset\u00e9 pela persegui\u00e7\u00e3o de uma tropa de pol\u00edcia. Travando o combate, as for\u00e7as da ordem foram desbaratadas.<\/p>\n<p>A fixa\u00e7\u00e3o em Canudos, fazenda abandonada, junto ao Vaza-Barris \u2013 fizeram-se por esta \u00e9poca vindo a alcan\u00e7ar o arraial em seu curto per\u00edodo de exist\u00eancia, dimens\u00f5es inusitadas no sert\u00e3o. Para l\u00e1 aflu\u00edram sertanejos de v\u00e1rios Estados que, desfazendo-se de seus haveres, abandonavam os lugares de origem e iam engrossar as fileiras daquele que, ent\u00e3o, j\u00e1 era o Conselheiro.<\/p>\n<p>Com base no relato que Euclides nos legou s\u00e3o apresentados a seguir, os principais momentos de a\u00e7\u00e3o repressiva.<\/p>\n<p>Na escaramu\u00e7a de Masset\u00e9, os jagun\u00e7os do Conselheiro foram atacados por trinta pra\u00e7as de pol\u00edcia. Mais tarde j\u00e1 estabelecidos em Canudos, houve o epis\u00f3dio da compra de madeirame para a constru\u00e7\u00e3o da Igreja. O material de constru\u00e7\u00e3o foi adquirido em Juazeiro Bahia, apesar de pago adiantadamente, n\u00e3o foi entregue, numa ruptura de trato que Euclides sugere ter sido uma provoca\u00e7\u00e3o deliberada. Seja como for, o fato \u00e9 que os jagun\u00e7os anunciaram a disposi\u00e7\u00e3o de arrebatar \u00e0 for\u00e7a a mercadoria. N\u00e3o era preciso mais; contra eles foram enviados 104 soldados e 03 oficiais do 9\u00ba Batalh\u00e3o de Infantaria. O reencontro deu-se em Uau\u00e1, repetindo-se, em ponto maior, o desastre de Masset\u00e9. Desde ent\u00e3o, definidos como perigosos rebeldes, n\u00e3o era mais preciso encontrar motivos imediatos. Assim, para destru\u00ed-los seguiu o Major Febr\u00f4nio, que lutando em Cambaio e Tabulerinhos, sofreu fragorosa derrota, apesar de dispor de 543 pra\u00e7as, 14 oficiais combatentes, tr\u00eas m\u00e9dicos, dois canh\u00f5es Krupp e duas metralhadoras.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Ao investir sobre Canudos, diz Euclides, \u201ccome\u00e7ou a esbo\u00e7ar-se o perigo \u00fanico e grav\u00edssimo: os pelot\u00f5es dissolviam-se\u201d. Os grupos de soldados adentravam o arraial \u00e0 procura do inimigo e, sem que percebessem, tornavam-se presa f\u00e1cil para aqueles que habitavam a cidadela de Canudos. Moreira Cesar que mobilizava a terceira expedi\u00e7\u00e3o, juntamente com seus homens caiu numa cilada. A luta estava irremediavelmente perdida. Logo foi ferido o Coronel Moreira Cesar. Sem comando cada um lutava a seu modo.\u00a0 A retirada se impunha, ainda que de forma ca\u00f3tica. Euclides descreve-a n\u00e3o como uma opera\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, mas como \u201cfuga\u201d e \u201cdebandada\u201d. \u201cOitocentos homens desapareceram em fuga \u2013 escreve &#8211; \u201cabandonando as espingardas; arriando as padiolas, em que se torciam os feridos; jogando fora as pe\u00e7as de equipamentos; desarmando-se; desapertando os cintur\u00f5es para a carreira desafogada; e correndo, correndo ao acaso, correndo em grupos, em bandos erradios\u201d. E o grito de guerra dos jagun\u00e7os acabara de se impor com realidade: \u201ca for\u00e7a do governo era agora realmente a fraqueza do governo, denomina\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica destinada a permanecer por todo o curso da campanha\u201d<\/p>\n<p>As derrotas da expedi\u00e7\u00e3o Moreira C\u00e9sar, bem como a morte de seu prestigiado comandante repercutiram como grande como\u00e7\u00e3o nacional. Aquilo parecia uma hip\u00f3tese jamais cogitada, a evid\u00eancia mais do que clara de que Canudos n\u00e3o era apenas um arraial de rebelde, mas, sim, a ponta de lan\u00e7a de uma grande conspira\u00e7\u00e3o restauradora tramada contra as institui\u00e7\u00f5es republicanas. J\u00e1 n\u00e3o restavam d\u00favidas. A Rep\u00fablica estava em perigo. Era necess\u00e1rio, a qualquer pre\u00e7o salv\u00e1-la.<\/p>\n<p>Para a Bahia convergiam, agora, as tropas de todos os Estados para comporem a quarta expedi\u00e7\u00e3o, aquela destinada a redimir a \u201chonra nacional\u201d. O comandante desta quarta expedi\u00e7\u00e3o foi o general do ex\u00e9rcito: Arthur Oscar de Andrade Guimar\u00e3es, comandando mais de cinco mil homens. \u00c0 luz das falhas das expedi\u00e7\u00f5es anteriores, imenso tempo foi gasto na prepara\u00e7\u00e3o da expedi\u00e7\u00e3o no tocante a suprimento de v\u00edveres e comunica\u00e7\u00f5es. Somente em junho de 1897 estava a tropa pronta para a investida.