{"id":17235,"date":"2010-08-14T17:48:11","date_gmt":"2010-08-14T20:48:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=17235"},"modified":"2010-08-14T17:48:11","modified_gmt":"2010-08-14T20:48:11","slug":"nas-revistas-dilma-na-luta-armada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/08\/14\/nas-revistas-dilma-na-luta-armada\/","title":{"rendered":"Nas revistas: Dilma na luta armada"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><em><strong>\u00c9poca<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Dilma na luta armada<\/strong><\/p>\n<p>Em outubro de 1968, o Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI) produziu um documento de 140 p\u00e1ginas sobre o estado da \u201cguerra revolucion\u00e1ria no pa\u00eds\u201d. Quatro anos ap\u00f3s o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil, grupos de esquerda promoviam a\u00e7\u00f5es armadas contra o regime. O relat\u00f3rio lista assaltos a bancos, atentados e mortes. Em Minas Gerais, o SNI se preocupava com um grupo dissidente da organiza\u00e7\u00e3o chamada Polop (Pol\u00edtica Oper\u00e1ria). O texto afirma que reuni\u00f5es do grupo ocorriam em um apartamento na Rua Jo\u00e3o Pinheiro, 82, em Belo Horizonte, onde vivia Cl\u00e1udio Galeno Linhares. Entre os militantes aparece Dilma Vana Rousseff Linhares, descrita como \u201cesposa de Cl\u00e1udio Galeno de Magalh\u00e3es Linhares (\u2018Lobato\u2019). \u00c9 estudante da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e seus antecedentes est\u00e3o sendo levantados\u201d. Dilma e a m\u00e1quina repressiva da ditadura come\u00e7avam a se conhecer.<\/p>\n<p>Durante os cinco anos em que essa m\u00e1quina funcionou com maior intensidade, de 1967 a 1972, a militante Dilma Vana Rousseff (ou Estela, ou Wanda, ou Luiza, ou Marina, ou Maria L\u00facia) viveu mais experi\u00eancias do que a maioria das pessoas ter\u00e1 em toda a vida. Ela se casou duas vezes, militou em duas organiza\u00e7\u00f5es clandestinas que defendiam e praticavam a luta armada, mudou de casa frequentemente para fugir da persegui\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e do Ex\u00e9rcito, esteve em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, adotou cinco nomes falsos, usou documentos falsos, manteve encontros secretos dignos de filmes de espionagem, transportou armas e dinheiro obtido em assaltos, aprendeu a atirar, deu aulas de marxismo, participou de discuss\u00f5es ideol\u00f3gicas trancada por dias a fio em \u201caparelhos\u201d, foi presa, torturada, processada e encarou 28 meses de cadeia.<\/p>\n<p><strong>Sobrou dinheiro e faltou educa\u00e7\u00e3o<!--more--><\/strong><\/p>\n<p>A Igreja Apost\u00f3lica Renascer em Cristo est\u00e1 entre as institui\u00e7\u00f5es religiosas que mais crescem no pa\u00eds. Fundada na sala da casa de S\u00f4nia e Estevam Hernandes, bispa e ap\u00f3stolo da igreja, tornou-se em 24 anos um conglomerado de mais de 800 templos (espalhados pelo Brasil, por pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Estados Unidos), escola, gravadora e emissoras de r\u00e1dio e TV. Os eventos promovidos pela igreja re\u00fanem milhares de pessoas. Mas, assim como os fi\u00e9is, proliferam na Justi\u00e7a as a\u00e7\u00f5es contra a Renascer e seus dirigentes. A \u00faltima delas vem do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), que acusa a Funda\u00e7\u00e3o Renascer, uma entidade assistencial ligada \u00e0 igreja, de desviar R$ 1.923.173,95 recebidos do governo federal gra\u00e7as a dois conv\u00eanios celebrados com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os acordos foram assinados em 2003 e 2004 e previam a alfabetiza\u00e7\u00e3o de 23 mil jovens e adultos e a forma\u00e7\u00e3o de 620 professores. As d\u00favidas come\u00e7aram em 2007, quando