{"id":17129,"date":"2010-08-12T19:22:17","date_gmt":"2010-08-12T22:22:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=17129"},"modified":"2010-08-12T19:22:17","modified_gmt":"2010-08-12T22:22:17","slug":"advogado-diz-que-iraniana-foi-torturada-antes-de-confessar-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/08\/12\/advogado-diz-que-iraniana-foi-torturada-antes-de-confessar-crime\/","title":{"rendered":"Advogado diz que iraniana foi torturada antes de confessar crime"},"content":{"rendered":"<p>O advogado da iraniana condenada \u00e0 morte por apedrejamento por adult\u00e9rio afirmou a um jornal brit\u00e2nico que sua cliente foi agredida e torturada para que aceitasse admitir a culpa na televis\u00e3o iraniana.<\/p>\n<p>Em uma entrevista exibida na noite de quarta-feira no Ir\u00e3, em um programa pol\u00edtico que denunciou a &#8220;propaganda dos meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais&#8221;, uma mulher apresentada como Sakineh Mohamadi Ashtiani, 43 anos, afirmou que um homem com o qual tinha uma rela\u00e7\u00e3o prop\u00f4s a morte de seu marido, e que ela permitiu que ele cometesse o crime na sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>A mulher, que falava em azeri (dialeto turco) e que teve as palavras traduzidas ao persa, estava coberta por um xador negro que permitia ver apenas o nariz e um dos olhos.<\/p>\n<p>&#8220;Ela foi agredida violentamente e torturada at\u00e9 aceitar aparecer diante das c\u00e2meras&#8221;, afirmou Hutan Kian, advogado da mulher, em uma entrevista publicada no site do jornal brit\u00e2nico The Guardian.<\/p>\n<h3>Itamaraty confirma pedido de asilo<\/h3>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva ofereceu a possibilidade de receb\u00ea-la como refugiada no Brasil. O Itamaraty disse \u00e0 &#8220;<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/781787-itamaraty-diz-que-fez-pedido-formal-de-asilo-a-sakineh-ao-ira-mas-nao-por-escrito.shtml\" target=\"_blank\">Folha. com<\/a>&#8221; que n\u00e3o mandou carta ao Ir\u00e3, mas considera a &#8220;gest\u00e3o&#8221; uma oferta formal de asilo \u00e0 vi\u00fava Sakineh Ashtiani, 43. Para a diplomacia, &#8220;gest\u00e3o&#8221; \u00e9 quando o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores ou mesmo o presidente de um pa\u00eds manda o embaixador procurar a chancelaria da capital onde atua para estabelecer rela\u00e7\u00f5es formais entre os pa\u00edses.<\/p>\n<div>\n<div>\n<h3>Assista \u00e0 &#8220;confiss\u00e3o&#8221; de Ashtiani<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<div><object id=\"player_5993452\" classid=\"clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000\" width=\"300\" height=\"252\"><param name=\"_cx\" value=\"7937\" \/><param name=\"_cy\" value=\"6667\" \/><param name=\"FlashVars\" \/><param name=\"Movie\" value=\"http:\/\/storage.mais.uol.com.br\/embed.swf?p=editoruol&amp;mediaId=5993452\" \/><param name=\"Src\" value=\"http:\/\/storage.mais.uol.com.br\/embed.swf?p=editoruol&amp;mediaId=5993452\" \/><param name=\"WMode\" value=\"Window\" \/><param name=\"Play\" value=\"0\" \/><param name=\"Loop\" value=\"-1\" \/><param name=\"Quality\" value=\"High\" \/><param name=\"SAlign\" value=\"LT\" \/><param name=\"Menu\" value=\"-1\" \/><param name=\"Base\" \/><param name=\"AllowScriptAccess\" value=\"always\" \/><param name=\"Scale\" value=\"NoScale\" \/><param name=\"DeviceFont\" value=\"0\" \/><param name=\"EmbedMovie\" value=\"0\" \/><param name=\"BGColor\" \/><param name=\"SWRemote\" \/><param name=\"MovieData\" \/><param name=\"SeamlessTabbing\" value=\"1\" \/><param name=\"Profile\" value=\"0\" \/><param name=\"ProfileAddress\" \/><param name=\"ProfilePort\" value=\"0\" \/><param name=\"AllowNetworking\" value=\"all\" \/><param name=\"AllowFullScreen\" value=\"true\" \/><\/object><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Foi o que o Brasil fez, segundo o Itamaraty. O presidente Lula e, na sequ\u00eancia, o ministro Celso Amorim ordenaram que o embaixador brasileiro em Teer\u00e3, Antonio Salgado, se encontrasse com a chancelaria iraniana oferecendo asilo \u00e0 Sakineh.<!