{"id":18375,"date":"2010-09-01T14:07:53","date_gmt":"2010-09-01T17:07:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=18375"},"modified":"2010-09-01T14:07:53","modified_gmt":"2010-09-01T17:07:53","slug":"taxa-de-homicidios-cresce-32-em-15-anos-no-pais-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/09\/01\/taxa-de-homicidios-cresce-32-em-15-anos-no-pais-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Taxa de homic\u00eddios cresce 32% em 15 anos no pa\u00eds, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Do G1, em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A taxa de homic\u00eddios no pa\u00eds cresceu 32% em 15 anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por meio da publica\u00e7\u00e3o Indicadores de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de 2010.<\/p>\n<div id=\"materia-letra\">\n<div>\n<p>Segundo o estudo, a taxa de mortes por homic\u00eddio no pa\u00eds aumentou de 19,2 em 1992 para 25,4 em 2007 a cada 100 mil habitantes, alta de 32%. Os dados s\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, segundo o IBGE.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Taxas homc\u00eddios IBGE\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2010\/08\/31\/620x500_homicidios.jpg\" alt=\"Taxas homc\u00eddios IBGE\" width=\"473\" height=\"352\" \/><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<p>As mortes por homic\u00eddios atingiram, em m\u00e9dia, 10 vezes mais os homens do que as mulheres no per\u00edodo, diz o IBGE. S\u00f3 em 2007, o \u00edndice era de 47,7 para eles e de 3,9 para elas, uma propor\u00e7\u00e3o, nesse caso, 12 vezes maior. Em 1992, era de 35,6 para os homens e de 3,2 para as mulheres.<\/p>\n<p><!--more-->Segundo estudo, o coeficiente geral de mortes, que cresceu de 1992 a 2003, apresenta uma tend\u00eancia de queda a partir de 2004 (<em>veja hist\u00f3rico completo no gr\u00e1fico acima<\/em>).<\/p>\n<div><strong>saiba mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/09\/43-dos-domicilios-do-brasil-sao-inadequados-para-moradia-diz-ibge.html\">43% dos domic\u00edlios do Brasil s\u00e3o inadequados para moradia, diz IBGE<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/09\/queimadas-causam-mais-de-75-da-emissao-de-gas-carbonico-no-brasil.html\">Queimadas causam mais de 75% da emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico no Brasil<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia-e-negocios\/noticia\/2010\/09\/consumo-de-energia-capita-em-2009-foi-o-segundo-maior-da-historia.html\">Consumo de energia per capita em 2009 foi o segundo maior da hist\u00f3ria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/09\/praias-em-portos-e-centros-urbanos-tem-pior-qualidade-da-agua-diz-ibge.html\">Praias em portos e centros urbanos t\u00eam pior qualidade da \u00e1gua, diz IBGE<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Por estado<\/strong><br \/>\nO estado de Alagoas tinha, em 2007, a maior taxa de homic\u00eddios do pa\u00eds, que era de 59,5 por 100 mil habitantes, seguido do Esp\u00edrito Santo, com 53,3, e de Pernambuco, com taxa de 53. O estado do Rio de Janeiro ocupava o quarto lugar, com coeficiente de 41,5 a cada 100 mil habitantes, e tamb\u00e9m caiu em rela\u00e7\u00e3o a 2004, quando era de 50,8.<\/p>\n<p>As menores taxas estavam, em 2007, em Santa Catarina (10,4), Piau\u00ed (12,4) e S\u00e3o Paulo (15,4). De modo geral, o menor \u00edndice est\u00e1 na Regi\u00e3o Sul do pa\u00eds (21,4) e o maior, na Nordeste (29,6).<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio do IBGE, os \u00f3bitos por homic\u00eddios afetam a esperan\u00e7a de vida, que n\u00e3o \u00e9 superior devido \u00e0s mortes prematuras, sobretudo de jovens do sexo masculino. A criminalidade ocasiona, ainda segundo a pesquisa, grandes custos sociais e econ\u00f4micos. Al\u00e9m das vidas perdidas, gera sequelas emocionais \u00e0s fam\u00edlias das v\u00edtimas, elevados custos hospitalares e<br \/>\npara o controle da viol\u00eancia, e inseguran\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o, interferindo negativamente na qualidade de vida.<\/p>\n<p><strong>Mortes por acidentes<\/strong><br \/>\nO \u00edndice de mortes por acidentes de transportes tamb\u00e9m \u00e9 visto com preocupa\u00e7\u00e3o no relat\u00f3rio e era, em 2007, de 20,3 por 100 mil habitantes, diz a pesquisa, alta de 11% em rela\u00e7\u00e3o a 1992, quando era de 18,3 (incremento absoluto de dois \u00f3bitos por 100 mil habitantes no per\u00edodo).<\/p>\n<p>Em 2007, os maiores valores eram observados nas regi\u00f5es Centro-Oeste (27,4 por 100 mil habitantes) e Sul (26,2). A taxa mais alta era observada em Roraima (33,7) e em Santa Catarina (32,7).<\/p>\n<p>Assim como nas mortes por homic\u00eddio, a propor\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos por acidentes de tr\u00e2nsito \u00e9 maior nos homens, atingindo a taxa de 33,8 para eles de 7,2 para elas em 2007.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, os acidentes de transporte, por serem um dos fatores que amea\u00e7am a<br \/>\nseguran\u00e7a f\u00edsica dos cidad\u00e3os, refletem na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um dos aspectos essenciais na busca do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O estudo diz, ainda, que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considera os acidentes de transporte como um dos maiores problemas de sa\u00fade p\u00fablica no mundo, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento, uma consequ\u00eancia da acelerada urbaniza\u00e7\u00e3o e motoriza\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 acompanhada na mesma propor\u00e7\u00e3o de infraestrutura.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do G1, em S\u00e3o Paulo A taxa de homic\u00eddios no pa\u00eds cresceu 32% em 15 anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por meio da publica\u00e7\u00e3o Indicadores de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de 2010. Segundo o estudo, a taxa de mortes por homic\u00eddio no pa\u00eds aumentou de 19,2 em 1992 para 25,4 em 2007 a cada 100 mil habitantes, alta de 32%. Os dados s\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, segundo o IBGE. 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