auditores da FNDE e da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU)investigaram a aplica\u00e7\u00e3o dos repasses das verbas do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para ONGs integrantes do programa Brasil Alfabetizado. Ao ser submetida \u00e0 auditoria, a Funda\u00e7\u00e3o Renascer, para justificar gastos, apresentou uma lista de nomes de professores e alunos que teriam participado do programa de alfabetiza\u00e7\u00e3o. A lista n\u00e3o continha, por\u00e9m, nenhum n\u00famero de documento, como CPF, que comprovasse a exist\u00eancia das pessoas mencionadas. Foi rejeitada pela auditoria.<\/p>\n<p><strong>O pagode da casa de Netinho<\/strong><\/p>\n<p>O cantor Netinho de Paula ficou conhecido dos brasileiros por liderar o grupo de pagode Negritude Jr e comandar programas populares na televis\u00e3o. Em 2008, ele se elegeu vereador em S\u00e3o Paulo pelo PCdoB. Dois anos depois do sucesso inicial nas urnas, Netinho parece ter adquirido gosto pela pol\u00edtica. Nesta elei\u00e7\u00e3o, \u00e9 candidato ao Senado na chapa que tem Aloizio Mercadante (PT) como candidato ao Pal\u00e1cio dos Bandeirantes e a ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy (PT) como sua colega na disputa por uma das duas vagas reservadas ao Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Netinho vive com sua fam\u00edlia em uma casa de quase 2.000 metros quadrados, com piscina, campo de futebol e espa\u00e7o para festas. O im\u00f3vel est\u00e1 localizado em um dos condom\u00ednios mais luxuosos da Grande S\u00e3o Paulo, o Alphaville 8, no munic\u00edpio de Santana de Parna\u00edba, e fica protegido por uma reserva ambiental particular. Uma casa no local pode custar at\u00e9 R$ 8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Netinho comprou a casa em 2004, antes de entrar para a pol\u00edtica e depois de ter deixado o grupo Negritude Jr, no auge de sua carreira como apresentador do programa Domingo da gente, na TV Record. O sucesso como artista \u00e9 mais do que suficiente para justificar seu patrim\u00f4nio. Falta a Netinho, por\u00e9m, explicar como o im\u00f3vel, avaliado em pelo menos R$ 2,5 milh\u00f5es, desapareceu de sua declara\u00e7\u00e3o de bens ap\u00f3s ele ter se tornado vereador.<\/p>\n<p>Segundo os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao se lan\u00e7ar candidato a vereador em 2008, Netinho declarou um patrim\u00f4nio de R$ 1,3 milh\u00e3o. Entre seus bens, estava a casa onde mora. Neste ano, no entanto, ele informou \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral ter apenas R$ 193 mil em bens (uma redu\u00e7\u00e3o de mais de R$ 1 milh\u00e3o em dois anos), e a casa de Alphaville deixou de constar no seu patrim\u00f4nio oficial. Documentos obtidos por \u00c9POCA mostram que, em 2008, logo ap\u00f3s Netinho ter declarado a casa \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral, ela foi penhorada para garantir o pagamento de uma d\u00edvida trabalhista do vereador com ex-m\u00fasicos do grupo Negritude Jr.<\/p>\n<p><em>Isto\u00e9<\/em><\/p>\n<p><strong>Um tucano bom de bico<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabe\u00e7a da c\u00fapula tucana. Segundo oito dos principais l\u00edderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTO\u00c9, Souza, tamb\u00e9m conhecido como Paulo Preto ou Neg\u00e3o, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milh\u00f5es para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos n\u00e3o chegaram ao caixa do comit\u00ea do presidenci\u00e1vel Jos\u00e9 Serra. Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido n\u00e3o tem sequer como mover um processo judicial.