{"id":18195,"date":"2010-08-30T08:01:24","date_gmt":"2010-08-30T11:01:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=18195"},"modified":"2010-08-30T08:01:24","modified_gmt":"2010-08-30T11:01:24","slug":"copom-se-reune-sob-perspectiva-de-nova-pressao-inflacionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/08\/30\/copom-se-reune-sob-perspectiva-de-nova-pressao-inflacionaria\/","title":{"rendered":"Copom se re\u00fane sob perspectiva de nova press\u00e3o inflacion\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central re\u00fane-se nesta semana, na ter\u00e7a e na quarta-feira, para definir os rumos da taxa b\u00e1sica de juros (Selic). Grande parte dos analistas de mercado espera o fim do ciclo de alta, j\u00e1 sinalizado na ata do \u00faltimo encontro. No entanto, sinais de aquecimento do mercado de trabalho e o aumento da renda m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o podem pressionar os pre\u00e7os e fazer com que a autoridade monet\u00e1ria mantenha o ritmo de eleva\u00e7\u00e3o dos juros.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas encontros, o Copom elevou a Selic de 8,75% para 10,75% ao ano. Ap\u00f3s a \u00faltima reuni\u00e3o, em julho, havia praticamente um consenso no mercado de que a alta de 0,5 ponto colocava um fim ao movimento de eleva\u00e7\u00e3o dos juros.<\/p>\n<p><!--more-->Para Tatiana Pinheiro, economista do banco Santander, o ciclo de eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros chegou ao fim e a Selic deve encerrar 2010 em 10,75% ao ano. \u201cNa \u00faltima reuni\u00e3o do Copom, o Banco Central diminui o tamanho do aperto e houve uma avalia\u00e7\u00e3o mais benigna do cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o. O BC indicou que de acordo com os modelos utilizados pela institui\u00e7\u00e3o a infla\u00e7\u00e3o estimada para 2011 e 2012 est\u00e1 dentro da meta estipulada de 4,5%\u201d, avalia.<\/p>\n<p><script src=\"http:\/\/images.ig.com.br\/graficos\/js\/swfobject.js\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n<div>\n<h3>O movimento dos juros<\/h3>\n<p>Segundo ela, a queda no desemprego e a eleva\u00e7\u00e3o da renda m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o verificada nos \u00faltimos meses n\u00e3o devem influenciar a ponto de o BC elevar novamente a taxa de juros. \u201cO mercado de trabalho vem apresentando um ritmo forte desde o fim de 2009. Na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom, os dados j\u00e1 mostravam um ganho de renda da popula\u00e7\u00e3o e o BC optou por uma eleva\u00e7\u00e3o de 0,50 ponto percentual ao inv\u00e9s de 0,75 como vinha acontecendo. A antecipa\u00e7\u00e3o do consumo, principalmente de carros e bens de consumo dur\u00e1veis, no primeiro trimestre e o comportamento est\u00e1vel do IPCA embasam a avalia\u00e7\u00e3o do BC no sentido de manter a taxa de juros\u201d, avalia a economista do Santander.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em relat\u00f3rio, a Ativa Corretora destaca que a autoridade monet\u00e1ria deve considerar o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria como justificativa para a manuten\u00e7\u00e3o da taxa de juros nos n\u00edveis atuais, embora, na avlia\u00e7\u00e3o da corretora, o ideal seria uma alta de 0,5 ponto.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de acreditarmos que ame dida mais apropriada seria uma alta de juros nesse momento, entendemos que o BCB est\u00e1 com uma an\u00e1lise de que a desacelera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria \u00e9 mais do que tempor\u00e1ria&#8221;, disse o relat\u00f3rio da Ativa. &#8220;Entendemos que os \u00faltimos indicadores de infla\u00e7\u00e3o de fato podem ser interpretados como tal e, portanto, acreditamos que esse ser\u00e1 o posicionamento do BCB.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo a corretora, o Banco Central deve manter os juros para avaliar os impactos da pol\u00edtica monet\u00e1ria e, provavelmente, a Selic n\u00e3o deixar\u00e1 a casa dos 10,75% at\u00e9 o fim do ano, &#8220;a n\u00e3o ser que o nosso cen\u00e1rio de deteriora\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria se materialize de forma mais intensa&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Alertas<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um grupo de analistas que acredita que o fim do ciclo de alta dos juros poderia comprometer o desempenho da economia em 2011. Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings,a defesa pela manuten\u00e7\u00e3o dos juros no encontro desta semana est\u00e1 na boca de quem \u201colha pelo retrovisor da economia\u201d. \u201cA pol\u00edtica monet\u00e1ria tem que olhar para frente e n\u00e3o para o que acontece agora\u201d, diz.<\/p>\n<p>Agostini acredita que o ideal \u00e9 uma alta de 0,5 ponto neste m\u00eas na Selic para, ent\u00e3o, dar fim ao ciclo de eleva\u00e7\u00e3o dos juros em 2010. Ele defende que, no ano que vem, embora o cen\u00e1rio ainda seja incerto, h\u00e1 uma tend\u00eancia de aquecimento da atividade. No mais, o economista acredita que o segundo semestre deste ano ser\u00e1 marcado por n\u00edveis recordes de emprego.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o \u00e9 compartilhada por Andr\u00e9 Perfeito, economista da Gradual Investimentos. Ele diz que os recentes dados de renda e emprego acendem o sinal de alerta no Banco Central. \u201cEsse \u00e9 um dos motivos que nos faz crer que o colegiado do Copom vai patrocinar mais uma alta de 0,5 ponto na Selic, fazendo esta sair de 10,75% a 11,25%\u201d, disse em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cInforma\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, na margem, sustentam o quadro de um mercado de trabalho apertado e sugerem aumento forte do rendimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada nos meses subsequentes. Esse quadro fortalece as perspectivas de elevado crescimento do consumo na segunda metade deste ano\u201d, segundo o economista Aur\u00e9lio Bicalho, do Ita\u00fa-Unibanco, destaca em relat\u00f3rio. As proje\u00e7\u00f5es do banco apontam que a taxa Selic deve encerrar o ano em 11,25%, com uma alta de 0,5 ponto percentual em dezembro, na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom em 2010.<\/p>\n<p><strong>PIB<\/strong><\/p>\n<p>Outro evento importante na agenda desta semana \u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, previsto para sexta-feira. Na avalia\u00e7\u00e3o do Santander, o indicador vai mostrar uma desacelera\u00e7\u00e3o relevante quando comparado com o resultado expressivo de 2,7% de crescimento verificado de janeiro a mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O banco projeta um PIB de 0,9% para o per\u00edodo de abril a junho, com um crescimento de 8% frente ao mesmo per\u00edodo em 2009. Segundo Tatiana Pinheiro, economista do Santander, esse desempenho \u00e9 menor que o do trimestre anterior, mas se d\u00e1 sobre uma base de crescimento forte verificada no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>\u201cA antecipa\u00e7\u00e3o das compras causou uma ressaca no varejo no segundo trimestre. Com a Copa do Mundo e o in\u00edcio das f\u00e9rias houve um deslocamento na demanda de consumo para fora dos grandes centros, que s\u00e3o a base para a medi\u00e7\u00e3o dos dados estat\u00edsticos\u201d, diz Tatiana.<\/p>\n<p>No entanto, segundo a economista do Santander, esse comportamento n\u00e3o deve se repetir nos pr\u00f3ximos trimestres, que devem apresentar crescimento do PIB acima de 1%, contribuindo para que o PIB encerre 2010 com alta de 7,8%, segundo as proje\u00e7\u00f5es do banco.<\/p>\n<p>Alex Agostini, da Austin Ratings, diz que a tend\u00eancia \u00e9 de expans\u00e3o em um ritmo mais equilibrado nos pr\u00f3ximos trimestres. \u201cA atividade econ\u00f4mica ajustou para ganhar f\u00f4lego para o segundo semestre\u201d, afirmou. Para ele, nos seis primeiros meses do ano, o crescimento anual do PIB ficou na casa dos 6%, 7%.<\/p>\n<p>\u201cA retirada dos est\u00edmulos fiscais desacelerou o \u00edmpeto da economia, mas ainda devemos ter um movimento de alta\u201d, disse.\u00a0 Do IG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central re\u00fane-se nesta semana, na ter\u00e7a e na quarta-feira, para definir os rumos da taxa b\u00e1sica de juros (Selic). Grande parte dos analistas de mercado espera o fim do ciclo de alta, j\u00e1 sinalizado na ata do \u00faltimo encontro. No entanto, sinais de aquecimento do mercado de trabalho e o aumento da renda m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o podem pressionar os pre\u00e7os e fazer com que a autoridade monet\u00e1ria mantenha o ritmo de eleva\u00e7\u00e3o dos juros. Nos \u00faltimos tr\u00eas encontros, o Copom elevou a Selic de 8,75% para 10,75% ao ano. 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