{"id":16620,"date":"2010-08-04T08:13:36","date_gmt":"2010-08-04T11:13:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=16620"},"modified":"2010-08-04T08:13:36","modified_gmt":"2010-08-04T11:13:36","slug":"bahia-e-o-segundo-estado-com-maior-numero-de-denuncias-de-violencia-domestica-contra-mulher-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/08\/04\/bahia-e-o-segundo-estado-com-maior-numero-de-denuncias-de-violencia-domestica-contra-mulher-no-brasil\/","title":{"rendered":"Bahia \u00e9 o segundo estado com maior n\u00famero de den\u00fancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra mulher no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"file:\/\/\/tmp\/moz-screenshot-1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em><strong>CORREIO<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O servi\u00e7o de den\u00fancia Ligue 180, espec\u00edfico para receber queixas de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher, registrou alta de 112% de janeiro a julho deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (3) pela Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, que criou a central em 2005.<\/p>\n<p>Considerando a quantidade de liga\u00e7\u00f5es por estado, S\u00e3o Paulo teve o maior registro, seguido por Bahia e Rio de Janeiro. Quando a an\u00e1lise \u00e9 feita considerando a quantidade de liga\u00e7\u00f5es a cada 50 mil mulheres de cada estado, o Distrito Federal fica em primeiro com 267 liga\u00e7\u00f5es a cada 50 mil mulheres. Em seguida, est\u00e3o o Tocantins, com 245 queixas a cada 50 mil mulheres e o Par\u00e1, com 237 queixas a cada 50 mil mulheres.<!--more--><\/p>\n<p>O disque-den\u00fancia registrou 343.063 atendimentos nos sete primeiros meses de 2010 contra 161.774 nos mesmos meses de 2009.<\/p>\n<p>Para o governo, o crescimento da busca pelo servi\u00e7o &#8220;reflete um maior acesso da popula\u00e7\u00e3o a meios de comunica\u00e7\u00e3o, vontade de se manifestar acerca do fen\u00f4meno da viol\u00eancia de g\u00eanero, ao fortalecimento da rede de atendimento \u00e0s mulheres e ao empoderamento da popula\u00e7\u00e3o feminina local&#8221;.<\/p>\n<p>A busca de informa\u00e7\u00f5es sobre a Lei Maria da Penha, lei 13.340\/2006, corresponde a 50% do total de informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo Ligue 180. A Lei Maria da Penha completa quatro anos de san\u00e7\u00e3o nesta semana.<\/p>\n<p>Dos atendimentos registrados neste ano pelo Ligue 180, a maioria se deveu a crimes de les\u00e3o corporal. Em seguida, vieram as amea\u00e7as, conforme dos dados do balan\u00e7o. Juntos, os dois tipos de queixas somaram 70% dos registros do Ligue 180. A Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres informou que esses crimes tamb\u00e9m s\u00e3o os mais registrados por mulheres nas delegacias.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da secretaria, o total de registros de amea\u00e7as &#8211; em 8.913 situa\u00e7\u00f5es &#8211; mostra que \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o a esse tipo de queixa. &#8220;A voz de uma mulher que reporta estar sendo amea\u00e7ada tem de ter credibilidade. Pois s\u00f3 a v\u00edtima \u00e9 quem tem a real dimens\u00e3o do risco que corre&#8221;, disse em nota a subsecret\u00e1ria Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia contra as Mulheres Aparecida Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Os relatos de viol\u00eancia somaram 62.301 registros, sendo que 36.059 foram de viol\u00eancia f\u00edsica; 16.071 de viol\u00eancia psicol\u00f3gica; 7.597 de viol\u00eancia moral; 826 de viol\u00eancia patrimonial; e 1.280 de viol\u00eancia sexual. Foram registrados 239 casos de c\u00e1rcere privado.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o mostra tamb\u00e9m que em 68,1% dos casos a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 presenciada pelos filhos. Al\u00e9m disso, em 16,2% das situa\u00e7\u00f5es o filho sofre a viol\u00eancia junto com a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Os atendimentos mostram ainda que 39,6% das mulheres dizem sofrer viol\u00eancia desde o in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o. Outras 57% afirmaram que s\u00e3o agredidas f\u00edsica ou psicologicamente todos os dias. Em mais da metade dos casos, as mulheres disseram correr risco de morte.<\/p>\n<p><strong>Perfil de agredidas e agressores<\/strong><br \/>\nO perfil de quem agride \u00e9 parecido com o de quem \u00e9 agredida. A maioria das mulheres que ligou para a central tem entre 25 e 50 anos (67,3%) e n\u00edvel fundamental de escolaridade (48,3%). Nas queixas, a maioria apontou que os agressores t\u00eam entre 20 e 45 anos (73,4%) e tamb\u00e9m n\u00edvel fundamental de escolaridade (55,3%).<\/p>\n<p>Das mulheres que entraram em contato com a central, de acordo com a secretaria, 72,1% vivem com o agressor, sendo que 57,9% s\u00e3o casadas ou t\u00eam uni\u00e3o est\u00e1vel. Outros 14,7% prestaram queixa contra o ex-namorado ou ex-companheiro. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do G1.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"file:\/\/\/tmp\/moz-screenshot.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CORREIO O servi\u00e7o de den\u00fancia Ligue 180, espec\u00edfico para receber queixas de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher, registrou alta de 112% de janeiro a julho deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (3) pela Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, que criou a central em 2005. Considerando a quantidade de liga\u00e7\u00f5es por estado, S\u00e3o Paulo teve o maior registro, seguido por Bahia e Rio de Janeiro. 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