<\/p>\n<p>Para o combate a tropa foi dividida em duas colunas que seguiram por caminhos diferentes; uma sob o comando do general Jo\u00e3o da Silva Barbosa e outra do General Carlos do Amaral Salvaget, tendo as duas colunas como comandante geral o General Arthur Oscar.<\/p>\n<p>Este combate foi um verdadeiro rev\u00e9s para as tropas governistas. A demonstra\u00e7\u00e3o de que enfrentava um advers\u00e1rio que sabia lutar e n\u00e3o temia a superioridade do inimigo quebrara-lhes o \u00e2nimo. De qualquer forma, a quarta expedi\u00e7\u00e3o viera para exterminar Canudos e tinha, atr\u00e1s de si, imensa estrutura mobilizada que permitia que mesmo as perdas e baixas nas tropas governistas fossem compensadas como novos refor\u00e7os em prol da miss\u00e3o de exterm\u00ednio.<\/p>\n<p>Antonio Conselheiro viu-se obrigado a mudar de plano. Pretendia derrotar cada uma das colunas separadamente. Agora teria de lutar com as duas reunidas que contavam com cerca de cinco mil homens e dispunha de v\u00e1rios canh\u00f5es. O primeiro combate verificou-se em Cocorob\u00f3, a 25 de junho de 1897, dois dias depois a expedi\u00e7\u00e3o chegou a Canudos. Ap\u00f3s enorme resist\u00eancia dos jagun\u00e7os e empregando uma luta de exterm\u00ednios, os soldados conseguiram entrar em Canudos. Ap\u00f3s a morte de Antonio Conselheiro em 22 de setembro de 1897, um \u00faltimo reduto resistia na pra\u00e7a central. Finalmente, em 05 de outubro de 1897, d\u00e1-se o \u00faltimo combate entre os rebeldes e as for\u00e7as governistas. Sobre ele assim se manifestou Euclides da Cunha: \u201cCanudos n\u00e3o se rendeu&#8230; resistiu at\u00e9 o esmagamento completo. Expugnando palmo a palmo, na precis\u00e3o integral do termo, caiu no dia 05 ao entardecer, quando ca\u00edram os seus \u00faltimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma crian\u00e7a, \u00e0 frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.<\/p>\n<p>Sobre as cinzas da aldeia sagrada de Canudos a Rep\u00fablica, finalmente estava salva e consolidada, pois, no dia 06 de outubro de 1897, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Ex\u00e9rcito registrou ter contado 5.200 casebres.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p>FAUSTO, Boris. Hist\u00f3ria Geral da Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira (Org). Vol. III \u2013 O Brasil Republicano, Ed. Difel, SP. 1977.<\/p>\n<p>MENDES JR. Antonio e MARANH\u00c3O, Ricardo. Brasil Hist\u00f3ria \u2013 Texto Consulta \u2013 vol 3 Rep\u00fablica Velha, Brasiliense, SP. 1979.<\/p>\n<p>MONIZ Edmundo. Canudos: A Luta pela Terra. 3\u00aa Global Editora SP. 1984.<\/p>\n<p>SOARES. Henrique D. Estrada de Macedo. A Guerra de Canudos, 3\u00aa Ed. Bras\u00edlia, 1935.<\/p>\n<p>*Benjamin NUNES Pereira, \u00e9 banc\u00e1rio, diretor do Sindicato dos Banc\u00e1rios de Vit\u00f3ria da Conquista e Regi\u00e3o, membro da Academia Conquistense de Letras, membro da Casa da Cultura de Vit\u00f3ria da Conquista, Jornalista, graduado em Hist\u00f3ria, p\u00f3s-graduado em Programa\u00e7\u00e3o e Or\u00e7amento P\u00fablico Pela UFBA e p\u00f3s-graduado em Antropologia com \u00eanfase na cultura afro-brasileira pela UESB e Acad\u00eamico de Direito da Fainor.<\/p>\n<p>E-mail: bnp@bancarios.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Benjamin Nunes Pereira* \u00a0 O fato aconteceu nos anos de 1896 e 1897, tendo como t\u00e9rmino 05 de outubro de 1897, j\u00e1 s\u00e3o 113 anos e o governo federal empenhou-se, na destrui\u00e7\u00e3o do arraial de Canudos, onde se desenvolvia um movimento messi\u00e2nico coordenado por Antonio Vicente Mendes Maciel, chamado popularmente Antonio Conselheiro. Em v\u00e1rias regi\u00f5es mais atrasadas do Brasil, principalmente no sert\u00e3o nordestino, ocorreram movimentos m\u00edsticos que envolveram um n\u00famero consider\u00e1vel de pessoas. Desesperados com a mis\u00e9ria e com a fome que existiam nessas \u00e1reas, os habitantes com freq\u00fc\u00eancia seguiam os beatos e outros pregadores, que prometiam um mundo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-20862","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-noticias"],"acf":[],"views":1442,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20862"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20865,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20862\/revisions\/20865"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}