<\/p>\n<p>\u201cEle arrecadou por conta pr\u00f3pria, sem autoriza\u00e7\u00e3o do partido. N\u00e3o autorizamos ningu\u00e9m a receber dinheiro de caixa 2. As \u00fanicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecada\u00e7\u00e3o s\u00e3o o Jos\u00e9 Gregori e o S\u00e9rgio Freitas\u201d, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. \u201cN\u00e3o podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no m\u00ednimo R$ 4 milh\u00f5es, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro est\u00e1 fazendo falta nas campanhas regionais\u201d, confirma um ex-secret\u00e1rio do governo paulista que ocupa lugar estrat\u00e9gico na campanha de Jos\u00e9 Serra \u00e0 Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo dois dirigentes do primeiro escal\u00e3o do partido, o engenheiro arrecadou \u201cantes e depois de definidos os candidatos tucanos \u00e0s sucess\u00f5es nacional e estadual\u201d. Os R$ 4 milh\u00f5es seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lan\u00e7amento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. \u201cEssa arrecada\u00e7\u00e3o foi puramente pessoal. Mas s\u00f3 faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. \u00c0s vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas\u201d, afirmou \u00e0 ISTO\u00c9 Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.<\/p>\n<p><strong>Berzoini, o corvo<\/strong><\/p>\n<p>O corvo \u00e9 um p\u00e1ssaro que exibe sinais de intelig\u00eancia, vive em grupos com estruturas hier\u00e1rquicas, mas na mitologia \u00e9 visto como um animal que traz press\u00e1gios ruins. Ao longo dessa campanha presidencial, o PT decidiu afastar dos holofotes um personagem que \u00e9 tido dentro do partido tamb\u00e9m como um emiss\u00e1rio de mau agouro, o ex-presidente da sigla e deputado Ricardo Berzoini. Envolto de uma forma ou de outra nos epis\u00f3dios mais obscuros do PT nos \u00faltimos anos, como o Mensal\u00e3o e os Aloprados, Berzoini, que concorre \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, agora \u00e9 novamente suspeito de ser o protagonista em outro esc\u00e2ndalo envolvendo novamente dossi\u00eas secretos. Dessa vez, a v\u00edtima seria o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desafeto de longa data do parlamentar petista. O caso tem ganhado cada vez mais aten\u00e7\u00e3o nos bastidores do partido e, na semana passada, chegou ao Congresso. O temor dos principais dirigentes petistas \u00e9 de que as brigas internas entre Berzoini e Mantega respinguem nas campanhas de alguns dos principais caciques da legenda.<\/p>\n<p><strong>Elas est\u00e3o indecisas<\/strong><\/p>\n<p>Aos 20 anos, Ang\u00e9lica Estev\u00e3o da Silva vai votar pela primeira vez para presidente no dia 3 de outubro. Apesar de trabalhar como dom\u00e9stica a apenas 30 quil\u00f4metros do Pal\u00e1cio do Planalto, em Bras\u00edlia, e de estar concluindo o curso fundamental, ela nem sequer consegue identificar os candidatos \u00e0 sucess\u00e3o do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Em S\u00e3o Paulo, Priscila Bose, 35 anos, gerente de uma empresa de com\u00e9rcio exterior, acompanha de perto a movimenta\u00e7\u00e3o dos presidenci\u00e1veis.<\/p>\n<p>Ang\u00e9lica e Priscila integram o contingente de pelo menos 44% de eleitores que ainda n\u00e3o sabem em quem votar para presidente, revelado nas mais recentes pesquisas espont\u00e2neas, aquelas nas quais o entrevistado manifesta sua inten\u00e7\u00e3o de voto antes de consultar a rela\u00e7\u00e3o dos candidatos. A diferen\u00e7a \u00e9 que Ang\u00e9lica pretende se informar por meio de programas de televis\u00e3o e Priscila est\u00e1 preparando uma planilha para definir seu voto a partir de uma pesquisa ampla.