{"id":19313,"date":"2010-09-16T07:40:32","date_gmt":"2010-09-16T10:40:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=19313"},"modified":"2010-09-16T07:40:32","modified_gmt":"2010-09-16T10:40:32","slug":"brasil-tera-fabrica-nacional-de-carros-eletricos-em-2014-afirma-eike-batista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/09\/16\/brasil-tera-fabrica-nacional-de-carros-eletricos-em-2014-afirma-eike-batista\/","title":{"rendered":"Brasil ter\u00e1 f\u00e1brica nacional de carros el\u00e9tricos em 2014, afirma Eike Batista"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Rio de Janeiro \u2013 O pa\u00eds ter\u00e1 uma frota de ve\u00edculos el\u00e9tricos nacionais circulando pelas ruas em 2014. O an\u00fancio foi feito hoje (15) pelo empres\u00e1rio Eike Batista. A planta ser\u00e1 constru\u00edda ao lado do Super Porto do A\u00e7u, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilh\u00e3o. Eike afirmou que vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e ressaltou que a composi\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria da nova empresa ser\u00e1 majoritariamente brasileira.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o inicial ser\u00e1 de 100 mil ve\u00edculos, totalmente movidos por baterias el\u00e9tricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, h\u00e1 espa\u00e7o no mercado brasileiro para uma nova f\u00e1brica de ve\u00edculos.<\/p>\n<p>\u201cA gente est\u00e1 enxergando que, nos pr\u00f3ximos dez anos, o Brasil vai consumir 8 milh\u00f5es de autom\u00f3veis por ano. Ent\u00e3o, tem espa\u00e7o para gente nova, tem espa\u00e7o para a ind\u00fastria nacional, at\u00e9 pelo carinho que o brasileiro teria em comprar um carro bem feito. Vai ser uma empresa nacional, com <em>know-how<\/em> estrangeiro\u201d, disse Eike, durante a Exposi\u00e7\u00e3o Rio Oil &amp; Gas, que re\u00fane as principais empresas de petr\u00f3leo e g\u00e1s do mundo.<!--more--><\/p>\n<p>O presidente da EBX, considerado o oitavo homem mais rico do mundo, frisou que os carros el\u00e9tricos representam uma tend\u00eancia definitiva. Segundo ele, as baterias ser\u00e3o de tecnologia japonesa e o restante do ve\u00edculo \u2013 para cinco passageiros e autonomia de 160 quil\u00f4metros \u2013 ter\u00e1 concep\u00e7\u00e3o e <em>design<\/em> europeu e brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cO neg\u00f3cio do carro el\u00e9trico \u00e9 irrevers\u00edvel. A pessoa que gasta R$ 200 por m\u00eas em combust\u00edvel, num carro el\u00e9trico, botando ele na tomada \u00e0 noite, vai gastar menos que R$ 20. O problema hoje ainda \u00e9 que o custo inicial da compra do carro est\u00e1 caro, mas o pre\u00e7o das baterias est\u00e1 despencando. Tem uma revolu\u00e7\u00e3o acontecendo nessa \u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p>Entre as facilidades do complexo de A\u00e7u para abrigar o projeto, Eike citou a sinergia entre o complexo portu\u00e1rio que est\u00e1 sendo constru\u00eddo, pela empresa LLX, de sua propriedade, duas sider\u00fargicas, de capital estrangeiro, e uma usina termel\u00e9trica, al\u00e9m da exist\u00eancia de estradas de ferro e rodovias para escoamento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 pela log\u00edstica do A\u00e7u, a gente ganha US$ 200 por autom\u00f3vel, o que \u00e9 muito dinheiro. Os incentivos naturais est\u00e3o na efici\u00eancia da log\u00edstica. V\u00e3o atracar no Porto do A\u00e7u os maiores navios cont\u00eaineiros, a um custo imbat\u00edvel. Em qualquer pa\u00eds do mundo, voc\u00ea tem que pensar que o <em>mix<\/em> de algo montado no pa\u00eds possa ser at\u00e9 50% vindo de fora. Se voc\u00ea agrega os outros 50% de ind\u00fastria nacional, mais m\u00e3o-de-obra, voc\u00ea acaba tendo 70% do coeficiente do pa\u00eds. \u00c9 isso que a gente quer. A ind\u00fastria brasileira de autope\u00e7as, assim que a gente passa de 20 mil unidades [de ve\u00edculos], ela se instala em volta\u201d.<\/p>\n<p>Eike n\u00e3o disse quantos empregos ter\u00e1, mas informou que cada vaga gerada em uma montadora gera 15 empregos nas empresas da cadeia. O empres\u00e1rio espera entrar com projeto de financiamento no BNDES dentro de 12 meses e que o banco ter\u00e1 interesse em apoiar a iniciativa.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio afirmou que este ser\u00e1 o primeiro carro brasileiro, depois da experi\u00eancia do empres\u00e1rio Jo\u00e3o Augusto Gurgel, nos anos 70 e 80, que chegou a produzir 43 mil ve\u00edculos 100% nacionais. \u201cEste \u00e9 o meu conceito\u201d. Perguntado onde Gurgel havia falhado, Eike respondeu: \u201cO Gurgel quis conceber um carro do zero. Na \u00e9poca ele usava motor Volkswagen. A\u00ed ele foi desenvolver um motor pr\u00f3prio, uma caixa de mudan\u00e7a pr\u00f3pria e entrou em uma seara complicada\u201d.<\/p>\n<p>Eike ressaltou que o ve\u00edculo el\u00e9trico tamb\u00e9m dever\u00e1 receber incentivos por conta de quest\u00f5es ambientais, pois n\u00e3o polui e praticamente n\u00e3o produz ru\u00eddo. Ainda sem nome determinado, ele sugeriu que a f\u00e1brica poderia se chamar FBX, de \u201cF\u00e1brica Brasileira de Autom\u00f3veis\u201d, mais a letra X, que aparece em todas suas empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil Rio de Janeiro \u2013 O pa\u00eds ter\u00e1 uma frota de ve\u00edculos el\u00e9tricos nacionais circulando pelas ruas em 2014. O an\u00fancio foi feito hoje (15) pelo empres\u00e1rio Eike Batista. A planta ser\u00e1 constru\u00edda ao lado do Super Porto do A\u00e7u, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilh\u00e3o. Eike afirmou que vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e ressaltou que a composi\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria da nova empresa ser\u00e1 majoritariamente brasileira. 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