{"id":17401,"date":"2010-08-17T15:11:29","date_gmt":"2010-08-17T18:11:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=17401"},"modified":"2010-08-17T15:11:29","modified_gmt":"2010-08-17T18:11:29","slug":"migrante-brasileiro-e-jovem-trabalha-mais-e-esta-no-sudeste-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/08\/17\/migrante-brasileiro-e-jovem-trabalha-mais-e-esta-no-sudeste-diz-ipea\/","title":{"rendered":"Migrante brasileiro \u00e9 jovem, trabalha mais e est\u00e1 no Sudeste, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; No Brasil, 3,327 milh\u00f5es de pessoas deixaram seus estados de origem, entre 2003 e 2008. Em geral s\u00e3o pessoas jovens, com idade entre 18 e 29 anos, t\u00eam uma taxa de desemprego menor do que a de n\u00e3o migrantes e, quando conquistam um emprego, tendem a estar na formalidade, mas com uma carga hor\u00e1ria acima de 45 horas semanais. Os maiores fluxos de migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o entre estados da Regi\u00e3o Sudeste, e entre o Nordeste e o Sudeste brasileiro.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 do estudo Migra\u00e7\u00e3o Interna no Brasil, divulgado hoje (17) pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). \u201cSe analisarmos o total de migrantes que, entre 2003 e 2008, mudaram de estado, veremos que a maior quantidade ocorre entre estados da Regi\u00e3o Sudeste, com 465.593 migra\u00e7\u00f5es. Em segundo lugar, com 461.983 casos, est\u00e1 a migra\u00e7\u00e3o de pessoas que v\u00e3o de algum estado nordestino para algum estado do Sudeste, explicou o t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Herton Ara\u00fajo.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo ele, a migra\u00e7\u00e3o entre estados do Sudeste se difere da do Nordeste-Sudeste principalmente pelo fator escolaridade. \u201cApenas 6,1% dos nordestinos que v\u00e3o para o Sudeste estudaram pelo menos 12 anos. Esse percentual sobe para 23% quando analisamos a migra\u00e7\u00e3o dentro do Sudeste\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>O Centro-Oeste surpreendeu por apresentar 151.614 migra\u00e7\u00f5es internas. Proporcionalmente, foi o maior \u00edndice de migra\u00e7\u00e3o entre estados de uma mesma regi\u00e3o. \u201cMuito disso pode ser justificado pelo alto custo de vida no Distrito Federal, o que gera um grande n\u00famero de migra\u00e7\u00f5es para a regi\u00e3o do Entorno do Distrito Federal, de mais baixo custo de vida\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ele destaca que dentro das rela\u00e7\u00f5es migrat\u00f3rias envolvendo as regi\u00f5es Nordeste e Sudeste \u2013 regi\u00f5es onde se encontram mais de 60% dos migrantes do pa\u00eds \u2013 ocorreu um fato curioso. \u201cHouve, entre 2002 e 2007, uma invers\u00e3o dessa migra\u00e7\u00e3o, apresentando um saldo maior de pessoas indo do Sudeste para o Nordeste [<em>cada ano apresentado pelo estudo refere-se \u00e0 m\u00e9dia dos cinco anos anteriores<\/em>]\u201d. Mas, segundo o pesquisador, essa situa\u00e7\u00e3o voltou novamente a se reverter a partir de 2008.<\/p>\n<p>O estudo detalha que esse saldo migrat\u00f3rio, que entre 2002 e 2003 era levemente favor\u00e1vel ao Nordeste \u2013 migra\u00e7\u00f5es bastante pr\u00f3ximas a zero \u2013, foi ampliado entre 2003 e 2007, tendo o \u00e1pice em 2005, com saldo superior a 110 mil migra\u00e7\u00f5es para o Nordeste, com origem no Sudeste. \u201cEstimamos que 80% desse saldo \u00e9 de retorno de nordestinos a seus estados\u201d, afirmou o pesquisador.<\/p>\n<p>De acordo com o Ipea, 45,6% dos 3,327 milh\u00f5es de migrantes brasileiros s\u00e3o jovens, com idade entre 18 e 29 anos. Entre o p\u00fablico n\u00e3o migrante esse percentual cai para 29,5%. Al\u00e9m disso, os migrantes t\u00eam mais ocupa\u00e7\u00e3o do que os n\u00e3o migrantes: 68,9% contra 66,3%.<\/p>\n<p>De cada quatro pessoas com idade igual ou superior a 18 anos que v\u00e3o do Nordeste para o Sudeste, tr\u00eas est\u00e3o ocupadas. \u201cIsso se deve, em parte, ao fato de que o migrante n\u00e3o poder se dar ao luxo de ficar desempregado. Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 mais facilmente contornada pelos n\u00e3o migrantes. Como dizemos, poder ficar desempregado \u00e9 um luxo que nem todos t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de ter\u201d, justificou Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Enquanto um migrante tem um sal\u00e1rio m\u00e9dio de R$ 1,2 mil, os n\u00e3o migrantes recebem em m\u00e9dia R$ 968. \u201cEsses dados escondem o fator horas trabalhadas. Enquanto 41% dos migrantes trabalham mais do que 45 horas semanais, apenas 34,2% dos n\u00e3o migrantes encontram-se nessa situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 a luta pela sobreviv\u00eancia\u201d, concluiu o t\u00e9cnico do Ipea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia &#8211; No Brasil, 3,327 milh\u00f5es de pessoas deixaram seus estados de origem, entre 2003 e 2008. Em geral s\u00e3o pessoas jovens, com idade entre 18 e 29 anos, t\u00eam uma taxa de desemprego menor do que a de n\u00e3o migrantes e, quando conquistam um emprego, tendem a estar na formalidade, mas com uma carga hor\u00e1ria acima de 45 horas semanais. Os maiores fluxos de migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o entre estados da Regi\u00e3o Sudeste, e entre o Nordeste e o Sudeste brasileiro. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 do estudo Migra\u00e7\u00e3o Interna no Brasil, divulgado hoje (17) pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17401","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":538,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17401"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17401\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17402,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17401\/revisions\/17402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}