<\/p>\n<p><em>Carta Capital<\/em><\/p>\n<p><strong>80 anos de reflex\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Portuguesa de origem, brasileira de corpo e alma, Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares \u00e9 certamente a intelectual mais importante do pa\u00eds no \u00faltimo meio s\u00e9culo, Como professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, formou e influenciou gera\u00e7\u00f5es de economistas, bem como o debate econ\u00f4mico. Como ex-integrante do PMDB, ex-deputada federal e filiada ao PT, nunca se esquivou da milit\u00e2ncia progressista, inspirada na ideia de Darcy Ribeiro de apostar na constru\u00e7\u00e3o de uma &#8220;democracia racial nos tr\u00f3picos&#8221;. Em comemora\u00e7\u00e3o aos seus 80 anos, a Editora da UFMG, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, lan\u00e7a, na ter\u00e7a 24, uma colet\u00e2nea de artigos sobre sua obra. O livro foi organizado por Juarez Guimar\u00e3es, respons\u00e1vel por uma longa entrevista que Carta Caputal reproduz os principais trechos.<\/p>\n<p>JG: Ap\u00f3s oito anos de governo Lula, em que medida avan\u00e7ou-se na republicaniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds?<br \/>\nMCT: Na minha opini\u00e3o, o governo Lula foi o que mais avan\u00e7ou na republicaniza\u00e7\u00e3o do Brasil, porque sua luta fundamental \u00e9 por incluir os exclu\u00eddos nos seus direitos econ\u00f4micos, sociais e pol\u00edticos. Avan\u00e7ou muito na quest\u00e3o do trabalho, mas relativamente muito pouco na quest\u00e3o da terra. A luta por tornar republicano e democr\u00e1tico o pr\u00f3prio Estado brasileiro ainda est\u00e1 no come\u00e7o. E quanto ao rentismo financeiro, sobretudo nas formas de arbitragem de movimentos livres de capitais internacionais, isso praticamente n\u00e3o avan\u00e7ou. Essa \u00e9 uma heran\u00e7a do neoliberalismo iniciado no mundo na d\u00e9cada de 1970 e tardiamente, de forma perversa, no Brasil, que deixou uma heran\u00e7a mundial respons\u00e1vel inclusive pela recente crise mundial<\/p>\n<p><strong>Sob a guarda dos lobos<\/strong><\/p>\n<p>Iniciada nos anos 1980, ainda na ditadura, a luta pela libera\u00e7\u00e3o dos arquivos e documentos secretos produzidos pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o parecia ter chegado a um termo definitivo em 13 de maio de 2009, justamente pelas m\u00e3os de Dilma Rousseff, candidata do PT \u00e0 Presid\u00eancia. Presa e torturada, a ex-ministra da Casa Civil foi a respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do Centro de Refer\u00eancia das Lutas Pol\u00edticas no Brasil. Chamado de Projeto Mem\u00f3rias Reveladas, visava reunir num \u00fanico sistema todos os documentos da ditadura para facilitar a abertura de arquivos a pesquisadores e familiares de desaparecidos pol\u00edticos. \u00d3tima ideia, n\u00e3o fosse a qualidade dos guardi\u00f5es escolhidos para a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Para cuidar da opera\u00e7\u00e3o, foi designado o Arquivo Nacional, cuja sede no Rio de Janeiro abriga boa parte da mem\u00f3ria p\u00fablica do pa\u00eds. Aparentemente, uma solu\u00e7\u00e3o ideal, pelas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas do \u00f3rg\u00e3o. O problema \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o eles, mas uma turma da pesada, formada na linha de frente doutrin\u00e1ria dos governos de ditadura, que se tornou, paradoxalmente, deposit\u00e1ria desses documentos. Tudo por meio de uma entidade de nome singelo: Associa\u00e7\u00e3o Cultural do Arquivo Nacional (Acan). Trata-se de uma agremia\u00e7\u00e3o recheada de remanescentes do regime, inclusive generais e coron\u00e9is, al\u00e9m de uma maioria de civis formados na Escola Superior de Guerra (ESG) ou filiados ao Rotary Club e \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ao permitir o acesso a documentos da ditadura (at\u00e9 abril de 2010, 16,5 milh\u00f5es de p\u00e1ginas de textos) a