--more--><\/p>\n<p>Mais cedo nesta quinta-feira (12), o embaixador do Ir\u00e3 no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, negou em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que tenha recebido oferta formal por escrito do governo brasileiro a Teer\u00e3 de asilo ou ref\u00fagio pol\u00edtico para a mulher.<\/p>\n<p>Sakineh Mohamadi Ashtiani foi condenada em 2006 por ter mantido &#8220;rela\u00e7\u00f5es ilegais&#8221; com dois homens depois da morte do marido. A senten\u00e7a de apedrejamento provocou uma onda de indigna\u00e7\u00e3o em todo o mundo e foi suspensa temporariamente pelo ministro da Justi\u00e7a, Sadeq Larijani.<\/p>\n<p>O advogado da iraniana manifestou o temor de que o governo iraniano execute a cliente, que teve a pena transformada em morte por enforcamento no m\u00eas passado.<\/p>\n<div>\n<div>\n<h3>Raio-x do Ir\u00e3:<\/h3>\n<ul>\n<li><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/n.i.uol.com.br\/ultnot\/1004\/23ira.gif\" border=\"0\" alt=\"\" \/><strong>Nome oficial:<\/strong> Rep\u00fablica Isl\u00e2mica do Ir\u00e3<br \/>\n<strong>Capital:<\/strong> Teer\u00e3<br \/>\n<strong>Tipo de governo:<\/strong> Rep\u00fablica Teocr\u00e1tica<br \/>\n<strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong> 66.429,284<br \/>\n<strong>Idiomas:<\/strong> Persa e dialetos persas 58%, turcomano e dialetos turcos 26%, curdo 9%, luri 2%, balochi 1%, \u00e1rabe 1%, turco 1%, outros 2%<br \/>\n<strong>Grupos \u00e9tnicos:<\/strong> Persas 51%, azeris 24%, e gilakis mazandaranis 8%, curdos 7%, \u00e1rabes 3%, lurs 2%, balochis 2%, turcomenos 2%, outros 1%<br \/>\n<strong>Religi\u00f5es:<\/strong> Mu\u00e7ulmanos 98% (xiitas 89% e sunitas 9%), outras (que inclui zoroastras, judeus, crist\u00e3os, e bahais) 2%<br \/>\n<em>Fonte: CIA Factbook<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Na semana passada, um alto funcion\u00e1rio judicial iraniano, Mossadegh Kahnemui, afirmou que Sakineh, &#8220;al\u00e9m de duplo adult\u00e9rio, tamb\u00e9m foi considerada culpada de compl\u00f4 para matar o marido&#8221;.<\/p>\n<h3>Execu\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>De acordo com a Anistia Internacional, o Ir\u00e3 \u00e9 o segundo pa\u00eds que mais executa condenados no mundo, atr\u00e1s apenas da China. Segundo o \u00faltimo levantamento do \u00f3rg\u00e3o, o pa\u00eds governado por Mahmoud Ahmadinejad matou 388 pessoas em 2009 e \u00e9 o l\u00edder em execu\u00e7\u00f5es no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Assassinato, adult\u00e9rio, roubo armado, apostasia e tr\u00e1fico de drogas s\u00e3o crimes pun\u00edveis com a pena de morte pela lei isl\u00e2mica do Ir\u00e3, implementada desde a Revolu\u00e7\u00e3o de 1979.<\/p>\n<p>A morte por apedrejamento foi sentenciada muitas vezes depois de 1979, mas s\u00f3 foi oficializada no C\u00f3digo Penal do pa\u00eds em 1983. At\u00e9 1997, pelo menos dez pessoas foram mortas nessa modalidade por ano, segundo dados da organiza\u00e7\u00e3o de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.<\/p>\n<p>O ex-presidente moderado Mohammad Khatami conseguiu reduzir a aplica\u00e7\u00e3o da puni\u00e7\u00e3o, mas a senten\u00e7a voltou a ser usada mais frequentemente depois que Ahmadinejad chegou ao poder.<\/p>\n<p>Nas condena\u00e7\u00f5es por apedrejamento no Ir\u00e3, as mulheres s\u00e3o enterradas at\u00e9 o busto e homens atiram pedras pequenas o bastante para n\u00e3o matar rapidamente. No caso dos homens, eles s\u00e3o enterrados at\u00e9 a cintura, com os bra\u00e7os livres para que possam se defender.<\/p>\n<p><em>* Com as ag\u00eancias internacionais e a Folha.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O advogado da iraniana condenada \u00e0 morte por apedrejamento por adult\u00e9rio afirmou a um jornal brit\u00e2nico que sua cliente foi agredida e torturada para que aceitasse admitir a culpa na televis\u00e3o iraniana. Em uma entrevista exibida na noite de quarta-feira no Ir\u00e3, em um programa pol\u00edtico que denunciou a &#8220;propaganda dos meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais&#8221;, uma mulher apresentada como Sakineh Mohamadi Ashtiani, 43 anos, afirmou que um homem com o qual tinha uma rela\u00e7\u00e3o prop\u00f4s a morte de seu marido, e que ela permitiu que ele cometesse o crime na sua presen\u00e7a. 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