grupos historicamente ligados \u00e0 defesa do regime, o governo federal colocou sob risco a implanta\u00e7\u00e3o do Projeto Mem\u00f3rias Reveladas. Nos bastidores, servidores do Arquivo Nacional, pesquisadores e familiares dos desaparecidos pol\u00edticos come\u00e7aram a levantar pistas sobre a possibilidade de destrui\u00e7\u00e3o dos arquivos. O primeiro aviso veio em junho passado, quando se revelou o estado deplor\u00e1vel das instala\u00e7\u00f5es do Arquivo Nacional em Bras\u00edlia. L\u00e1, descobriu-se cerca de 35 milh\u00f5es de folhas de documentos da ditadura armazenadas em lonas e sacos de lixo, sob goteiras e infiltra\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m sob risco iminente de inc\u00eandio.<\/p>\n<p><strong>O padr\u00e3o Olga Curado<\/strong><\/p>\n<p>Desde que o Basil voltou a eleger presidentes, em 1989, fala-se dos &#8220;magos&#8221; da propaganda pol\u00edtica. Agora, a disputa que pode eleger a primeira presidente tamb\u00e9m poder\u00e1 ser a primeira vez a se falar de uma &#8220;maga&#8221;. Se Dilma Rousseff for eleita, uma figura dos bastidores da campanha petista, a jornalista goiana Olga Curado, ganhar\u00e1 os holofotes. A menos de dois meses da elei\u00e7\u00e3o, a especialista em media training tem diante de si a tarefa de transformar a ex-ministra, estreante em elei\u00e7\u00f5es, numa estrela televisiva. Ou ao menos impedi-la de trope\u00e7ar no script. Nada de falas longas, nada de tecnicismos, nenhum destempero. Dilma n\u00e3o pode errar na tev\u00ea. Depende de seu desempenho na telinha a manuten\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, da vantagem que tem em rela\u00e7\u00e3o a Jos\u00e9 Serra, o PSDB. Desse desempenho, h\u00e1 quem diga, depender\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o da campanha: se em um ou dois turnos.<\/p>\n<p><strong>Tombstone? N\u00e3o, Macei\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria se repete como farsa, h\u00e1 quem diga. O ex-presidente Fernando Collor, candidato ao governo de Alagoas, protagonizou um revival. No fim de julho, bem ao estilo &#8220;aquilo roxo&#8221; que o notabilizou, Collor amea\u00e7ou um rep\u00f3rter da revista Isto\u00e9, autor de textos que o desagradaram. Na quarta-feira 11, uma vers\u00e3o briosa e modesta dos &#8220;caras-pintadas&#8221; marchou pelas ruas de Macei\u00f3 em protesto contra sua candidatura. Com palavras de ordem, coreografia e as cores da bandeira de Alagoas no rosto, a juventude que mal tinha nascido quando Collor virou s\u00edmbolo da corrup\u00e7\u00e3o no Brasil, percorreu 4 quil\u00f4metros na manifesta\u00e7\u00e3o convocada pelo Movimento de Combate \u00e0 Corrup\u00e7\u00e3o Eleitoral (MCCE).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9poca Dilma na luta armada Em outubro de 1968, o Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI) produziu um documento de 140 p\u00e1ginas sobre o estado da \u201cguerra revolucion\u00e1ria no pa\u00eds\u201d. Quatro anos ap\u00f3s o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil, grupos de esquerda promoviam a\u00e7\u00f5es armadas contra o regime. O relat\u00f3rio lista assaltos a bancos, atentados e mortes. Em Minas Gerais, o SNI se preocupava com um grupo dissidente da organiza\u00e7\u00e3o chamada Polop (Pol\u00edtica Oper\u00e1ria). O texto afirma que reuni\u00f5es do grupo ocorriam em um apartamento na Rua Jo\u00e3o Pinheiro, 82, em Belo Horizonte, onde vivia Cl\u00e1udio Galeno Linhares&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":651,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17235"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17236,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17235\/revisions\/17236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}